Kawai Shihan em Natal/RN – 10 anos de Aikidô em Natal – Exames de Dan

9 Novembro 2009

No final de semana dos dias 31/10/2009 a 02/11/2009, ocorreu na cidade Natal, estado do Rio Grande do Norte, as comemorações pelos 10 anos de Aikidô Kawai Shihan naquela capital. O evento deu-se na Academia Central de Aikidô de Natal com a presença do Sr. Reishin Kawai, 8º Dan de Aikidô e introdutor da arte no Brasil.

Dentre os convidados, além do Kawai Shihan e de sua filha Cristina Kawai, o evento contou com a presença de Rodrigo Martins Sensei, responsável pela Academia Central de Aikidô de Natal e pela introdução do Aikidô da linhagem do fundador Morihei Ueshiba na cidade do Natal e dos demais Sensei(s) da Academia de Natal (Marco Antonio, James Carlos, Sérgio Pellissari e Gabriel Lopes).

De outros estados vieram: Rogério Sensei, representando o estado da Paraíba; Henrique Sensei, representando Pernambuco e Daniel Sensei, representando a Bahia e colegas da Academia de Natal em outras cidades (São Paulo/SP, Parnamirim/RN, Mossoró/RN). Além dos ilustres convidados, alunos dos respectivos mestres compareceram ao evento.

O evento teve início no dia 31/10/2009 com um treino de abertura ministrado por Rodrigo Sensei. Após o treino, os participantes saíram em comitiva ao aeroporto da cidade do Natal (em Parnamirim) para fazer as boas vindas ao Mestre Reishin Kawai e sua filha Cristina.

No dia 01/11/2009, domingo, logo às 07:00h da manhã, os candidatos a aquisição de grau e mudança de grau já estavam perfilados no tatame da Academia Central de Aikidô de Natal para receber o avaliador Kawai Shihan. O exame se deu, como de costume, em uma atmosfera de confiança, alegria e descontração.

Após os exames, aqueles que participavam, foram prestigiar a presença do Mestre Kawai em um almoço no restaurante Sal e Brasa e depois, outra comitiva o levou ao aeroporto para seu retorno a São Paulo.

No final da tarde do mesmo dia, às 16:00h, os alunos da Academia Central de Aikidô de Natal e seus convidados participaram em peso do último treino do dia ministrado por Rodrigo Sensei.

Na noite do referido dia, por volta das 19:30h, deu-se a festa do evento comemorativo aos 10 anos de Aikidô em Natal com a participação no palco da Academia Central de Aikidô da violonista e aluna da Academia, a Srta. Mariana; apresentação da cantora e também aluna da Academia Central, Srta. Themis; da apresentação de Rodrigo Sensei, Leonardo (Ex Tricor), e Aleksej também alunos da Academia Central e Marco Antonio Sensei e seu filho Yuri.

Por fim, em 02/11/2009, segunda-feira, ocorreu às 08:00h da manhã, o treino de encerramento do evento com a presença dos alunos e dos convidados dos vários estados para encerrar as festividades dos 10 anos de Aikidô Kawai Shihan em Natal/RN.

Em breve será publicada a lista com os novos graduados da Academia Central de Aikidô de Natal.

 

Conheça o aikidô

Aikidô Kawai Shihan – União Sul Americana: www.aikidokawai.com.br

Aikidô em Natal: www.aikidorn.com.br

Aikidô em Pernambuco: www.aikidope.com.br

Aikidô na Paraíba: www.aikidopb.com

Aikidô na Bahia: www.aikidobahia.com.br

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


A História da Espada Japonesa

15 Setembro 2009

Durante do período Jokoto (800 dC), as espadas usadas eram retas, com fio simples ou duplo e pobremente temperadas. Não havia um desenho padrão, e eram atadas à cintura por meio de cordas. Evidências históricas sugerem que elas eram feitas por artesãos chineses e coreanos que trabalhavam no Japão. As primeiras espadas que se tornaram a arma padrão do samurai foram feitas pelo ferreiro Amakuni, em meados do século VIII.

A adoção do eficiente fio curvado foi um grande passo tecnológico para a época, que coincidiu com as melhorias nas técnicas de temperamento. A era de ouro da manufatura de espadas deu-se sete séculos mais tarde, entre 1394 e 1427. De qualquer modo, quando se estabeleceu a infantaria de massa em substituição à cavalaria das épocas anteriores, a pesada espada do tipo “tachi”, que servia ao cavaleiro montado, foi substituída pela leve kataná, mais curta. Antes, o cavaleiro portava a espada com a lâmina para baixo e a desembainhava em um movimento para cima, de modo que não ferisse o cavalo. Já a kataná passou a ser portada com a lâmina voltada para cima.

Tal mudança na forma de porte da espada significou o início de um método de combate completamente novo, que teria um efeito dramático no modo como o samurai encarava a guerra.

Com a espada segura firmemente na cintura, o samurai a sacava e cortava rapidamente num só movimento, defendendo-se sem precisar sacar primeiro e só então adotar uma postura defensiva. Desde então, o Kenjutsu (uso da espada já sacada) e o Battojutsu (saque e corte imediato) tornaram-se disciplinas separadas, porém paralelas. Várias escolas e sistemas se estabeleceram, então, para o ensino de ambas.

Durante o Sengoku Jidai, a falta de um governo central forte encorajou os daimyo a lutar entre si para expandir territórios. Cresceu a demanda por armas, e os ferreiros iniciaram uma produção em massa de espadas de baixa qualidade. Antes, o aço era cuidadosamente elaborado, forjado e temperado num processo artesanal. Depois, passou a ser importado de forma já pronta, para facilitar a forja rápida. A espada resultante, embora bela, era menos durável e imprecisa. A verdadeira beleza da espada está em sua precisão, durabilidade e aparência. Só quando esses três elementos estão combinados, a arma terá boa performance nas mãos do espadachim.

Espadas que avariam em contato com um objeto duro, ou que revelam uma parte interna de baixa qualidade, não podem ser consideradas legítimas “Nippon To” (espadas japonesas). Não merecem compartilhar da reputação estabelecida pelas lâminas dos grandes mestres ferreiros, que produziam com métodos tradicionais. Hoje, apenas as escolas de Toyama e Nakamura fazem o teste de corte (Tameshigiri). No final da batalha de Sekigahara, em 1600, venceu o general Tokugawa Ieyasu, e seguiram-se trezentos anos de paz.

Nesse período, não havia outro modo de testar uma espada senão pelo corte de corpos de criminosos mortos. Portar espada era proibido, segundo a lei de 1876. Desde que surgiu um interesse no Ocidente pelas artes marciais do Japão, estipulou-se que a verdadeira arte da espada morreu com a restauração Meiji, ou logo após o uso de espadas pelos samurais ter sido esquecido. Alguns historiadores afirmam que a arte da espada começou a declinar após a batalha de Sekigahara, no período Tokugawa, e nunca mais foi recuperada. A conclusão é que a arte da espada morreu no final do século XIX.

Felizmente, nada disso é verdade. Em 1875, no começo da era Meiji, o Japão vislumbrava seu moderno futuro industrial e a Toyama Gakko, sob nova direção, provou ser o veículo a carregar a tradição da espada rumo ao século XX. Fundada para treinar guerreiros militares, além de outras disciplinas, sua base era o “Gunto Soho”, ou “método da espada militar”. Essa combinação de técnicas de antigas escolas famosas, principalmente a Omori Ryu, e sua adoção pelo exército, levou mais tarde à fundação da escola Toyama de espada, em 1925.

Outras escolas, entretanto, não obtiveram o mesmo sucesso. Escolas que antes ensinavam os antigos métodos de samurai agora voltavam-se ao mercado de massa. Em 1870, muitos dojôs na área de Tóquio ensinavam técnicas menos vigorosas. Quando o Kenjutsu dos samurais tornou-se o Kendo do praticante comum, muito da tradição foi perdido.

Porém, as artes tradicionais ainda sobreviviam em algumas escolas militares. Até hoje, o Battojutsu permanece pouco conhecido fora dos círculos militares. A beleza dessa arte consiste em sua simplicidade e eficiência mortal, sem posturas artificiais ou teatrais. Ela é simplesmente uma maneira eficiente, prática e rápida de cortar um oponente num decisivo ato de auto-defesa. Seu poder destrutivo é devastador. O Battojutsu pode apenas ser aprendido em uma escola tradicional onde os métodos antigos, baseados numa experiência de combate real, ainda são seguidos. Então, o método do corte pode ser compreendido em sua plenitude.

Colaboração: www.bugei.com.br


Jojutsu – Rekishi no Jo – História do Bastão

3 Setembro 2009

Acredita-se que a arte do bastão mais curto foi desenvolvida pelo grande espadachim Muso Gonosuke, há aproximadamente quatro séculos atrás, após uma derrota em combate pelo famoso Myamoto Musashi, que utilizava espadas de madeira (boken, bokutô) para seus combates.

De acordo com a histórica tradição, Gonosuke se retirou para um templo Shinto e, após longo período de treinamento árduo, de muita purificação e meditação na arte do bastão, desenvolveu um notável domínio sobre o Jo. Seu estilo foi denominado de Shindo Muso Ryu, foi então que desafiou Musashi para um novo confronto. O método criado por Gonosuke possibilitou penetrar na forte postura do estilo de Musashi.

Gonosuke Sensei praticou firme e continuamente até desenvolver os golpes básicos que resultaram em 20 técnicas, que mais tarde foram combinados e aperfeiçoados, sendo criadas as formas básicas (Kata).

Os Katas básicos do Jojutsu, que posteriormente vieram a fazer parte do Jodô (nome adotado por algumas escolas), incluem a utilização de sequências com outras armas, como Bo (bastão longo), Boken e Tanto (faca).

Colaboração: www.bugei.com.br


O Aikijujutsu

17 Agosto 2009

Aikijujutsu, arte marcial praticada antigamente pelos nobres japoneses, por sua riqueza de conhecimento e dificuldade. Perde-se na história a época ou período do surgimento da arte, já que o Japão antigo não exercitava a prática da escrita, restringindo o conhecimento passado apenas entre os familiares das aldeias. Diz-se que sua origem vem da arte da espada, o Kenjutsu, quando nas batalhas não havia outras soluções para a defesa que não o conceito do Sukima (vazio).

O Sukima representa um fundamento básico do Aikijujutsu, e simboliza fazer com que um adversário (inicialmente portando a espada Katana) não consiga atingir seu objetivo, apenas usando os conceitos dos quatro elementos, água, fogo, ar e terra. A partir deste princípio surgiu o primeiro movimento que hoje constituí o Aikijujutsu.

Arte muito antiga, baseada na harmonia e na utilização da energia  interior, conhecida  como Ki. O Ki é o princípio que rege o universo do Aikijujutsu, focalizando os estudos em sua condução e direcionamento. Bastante usada por velhos e mulheres, por sua riqueza e eficácia da utilização da não-força; alguns a consideram como a arte de lutar sem lutar. É baseada na utilização de chaves, torções e imobilizações, de modo a invalidar o inimigo buscando a harmonia do corpo.

O nome da arte pode ser traduzida para o português da seguinte forma:

 Ai: harmonia,amor 

 Ki: energia, força vital

 Ju: flexibilidade

 Jutsu: arte

O AikiJuJutsu, desde a organização por Minamoto no Yoshimitsu, e até mesmo antes, teve muitos caminhos distintos, que resultaram em diferentes estilos, como o Daito Ryu Aiki JuJutsu, fundado por Sokaku Takeda, e também o Aiki JuJutsu estudado no Kaze no Ryu, que se difere daquele em muito pela influência das artes de guerra nos povos antigos, os Ainos, que originaram o povo Shizen.

O Aikijujutsu de Takeda veio da linhagem dos Minamoto, que organizaram as técnicas Aiki e o fundaram, aproximadamente no séc.XV. A arte se desenvolve através da circularidade, tal como no universo, pois o praticante é um “sol”, que mantém seus inimigos em sua órbita, sem jamais deixar de iluminá-los. Porém, sempre após o dia, vem a noite, que esconde as práticas mais fortes e rígidas voltadas à guerra, onde se encontra o que chamamos Hidoi.

A complexidade de seu sistema a consagrou como uma arte de nobres costumes. Sua dificuldade se encontra exatamente na harmonia interior do praticante, não se deixando levar por qualquer sentimento ou emoção que afetasse a sua técnica.

Colaboração: www.bugei.com.br


O Hara no Hinduísmo

4 Agosto 2009

Na índia, o Hara é conhecido como o Swadhistana (Morada do Prazer), em sânscrito, ou Chakra Sexual (sacro), no Brasil. Na verdade, a função desse chakra ultrapassa em muito a função genital. Ele também controla as vias urinárias e as gônadas (glândulas endócrinas: testículos no homem; ovários na mulher) e é responsável pela vitalização do feto em formação (função essa que divide com o chakra básico). Aliás, a ligação desses dois chakras é estreita demais. Isso se deve ao fato de que parte da energia Kundalini é veiculada do básico para dentro do chakra sacro. É por esse fator que alguns tibetanos consideram esses dois chakras como um único centro.

Devido à sua intensa atuação energética na área genital, o chakra sacro normalmente é suprimido por várias doutrinas espiritualistas ocidentais, muito presas à condicionamentos antigos sobre sexualidade. Muitas delas colocam o chakra esplênico (que fica na altura do baço) em seu lugar. O motivo disso é simplesmente o tabu em relação à questão sexual. Já os orientais não sofreram a repressão sexual imposta aqui no Ocidente pelo Cristianismo, daí não hesitaram em classificar o chakra sexual como um dos principais centros de força do campo energético, enquanto consideram o chakra do baço apenas como um centro de força secundário.

Osho, no livro The Golden Future, fala sobre a prática de reter o Ki ao “fechar o Hara”:

“O Hara é o centro por onde a vida deixa o corpo. É o centro da morte. A palavra Hara é Japonesa; eis porque no Japão, suicídio é chamado de Harakiri. O centro localiza-se a duas polegadas abaixo do umbigo. Isso é muito importante, e quase todo mundo já o sentiu. Porém, só no Japão eles se aprofundaram em suas implicações. 

