Você cuida do seu Dojô!? – Por Carlos Eduardo

17/01/2014

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Fala galera!

Quando eu era pequeno e abria a gaveta do guarda roupa, por uma mágica que eu desconhecia naquele tempo, minhas meias, camisetas, shorts, calças, blusas, cuecas, etc., apareciam sempre limpinhas e dobradas na gaveta. Por mais sujeira que eu derrubasse nelas, por mais que eu me deitasse no chão sujo (e quando digo sujo, leia-se imundo mesmo), por mais que eu as rasgasse subindo em árvores, elas sempre reapareciam intactas ou na melhor condição possível depois destes eventos… rs. Com a casa não era diferente, ao brincar eu espalhava meus brinquedos, deixava papéis e canetas pela casa, o chão ficava manchado por conta das bolhas de sabão, mas no outro dia, tudo estava limpo e organizado para uma nova etapa de diversão.

Quando cresci, descobri que essa “mágica” era administrada por uma pessoa experiente, com conhecimentos de química, ergonomia, administração, entre outras ciências… minha mãe! Ela cuidava de tudo, e garantia um ambiente pronto e adequado para o meu crescimento. Por essas e outras – Mãe, meu eterno agradecimento!

Aí vocês me perguntam – Mas Cadu, como você descobriu isso!? – vou contar pra vocês. Não foi minha mãe que me contou com o intuito de ganhar algum crédito, jamais… Aprendi isso no DOJO! Sim, isso mesmo, no dojo! Já tive que limpar muito tatame por aí, organizar banheiros, vestiários, e outros cômodos de escolas por onde passei…

Lá as coisas não aparecem organizadas por mágica. Lá, ou nós fazíamos, ou tudo ficaria uma bagunça… e com isso, também aprendi o trabalho em equipe.

Há pouco tempo, aprendi também no dojo, que se queremos ensinar isso aos nossos alunos, não basta simplesmente mandá-los pegar uma vassoura e cuidar do tatame, precisamos liderar pela frente, mostrando como se faz, dando exemplos e cuidando do dojo com carinho, pois é nesse lugar que alcançamos tanto conhecimento para a vida.

Se nos preocuparmos em cuidar uns dos outros fora do tatame, exatamente como  nos preocupamos durante a prática do Aikido, nosso cotidiano será muito mais agradável.

Então, deixo aqui a pergunta: QUEM CUIDA DO SEU DOJO!?

Mãos à obra…

ABRIU ? FECHE.

SUJOU ? LIMPE.

ACENDEU ? APAGUE.

LIGOU ? DESLIGUE.

QUEBROU ? CONSERTE.

DESARRUMOU ? ARRUME.

É DE GRAÇA ? NÃO DESPERDICE.

NÃO SABE COMO FUNCIONA ? NÃO MEXA.

NÃO SABE COMO FAZER MELHOR ? NÃO CRITIQUE.

ESTÁ USANDO ALGO ? TRATE-O COM CARINHO.

NÃO SABE CONSERTAR ? CHAME QUEM FAÇA.

PARA USAR O QUE NÃO LHE PERTENCE ? PEÇA LICENÇA.

ESTÁ FAZENDO ALGO ? FAÇA COM ATENÇÃO E BEM FEITO…

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*Carlos Eduardo, Cadu, é faixa preta 3º grau de Aikido no Espírito Santo, 32 anos e Educador Físico.

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Colaboração:

www.impressione.wordpress.com

www.aikidoes.com

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Treino e Colaboração – Por Marcos José do Nascimento

04/09/2013

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No Aikido estilo Aikikai não há combates, só aplicações de técnicas em katas e no Ju-waza.

A execução das técnicas, tanto numa quanto noutra realidade dentro do Dojo, dá-se a partir de um estado mínimo de colaboração do uke para com o nage ou tori, esse estado de espírito ou de colaboração pode denominar-se como ki-no-nagare.

Ele deve possuir uma dosagem mínima, a ponto de não vir a causar uma descaracterização da técnica aplicada, como também não impedir a sua realização.

Não é concebível, dentro do ambiente de treino, uma postura rígida que venha a dificultar a realização de uma técnica, posto que não há nenhuma forma de combate no Aikido Aikikai, e tal atitude demonstra, quando não desconhecimento dos princípios básicos da arte, um gesto de descortesia do uke para com o nage.

