É apenas o início, e não fim

25/08/2012

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“Conta-se que no grupo de pessoas próximas a J.F.Kennedy, nos anos 60, se propôs que a década não ia terminar sem que o homem chegasse à lua. E conseguiram! Mas depois, um número importante de cientistas caiu na depressão e loucura, inclusive no suicídio. Seu propósito era excelente, mas não estava vinculado a um objetivo mais alto. Se fazemos uma comparação com a prática do Aikidô, acontece que muita gente toma como finalidade chegar à faixa-preta. E depois produz um vazio. E na verdade, a faixa-preta é o primeiro degrau. É como aprender a ler e depois nunca mais abrir um livro.”

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Trecho do livroAikido, o desafio do conflito.

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Colaboração:

www.impressione.wordpress.com

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Ensinamentos de Morihei Ueshiba

26/07/2012

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“No seu treinamento, não se apresse, pois é necessário um mínimo de dez anos para dominar os elementos básicos e avançar ao primeiro grau. Nunca se considere um mestre perfeito que sabe tudo; você precisa continuar treinando diariamente com seus amigos e alunos, avançando juntos no caminho da harmonia.”

 

Morihei Ueshiba – Fundador do Aikidô
No livro Os Segredos do Aikidô de John Stevens

 

Colaboração:

www.impressione.wordpress.com

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Nafudakakê. Você sabe o que é?

25/08/2011

Nos dojo tradicionais do Japão é comum encontrar Nafudakakê; um quadro com pequenas tábuas de madeira onde os nomes dos alunos e instrutores são escritos e ordenados por graduação. Os alunos listados no Nafudakakê receberam estas graduações através do treinamento constante e dedicação, donde assimilaram com sucesso as técnicas de cada nível.

Pode-se dizer que Nafudakakê (名札 掛け – Hiragana:な ふ だ かけ な ふ だ かけ) é um grupo de “etiquetas” ou “tabuletas” dispostas no dojo de artes marciais japonesas e outras artes no Japão (como a cerimônia do chá japonês, por exemplo) que mostra os membros do dojo, e às vezes suas classes e graduações.

Normalmente, cada nome está escrito em uma placa de madeira separada de outras por níveis ou graduações e esta fica pendurada em um gancho de metal pequeno, ou mantida no lugar por vigas de madeira. No Nafudakakê, onde o nível é indicado, a tábua de uma pessoa é movida a cada obtenção de um grau superior.

Nafudakakê também são usados em santuários xintoístas, para exibir os nomes dos benfeitores. Não é diferente com os alunos de um dojo, pois não só dependem de suas graduações, mas eles sobem também em um esquema, as vezes, semelhante a uma pirâmide, de acordo com a integração do aluno com o dojo, incluindo nisso a assiduidade, participações extras na organização, divulgação ou qualquer ação extra no dojo, que vise sua contínua manutenção e crescimento.

A desagregação do Kanji para o termo Nafudakakê revela o seguinte:

Na / Mei: nome, fama;

Fuda / Satsu: etiqueta; placar; placa de identificação;

Kake / Kakai: suspender; instalar.

Na essência, os Nafudakakê representam a “conexão” entre o dojo e o aluno, e simbolizam que o indivíduo não é apenas um estudante, mas um valioso membro que faz parte de uma organização. Este método de organização dos membros serve como uma fonte de motivação e inspiração, além de criar um forte sentimento de ligação entre os membros e o dojo.

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Colaboração: www.gansekidojo.org


O Caminho

14/07/2009

O que é mais importante em uma jornada, o ponto de chegada, a finalização da caminhada, a consolidação do sacrifício ou a própria jornada em si?

Quando se faz um curso, uma faculdade, uma arte marcial, é comum estabelecermos metas e, mais comum ainda, focarmos na conclusão desta empreitada como meta principal. Mas onde se esconde esta conclusão, num diploma universitário, num certificado de conclusão de curso, numa faixa preta?