O Hara está muito próximo do centro sexual. Se você não se elevar em direção aos centros mais altos, em direção ao sétimo centro que está na sua cabeça, se você permanecer por toda sua vida no centro sexual, bem ao lado do centro do sexo está o Hara, e quando sua vida acabar, o Hara será o centro por onde sua energia da vida sairá do corpo.

Energia transbordando no centro do sexo é perigoso, porque ela pode começar a ser liberada pelo Hara. E se ela começar a sair pelo Hara, ficará mais difícil conduzi-la para cima. Então eu tinha lhe dito para manter sua energia dentro e não para ser tão expressivo: Segure-a dentro! Eu só queria que o centro do Hara, que estava se abrindo e que poderia ser muito perigoso, ficasse completamente fechado.

Você seguiu isso, e você se tornou uma pessoa totalmente diferente. Agora quando lhe vejo, não posso acreditar na expressividade que tinha visto antes. Agora você está centrado e sua energia está se movendo na direção correta para os centros mais elevados. Está quase no quarto centro, que é o centro do amor e que é um centro muito equilibrado. Três centros estão abaixo e três centros estão acima dele.

Por causa desses sete centros, a Índia nunca deu importância ao Hara. O Hara não está na linha; está apenas ao lado do centro do sexo. O centro sexual é o centro da vida e o Hara é o centro da morte. Excitação demais, muito descentramento, lançar demasiada energia por todo o lugar é perigoso porque isso leva sua energia em direção ao Hara. E uma vez que a rota é criada, fica mais difícil mover-se para cima. O Hara situa-se paralelo ao centro sexual, assim a energia pode se mover muito facilmente. O Hara deve ser mantido fechado. Eis porque eu lhe disse para ficar mais centrado, para segurar seus sentimentos dentro, e para trazer a energia para seu Hara. Se você puder manter seu Hara controlando conscientemente suas energias, este não as permite sair. Você começa a sentir uma tremenda gravidade, uma estabilidade, um centramento, o que é uma necessidade básica para que a energia se eleve.

Seu centro do Hara tem tanta energia que, se ela for corretamente direcionada, a iluminação não é um lugar distante.

Portanto, essas são minhas duas sugestões: mantenha-se tão centrado quanto possível. Não se perturbe com coisas pequenas: alguém está zangado, alguém lhe insulta e você fica pensando nisso por horas. Toda sua noite fica perturbada porque alguém disse alguma coisa… Se o Hara puder segurar mais energia, assim, naturalmente essa imensa energia começa a subir. Há somente uma certa capacidade no Hara, e toda energia que se move para cima move-se através do Hara; mas o Hara deve estar bem fechado.

Então uma coisa é que o Hara deve permanecer fechado.

A segunda coisa é que você deve trabalhar sempre pelos centros mais elevados. Por exemplo, se você fica zangado com muita freqüência você deve meditar mais sobre a raiva, para que essa raiva desapareça e essa energia se transforme em compaixão. Se você é um homem que a tudo odeia, então você deve se concentrar no ódio; medite sobre o ódio, e essa mesma energia se transforma em amor. Prossiga movendo-se para cima, pense sempre nos degraus mais altos, para que você possa alcançar o ponto mais elevado de seu ser. E não deve haver nenhum vazamento no centro do Hara.

Não deve ser permitido que a energia se mova através do Hara. Uma pessoa cuja energia começa através do Hara, você pode detectar muito facilmente. Por exemplo, existem pessoas com quem você irá se sentir sufocado, com quem você irá sentir como se elas estivessem sugando sua energia. Você descobrirá isso, depois que elas vão embora, você relaxa e fica à vontade, embora essas pessoas não estivessem fazendo nada de errado a você.

Você também encontrará o tipo oposto de pessoas, cujo encontro lhe torna alegre, mais saudável. Se você estiver triste, sua tristeza desaparece; se você estiver zangado, sua raiva desaparece. Essas são as pessoas cujas energias estão se movendo para os centros mais elevados. A energia delas afeta a sua energia. Estamos continuamente afetando uns aos outros. E o homem cônscio, escolhe amigos e companhias que elevam sua energia.

Um ponto está bem claro. Existem pessoas que lhe sugam, evite-as! É melhor ser claro quanto a isso, diga adeus a elas. Não há necessidade de sofrer, porque são perigosas; elas também podem abrir o seu Hara. O Hara delas está aberto, eis a razão de criarem tal sentimento de sugação em você.

A psicologia ainda não percebeu isso, mas é muito importante que pessoas psicologicamente doentes não deviam ficar juntas. E isso é o que está ocorrendo por todo o mundo. Pessoas psicologicamente doentes são colocadas juntas em instituições psiquiátricas. Elas já são psicologicamente doentes e vocês as estão colocando numa companhia que irá arrastar a energia delas mais para baixo ainda.

Mesmo os médicos que trabalham com doentes mentais já deram indicações suficientes disso. Mais psicanalistas cometem suicídio do que qualquer outra profissão, mais psicanalistas enlouquecem do que qualquer outra profissão. E todo psicanalista de vez em quando precisa ser tratado por algum outro psicanalista. O que acontece com esses coitados? Cercado de pessoas psicologicamente doentes, eles são continuamente sugados, e eles não têm a menor idéia de como fechar o Hara delas.

Existem métodos, técnicas para fechar o Hara, assim como há métodos para a meditação, para mover a energia para cima. O melhor e mais simples método é: tente permanecer tão centrado em sua vida quanto possível. As pessoas não podem sequer sentar em silêncio, elas ficam mudando de posição. Elas não podem deitar silenciosamente, por toda à noite elas ficam agitadas e revirando-se.

Você fez bem. Basta continuar o que você está fazendo, acumulando sua energia dentro de você mesmo. A acumulação de energia automaticamente a faz subir. E quando ela ficar mais elevada você irá se sentir em paz, mais amoroso, mais alegre, compartilhando, mais compassivo, mais criativo. Não está muito longe o dia quando você irá se sentir repleto de luz, e com o sentimento de ter chegado de volta em casa.”

Referências nos links abaixo:

O conceito de Chi;

Qi e Energia: Tradução, Tradição, Traição;

Confusão do chakra esplênico com o sacro;

A Importância do Musubi

Colaboração: www.saindodamatrix.com.br


O Hara na Medicina Chinesa

31 Julho 2009

O Tan t’ien está no centro do corpo. Os taoístas acreditavam que no útero o feto humano recebe um tipo especial de Ki pelo cordão umbilical. Era o chamado “Ki pré-natal“, que circulava livremente em sua órbita bem como em todos os 32 meridianos de energia. Depois do nascimento e com o passar do tempo este Ki perde seu controle sobre o corpo, não circula mais livremente, os meridianos ficam bloqueados e resultam em desequilíbrios emocionais, doenças físicas e fragilidade, na velhice.

Por outro lado, Tan t’ien é o nome dado aos três principais centros de energia localizados no eixo interno de nosso corpo:

1º) Tan t’ien Superior – Localizado atrás do ponto médio entre as sobrancelhas – Hipófise.

2º) Tan t’ien Médio – Localizado na região do Plexo – Coração.

3º) Tan t’ien Inferior – Localizado três dedos abaixo do umbigo. 

É esse último ao qual nos referimos aqui, também chamado “Mar de Energia“. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, estando cheio o reservatório, ele transborda para os oito vasos energéticos (“vasos maravilhosos“) e posteriormente flui para os doze canais (meridianos), cada um dos quais associados a órgãos específicos. Dessa forma o Ki circula por todo o corpo ao longo de canais (muitas vezes seguindo um percurso paralelo ao sistema cardiovascular), animando toda a matéria viva de nosso ser.

O Tan t’ien, portanto, é claramente a base de todo o sistema energético. Mas os órgãos de vital importância para o corpo, na medicina chinesa, são os rins (Shen), pois eles que regulam o armazenamento e distribuição de Ki para o corpo.

Sabedor disso (de alguma forma), os sacerdotes das diversas religiões usam uma cinta, faixa ou corda exatamente nesta altura (notem que não é uma questão estética, já que ela fica um pouco acima da cintura). Lutadores de artes marciais também costumam amarrar uma larga faixa bem apertada nesse local, para ativar e evitar dispersão da energia. A importância parece estar no judaísmo, também, pois no velho testamento os Salmos fazem várias referências ao coração e rins.

No ritual de iniciação ao Zoroastrismo o sacerdote pega três cordões, que simbolizam a essência filosófica dessa religião: boas palavras, bons pensamentos e boas ações. O iniciado beija as cordas, que são então levadas à altura da fronte (ou terceiro olho) e é então amarrado na cintura do iniciado, na altura dos rins, simbolizando um comprometimento com essas três bases Zoroástricas de uma forma muito parecida com o judaísmo, que usa um Tefilin no braço e na cabeça para simbolizar que se está intimamente “atado” a Deus.

Referências nos links abaixo:

O conceito de Chi;

Qi e Energia: Tradução, Tradição, Traição;

Confusão do chakra esplênico com o sacro;

A Importância do Musubi

Colaboração: www.saindodamatrix.com.br


O Hara

30 Julho 2009

Hara (腹) significa literalmente “barriga“. É na região abdominal onde o Ki se acumula, mas o ponto central de onde esta energia flui para todo o corpo é conhecido por Tanden (em japonês) ou Tan t’ien (丹田 em chinês), que significa literalmente “área vermelha“, um ponto 6 cm (três dedos) atrás e abaixo do umbigo. É nesse ponto que os praticantes de Kempô, Karatê ou do Tai Chi Chuan se concentram quando fazem as suas técnicas. É fechando o períneo e contraindo o cóccix que se fecha um circuito de energia (para não deixá-la escapar, nas meditações Taoístas) e assim unir os canais ímpares Jen Mu e Tu Mu, fazendo assim a órbita Microcósmica no interior do corpo. Sendo estes dois canais intensificados (energizados) os demais meridianos são também intensificados (os dois canais ímpares influem nos outros canais pares, na acupuntura).

Com a prática dessa técnica de retenção do Ki, pode-se fazer uma brincadeira que é usada em demonstrações de artes marciais, quando uma pessoa normalmente magra é levantada facilmente por outra mais forte, mas quando essa mesma pessoa se concentra e direciona seu Ki para baixo, “enraíza” no chão e aparentemente dobra de peso, só sendo levantada novamente com grande esforço físico.

Na verdade o que ocorre é o seguinte: quando alguém tenta nos levantar e concentramos no Tanden, nós dirigimos – mentalmente – o nosso Ki para baixo, para os pés e para a terra.

Assim, a força do nosso adversário é direcionada para baixo pela força do nosso fluxo – da nossa energia indo para baixo – então o nosso adversário está nos “empurrando” para baixo e não para cima, como ele pensa que está. Para ele superar este fluxo terá que desprender bem mais energia do que o necessário para nos levantar do solo. É um redirecionamento da força do oponente (a base do Aikidô).

Uma outra técnica que todos podem fazer diariamente para aumentar gradativamente o Ki é o Resshu Gamae, uma técnica de centralização de energia. Você assume essa postura ereta, com os joelhos levemente flexionados, como se estivesse abraçando o tronco de uma grande árvore. As palmas das mãos espalmadas, viradas para dentro, e cujos dedos apontam um para o outro, sem se tocar.

Comece fazendo isso por 5 minutos ao dia, por 15 dias. Depois passe para 10 min. ao dia por mais 15 dias, e depois 20 min. por mais 15 dias. Depois disso você já pode sair por aí soltando Hadouken, Leigan, etc.

No Japão, diz-se que os mestres em caligrafia, espada, cerimônia do chá ou artes marciais “atuam a partir do Hara“, ou seja, não precisam de esforço para fazê-lo (algo próximo ao nosso “saber de cor“). Professores budistas orientam seus estudantes a centrar suas mentes no Tanden, que ajuda a manter sob controle os pensamentos e as emoções. “Atuar a partir do Tanden” no budismo é o equivalente ao estado de Samadhi.

Referências nos links abaixo:

O conceito de Chi;

Qi e Energia: Tradução, Tradição, Traição;

Confusão do chakra esplênico com o sacro;

A Importância do Musubi

Colaboração: www.saindodamatrix.com.br


O Ki

24 Julho 2009

Na China é chamado Chi ou Qi. No Japão é chamado Ki. Podemos definir o Ki como Força Vital, ou Essência vital da pessoa, que também está presente em animais, plantas, e todos os seres vivos.

Na filosofia chinesa, originalmente, Chi era aquilo que diferenciava as coisas com vida das coisas sem vida. Com o desenvolvimento dessa filosofia, o conceito de Chi foi ampliando, cada vez mais, sua gama de significados e aplicações. Por isso desenvolveu-se o trio Jing, Chi, Shen: Essência, substância, e energia espiritual. Assim, pode-se dizer que o corpo físico (Jing) contém o Chi (que poderia ser um campo elétrico ligando o físico ao espiritual) e que o Chi contém o espírito, que é sem forma e intangível.

Note que o Chi é a ponte entre matéria e espírito, mais ou menos como o conceito de perispírito no Espiritismo. Outro conceito é que o Chi seria o “material” básico do qual todas as coisas são feitas. As diferenças não seriam que algumas coisas tinham Chi e outras não, mas sim um princípio (Li; em japonês, Ri) que determinava como o Chi estava organizado e funcionava (similar à metafísica grega de forma/matéria).

Pode-se detalhar ainda mais o Ki (Chi) em quatro tipos:

1 – Yuan ChiChi original, verdadeiro. É o mais importante para o corpo, pois é formado pelo Chi essencial, inato, produzido a partir dos alimentos pelo Estômago e pelo Baço/Pâncreas, e também pela inalação do ar límpido (ver Prana). É a força motriz para as atividades vitais do corpo.

2 – Zhong ChiChi principal. Constitui a força motora que promove a respiração do Pulmão e circulação do sangue e do coração. A voz e a respiração, a temperatura e a capacidade de movimento do corpo estão relacionadas com esse Chi, que se obtém principalmente do ar.

