O mais imoral dos dias do STF: “No STJ e no STF ele resolve tudo”

 

Ricardo Noblat, em seu blog, com exata precisão, revela o sentimento que perpassa a todos diante da decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) de libertar Daniel Dantas e sua turma. Gilmar Mendes desconsiderou em absoluto a contundência dos fatos e agarrou-se a preciosismos jurídicos para libertar o homem que sabe tudo sobre seus amigos tucanos (a quem Mendes serviu durante o governo de FHC). Na noite de 09 de julho de 2008, a mais alta corte do Judiciário brasileiro escreveu, pelas mãos de seu presidente, a mais imoral das suas páginas:


“A decisão do ministro Mendes não deu importância ao crime de suborno. Nem ao prejuízo às investigações que Dantas possa causar uma vez libertado em tempo recorde. De resto, desprezou o sentimento cada vez mais enraizado na sociedade de que o Brasil tem uma Justiça de classes. Ela é bondosa e conivente com os endinheirados e espertos. E rigorosa com os desprovidos de recursos e de sobrenomes famosos. Mendes foi de uma infelicidade atroz ao condenar a “espetacularização” das ações da Polícia Federal logo no dia em que ela prendera dois dos homens mais ricos do país – Dantas e Naji Nahas, acusados por uma penca de crimes. E outra vez foi infeliz ao mandar soltar Dantas e sua turma em tão curto espaço de tempo. Em entrevista recente à revista Piauí, Dantas afirmou que só temia uma coisa no Brasil: a Polícia Federal. Não tem mais porque temê-la.”

 

Colaboração: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

 

 

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