O Aikido é herdeiro, assim como o Judô, das tradições samurai, a partir dos diversos estilos de Jujutsu, arte desenvolvida pelos samurais e utilizada em campos de batalha, em situações de vida e morte. Tem-se notícia de que uma das antigas escolas de Jujutsu, ainda hoje ativa no Japão, é a Takenouchi, criada pelo samurai Takenouchi Hisamori, em 1532, e que antes da existência do Jujutusu já havia outras formas de combate semelhantes, como Yawara e Kogusoku, entre elas.

Quando o Jujutsu tornou-se uma forma de combate aplicado ao modo de vida urbano, à vida civil, na segunda metade do século XIX, alguns de seus praticantes inconformados com o declínio do poder samurai e ainda muito apegados ao passado recente não acreditavam apenas no treino e pugnavam pelo teste real da efetividade das técnicas, provocando desordens das mais variadas na sociedade japonesa da época, entre elas desafios na rua com outros Dojos.

Era uma crença entre esses praticantes que a única maneira de testar a efetividade de uma técnica era o combate real, descrendo dos treinos realizados nas academias de então. Ainda podemos encontrar traços desse comportamento na história recente das artes marciais, mais ou menos acentuados.

Pode-se valer, por analogia, para o exame do assunto, o exemplo do Judô, que é, em um de seus aspectos, sem que não o único como muitos crêem, a existência do combate com ou sem árbitro, respectivamente, shiai e handori.

Nos treinos de técnicas, entre eles há o uchi-komi, que se constitui em repetição de técnicas tanto pelo lado direito ou esquerdo, e ele pode ser realizado parado ou em movimentação nas mais variadas direções.

No treino de uchi komi, há um uke e um tori. O uke não resiste à movimentação feita pelo tori ou nage, da mesma forma que não dificulta os seus movimentos, também não os facilita em demasia, descaracterizando uma movimentação pretendida, como também não lhe opõe resistência, pois esta só acontece no momento do handori ou do shiai.

Há também no Judô o treino de henraku-henka-waza e henzoku-henka-waza, combinações de técnicas, em que o nage inicia uma técnica e, a depender da combinação usada, pode haver uma discreta resistência do uke, que faz mesmo parte do treino, estando prevista, integrando a movimentação, mas ainda assim ela não é tão real quanto acontece em combate efetivo.

Desta forma, compreende-se que é descabível, por completo, haver resistência do uke ao que pretende realizar o tori, dentro do ambiente do Aikido Aikikai, postura totalmente equivocada, quando não deseducada ou desrespeitosa para com o parceiro de treino, uma vez que o espírito que norteia é o de cooperação, não havendo motivo para testar-se a técnica do outro, que não é um oponente, um adversário.

Assumir tal postura demonstra desconhecimento dos princípios elementares e quando parte de um menos graduado para o mais graduado é desrespeito, que pode ser relevado se parte de um iniciante, ainda não informado sobre o assunto, e se parte de um mais graduado para um menos graduado, ainda que ostente o título de Yundansha, demonstra que a sua preocupação é com a técnica (Jutsu) e não com o Do (caminho), e ainda se encontra imbuído do mesmo espírito que havia do século XIX para trás na história do Jujutsu.

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Marcos José do Nascimento – Servidor Público Federal e faixa-preta em Judô pela Higashi e de Aikidô pela Academia Central de Aikidô de Natal.

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Colaboração:

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A Agressividade – Por Marcos José do Nascimento

07/05/2013

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Ínsita no ser humano, a agressividade provém, como uma herança atávica e gravada no seu inconsciente profundo, dos tempos mais primitivos da espécie humana, desde quando dela dependia para a sua sobrevivência e de sua espécie.

O dito homem civilizado que hoje vive nas grandes metrópoles dos mais diferentes continentes e países traz dentro de si esta herança, que pode despontar nos mais diferentes instantes e pelos mais diferentes motivos, alguns ostensivos, outros não, uns reais, outros imaginários, pois que o stress a que se submete nos dias de hoje, ainda que também uma herança do seu passado mais primitivo, é, em muitas ocasiões, fabricado pela sua mente.

Se no passado o homem mais primitivo, assim como os animais, somente se estressava diante de uma situação real, temo-nos hoje como criaturas que fabricamos, em diversas vezes, as nossas situações estressantes, sofrendo-lhes as diversas conseqüências, dentre elas as doenças psicossomáticas as mais diversas, despontando algumas tais como a hipertensão arterial e a gastrite.

Uma vez que esta agressividade está presente em nós e se não a direcionamos, de alguma forma, corremos o perigo de implodir tal qual um prédio que desaba sobre si mesmo, necessitamos, então, de canalizar, de alguma maneira, esta energia acumulada.

Neste aspecto, há diversas práticas que podem conduzir-nos um estado de maior equilíbrio físico e mental, acalmando-nos e poupando-nos de futuros achaques ou doenças.