3 – Yong ChiChi da nutrição. Produzido a partir da água e dos alimentos, está distribuído nos vasos sanguíneos, realizando o papel de nutrição.

4 – Wei ChiChi defensivo ou protetor. Produzido principalmente pelo estômago e pelo baço/pâncreas, esse Chi é a parte mais forte convertida a partir de alimentos, e possui a característica de ser ágil e rápido nos movimentos. Ele está livre do controle da corrente sanguínea, circulando livremente por todo o corpo, até mesmo exteriormente pela pele. As funções de Wei Chi são defender a superfície corpórea contra fatores patogênicos exógenos, controlar o abrir e fechar dos poros cutâneos, regular a temperatura, umedecer e dar brilho à pele e aos pêlos. A insuficiência de Chi no estômago, baço e pâncreas pode levar o paciente a sentir frio e facilidade em apresentar secreção pulmonar.

A origem etimológica do ideograma (Kanji) Ki (気) é o Chi tradicional chinês (氣), que representa o arroz (米) emanando de si o vapor (气) enquanto cozinha. É interessante, porque a energia vital da pessoa pode ser vista por um sensitivo como a aura (em diferentes cores) que rodeia seu corpo.

Também é interessante notar que no dicionário há 31 significados associados ao ideograma, os mais comumente usados sendo ar, sopro, essência, espírito, coração, éter, atmosfera, temperamento, sabor, etc, enquanto “energia“, tão comumente associado a Ki no ocidente, tem outro ideograma e nome: “Seiryoku“.

O Ki na atividade Imunológica

A atuação do Ki e seu efeito na atividade imunológica recentemente começou a ser estudado em laboratório, quando o Dr. Tsuyoshi Ohnishi, do Philadelphia Biomedical Research Institute, procurou obter evidências científicas objetivas da existência ou não do “Efeito Ki” inibindo o crescimento de células cancerígenas.

Foram usadas células cultivadas de fígado humano com câncer, HepG2, separada em três grupos com a mesma contagem de células. Um especialista japonês em Ki emitiu sua energia através dos dedos sobre as vasilhas de um grupo por 5 minutos e 10 minutos em outro, deixando um grupo sem exposição alguma. Após 24 horas, foram feitas novas contagem de células e estudo de proteínas. Foi percebido que o número de células cancerígenas nos grupos expostos ao Ki era muito menor do que o do grupo não-exposto, na faixa de 30.3% e 40.6% (com 5 a 10 minutos de exposição ao Ki, respectivamente). E a quantidade de proteína por célula era muito maior nos grupos expostos ao Ki, na faixa de 38.8% e 62.9% (5 e 10 min., respectivamente).

Como todos os grupos tinham o mesmo número de células no início do experimento, a diferença entre os dois se deu por conta do “Efeito Ki“. Os resultados foram significantes estatisticamente.

Referências nos links abaixo:

O conceito de Chi;

Qi e Energia: Tradução, Tradição, Traição;

Confusão do chakra esplênico com o sacro;

A Importância do Musubi

 

Colaboração: www.saindodamatrix.com.br


Fontes Ideológicas das Artes Marciais Japonesas

10 Julho 2009

O Japão sempre foi fiel aluno e profundo admirador da cultura da China e da Coréia. Importou da China o budismo, o confucionismo, as artes, a escrita, o sistema político, instrumentos musicais, usos e costumes.

Os coreanos ensinaram a arte da fundição, da arquitetura, da carpintaria e incentivados pelo príncipe Shotoku, a escrita chinesa kanji foi ensinada pelo mestre coreano Wang-I aos iletrados japoneses do século VI, como instrumento necessário para o aprendizado do budismo.

Discípulo aplicado, o japonês entendeu a natureza da sua alma e o conforto espiritual que lhe proporcionava a doutrina que falava da salvação pela iluminação, ou seja, pelo conhecimento. Mais ainda, moldou sua personalidade, sua cultura, seu modo de falar, de se relacionar com as pessoas pelos cânones budistas. Não há no budismo nenhum mandamento. Nada obrigatório, nada mandatário, nada no imperativo. Não há nem mesmo Deus ou deuses. Há apenas caminhos apontados. Buda, que significa apenas “O Iluminado”, dizia que o caminho natural de todo ser humano é atingir o estado de Buda. E para isso, apontava caminhos, mas nunca obrigou ninguém a trilhá-los, nunca sequer disse que o que pregava era uma religião. Dizia apenas que a salvação do homem só se dá pela compreensão das quatro nobres verdades, segundo a tradição Theravada.

“A vida é cheia de sofrimento”;

“O sofrimento provém da ânsia”;

“O sofrimento pode terminar se eliminar a ânsia”;

“O meio de atingir a paz interior (nirvana) é através das oito vias sagradas”.

“As oito vias sagradas são ditas a senda óctupla dos três treinamentos superiores: Sabedoria, Ética e Meditação”.

Derivada do budismo, a tônica do zen-budismo é a integração com o todo pelo fazer e pela meditação. A ação existe como recurso para esvaziamento da mente. Não se fala, não se pensa, faz-se o mais perfeito porque o corpo é apenas expressão da alma. Ao falar e ao pensar, estamos conscientes, ocupando, portanto, parcela muito pequena das nossas mentes grandemente mergulhadas no insondável inconsciente. No gesto e na ação perfeitas, fora do consciente, revela-se a perfeição do inconsciente, a perfeição da alma. 

O xintoísmo é a religião primitiva do Japão. Nasceu da relação do homem com a Natureza, seus sentimentos, crenças e superstições, por isso, é animista e panteísta. Tudo é dotado de alma, há divindades para tudo: florestas, águas, rios, mares, árvores, pedras, entes falecidos etc. Assim, o nipônico primitivo tornou sagrados os elementos que amava e respeitava.

Dentre todos os elementos da Natureza, o ser humano é o único ser passível de veneração, porque nasce de deuses celestiais. Nos lares, o japonês venera seus ancestrais num pequeno santuário de madeira, oferecendo-lhes água e a primeira porção da comida. Contrariamente ao budismo, não há ensinamentos no xintoísmo, apenas uma mitologia escrita em 712 no Kojiki (Relato de coisas antigas) e em 720 no Nihonshoki (Crônicas do Japão). Há inúmeras divindades, mas nenhuma necessidade de igreja ou templo.

Antigamente os japoneses cercavam um pedaço do terreno com a corda de palha trançada (shimenawa) e ali celebravam suas cerimônias xintoístas. O visitante que quisesse reverenciar a divindade máxima no altar de um santuário xintoísta, seria levado pelo sacerdote ao altar onde há apenas um espelho. “Tipifica o coração humano que quando perfeitamente plácido e claro reflete a própria imagem da Divindade”, explica Inazo Nitobe. Não se pode ensinar o xintoísmo porque não há o que ensinar: nem doutrina, nem mandamento, apenas a mitologia narrando a origem do arquipélago e do povo japonês. Só se aprende o xintoísmo pela convivência e pelo exemplo, afirma Yunagita Kunio, um dos maiores estudiosos da cultura japonesa.

Do sábio chinês Confúcio (Kung Fon Tzeu) o japonês aprendeu a ética social, o respeito à hierarquia familiar e à da sociedade. Confúcio ocupava-se unicamente do presente; nada ensinava da vida além-morte. Em comum com o budismo, o confucionismo prega a sabedoria e a benevolência, além da justiça, honestidade e sentido da propriedade. 

Toda arte japonesa ao harmonizar corpo, mente e espírito, reflete os princípios religiosos expostos. Não há a perfeição como objetivo a ser atingido. A concepção de perfeição é zen-budista: está no buscar, no caminhar, por isso, grande parte das artes japonesas, têm a finalização (caminho). Shodô é o caminho da escrita, kadô, o caminho das flores ou dos arranjos florais também conhecido como ikebana, kadô, com outro kanji para “ka” significando poesia, é o caminho da poesia ou a arte do poeta, butsudô, o caminho dos ensinamentos budistas, sadô ou chadô, o caminho do chá ou a arte da cerimônia do chá, kendô, o caminho da espada, aikidô, o caminho para harmonia do espírito, judô, caminho suave ou caminho da luta suave, karatê-dô, caminho da arte marcial de mãos vazias. Mesmo que se repute perfeita a arte, o mestre se considera apenas no caminho porque cada execução é única, irrepetível, irretocável, produto do estado de alma naquele exato instante. E executa-se porque o enlevo da alma é também único para cada instante.

A cultura japonesa considera natural trilhar o caminho do aprimoramento da alma. A arte é apenas um dos meios para isso. O xintoísmo moldou as artes ensinando o respeito e a necessidade de convivência com o próximo para nosso aperfeiçoamento como homens. Para os praticantes das artes marciais japonesas, o local de treinamento, é como no xintoísmo, terreno sagrado, merecedor de respeito e reverência. É local de aprendizado e elevação espiritual, para o que as lutas são meros instrumentos, por isso, é muito natural que lutadores de aikidô, judô, sumô, kendô ou outra arte marcial reverenciem o local da prática e o adversário, antes e depois da luta. Natural também que as regras éticas tenham moldado as regras esportivas, surgidas depois.

Produto cultural dessa ideologia, tudo ligado ao conhecimento e àquilo que nos aprimora, é respeitado e venerado: as escolas, os livros, os professores, os santuários, os templos, a prática de qualquer arte que eleve, instigue nossa sensibilidade estética, como na poesia ou pintura, ou dê paz espiritual ao homem, como na arte do bonsai ou da cerimônia do chá. Os professores ou aqueles que ensinam gozam de alta reputação social. Sensei (professor), além de ser pronome de tratamento para quem ensina, é pronome altamente respeitoso, equivalente a doutor para nós brasileiros.

Referências Bibliográficas:

Michiko Yusa – Religiões do Japão – pag 31 – ed 2002 – Edições 70 – Lisboa – Portugal

Inazo Nitobe – Bushidô – a alma de samurai – ed pag 16 apud in Benedito Ferri de Barros – Japão – harmonia dos contrários – ed 1988 – página129

Para saber mais: D. T. Suzuki e Erich Fromm – Zen-budismo e Psicanálise

Para saber mais: op cit Michiko Yusa e Xintoismo e Edmond Rochedieu – Editorial Verbo ed 1982 Lisboa/Portugal.

Colaboração: www.aikikaizen.com.br


I M P R E S S Õ E S – 1° ANO DE SUCESSO

2 Julho 2009

O Blog I M P R E S S Õ E S está em festa. Na data de hoje, 02/07/2009, o Blog completa seu primeiro ano de sucesso.

Em 02/07/2008 o Blog foi ao ar com o objetivo de ser mais uma opção para debates acerca de assuntos da Atualidade, Aikidô, Artes Marciais, Cultura,  Direito, Espiritismo, Notícias e Trabalho Voluntário.

Depois do seu 1° ano de vida O Blog confirma que o objetivo foi alcançado e agradece aos mais de 20.885 acessos. Reforça ainda que, em continuidade ao trabalho apresentado, continuará divulgando os melhores textos para os melhores leitores.

I M P R E S S Õ E S agradece a sua visita.

By IMPRESSÕES – www.impressione.wordpress.com


Chico Xavier nas Telas

1 Julho 2009

Depois do bem sucedido “Bezerra de Menezes: diário de um espírito”, chegou a vez de um filme contando a vida do médium Francisco Cândido Xavier conquistar seu espaço nas salas de cinema de todo o país. E já está tudo praticamente acertado para o início das filmagens do longa, que se chamará “Chico Xavier”. Se não houver nenhum contratempo, as filmagens devem começar agora no início de julho, conduzidas pelo experiente Daniel Filho, que dirigiu a comédia-romântica “Se eu fosse você”, e sua continuação, ainda em cartaz em muitas salas e já assistida por mais de 6 milhões de pessoas.

O longa sobre o mais conhecido médium espírita do mundo será rodado pela Globo Filmes e tem seu lançamento marcado para o dia 2 de abril de 2010, data em que Chico estaria completando 100 anos. As exibições em circuito nacional acontecerão inicialmente em 300 salas.

De acordo com o produtor-executivo Júlio Uchoa, 102 artistas irão compor o elenco, muitos deles nomes conhecidos da Rede Globo. Para viver Chico em três diferentes fases foram escalados o paulistano Nélson Xavier (67 anos), o mineiro Ângelo Antônio (45 anos) – que nasceu na mesma cidade que o médium, Pedro Leopoldo – e o niteroiense Mateus Rocha (34 anos). Pedro Paulo Rangel viverá o padre Sebastião Scarzelli, que orientou os caminhos religiosos de Chico na infância e se tornou seu grande amigo. A mãe do médium, a doméstica Maria João de Deus, morta em 29 de setembro de 1915 quando Chico tinha apenas 5 anos, será interpretada em alguns momentos por Letícia Sabatella e em outros por Giovanna Antonelli. Giulia Gam interpretará a madrinha que maltratou Chico quando criança. O operário João Cândido Xavier, pai do médium, será vivido por Luís Melo. Tony Ramos e Christiane Torloni aparecerão no longa como os pais do jovem goiano Maurício, que morreu vítima de uma bala e enviou mensagem pelo médium inocentando seu amigo, que estava sendo acusado pela Justiça por sua morte, caso que teve repercussão mundial.

Profundamente envolvido com o personagem, o ator Nélson Xavier foi recentemente conhecer em Uberaba, no Triângulo Mineiro, o meio onde o médium viveu por longos anos até a sua desencarnação, em 2002. E em entrevista para a Rede Integração, afiliada da Rede Globo na cidade, falou sobre a emoção de viver Chico nas telas.

É um filme que precisava ser feito. É só isso que eu sei dizer” – brinca o ator, que em vários momentos da entrevista se emociona. “As pessoas que trabalham com o Chico Xavier são pessoas que vivem para a caridade. É um mundo que a gente não está habituado a viver todo dia. Jesus Cristo disse para amarmos o próximo como a nós mesmos. Essa bandeira levantada por Jesus há dois mil anos e que a Humanidade tenta cumprir com dificuldade, essas pessoas fazem isso na vida delas, cumprem esse mandamento. É uma coisa muito forte” – diz, com a voz embargada. “Eu espero estar à altura para desempenhar esse personagem”.