Quando estamos para nos formar, seja em que área ou nível, é comum pensarmos que chegamos ao topo do que esperávamos. Estudamos, graduamos todas as etapas do curso e chagamos ao final. Sentimo-nos realizados e os deslizes que cometemos durante essa caminhada são esquecidos, assim como os sucessos. Tudo deixa de ser importante face ao júbilo da formatura, da última prova, da entrega do último trabalho acadêmico. Quando seguramos o certificado de conclusão, a euforia consome todo o esforço da caminhada. Pouco tempo depois, nos deparamos com um novo dilema, estamos no mercado de trabalho, sem experiência, estagiando. Deixamos o topo para ocupar nossos acentos na trajetória profissional, no fim do ônibus. Passado mais algum tempo, quando avançamos em nossas carreiras, nos damos conta de que não aproveitamos tudo o que aquele curso, professores ou instituições tinham a nos oferecer. Quem, ao elogiar a competência de um professor não concluiu ou apenas pensou: se tivesse perguntado mais, me dedicado mais…. .Isso porque visamos “passar de ano” e o estritamente necessário para isso passa a ser o bastante.

Se considerarmos que a conclusão de um curso é apenas uma das etapas deste, passamos a valorizar cada uma dessas etapas. Se dividirmos cada etapa dessas em outras e essas em outras mais, passaremos a nos dedicar a cada dia como se fosse o último, a cada exercício como se fosse à prova final, a cada nova informação como se fosse o conteúdo do nosso curso. Com isso, a meu ver, não criaríamos alunos bitolados e estressados, mas alunos apaixonados, alunos interessados todos os dias. A arrogância do veterano não existiria e sim a consciência de que este está apenas a alguns passos à frente de seu companheiro, mas também, a quilômetros atrás de seu professor. Teríamos profissionais conscientes da situação de sua profissão, da importância dela na sociedade e da necessidade de torná-la mais completa e digna, não importando qual fosse. Seriamos mestres e aprendizes com a responsabilidade de auxiliar a que sabe menos e com a humildade, a reverência e o respeito para com os que sabem mais.

Um monge, certa vez, convidou dois discípulos para uma jornada. Cada um a faria sozinho, a seu tempo e no final dela se revelaria o maior tesouro do mundo. O caminho não era definido, mas o ponto final era o topo de uma montanha. Quando o primeiro discípulo chegou ao final da jornada, três meses haviam se passado desde a sua partida e o monge estava a sua espera.

– Pronto mestre, cheguei o mais rápido que pude, onde está o meu prêmio? – Temos que aguardar o segundo discípulo chegar para concluirmos o teste, afirmou o monge. – Mas mestre, eu fui o mais rápido passei por todas as dificuldades que o terreno apresentou, lutei com sentinelas das cidades por onde passei, persuadi e subornei exércitos de fronteira para chegar o mais cedo possível aqui, e tenho que esperar pelo meu adversário? Mas o monge foi irredutível e os dois passaram a esperar pelo segundo discípulo.

Ao final do terceiro ano eis que chega o segundo discípulo, calmo com semblante cansado, mas infinitamente mais feliz, abraçou o seu igual, fez reverência a seu mestre e sentou-se sem pedir ou exigir nada. O primeiro discípulo então esbravejou: – Eu exijo receber o meu prêmio, fui o mais rápido, o mais esperto, o mais forte e cheguei aqui muito antes que meu adversário, desde então estou aqui sem fazer nada, impaciente, sem nem o aprendizado diário das tarefas do templo que deixamos antes desta competição. O monge levantou-se, calmamente, foi até uma tina d’água, encheu dois copos com água e se pôs em frente a seus dois discípulos. Encarou o primeiro discípulo, e perguntou: O que você deseja receber? O discípulo, impaciente se viu sem resposta, concentrou-se tanto no tesouro que não fazia idéia do que esperar deste. Diante da inatividade do primeiro discípulo o monge voltou-se para o discípulo que acabara de chegar e perguntou. O que você deseja receber? O discípulo abriu um sorriso e falou: – Não desejo nada, mestre, nada que não tenha conquistado nesses três anos de jornada. Consegui ajudar famílias inteiras com os conhecimentos médicos aprendidos no tempo de reclusão, fiz amigos em todas as cidades por onde passei, uni, com conselhos, povos que punham seus exércitos nas fronteiras de seus territórios a fim de intimidar seu vizinho, evolui fisicamente, pelas dificuldades dos caminhos trilhados e cataloguei recursos e terras até então desconhecidas. Toda a minha caminhada foi o crescimento que nunca poderia imaginar. Sou-lhe muito grato por essa oportunidade.

O Monge entregou o copo d’água ao primeiro discípulo e disse: – Seu tesouro já lhe foi entregue segue seu caminho e seja feliz. E entregando o copo d’água ao segundo discípulo disse: – Já não tenho mais nada a te ensinar, volta ao templo e assume sua função como mestre, com toda honra e mérito.