O Aikido Aikikai, por envolver uma proposta de não competição, não agressividade, constitui-se em um desses caminhos, porque nele há um convite a uma harmonização entre o nage e o uke, ambos atuando a bem dos dois que se envolvem em uma movimentação técnica, enquanto um inicia a movimentação (uke) a partir de gestos corporais que reproduzem um ataque, embora não real, mas vivo, o outro (nage) conclui a movimentação, finalizando alguma técnica a partir da movimentação do seu parceiro de treino, que tanto pode ser um aprisionamento (katame ou gatame), quanto uma projeção (nage).

A colaboração mútua estabelece um espírito cooperativo e sem competição, pois que na prática não há vencedores, mas colaboradores. E de um gesto agressivo nasce uma dinâmica que propicia bem estar físico e mental aos praticantes, redirecionando a energia agressiva que todos possuímos, dando-lhe uma nova conotação, uma nova aplicação, ao mesmo tempo que meditando nos ensinamentos que as dinâmicas trazem, a par dos conhecimentos que são  passados por Shihans (mestres) ou Senseis (professores) ou mesmo Kohais (alunos mais modernos com experiência de vida) estabelece-se uma direção, um roteiro de maior pacificação dentro de cada um, se assim pretender, se este for o móvel da procura real do praticante, porque, de outra maneira, também não importarão os muitos anos de treino sem a busca de uma internalização do universo de conhecimento e experiência que subjaz no ambiente do Dojo.

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*Marcos José do Nascimento – Servido Público Federal – Faixa-Preta de Judô e Aikidô – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal e da Judô Higashi

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Colaboração:

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Projeto Acalanto Natal – Orfanato Lírio do Vale

04/12/2009

Todos os anos no Natal os Amigos do Acalanto elegem uma instituição de acolhimento de crianças, onde é realizada uma festa com entrega de sonhos. Sim, não queremos apenas entregar presentes, mas perceber os desejos, as particularidades e características de cada criança, de cada jovem, e surpreendê-los realizando alguns de seus pequenos sonhos. Como cada sonho realizado nunca é pequeno o resultado é uma explosão de felicidade, das crianças e nossa, é claro. Realizar um trabalho voluntário é se preencher, antes de preencher o outro. Afinal uma vela pode acender milhares de outras velas sem por isso enfraquecer sua chama.

Onde está a árvore dos sonhos?

Na loja Dental Médica, na Av. Salgado Filho, 1680, Lagoa Nova, próximo ao supermercado Nordestão (a empresa gentilmente nos cedeu um espaço para montagem da árvore e recepção das doações).

Como funciona?

Cada criança/adolescente virou um(a) boneco(a), que foi personalizado pelos próprios meninos(as) e traz um pouco de sua história, características e desejos. As crianças não sabem que pretendemos atender aos desejos, que foram captados em visitas que fizemos ao orfanato.

O padrinho/madrinha escolhe uma criança da árvore e se compromete a trazer um kit completo para ela, que compreende: 1 kit de roupa, 1 calçado, 1 brinquedo/presente, 1 kit higiene pessoal (shampoo, condicionador, sabonete, creme dental, escova de dentes, perfume,etc.).

Se o padrinho/madrinha quiser doar outros itens fica a vontade. Sugerimos também 1 kit de material escolar (mochila, caderno, lápis de cor, estojo, etc.).

Recomendamos que a pessoa que adotou o(a) boneco(a) leve a idéia do apadrinhamento para sua família, seu trabalho, seu condomínio. Assim todos podem ajudar com um item, não sobrecarregando o padrinho/madrinha.

Onde, quando e como será a entrega?

Será um almoço no Orfanato Lírio do Vale, em Macaíba, dia 20 de Dezembro. Sairemos às 10h da sede do Rotary Club, na Rua Moura Rabelo, nº 1900, Alto da Candelária.

Outras formas de ajudar:

Doando itens avulsos, como shampoos, colônias, sabonetes, mochilas escolares, cadernos, brinquedos, roupas, calçados, etc. ou colaborando com algum item para o almoço, como refrigerantes, sobremesas, etc.

Iniciativa:

– Projeto Acalanto Natal – www.projetoacalantonatal.com.br

Rua. Militão Chaves, 2001 Candelária – (84) 3219-3523 – Natal/RN.

– Rotary Club Natal Sul.

– Casa da Amizade.

Apoio:

Dental Médica.

Informações:

Fabiana – 9138-7418.

Eunice – 8879-7808.

Janaina – 9418-4007.

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


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