Quem quiser ter uma noção do que irá ver nas telas em abril de 2010, já é possível assistir à chamada do filme na internet, na página:

www.youtube.com/watch?v=rTZkfZZmlME

 

Veja também:

http://www.youtube.com/watch?v=Zhvib5IFfqM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=XuMgiWfMXhw&feature=related

 

Colaboração:  Serviço Espírita de informação

www.lfc.org.br/sei/boletim.htm


Conto Sufi – CÉU e INFERNO

30 Junho 2009

Os sufi são uma das centenas de castas da Índia. São um povo pobre, temente a Deus e que se especializaram em contar histórias que transmitissem aos mais jovens os ensinamentos filosóficos de seus ancestrais. Segue um conto: 

Mulla Nasrudin sonhou que estava no céu e que tudo à sua volta era muito bonito e fácil. Só encontrava beleza e não precisava fazer esforço para nada, bastava desejar alguma coisa – qualquer coisa – e ela aparecia.

Nasrudin tinha tudo que queria e estava super satisfeito, os milagres aconteciam sempre que desejava. Foi bom demais por algum tempo, até que ele começou a se entediar, deixou de achar graça naquela vida. Aí resolveu procurar algum problema, qualquer situação que lhe aborrecesse ou até lhe fizesse ficar deprimido, porque já não suportava mais tanta maravilha. Não encontrou nada que lhe perturbasse. Passou a procurar um trabalho para fazer, uma responsabilidade qualquer e não havia nada, porque era perfeito.

No seu sonho Mulla Nasrudin gritou:

- Não agüento mais! Estou cheio de não fazer nada e de ter tudo! Preferiria estar no Inferno!

E uma voz lhe respondeu:

- E onde é que você pensa que está?

By IMPRESSÕES – www.impressione.wordpress.com


Os Três Aspectos do Judô – Por Jigoro Kano

2 Abril 2009

Quando o Judô, como nós conhecemos hoje, era ainda primitivo e comumente se referia a ele como Jujutsu, o principal propósito do treino era aprender um método pelo qual se aparava um ataque. Os praticantes assim faziam com o objetivo de colocar as habilidades que eles haviam aprendido para o uso da nação ou para defenderem-se. Mas mesmo se eles tivessem um propósito no treino, era sem muitas dificuldades, e muitos praticantes particularmente que exploravam como colocar as habilidades que eles haviam aprendido, ficaram, em vez disso, principalmente interessados no desenvolvimento da força.

 

Desde o estabelecimento da Kodokan, o Judô tem-se tornado algo que deveria ser estudado não apenas como um método de defesa pessoal, mas também como uma maneira de treinar o corpo e cultivar a mente. Naturalmente, esse treino físico e cultivo mental têm de possuir seu próprio propósito, e desde o começo eu tenho enfatizado que o corpo treinado e a mente cultivada têm de ser colocados para bons usos. Entretanto, no passado havia uma energia adquirida através desse cultivo que era relativamente negligenciada. No futuro, eu gostaria de defender todos os três aspectos igualmente.

 

É difícil ponderar a relativa importância dessas três coisas, mas tomá-las com o objetivo do completo estudo da defesa contra o ataque é base e habilidade para treinar o corpo e cultivar a mente que vem desse estudo. Com um corpo bem treinado e uma mente cultivada, você pode aplicar o seu treino a benefício da sociedade. Assim, tomando esses processos em uma ordem lógica, colocando a sua energia em uso na sociedade é o último fator a ser considerado. Entretanto, se nós olhamos para ele de uma outra direção, colocando a sua energia para o melhor uso, tem de ser o propósito final do estudo da atividade humana. Treino e cultivo do corpo e da mente são caminhos para alcançar esse propósito. E porque esse treino e cultivo naturalmente evoluem do treino da defesa contra ataque, podemos entender o treino da defesa contra ataque como um meio para um fim.

 

O verdadeiro valor de uma pessoa é determinado pelo quanto ela contribui para sociedade durante a sua vida. Isso se aplica às pessoas comuns também, mas em particular àquelas que se especializam no Judô que têm de agir de um modo consistente com os propósitos do Judô. Quando você pratica Judô, tem de tentar aperfeiçoar-se e contribuir para a sociedade através dessa prática, você tem de enfatizar a importância disso durante os seus ensinamentos aos outros.

 

Ao mesmo tempo, você tem de escolher métodos que permitam você o melhor alcance dos objetivos do Judô na sua vida diária. Por exemplo, com respeito às exigências básicas da vida tais como comida, roupa e abrigo, e também na sua interação social, você tem de seriamente considerar se está conduzindo a sua vida ao mesmo tempo em que faz a sua máxima contribuição para a sociedade. Algo que parece bom porque está à mão pode ser imprestável no futuro, enquanto alguns em alguns casos um pouco de paciência é altamente efetiva para favorecer a sua sorte no futuro. Todos esses aspectos têm de ser considerados e planejar cuidadosamente é necessário, a fim de alcançar um bom resultado global.

 

Isso não é de modo algum uma tarefa, o sucesso de alguém ou o fracasso dependem principalmente da preparação (ou carecer daquilo) nessas áreas, então isso tem de ser considerado seriamente. A base da felicidade na vida é encontrada não em perseguir o ganho material ou o prazer temporário, e a verdadeira bondade voltada para os amigos significa dar conselhos sérios quando precisam, de forma abnegada, sem receito de ofendê-los.

 

Até aqui eu realcei nessas páginas que o propósito do Judô é aperfeiçoar a si mesmo, para colaborar com a sociedade, e adaptar-se à época em que se vive. As pessoas podem razoavelmente se perguntarem como o propósito do Judô difere dos propósitos das pessoas comuns e podem indagar a necessidade de prosseguir no Judô. O propósito do Judô, claro, não difere do das pessoas comuns – nesse aspecto repousa o valor do Judô.

 

Porque o propósito do Judô é o mesmo que os das pessoas comuns, não há necessidade em hesitar em fazer um esforço para cumprir esse propósito. A razão do Judô é necessária para preencher o propósito de alguém é que a prática do Judô capacita-nos a encontrar o meio mais apropriado e a desenvolver a habilidade para assim proceder. Não há dúvida que o sucesso depende dos meios. E, além disso, para ser a melhor maneira de aprender como fazer o uso mais efetivo da sua força física e mental, pode ser dito que o Judô é “estudo dos meios”, e a sua prática é o estudo dos melhores meios para alcançar todos os tipos de sucesso.

 

Tradução: MARCOS JOSÉ DO NASCIMENTO – Servidor Público Federal, 1° Kyu de Aikidô pela Academia Central de Aikidô de Natal e Yudansha de Judô pela Academia Higashi, em Natal/RN


MISOGI – Por Hiroshi Ikeda

6 Março 2009

Hoje eu e minha esposa saímos cedo do trabalho e fomos para a escola de nosso filho antes do final da aula. Era nossa semana de fazer a limpeza da sala de aula da 4ª e 5ª série. Nesta escola cada família participa pelo menos uma vez no ano da limpeza da sala de aula de seus filhos, fazendo a limpeza (o que é muito encorajado), ou pagando $40 para que a escola contrate alguém para fazer isso (o único zelador da escola). A maioria das famílias escolhe ir fazer a limpeza.

 

Nós temos feito isso desde o jardim de infância, e se tornou um ritual do qual gostamos muito. Acho que estar no meio da ação nos faz sentir que fazemos parte da escola, isso nos dá um sentimento de conexão com o lugar em que nosso filho passa várias horas de seu dia. Nós fazemos isso por ele, pelo professor, por seus colegas, fazendo uma pequena contribuição para manter o mundo deles limpo, em ordem e agradável. De uma maneira simbólica, estamos recompensando seu professor, a quem ele adora (e nós também) por ter uma influência tão positiva em sua vida.

 

Então dizemos “olá” para os outros pais e vamos ao armário do zelador, pegamos um aspirador de pó e uns sacos de limpeza e vamos para a sala de aula de Jill. É claro que nosso filho preferiria passar o tempo no laboratório de computação enquanto nós limpamos as mesas e tiramos manchas dos teclados, mas ele se junta a nós por tempo suficiente para limpar o quadro negro guardar o aspirador de pó. Além disso, ele nos lembra que “faz seu trabalho” todos os dias. Isto é, as tarefas que as crianças fazem em turnos antes de ir para casa, pequenas coisas como alimentar o porquinho da índia, limpar em baixo das mesas, guardar as cadeiras e suprimentos.

 

Eu descobri que esta escola é uma exceção neste caso. Isso me surpreende, porque em todas as escolas que freqüentei no Japão, as crianças não limpavam apenas suas salas de aula, mas também os corredores e áreas comunitárias. Nós limpávamos e lavávamos as janelas. Isso não era uma punição, de forma alguma; era o que tínhamos que fazer, e tínhamos orgulho de trabalharmos juntos para cuidar de nosso espaço. Acho que não pensávamos nisso, mas estávamos aprendendo sobre responsabilidade, respeito, realizações e cooperação.

 

Como a sala de aula, o dojô é um lugar importante – muitos diriam que talvez seja ainda mais importante que uma sala de aula, porque no dojô nosso trabalho é refinar habilidades que podem nos colocar no limite entre a vida e a morte.

 

Acredito que muitas pessoas hoje em dia confundem o dojô com algum tipo de centro de recreação. Mas diferentemente de um centro esportivo para levantamento de peso ou um ginásio para a prática de esportes, um dojô de artes marciais abriga o kami (deus) do budô. Isso quer dizer que em um dojô, o espírito do bushidô, ou uma lei de conduta, permeia o treinamento. Quando um dojô perde isso, sofre as conseqüências. Acredito que isso é o espírito do budô – este refinado sentimento de respeito – o que distingue um dojô, e é o que levamos em nós para nosso comportamento perante a sociedade.

 

O próprio ato de cuidar do dojô nos permite manifestar fisicamente o processo de purificação de nossos espíritos. Da mesma forma, as pessoas entram no dojô e deixam suas preocupações lá fora, o próprio dojô deve refletir a postura mental pura de seus ocupantes, para que os alunos possam se mover com segurança e liberdade no futuro pelo caminho do budô.

 

Infelizmente, às vezes vejo que alguns alunos consideram que o treinamento não tem nada a ver com este simples ato de cuidado. O espírito do dojô reflete a forma com que cada individuo encara seu treinamento, e isto inclui a forma como ele ou ela trata o próprio dojô. Acredito que uma pessoa que treina em um dojô deveria considerar que este espaço é, de alguma maneira, uma manifestação deles próprios, e deveriam encarar sua purificação da mesma forma que fariam a purificação e a renovação de seus próprios espíritos.

 

Através da história e das culturas, o ato de limpeza e purificação tem sido um gesto tanto prático quanto simbólico de grande significado. No Japão, este tipo de purificação ritual ou “misogi” é uma parte integral e muito importante da vida diária. Por exemplo, no final de dezembro, quase todas as pessoas em toda a nação cooperam dentro de suas famílias, escolas, companhias e dojô para limpar os lugares em que se reúnem. Ao fazerem isso, são capazes de receber o novo ano com seus ambientes purificados, bem como com suas almas purificadas. Outros rituais de misogi podem incluir a purificação do local da construção de um edifício antes que a obra comece. Antes de cada luta de sumô, o esporte nacional Japonês, os lutadores purificam o ringue aonde irão competir jogando sal sobre ele.

 

Parece um paradoxo que atos simples e mundanos possam ter o poder de transformar, mas este fato tem ressurgido repetidamente através dos tempos. Se polirmos o espírito, talvez um dia o espelho esteja imaculado, e então veremos nosso verdadeiro reflexo.

 

* Hiroshi Ikeda – 7° Dan de Aikidô

 

Tradução para o Inglês: Jun Akiyama, editado por Ginger Ikeda

Tradução: Jaqueline Sá Freire – Brazil Aikikai – Hikari Dojo – Rio de Janeiro

 

Colaboração: http://hikari1.multiply.com/


Os Cinco Espíritos do Budô – Por Dan Penrod

27 Fevereiro 2009

Shoshin: (初心) Mente de principiante;

Zanshin: (残心) Mente que permanece;

Mushin: (無心) Não Mente ;

Fudoshin: (不動心) Mente Imóvel;

Senshin: () Espírito Purificado, atitude iluminada.

 

Existem 5 mentes fundamentais ou espíritos do Budô; shoshin, zanshin, mushin, fudoshin, e senshin.  Estes conceitos muito antigos são geralmente ignorados nos dojô(s) modernos de Aikidô.  O budoka que se esforça para compreender as lições destes 5 espíritos em seu coração amadurecerá para se tornar um artista marcial e um ser humano forte e competente. O aluno que não se esforça para conhecer e receber estes espíritos sempre terá uma falha em seu treinamento.

 

Shoshin

 

O estado de shoshin é aquele da mente de principiante. É um estado de atenção que permanece sempre completamente consciente, atento e preparado para ver coisas pela primeira vez. A atitude de shoshin é essencial para continuar o aprendizado.  O-Sensei uma vez disse, “Não espere que eu lhe ensine. Você deve roubar as técnicas sozinho”. O aluno deve ter um papel ativo em cada aula, observando com a mente shoshin, para conseguir roubar a lição de cada dia.

 

Zanshin

 

O espírito de zanshin é o estado do espírito que permanece, que continua. É freqüentemente descrito como um estado continuado de atenção aumentada e de decisão. Mas o verdadeiro zanshin é um estado de foco ou concentração antes, durante e depois da execução de uma técnica, em que uma ligação ou conexão entre o uke e o nage é mantida.  Zanshin é o estado da mente que nos permite permanecer espiritualmente conectados, não apenas a um único atacante, mas a múltiplos atacantes e mesmo a um contexto completo; um espaço, um tempo, um evento.

 

Mushin

 

O manual da ASU define mushin como a “Não mente, uma mente sem ego. Uma mente como um espelho que reflete e não julga”.  O termo original era “mushin no shin”, que significa “mente da não mente.”  É um estado mental sem medo, raiva ou ansiedade.  Mushin é freqüentemente descrito pela frase, “mizu no kokoro”, que significa “mente como a água”.  Esta frase é uma metáfora que descreve o lago que reflete claramente o que o cerca quando suas águas estão calmas, mas as imagens são obscurecidas quando uma pedra é jogada em suas águas.

 

Fudoshin

 

Uma mente que não é abalada e um espírito que não se move é o estado de fudoshin. É a coragem e a estabilidade demonstradas mentalmente e fisicamente. Mas ao invés de indicar rigidez e inflexibilidade, fudoshin descreve uma condição que não é facilmente transtornada por pensamentos internos ou por forças externas.  É capaz de receber um ataque forte e manter a postura e o equilíbrio.  Recebe e devolve com leveza, está firmemente aterrado, e reflete a agressão de volta à sua fonte. 

 

Senshin

 

Senshin é o espírito que transcende os primeiros quatro estados da mente.  É um espírito que protege e se harmoniza com o universo.  Senshin é um espírito de compaixão que abraça e serve a toda a humanidade e cuja função é reconciliar e dissipar a discórdia no mundo. Ele considera que todos os tipos de vida são sagrados.  É e mente de Buda e é a percepção de O-Sensei da função do Aikidô.

 

Aceitar completamente o senshin é essencialmente a mesma coisa que se tornar iluminado, e pode ir muito além da abrangência do treinamento diário do Aikidô. Entretanto, os primeiros 4 espíritos são provavelmente atingíveis por qualquer aluno sério através de atenção concentrada e treinamento firme. Abraçar estes estados da mente pode ser recompensador de diversas formas.

 

Shoshin pode libertar um aluno do “vale” frustrante do aprendizado, dando-lhe a visão para enxergar o que ele não poderia ver antes.  Zanshin pode aumentar a atenção total, melhorando o treinamento de randori e de estilo livre.  Mushin pode liberar a ansiedade do aluno quando está sob pressão, capacitando-o para uma performance melhor durante um exame.  Fudoshin, pode lhe dar a confiança para proteger seu território em face de ataques físicos esmagadores.  O Aikidoka sério deve encontrar formas de incorporar estes espíritos do Budô em seu treinamento diário

 

Tradução: Jaqueline Sá Freire – Brazil Aikikai – Hikari Dojo – Rio de Janeiro

 

Colaboração: http://hikari1.multiply.com/



Palavras de Morihei Ueshiba – Fundador do Aikidô

9 Fevereiro 2009

Como ai (harmonia) é comum com ai (amor), eu decidi nomear meu budô único (no sentido de diferenciado) de “Aikidô“, embora a palavra “aiki” seja uma palavra antiga. A palavra como foi usada pelos guerreiros no passado é fundamentalmente diferente da minha. Aiki não é uma técnica para lutar com ou derrotar o inimigo. É o caminho para reconciliar o mundo e fazer dos seres humanos uma só família.

 

O segredo do Aikidô é nos harmonizar com o movimento do Universo e trazer-nos em unidade com o próprio Universo. Aquele que obteve o segredo do Aikidô tem o Universo em si mesmo e pode dizer: “Eu sou o Universo.”

 

Eu nunca sou derrotado, por mais rápido que o inimigo possa atacar. Não é porque minha técnica é mais rápida do que a do inimigo. Não é uma questão de velocidade. A luta é finalizada antes mesmo de já ter começado.

 

Quando o inimigo tentar lutar contra mim, o próprio Universo, ele precisa quebrar a harmonia do Universo. Por isso, no momento em que sua mente está focada em lutar comigo, ele já está derrotado. Não existe nenhuma medida de tempo – rápido ou devagar.

 

Aikidô é não-resistência. Como é não-resistente, é sempre vitorioso.

 

Aqueles que têm uma mente conturbada, uma mente de discórdia, já foram derrotados desde o começo. Então, como você pode endireitar uma mente conturbada, purificar seu coração, e ser harmônico com as atividades de todas as coisas da Natureza ? Você deveria primeiro fazer do coração de Deus o seu coração. É um Grande Amor, Onipresente em todos os cantos e em todos os tempos do Universo. “Não há desacordo no Amor. Não há inimigos do Amor.” Uma mente conturbada (em desacordo), pensando na existência do inimigo, não é mais consistente com o desejo de Deus.

 

Aqueles que não concordam com isso não podem estar em harmonia com o Universo. O budô deles é de destruição. Não é um budô construtivo.

 

Portanto, competir nas técnicas, ganhar ou perder, não é o verdadeiro budô. Verdadeiro budô não conhece derrota. “Nunca derrotado” significa “nunca lutando.”

 

Ganhar significa ganhar sobre a mente de discórdia dentro de você. Isso é conseguir realizar a missão a qual lhe foi conferida. Isso não é mera teoria. Você pratica isso. Então você aceitará o grande poder da unidade com a Natureza.

 

Não olhe nos olhos do oponente, ou sua mente será direcionada para os olhos dele. Não olhe para espada de seu oponente, ou você será morto pela espada dele. Não olhe para ele, ou seu espírito será distraído. Verdadeiro budô é o cultivo da atração pela qual você direciona o oponente por inteiro para você. Tudo que tenho de fazer é continuar a ficar nesse caminho.

 

Até mesmo ficando de costas para o oponente é suficiente. Quando ele ataca, batendo, ele vai se machucar com a própria intenção de bater. Eu sou um com o Universo e nada mais. Quando eu me posiciono, ele será direcionado para mim. Não existe tempo e espaço perante Ueshiba do Aikidô‚ apenas o Universo como é.

 

Não existe inimigo para Ueshiba do Aikidô. Você está equivocado se você pensa que budô significa ter oponentes e inimigos, e ser mais forte e derrubá-los. Não existe nem oponentes nem inimigos para o verdadeiro budô. Verdadeiro budô é ser uno com o Universo; isto é, estar unido com o Centro do Universo.

 

Uma mente para servir a paz de todos seres humanos no mundo é necessária no Aikidô, e não uma mente daquele que deseja ser forte ou que pratica apenas para derrubar o oponente. Quando alguém pergunta se meu princípios Aiki budô são tirados da religião, eu digo: “Não.” Meus verdadeiros princípios do budô iluminam as religiões e as lideram para a plenitude.

 

Eu sou calmo em qualquer momento ou maneira que eu for atacado. Eu não tenho nenhum apego com a vida ou a morte. Eu deixo tudo como é para Deus. Seja desapegado da ligação com a vida e a morte, e tenha uma mente que deixa tudo para Deus, não apenas quando estiver sendo atacado, mas também em sua vida diária.

 

Verdadeiro budô é um trabalho de Amor. É um trabalho de dar Vida para todos os seres, e não de matar e lutar uns com os outros. Amor é a divindade guardiã de tudo. Nada pode existir sem Amor. Aikidô é a realização do Amor.

 

Eu não faço companhia com homens. Para quem, então, eu faço companhia? Deus. Este mundo não está indo bem porque as pessoas estão fazendo companhia entre si, dizendo e fazendo besteiras. Seres bons e seres maus são todos uma única família no mundo. Aikidô deixa de fora qualquer ligação, qualquer apego; Aikidô não julga casos relativos em bons ou maus. Aikidô mantém todos os seres em constante crescimento e desenvolvimento, e serve para a plenitude do Universo.

 

No Aikidô nós controlamos a mente do oponente antes de enfrentá-lo. Isto é, nós direcionamos ele para dentro de nós. Nós nos movemos para frente na vida com esta atração do nosso espírito, e tentamos ter uma visão inteira do mundo.

 

Nós incessantemente rezamos para que as lutas não aconteçam. Por esta razão, não há torneios no Aikidô. O espírito do Aikidô é de um ataque amoroso e de uma reconciliação pacífica. Neste foco, nós juntamos e unimos os oponentes com a intenção poderosa do Amor. Através do Amor, nós somos capazes de purificar os outros.

 

Compreenda o Aikidô primeiramente como budô e então como um meio de serviço para construir a Família Mundial. Aikidô não é para um único país ou alguém em particular. Seu único propósito é realizar o trabalho de Deus.

 

Verdadeiro budô é a proteção amorosa de todos os seres com um espírito de reconciliação. Reconciliação significa permitir a realização da missão de todos.

 

O “Caminho” significa ser Uno com o Desejo de Deus e praticá-lo. Se estamos só um pouquinho fora dele, não é mais o Caminho. Nós podemos dizer que Aikidô é um caminho para varrer os demônios com a sinceridade da nossa respiração ao invés da espada. Isto é, mudar a mente demoníaca do mundo para o Mundo do Espírito. Esta é a missão do Aikidô. A mente demoníaca sucumbirá na derrota e o Espírito se erguerá na vitória. Então o Aikidô colherá frutos neste mundo.

 

Sem budô uma nação se arruinará, porque budô é a vida do Amor protetor e a fonte das atividades da ciência.

 

Aqueles que procuram estudar Aikidô deveriam abrir suas mentes, ouvir a sinceridade de Deus através do Aiki, e praticá-la. Vocês deveriam compreender a grande limpeza do Aiki, pratique-a e aperfeiçoem-se sem hesitação. Neste desejo começa o cultivo de nosso espírito.

 

Eu quero sensibilizar as pessoas a ouvirem a voz do Aikidô. Não é para corrigir os outros; é para corrigir sua própria mente. Isto é Aikidô. Esta é a missão do Aikidô e esta deveria ser sua missão.

 

Autor: Morihei Ueshiba – Extraído do livro: “Aikido by Kisshomaru Ueshiba

Tradução Livre: Saulo Nagamori Fong

 

Colaboração: www.institutouniao.com.br  


A prática do SEIZA

30 Janeiro 2009

SEIZA é um modo de sentar sobre os joelhos e é usado extensivamente na arte marcial do Iaidô, bem como no Aikidô. A prática de SEIZA pode envolver estas artes, ou pode ser feita simplesmente como um “exercício sentado”.

 

“Sentar calmamente” usando a postura de SEIZA é uma maneira de superar os temores generalizados da vida e o medo subjacente da morte. É um excelente meio de regular as funções do corpo. Pode trazer a mente mais perto do mundo “como ele é“, numa atitude mais apropriada que seu foco habitual em “como ele deveria ser“. Em outras palavras, SEIZA é um método de passar através das ilusões da vida diária. Quando sentado, os círculos sem fim de pensamento, tão danosos à saúde mental, são rompidos e o claro frescor do simples viver no mundo é por fim liberado para aflorar.

 

Sente-se em SEIZA dobrando suas pernas e apoiando seu joelho esquerdo no chão. Coloque o joelho direito a uma distância de cerca de dois punhos do esquerdo. Em seguida estique os dedos do pé e posicione-os sobre o chão de modo que os dedões apenas toquem um no outro. Abaixe as nádegas de modo que elas repousem sobre ou entre os calcanhares.

 

Deixe a coluna ereta e a parte inferior das costas para frente de modo que se forme uma curva em S na espinha dorsal. Arredondar a parte inferior das costas ou tentar inclinar-se causará fadiga muscular. O peso do corpo deve ser centrado num ponto ente o topo dos pés e os joelhos, mais na direção dos pés.

 

A cabeça deve repousar solta no topo da espinha. As orelhas devem estar em linha com os ombros e o nariz em linha com o umbigo. Note que pondo o nariz nessa posição você move suas costas levemente para fora da posição vertical. No Iaidô é importante porque encoraja a pressão para a fronte. Empurre o queixo levemente e estique a base do pescoço. Isto resulta como se alguém o puxasse pelo cabelo para alongar sua espinha. Para encontrar essa linha central você pode balançar em círculos sobre as costas, parando suavemente até atingir uma posição de equilíbrio. Este centro é importante para prevenir cãibras ou fadiga enquanto está sentado.

 

Outra maneira de checar sua postura é imaginar uma corda atada ao topo de sua cabeça pelo lado de dentro. A corda desce por dentro do seu pescoço e tronco e é amarrada a um peso na altura do seu Tanden (cerca de 4 ou 5 cm abaixo do umbigo). Se você inclinar sua cabeça para frente ou curvar demais seu tronco a corda tocará a parte externa de seu corpo. Se você inclinar-se demais para frente ou para trás o peso baterá na linha do quadril. Ponha o peso diante do hara.

 

Relaxe os ombros e deixe seus braços caírem para baixo naturalmente. A mão direita é posta com a palma para cima sobre o colo, com o dedo mínimo levemente tocando a parte inferior do abdome. A mão esquerda é colocada sobre a direita, também com a mão espalmada para cima. Os dedos devem estar juntos, sem tensão alguma. Coloque as pontas dos polegares juntas de modo que elas se toquem sem pressão. Os polegares e demais dedos devem assumir uma forma ovalada em volta de um ponto cerca de 4 a 5 centímetros abaixo do umbigo. Este ponto é chamado de Tanden ou Saika Tanden e corresponde rigorosamente ao centro de gravidade. A mão esquerda sobre a direita representa o aspecto da quietude (“Sei” ou “In” em japonês) cobrindo o aspecto ativo (“Do” ou “Yo“). Os polegares unificam os dois princípios. O Tanden é visto como o centro do ser, em torno do qual o hara ou cordão da cintura é organizado. Este centro é o ponto a partir do qual sua vida é gerada. Variações desta forma são algumas vezes usadas, mas este é o método mais equilibrado e relaxado.

 

Sem inclinar a cabeça para frente, baixe os olhos e mire um ponto centrado cerca de um metro à frente dos seus joelhos. O nariz deve estar no campo de visão ou a cabeça está caída para frente. Isto serve para entrecerrar os olhos, excluindo a maior parte do campo visual sem permitir que a pessoa adormeça.

 

Ponha a língua no céu da boca, mantendo os dentes levemente juntos. Deixe sem ar o espaço entre a língua e o palato. Isto inibe a produção de saliva e a necessidade de engolir. A respiração é feita de modo bastante específico, e é o aspecto mais importante da prática. Os antigos taoístas acreditavam que respiração era vida e que cada pessoa foi unicamente aquinhoada com esse dom. A respiração lenta e profunda era vista como prolongadora da vida.

 

Inale fácil e profundamente através do nariz usando o diafragma. O abdome deve expandir-se para frente enquanto o peito expande-se sem nenhuma assistência muscular. Mantenha toda a tensão e esforço muscular fora da parte superior do corpo. Os ombros não devem mover-se para cima de modo algum, mas também não os pressione para baixo, apenas deixe a gravidade agir. Inspire até os pulmões ficarem cheios e nada, além disso, deixe o fôlego ditar a mudança para a expiração. Não retenha o ar ou faça nada de especial, simplesmente comece a exalar. A expiração é sempre mais suave que a inalação. Não deve haver nenhum ruído ou agitação, simplesmente sopre suavemente, deixando a barriga murchar. Expire até precisar inspirar novamente, e então reinicie o ciclo. Quando exalando não deixe a barriga flácida, mas mantenha-a viva e com uma certa tensão ou tônus, sem realmente enrijecer os músculos.

 

Nunca force a respiração em nenhuma etapa. Com a prática continuada o ritmo diminuirá até talvez dois ciclos por minuto, mas não tente atingir nenhum objetivo, apenas respire calmamente.

 

Seguindo seu fôlego, conte ambas a inalação e a exalação ou, mais adiante, apenas as expirações. Conte de 1 até 10 e então reinicie. Se perder a contagem, recomece de 1, não tente lembrar o último número, isso não é importante, Chegar a 10 não deve ser uma disputa ou desafio, apenas conte. Quaisquer pensamentos que surjam devem ser notados, mas ignorados. Apenas olhe para eles e deixe-os ir, não os persiga ou siga qualquer linha de raciocínio. Volte para a contagem. Todos os pensamentos devem ter o mesmo valor, nada, quando sentado. Quando sentado… Sente. Volte à contagem. O mesmo vale para qualquer luz brilhante, alucinações, pânico, medo ou outras ilusões. Simplesmente, sentando…Sente.

 

Quando os pensamentos não afloram tão rápidos e furiosos, você pode abandonar a contagem e simplesmente sentar. Se os pensamentos tornam a dispersa-lo conte novamente. Preferencialmente, tente sentar em Seiza por cerca de 30 minutos pela manhã cedo e outra vez à noite. Quando iniciando a prática são sugeridos períodos curtos até que as pernas estejam flexíveis e a circulação ajustada.

 

Se as pernas começam a adormecer, levante-se sobre os joelhos para reativar a circulação. Outra opção é por uma almofada entre a parte inferior das pernas para erguer o quadril acima dos calcanhares. Um pouco de dor é inevitável mas não faça disso um teste de força de vontade para sentar pelo maior tempo possível.

 

A prática deve ser feita em um local sossegado com iluminação suave e poucos elementos que possam causar distração, visual ou de qualquer natureza. Música é inadequada, já que a idéia é não ser distraído, o que pode acontecer. Eventualmente, a prática poderá ser feita em qualquer lugar onde haja um pouco de atividade em volta. Quando a prática terminar ou as pernas precisarem ser esticadas, curve-se para frente a partir da cintura e ponha a testa no chão mantendo o quadril sobre os calcanhares. Ponha as mãos espalmadas sobre o chão ao lado da cabeça, deslocando-as para diante alguns centímetros. Isto simboliza sua abertura (e aceitação) a tudo que o mundo tenha a lhe oferecer. Respirar nesta posição por um curto tempo antes de sentar novamente permitirá longos períodos de prática.

 

Existe uma vasta literatura de auto-ajuda e meditação e há muitos que desejam ensinar métodos secretos de cura da alma cobrando algum preço. Tudo que é realmente necessário é um local para estar só e umas poucas respirações. Se algum suporte é considerado de valia então o Seiza pode ser praticado em grupo, mas isso não é necessário.

 

Colaboração: www.aikidope.com.br


A Reverência no Aikidô

23 Janeiro 2009

A reverência é parte integral da etiqueta oriental substituindo o aperto de mão das sociedades Ocidentais em quase todas as situações passíveis de comparação. No Japão, as crianças, tradicionalmente, aprendiam a reverenciar antes mesmo que pudessem ficar de pé. Isso, porque as mães tinham por hábito carregar seus bebês nas costas fazendo com que os bebês, ainda que involuntariamente, reverenciassem todas as vezes que suas mães o faziam. Esta maneira de carregar um bebê não é mais tão usual no Japão de hoje, mas a reverência continua sendo o modo mais usado para se cumprimentar um ao outro.

 

Visto que não moramos no Japão e reverenciar não faz parte da nossa cultura, seria razoável perguntar por que devemos reverenciar quando estamos praticando o Aikidô na Nova Zelândia? A minha resposta para esta pergunta (resposta que pode estar condicionada por vários anos vividos no Japão) é, primeiramente, que o Aikidô é uma atividade cultural Japonesa não existindo razão especifica para descaracterizá-la e, segundo, a reverência é uma ótima maneira de demonstrar respeito, tão importante no Aikidô quanto na vida. Quanto mais praticamos o Aikidô naturalmente mais respeito sentimos pelos outros, e reverenciar é uma maneira de expressar isso mantendo a estética da arte. No seu aspecto marcial o Aikidô demanda respeito mútuo entre os companheiros como reconhecimento da natureza de “vida ou morte” das técnicas que estão sendo estudadas, mesmo que praticado dentro do ambiente seguro do dojô.

 

Do ponto de vista mental ou espiritual, naturalmente mantém-se o respeito pelos companheiros discípulos do Caminho (Dô) por seus esforços em realizar todo o potencial como seres humanos. A reverência ajuda criar um ambiente para este trabalho interior. O sentimento ao se reverenciar é importante e não há nada de humilhante ou degradante neste gesto aonde todo nosso corpo e mente estão envolvidos em expressar gratidão e respeito. De fato, treinar um pouquinho de reverência é algo do qual nós ocidentais poderíamos nos beneficiar.

 

No Budô o reigisaho[1] tem uma importância fundamental. Para o praticante ocidental, com tradições culturais diferentes das orientais, as exigências da reverência nas artes marciais japonesas, como o Aikidô,  entre outras, são comportamentos que lhe são estranhos e que por vezes adquirem um caráter tão só de obrigatoriedade. Todavia, “qualquer arte marcial pressupõe a existência de uma severa disciplina na sua execução  e aprendizagem; uma arte oriental não se pode conceber sem etiqueta. Diz-se que a arte marcial japonesa começa e termina pela delicadeza e respeito mútuo, indispensáveis à elevação da personalidade.” [2]

 

O dojô [3] deve ser um local onde se desenvolve uma personalidade forte, com qualidades como a humildade, a lealdade, a cortesia, onde o caminho deve ser o de um conhecimento cada vez mais profundo de si mesmo, onde é importante Ter presente o significado da reverência, da cortesia, da etiqueta. Portanto o dojô é um lugar sagrado onde se procura “unidade do corpo e mente através do coração, centralizar a energia, na sua autêntica compreensão…»[4]. É também, no dizer de Herrigel, “desde os tempos mais remotos: Lugar da Iluminação.”[5]

 

Podem encontrar-se duas atitudes básicas nos praticantes perante a reverência. Uma consiste na execução da reverência como se de uma mera obrigação se tratasse; a outra na execução da reverência de modo rígido e formal sem que seja acompanhada da consciência profunda do sentido do ritual, sem a consciência de que o dojô é “Templo privilegiado que celebra uma espécie de liturgia”.[6]

 

A compreensão da importância do cerimonial é fundamental. A reverência é uma introdução à aula que permitirá ao praticante afastar a mente das preocupações e stress cotidianos, permitindo-lhe a concentração que a prática das artes marciais exige.

 

Por outro lado as artes marciais tradicionais desenvolvem, através da sua prática, a agressividade de cada indivíduo (não confundir com violência). A reverência evita a degeneração de comportamentos agressivos, impedindo a falta de respeito pelo parceiro de treino.

 

Em todas as artes marciais tradicionais, podemos encontrar o reigisaho, concretizado de modo diferente de arte para arte, mas mantendo, quase sempre, o mesmo espírito e função.

 

No ocidente, a aceitação ou rejeição do ritual da reverência, correlaciona-se com a atitude, mais ou menos tradicional que os praticantes têm para com o budô. Nas escolas tradicionais, havendo um processo mais profundo de aceitação da cultura oriental, a forma de estar destes adeptos, dentro e fora do dojô, na prática marcial e na vida, traduz, em regra uma maior compreensão da etiqueta tradicional.

Tradicionalmente, no budô a etiqueta deve ser uma constante da vida. Os gestos devem ser belos, precisos, lentos, mesmo os mais cotidianos, como sentar, ou levantar, caminhar, ou dar algo a alguém. Pois “Cada gesto era para ser executado de modo que ele permita, na  seqüência de uma cisão seguindo o ataque surpresa, a partir da resposta eficaz.” [7] É entendido, tradicionalmente, que a forma de reverenciar, só por si, revela o nível de compreensão da arte.

 

A função psicológica da prática marcial é influenciada pela reverência. A forma de fazer poderá dar-nos indicações sobre a personalidade de um praticante, se ele é tímido, agressivo, reservado, etc..

A reverência interfere não só com as funções psicológicas, mas também com as funções fisiológicas.

 

A reverência, considerada num plano prático, é uma tomada de consciência do corpo e do controle respiratório através de um movimento bem simples. E isto é tão verdade, que a estabilidade e segurança de um mestre, na reverência, são evidentes. De tal modo que o contrário também é verdadeiro. O valor marcial de um indivíduo revela-se na reverência. Não é acreditável que alguém que não consiga manter-se sentado de modo estável para saudar, consiga executar com eficiência um outro movimento. Os verdadeiros Mestres saúdam profundamente, de forma majestosa, porque toda sua experiência, seu conhecimento, sua humildade estão presentes em sua reverência. [8]

 

O controle da respiração pode ser exemplificado com a reverência em pé, com os pés em musubi: Os calcanhares devem estar unidos, a frente dos pés afastados cerca de 45.º, pernas direitas, coluna vertebral ereta, ombros naturalmente colocados na sua posição anatômica, mãos abertas e dedos esticados, colocadas lateralmente nas coxas. No instante anterior ao da reverência inspira-se. Quando o tronco faz uma certa flexão em frente, expira-se. No momento em que o tronco retorna à vertical inspira-se novamente, podendo a expiração seguinte servir para a execução imediata de uma técnica, seja de ataque ou de defesa. A descrição respiratória é válida para  a reverência feita a partir da posição de sentado – seiza.

 

Num dojô podemos encontrar vários tipos de reverências.

 

A prática marcial começa com uma reverência interna, a reverência a si mesmo, dirigida ao íntimo de cada um, com a qual se pretende alcançar o Mestre Interno [9].

 

Ao entrar no local de prática há uma primeira reverência exterior, aquela que é feita ao dojô, com a qual se demonstra respeito ao lugar da prática.

 

Com o início da aula todos os praticantes executam, ao mesmo tempo, uma reverência à tradição passiva. Esta reverência feita em direção ao kamiza, (local dos deuses), onde simbolicamente a tradição passiva se condensa, é o kamiza ni rei, ou shomen ni rei. Representa o respeito pelos mestres que nos antecederam, pela cadeia de transmissão do saber. Exprime o respeito pelas gerações anteriores, que nos legaram a arte com sofrimento e por vezes com o custo da própria vida. É não só uma humilde e sincera homenagem à tradição passiva, mas também uma forma de inspiração no seu exemplo.

 

Segue-se a reverência à tradição ativa. O Mestre volta as costas ao kamiza e é saudado – é o sensei ni rei. Traduz o respeito devido ao Mestre, como representante, através da atividade de ensino e de aprendizagem do budô, da tradição ativa.

 

Se estiverem perante a classe vários mestres há, neste momento, lugar ao yudansha ni rei, a reverência entre os mestres.

 

Segue-se, durante toda a prática, no início de cada exercício, de cada técnica, de cada combate, a reverência ao companheiro, o otogai ni rei. Representa o respeito profundo pela integridade física e psicológica do outro. Significa que, através do nosso esforço e empenho na prática, lhe vamos proporcionar a possibilidade de progredir.

 

No fim de cada aula repete-se o percurso acima referido, com pequenas alterações na ordem das saudações.

 

Algumas escolas tradicionais, ainda cultivam o sempai ni rei, reverência entre os alunos mais adiantados e os mais novos – o Mestre já não faz a reverência. Representa o respeito que é devido pelos mais novos aos anciãos – sempai.

            

Durante a reverência, o estado de alerta, zanshin, e de antecipação deve ser permanente para evitar um ataque de surpresa. Este estado tem a ver com a percepção paranormal desenvolvida pelas artes marciais tradicionais, pelo maior ou menor potencial de ki do praticante. Mas neste trabalho não desenvolveremos estes temas, pois são questões que agora não nos ocuparão.

            

Deve ter-se presente que as noções de sensei, sempai, ou principiante são relativas. Como regra deve reter-se que um praticante novo deve inclinar-se profundamente, ao que o sensei responderá com uma ligeira inclinação. Assim numa aula um shodan pode ser sensei e na aula seguinte, ministrada por um 5.º dan, em que todos os outros alunos têm graduações entre 2.º e 4.º dan, não passa e um principiante.

            

 A maneira de efetuar a reverência tem vários entendimentos: um marcial, outro energético e outro simbólico.

            

 Ilustremos o que se afirma com  reverência praticada em seiza. A primeira mão a ser colocada no solo em frente do corpo é a mão esquerda. No plano marcial, em caso de ataque do adversário, a mão direita pode desembainhar uma arma ou executar um movimento defensivo, se não houver armas. Se baixasse as duas mãos ao mesmo tempo isso não aconteceria.

            

No plano energético, a mão esquerda está associada à energia negativa (ura) e a mão direita à energia positiva (omote). Aquela tem um efeito destrutivo, esta tem um efeito construtivo.

            

O descer da mão esquerda à terra é um gesto simbólico da recusa de fazer mal, em relação àquele que é saudado. Em simultâneo, o contacto da mão com o chão neutraliza a potencialidade energética desta mão destruidora.

            

Com a colocação das duas mãos no chão, estas formam um triângulo eqüilátero. No plano marcial a finalidade é a de evitar um ferimento grave no nariz. Em caso de ataque à cabeça por parte de um adversário, o nariz está protegido e não será esmagado no chão.

            

Em nível energético permite a circulação de energia em circuito fechado, possibilitando a concentração mental. Este gesto simboliza a reunião de três lados: o homem, o céu e a terra. Também simboliza a junção entre  tradição passiva e a tradição ativa, em que o Mestre desempenha um papel fundamental: é ele que transmite o conhecimento que já anteriormente lhe tinha sido transmitido. É um circuito de transmissão do conhecimento.

            

O triângulo simboliza também a capacidade de defender, assim como também a de atacar. A consciência do elevado valor energético e marcial da etiqueta e da cortesia deve estar sempre presente naqueles que seguem o budô.

 

Referências

 [1] A etiqueta e a cortesia.

 [3] O local de estudo da via, do caminho.

 [4] Vide pg. 14, DELORME, Pierre, Dōjō. Le temple du sabre. Éditions Budostore, col. La Budothèque, 1994: Paris, pgs. 248.

 [5] Vide pg. 81, ZEN e a arte do tiro com arco, Ed. Assírio & Alvim, col. sete estrelo, Março de 1997: Lisboa, pgs. 85.

 [6] Vide pg. 11, DURIX, Claude, apud DELORME, Pierre, op. cit.

 [7] – Vide p. 57, HABERSETZER, Roland, Le guide Marabout du Karaté, col. bibliotheque marabout service, éditions Gerárd & C.ª, 1969: Verviers (Belgique), pgs. 415.  

 [8] Vide pg. 198, Jazarin, El Espíritu del JUDO. Charlas com mi maestro. Ed. Eyras, col. cinturon negro, 1996: Madrid, pgs. 256. 

 [9] A prática implica sempre uma orientação segura, ministrada por um sensei, palavra pode ser entendida como «aquele que indica luz». Ora há sempre na relação Mestre-Discípulo uma transmissão para a luz. Contudo a relação com o Mestre possibilita que, cada um, no seu caminho, se projecte sobre si próprio descobrindo no seu interior o seu próprio mestre – o Eu. Ou seja «cada um tem em si o seu Mestre, cada um é guru de si próprio».

 

Colaboração: http://bukaru.zevallos.com.br


O Significado de “Onegai shimasu” – Por J. Akiyama

9 Janeiro 2009

“Onegai shimasu” é uma frase difícil de traduzir diretamente para o português.

 

A segunda parte, “shimasu”, é basicamente o verbo “suru”, que significa “fazer”, conjugado no tempo presente. “Onegai” vem do verbo “negau”, que significa literalmente “orar por (algo)” ou “desejar (algo)”. O “O” no início é o “honroso O” que torna a frase mais “honorífica”. É claro, nós nunca devemos dizer a frase sem esse “O”, (Não confunda esse “O” com o “O” em O-Sensei. O “O” em O-Sensei é realmente “Oo”, significando “Grande” ou “Grandioso”.)

 

Na cultura japonesa, usamos “onegai shimasu” em várias situações. A conotação básica da expressão é o sentimento de expressar “boa vontade” em relação ao futuro de um encontro entre duas partes. De fato, é muitas vezes como dizer “Espero que nosso relacionamento traga boas coisas no futuro”.


Costuma-se usá-la durante a celebração do ano novo dizendo “kotoshi mo yoroshiku onegai shimasu”, que significa “também este ano desejo boas novidades”. Capte a essência. Outra conotação é “por favor” como em “por favor, permita-me treinar com você”. É uma solicitação freqüentemente usada para pedir a outra pessoa que lhe ensine algo, expressando que você está pronto para aceitar o ensinamento da outra pessoa. Se você está se sentindo realmente modesto, pode dizer “onegai itashimasu”, que usa “kenjyougo”, a forma “humilde” do verbo. Isto o põe numa posição mais abaixo hierarquicamente do que a pessoa com a qual está falando (a menos que ela use a mesma forma).

 

A pronúncia correta seria: o ne gai shi ma su. (Falando tecnicamente, o último “su” é uma sílaba pausada-fricativa, sendo pronunciada como o “s” final em “gás”, e não como um “su” longo – tal como em “sul”).

 

Texto original em inglês: http://www.aikiweb.com/language/onegai.html

 

Tradução e Colaboração: http://www.aikidobahia.com.br


Acupuntura e Shiatsu

26 Novembro 2008

A história da acupuntura em nosso país facilmente se confunde com a da imigração dos povos orientais ao Brasil. Naqueles tempos remotos, os pioneiros imigrantes vindos do outro lado do mundo, trouxeram na bagagem uma cultura milenar que contribuiu de maneira significativa não só para o desenvolvimento das terapias naturais, como também das artes plásticas e marciais, da culinária, da religião, da ciência, da tecnologia, da filosofia e do pensamento. Com eles chegaram a acupuntura, o do–in e novos conhecimentos na utilização das ervas. Com eles chegaram o Kung Fu e o Tai Chi Chuan, o Qui Gong e o Feng Shui. Com eles chegaram também influências na poesia, na literatura e na pintura. Com eles chegaram, enfim, novas formas de ver o mundo e contemplar a natureza.

 

No Brasil a história da acupuntura sempre envolveu uma certa aura de mistério, tais as marcantes diferenças existentes entre a Medicina Tradicional Chinesa e a ocidental. Hoje a milenar terapia das agulhas, que já foi taxada inadvertidamente até como charlatanismo e curandeirismo, é reconhecida por oito Conselhos Federais de Saúde como especialidade. Reconhecimento este plenamente legitimado pelo imenso apoio popular e ações governamentais obtidas em nosso país.

 

Então se você está estressado, tenso, desanimado, ou com alguma indisposição física, libere suas energias… Em Natal/RN procure Sérgio Gustavo Anunciato Pellissari – Acupunturista e Shiatsu Terapeuta.

 

Acupuntura e Shiatsu (Kangenjutsu ryu ho) sob orientação do Mestre Reishin Kawai (SP) e Formação em Aikidô (3° Dan) pela Academia Central de Aikidô de Natal.

 

Formado Técnico em Acupuntura pela Escola Oriental de Massagem e Acupuntura – EOMA, São Paulo - www.eoma.com.br e Filiado ao SATOSP sob nº 1.587 (SATOSP – Sindicato dos Acupunturistas e Terapeutas Orientais de São Paulo) -  www.satosp.com/Sindicalizados.html

 

Contatos:

(84) 8856 – 6783

(84) 3217 – 9182

E-mail: inicializen@yahoo.com.br

 

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Mais uma apresentação de Flores de Amor – Peça Espírita em Natal/RN

29 Outubro 2008

 

O Grupo Persona de Teatro Espírita apresenta, mais uma vez, a peça FLORES DE AMOR. Será no TCP – Fundação José Augusto. O apoio é da Federação Espírita do RN – FERN. Realização: SECA.

 

DATA: 07 de novembro de 2008

REALIZAÇÃO: Sociedade Espírita de Cultura e Assistência – SECA

APOIO: Federação Espírita do RN – FERN

INSCRIÇÕES: DIJ da sua Casa Espírita

 

Informações:

Telefone: (84) 3211-8518

E-mail: grupopersona@yahoo.com.br

 

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‘Bezerra de Menezes’, o filme que surpreendeu o mercado.

17 Setembro 2008

Por André Miranda para o Globo.com

 

Por esta, nem os mais otimistas analistas de mercado, nem os mais crentes religiosos e nem os mais esclarecidos espíritos poderiam esperar. “Bezerra de Menezes: Diário de um espírito” — um filme feito por encomenda, dirigido por cineastas sem projeção nacional e mal avaliado por boa parte da crítica — é a grande surpresa das bilheterias brasileiras deste segundo semestre, atraindo cerca de 150 mil espectadores para os cinemas com apenas duas semanas em cartaz. Dirigido pelos cearenses Glauber Filho e Joe Pimentel, “Bezerra de Menezes” é uma cinebiografia do médico, também cearense, que foi um propagador da doutrina espírita no Brasil, no século XIX. No elenco, estão Carlos Vereza, Ana Rosa, Lúcio Mauro e Caio Blat, entre outros. — Muita gente fala que o sucesso do filme se deve a um possível rótulo de “espírita”. Mas não tem ninguém na porta do cinema dizendo que os não-espíritas estão barrados. O filme fala de valores familiares e das relações que se tem com a morte e com o universo materialista. Talvez haja um cansaço do espectador com as histórias de violência — diz Glauber Filho, que garante não ser espírita e cujo pai, Glauber, é médico. — E ele é mais velho que o Glauber Rocha. É só uma coincidência. Mas, com essa história de fazer filme sobre espiritismo, daqui a pouco alguém pode acabar estabelecendo alguma relação.

 

Sem nunca terem dirigido um longa para o cinema antes, Glauber Filho e Pimentel entraram no projeto a convite da Associação Estação da Luz, uma instituição, de cunho espírita, que realiza projetos sociais no Ceará. A idéia original era fazer um documentário sobre Bezerra de Menezes, com pouco orçamento. Mas, ao longo da produção, viu-se que era possível mais. — Até a finalização do filme, gastamos R$ 2,4 milhões. Conseguimos ¼ do custo de produção com patrocínio via Lei Rouanet. O resto veio de recursos próprios da Estação da Luz. É o primeiro filme que fazemos — conta Sidney Girão, presidente da associação. — No Brasil, há cerca de dois milhões de seguidores do espiritismo com potencial para ir ao cinema. Mas eu não acho que o filme seja religioso. Acredito que ele esteja indo bem porque o público se identifica com a mensagem de paz e humanidade.

Independentemente dos motivos, o fato é que o filme tem conseguido atrair uma parcela da população que não costuma ir ao cinema. A média de público nas 56 salas em que ele está em cartaz foi a melhor do último fim de semana. Isso quer dizer que “Bezerra de Menezes” já pode se considerar com força para alcançar os 420 mil espectadores de “Sexo com amor?”, o terceiro filme nacional mais visto em 2008, já fora de cartaz; e até perseguir os mais de 430 mil de “Era uma vez…”, o segundo nacional mais bem colocado no ranking, que estreou há dois meses — o líder ainda é “Meu nome não é Johnny” e seus 2,1 milhões. — Eu acho que ele está mesmo atrelado ao nicho religioso, principalmente em relação aos espíritas, que não são tão retratados em atividades culturais como outras religiões — diz Paulo Sérgio Almeida, diretor da empresa de análise de mercado Filme B. — Um dado curioso é que ele foi melhor na segunda-feira, que é o dia em que se fazem promoções, do que na sexta. Isso mostra que o filme está atingindo as classes C e D. Aí fica difícil prever onde ele vai chegar porque, com o boca a boca, ele está pegando um público que não costuma ir ao cinema. Mas, do jeito que está, mais de 500 mil o filme faz.

 

Na última terça-feira, no Cine Palácio — aquele cinema no Centro que foi vendido para um hotel e, em breve, pode se tornar tema de sessões espíritas —, “Bezerra de Menezes” atraiu um bom público para uma sessão noturna. A maioria, de espectadores espíritas: — Ele é muito importante pelas mensagens que passou — disse o ator espírita Glei Pélias. — Acho que existe um preconceito das pessoas em relação ao espiritismo que o filme pode quebrar — contou a terapeuta corporal e médium Ignez Cintra. Mas, como não se fazem 150 mil espectadores em duas semanas com facilidade, vale dizer que o Brasil é mesmo um país de aceitação religiosa. Bezerra de Menezes, conhecido como o médico dos pobres, com certeza daria sua bênção a todos. — Achei interessante o que li sobre ele e vim para conhecer melhor sua obra — declarou o chefe de cozinha, judeu, Celso Moshe.

 

Colaboração:

 


Tai Chi Chuan na Primavera de Natal

15 Setembro 2008

A primavera está chegando e nada melhor do que comemorá-la harmonizando o corpo e a mente através da prática de Tai Chi Chuan: a poesia em movimento.

 

Participe da Comemoração dos 13 anos do Grupo Livre de Tai Chi Chuan no Parque das Dunas. Ótima oportunidade de fazer alguns exercícios de alongamento, respiração, ginástica chinesa e diversas práticas de Tai Chi Chuan – Lian Gong, Tchi Kung, Forma Unificada de 10 Movimento, Forma Unificada de 24 Movimentos e Forma Olímpica de 42 Movimentos.

 

Após as apresentações será servido um lanche de confraternização onde é esperada sua presença e colaboração. Para aqueles que desejam compartilhar desse momento compareça vestindo camiseta branca e calça preta, e para o lanche de confraternização colabore com frutas, sucos, biscoitos, bolos, pães, patês, etc.

 

Dia: 21/09/2008

Local: Parque das Dunas – Av. Alm. Alexandrino de Alencar

Horário: 8:00h às 11:00h

Responsável: Marco Antônio – Professor do Grupo Livre de Tai Chi Chuan

Fones: 9431-6671e 9418-0595

E-mail: tai-chi@bol.com.br

 

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Coca-Cola Zero Festival

12 Setembro 2008

O Coca-cola Zero Festival que acontece em Natal neste fim de semana (12 e 13 de setembro) vai reunir sete bandas nacionais, além de atrações locais. A estrutura formada por dois palcos e uma tenda vai receber forró, axé e rock, além de muita música eletrônica.

 

O Festival será realizado no Vila Folia e a expectativa da Destaque Promoções, organizadora do evento, é que pelo menos 20 mil pessoas passem pelo local por dia. Serão praticamente 24 horas de música durante os dois dias de festa. 

 

Com o intuito de valorizar as bandas locais, o festival abre espaço também para a apresentação de nove atrações potiguares, que foram previamente selecionadas. Irão se apresentar:

 

Rosa de Pedra

http://rosadepedra.zip.net/

The Volta

www.nominuto.com/cultura/o_pop_pesado_do_the_volta/24271/

Seu Zé

www.seuze.net

The Cash

(..) 

Du Souto

www.dusouto.com/

Lunares

www.nominuto.com/cultura/lunares_rock_alternativo_sem_medo_de_ser_pop/23909/

Orquestra Boca Seca

www.orquestrabocaseca.blogspot.com/

João Teimoso’s

http://joaoteimosorockband.blogspot.com/2008/05/release-oficial.html

Yanks

 (..)

 

SERVIÇO

Data: 12 e 13 de setembro.
Vendas: Shopping Orla Sul
-Pista: R$35,00 (meia) e R$70,00 (inteira) / Casadinha R$ 55,00 (meia) e R$110,00 (inteira)
-Camarote: R$80,00 (meia) e R$160,00 (inteira) / Casadinha R$150,00 (meia) e R$300,00 (inteira)

 

PROGRAMAÇÂO

Dia 12 de setembro de 2008

PALCO PRINCIPAL (Abertura dos portões as 20h)
Rosa de Pedra
Strike
Chiclete com Banana
Aviões do Forró

PALCO ALTERNATIVO (bandas locais)
Brand New Hate
Di Rocha
Seu Zé

TENDA ELETRÔNICA
DJ Felps – RN
Patchbay Live – MG
0db Live – NinaD (ARG) + Fred (BRA)
Ninad DJ Set (ARG)
Dj Thomas – RN
GMS Live (IBIZA)
Riktan & Bansi (DJ Set GMS) (IBIZA)

CAMAROTE BURN (Tenda)
DJ Shato

Dia 13 de setembro de 2008

PALCO PRINCIPAL (Abertura dos portões as 19h)
Du Souto
NX Zero
Daniela Mercury
Netinho
Forró do Muído

PALCO ALTERNATIVO (bandas locais)
Lunares
The Volta
João Teimoso’s
Yanks

TENDA ELETRÔNICA
DJ Rapha Correia – RN
Seven Project – CE
Marcelinho CIC – SP
Groove Machines Live – CE
Rica Amaral – SP
Yagé (ARG)

CAMAROTE BURN (Tenda)
DJ Múcio NT

 

Colaboração: www.tribunadonorte.com.br


Cultura Japonesa no Natal Shopping Center – Natal/RN

23 Agosto 2008

Exposição Japão no Natal Shopping

 

Até o dia 31 de agosto, quem visitar a Praça de Eventos do Natal Shopping fará uma fascinante viagem pela milenar cultura japonesa, na exposição denominada “Japão no Natal Shopping”. A iniciativa, que serve de homenagem à laboriosa Colônia Japonesa radicada em todo o Brasil, pela passagem do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e pela valiosa contribuição prestada ao desenvolvimento do nosso país.

 

Num ambiente totalmente decorado em estilo oriental, o público terá a oportunidade de ver a graciosidade da mulher japonesa em seus trajes típicos, e tudo mais que representa a Arte e a Sensibilidade da milenar Cultura Japonesa, como Lanternas, Leques, Portal, Painéis Culturais, além de uma incrível Exposição de Quimonos, Espadas, Armamentos, Bonecas Centenárias, Capacetes (usados pelos Samurais) e muito, muito mais.

 

O público terá ainda Oficinas diárias e gratuitas de Ikebana (arranjos florais), Origami (dobradura de papel), Caligrafia Japonesa, Sumiê (pintura em carvão e MANGÁ (desenhos em quadrinhos) a sensação da garotada, além de poder adquirir importados, quimonos, leques, massageadores, e ainda fazer massagem relaxante através da técnica oriental do Shiatsu.

 

Colaboração:  www.natalshopping.com.br


Flores de Amor – Peça Espírita em Natal/RN

22 Agosto 2008

O Grupo Persona de Teatro Espírita apresenta a peça FLORES DE AMOR, serão duas sessões no TCP – Fundação José Augusto: uma no dia 30 de agosto de 2008 às 20h e a outra no dia 31 de agosto de 2008 às 18h. O apoio é da Federação Espírita do RN – FERN – com o patrocínio da Originalle Jóias (3222-1240) e da Flor de Liz – Floricultura e Jardins (3234-8833). Ingressos na livraria da FERN. Realização: SECA.

 

Informações:

Telefone: (84) 3211-8518

E-mail: grupopersona@yahoo.com.br

 

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Filme “Bezerra de Menezes” será lançado nacionalmente no dia 29 de agosto 2008

9 Agosto 2008

O longa-metragem “Bezerra de Menezes: o Diário de Um Espírito”, dirigido pelos cineastas cearenses Glauber Filho e Joe Pimentel, tendo em seu elenco nomes como Carlos Vereza – que interpreta o papel principal, Lúcio Mauro e Ana Rosa, será lançado nas salas de cinema de todo o Brasil no dia 29 de agosto, data de aniversário do cearense conhecido como o “Médico dos Pobres”. A produção do filme e a Fox Filmes do Brasil, distribuidora da produção no mercado nacional, estão agendando uma avant-première em treze capitais brasileiras (Belém, Teresina, Fortaleza, Recife, Natal, Salvador, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre).


“Bezerra de Menezes: o Diário de Um Espírito” é uma produção da Trio  Filmes, com realização da ONG Estação da Luz, e teve orçamento de R$ 2,7 milhões, contando com a participação de atores de renome nacional, como Carlos Vereza, que faz o papel principal do médico cearense Bezerra de Menezes, Lúcio Mauro, Caio Blat, Paulo Goulart Filho e Ana Rosa, além de um casting de atores cearenses. O filme teve locações em dois Estados. No Ceará, as locações foram em Fortaleza e nos municípios de Guaramiranga, Pacoti, Aratuba, Icó e Maranguape. A equipe de atores e da produção também fez gravações em Recife (PE).

 

Para a realização do longa-metragem, foi elaborada uma extensa e cuidadosa pesquisa histórica pelo biógrafo de Bezerra de Menezes, Luciano Klein, e também pela roteirista Andréa Bardawill. Através do trabalho de figurino, maquiagem e cenário, o longa-metragem realiza uma fiel reconstituição da época em que viveu o médico, desde o seu nascimento, em 1831, na localidade de Riacho do Sangue, hoje, município de Jaguaretama, no interior do Ceará, até sua morte.

 

O universo sertanejo permeia a trama nessa primeira fase do filme, na qual Bezerra de Menezes vive a infância e a adolescência. Aos dezoito anos, o protagonista inicia no Rio de Janeiro seus estudos de Medicina. Na então Capital da República, elegeu-se vereador e deputado em várias legislaturas e defendeu as idéias abolicionistas. Mas o que lhe trouxe o maior reconhecimento de seu povo foi o trabalho anônimo realizado em prol dos desfavorecidos. Por conta disso, ficou conhecido como o “Médico dos Pobres”. Seja como político devotado às causas humanitárias ou como médico conhecido por jamais negar socorro a quem batesse à sua porta, Bezerra de Menezes tornou-se um exemplo de homem e escreveu uma história de vida marcada pelo amor e pela caridade.

 

Toda essa bela história é retratada no filme que estréia em 29 de agosto de 2008.


Veja mais em: www.bezerrademenezesofilme.com.br

 

By IMPRESSIONE – www.impressione.wordpress.com

 


A Bala Catolé – Livro do Jornalista Leilton Lima

9 Agosto 2008

Dia 14 de agosto de 2008, 18h, na Poty Livros, vizinho ao Natal Shopping, será o lançamento do livro A Bala Catolé (literatura infantil) de autoria do Jornalista Potiguar Leilton Lima. Leve a criança que mora em seu coração e outras crianças da sua turma.

 

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MADA – Música Alimento da Alma – 10 anos

31 Julho 2008

O MADA está em seu 10° ano e com o mesmo objetivo que o consagrou: revelar novos talentos da música brasileira e promover o intercâmbio entre os que fazem, divulgam e produzem eventos na área musical e cultural. Além de oferecer entretenimento de qualidade à população de Natal e capitais circunvizinhas; levar ao público a vanguarda da musica brasileira;  observa-se também um incremento na economia local e uma maior divulgação da capital potiguar na mídia nacional. A edição dos dez anos está marcada para acontecer nos dias 14, 15 e 16 de agosto, na Arena de eventos do Hotel Imirá Plaza, localizado na Via Costeira. Segue abaixo a programação do MADA 2008.

 

Quinta-Feira, 14 de agosto de 2008

·           01h30: O Rappa (RJ)

·           00h30: Motosierra (URU)

·           00h00: Brand New Hate (RN)

·           23h30: Banda da Seletiva Radar Indie

·           23h00: Sweet Fanny Adams (PE)

·           22h30: NV (RJ)

·           22h00: Banda da Seletiva Radar Indie

·           21h30: Poetas Elétricos (RN)

·           Eletro Mada

o     21h00 – Zé Caxangá (RN) / Indie Rock

o     22h30 – Barbie Kill (RN) / Eletro Rock

o     00h00 – Leon Jr. (PE) / Dane House

o     01h30 – K Posadski (RN) / Electro House

o     03h00 – Leandro Pankk (SP) / Disco Punk / Electro Rock

o     04h30 – DJ F.C. (RN) / Uplifting Trance

o     06h00 – Encerramento

 

Sexta-Feira, 15 de agosto de 2008

·           01h30 – Lobão (RJ)

·           00h30 – Pato Fu (MG)

·           23h50 – Autoramas (RJ)

·           23h10 – Curumin (SP)

·           22h40 – Isaac e a Síntese Modular (RN)

·           22h10 – Poliester (RS)

·           21h40 – Subaquatico (BA)

·           21h10 – Lunares (RN)

·           20h40 – The Volta (RN)

·           Eletro Mada

o     21h00 – Coletivo Lo Que Sea (RN)

o     22h30 – Madame Mim (ARG/SP) / Eletro Rock

o     00h00 – Mucio NT (RN) / House

o     01h30 – Airton (RN) / Electro

o     03h00 – Kally (PR) / Progressive House

o     04h30 – Koti Live (SP) / Progressive

o     06h00 – Pateta (PE) / Psy Trance

o     07h00 – Encerramento

 

Sábado, 16 de agosto de 2008

·           01h40 – Seu Jorge (RJ)

·           00h40 – Josh Rouse (EUA)

·           23h40 – Cordel do Fogo Encantado (PE)

·           23h00 – Mallu Magalhães (SP)

·           22h30 – Falcatrua (MG)

·           22h00 – Macanjo (RJ)

·           21h30 – Sem Horas (PB)

·           21h00 – Rosa de Pedra (RN)

·           Eletro Mada

o     21h00 – Magão (RN) / Indie Rock

o     22h30 – Luna (RN) / Psy Trance

o     00h00 – Fire Fox Live (RN) / Psy Trance

o     01h00 – Black Mamba Live (PB) / Psy Trance

o     02h00 – Vishnu (GO) / Psy Trance

o     03h30 – Rica Amaral (SP) / Psy Trance

o     05h30 – Thomas (RN) / Psy Trance

o     07h00 – Encerramento

 

Colaboração: www.festivalmada.com.br


II Festival da Cultura Japonesa – CEFET/RN – Natal/RN

15 Julho 2008

Através da Associação Cultural Nipo-Brasileira do RN estará sendo realizado, em Natal, o II Festival da Cultura Japonesa do RN que acontecerá nos dias 18 e 19 de julho, no CEFET, em homenagem aos 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil e aos 52 anos no RN. No dia 18, às 20 horas, contaremos com a presença do Cônsul Japonês, o Sr. Toshio Watanabe na abertura solene que reunirá autoridades locais, convidados, famílias homenageadas e contará também com apresentações culturais e a abertura da exposição “Um olhar sobre o Japão”. No dia 19, o dia começará com a caminhada “100 anos de Japão no Brasil” saindo às 7 horas do CEFET para o Parque das Dunas onde teremos o taissô- ginástica leve típica- no mesmo local. Ao seguir da programação no CEFET, o dia decorrerá com apresentações do Grupo de Taikô- de Mossoró, Artes Marciais (Judô, Karatê e Aikidô – www.aikidorn.com.br), Demonstrações de Ikebana, Culinária, Mangás, Origami, Shudi Caligrafia Japonesa, Cosplayers, Momentos Zens, Concursos de Oratória além das Bandas e danças típicas.


Programação

 

18 de julho de 2008 – sexta-feira.

20h00 – Cerimônia de Abertura

- Execução dos Hinos Nacionais do Japão e do Brasil

- Coral Municipal “Sons da Terra” Secretaria Municipal de Educação de Natal e Grupo Vocal da Casa do Bem

- Palestra sobre a Imigração Japonesa no RN

- Homenagens

- Apresentação Cultural

- Cerimônia do “Kagami Wari”

- Abertura da Exposição: Um olhar sobre o Japão”

 

19 de julho de 2008 – Sábado.

 

07h00 – Caminhada “100 anos de Japão no Brasil” do CEFET para o Parque das Dunas

07h30 – Radio Taissô no Parque das Dunas

09h00 às 20h00 -            Exposição Um olhar sobre o Japão

Grupo de Taikô de Mossoró

                                   Demonstração de Bonsai

Banda J-Rock Kami Arashi

Demonstração de Ikebana

Coral Infantil “Sementes da Paz”

Artes Marciais: Aikidô, Karatê Tradicional

Banda J-Rock Saigo ni

Grupo de Taikô de Mossoró

Dança Soran Bushi

Banda J-Rock Kuroi Pantsu

Premiação Cosplayers

Banda J Rock Kasumi

Premiação concurso Oratória em Língua Japonesa

Banda J-Rock Pandora no Hakô

Encerramento – Dança Bon Odori

 

14h00 às 16h00 - Concurso de Oratória em Língua Japonesa – no Auditório

 

Durante todo o dia: Culinária japonesa; Oficina de Origami; Desenho Mangá; Cosplayers; Shudi - Caligrafia Japonesa

 

Colaboração: Assessoria e Divulgação da Associação Cultural Nipo-Brasileira do RN