Colaboração: www.aikikaizen.com.br


O valor do silêncio – Por Charles Richet

22/06/2009

 “Eu não tenho espada, faço da minha calma e silêncio espiritual minha espada.” – Tradição oral Samurai 

Silêncio… o que é silêncio? Qual é sua natureza, aplicação e repercussão? O silêncio é uma constante japonesa, não uma prática, é algo já arraigado, é o normal, não o almejado nos meios tradicionais. É de muito mau gosto ou ignorância interromper uma ação ou um estado natural de quietude com algum comentário desnecessário e/ou fora de contexto. Mas vamos com calma, parcimônia e sabedoria, afinal, somos brasileiros, fora deste contexto oriental.

Silêncio, do latim silentiu, do dicionário Michaelis: “3 Abstenção voluntária de falar, de pronunciar qualquer palavra ou som, de escrever, de manifestar os seus pensamentos”. Sileo- silentium, que significa: estar em repouso, tranqüilidade, descanso, ausência de qualquer estorvo.  Etimologicamente, a palavra silêncio remete a silentium, silere, cujo significado encontra-se em sileo, cujo sentido é calar, omitir-se. 

O silêncio é um meio de aprendizado comum ao budô. A partir do silêncio interior o aluno coloca-se pronto a receber o conhecimento oferecido pelo mestre. Ao postar-se em silêncio e perceber com consciência o que é demonstrado, o deshi tem uma condição melhor de internalizar o que é ministrado. Assim sua percepção sobre a natureza da prática amplia e amadurece. 

No dojô de Aikidô, assim como em Nihon no Dojô, silêncio é algo essencial. O aluno não deve manifestar-se se não foi requerido ao mesmo. Aqueles que chegam ao dojô no meio de uma aula já em curso não devem comunicar-se com os que já estão praticando e o mesmo vale aos que estão no tatame, não devem dar boas vindas e outras expressões.

Durante a prática o sensei e os alunos mais graduados devem ser respeitados em suas orientações, não precisando contar com uma segunda voz ao guiar uma instrução. Se seu sensei chegou perto de você durante uma orientação que você possa estar passando a um companheiro, silencie-se e deixe que o sensei, que atenho certeza é o mais qualificado, observe e oriente as dúvidas de seu parceiro, e as suas TAMBÉM. Não chame o sensei, não use o imperativo, ex. “repita isso para mim sensei; sensei faça isso”.

Sempre que for necessário tirar uma dúvida durante a prática espero o sensei chegar, e se nesse tempo ele demorar vá praticando o seu melhor e não se preocupe com a prática de seu companheiro, não interfira, não oriente, principalmente e muito principalmente se você não é instrutor qualificado. Particularmente, em nosso dojô o aluno que tem permissão de orientar superficialmente seus colegas tem desígnio público meu, sendo vedada essa prática a outros alunos, iniciantes, alunos graduados e alunos visitantes. Enfim, se você acha que pode orientar seu colega é porque ou você tem permissão do sensei ou é porque já tem conhecimento suficiente das regras do dojô e portanto deve esperar em silêncio e quietude. Lembre-se: não interrompa o sensei, seus kohai e senpai, não converse, treine, treine e treine mais. 

Charles RichetFukoshidoin, instrutor auxiliar e faixa-preta 2° grau,  com ambas certificações conferidas pelo Hobu Dojô – Aikikai

Colaboração: www.portalaikido.com.br


O Ego e o Aikidô – Por José Ribamar Lopes

22/05/2009

Não cabe manifestação de ego no Aikidô. É seu pré-requisito a intenção de desprendimento ao sentimento egóico. Aikidô é, acima de tudo, arte de iluminação, e a iluminação nunca se dá em benefício de um único ser. Lembremo-nos que Ô-Sensei era extremamente religioso, e este sentimento foi fundamental na formação do Aikidô.

Não há harmonia com a natureza, preso há uma vontade individual. A natureza não tem vontade…ela é. Assim devemos ser no Aikidô, livres e fluidos. Se há vontade não há fluidez, não há harmonia, não há Aikidô, que é o caminho da harmonia pela energia vital.

Levados por sentimentos adquiridos nas atividades esportivas, bem como no nosso meio social competitivo, preocupamo-nos em demonstrar destreza, conquistar graduações, obter destaque… Trabalha contra nossa prática a comparação com os outros, o objetivo de sermos os melhores. A busca da superação deve ser sobre nós mesmos. A melhora obtém-se no aperfeiçoamento, que requer desprendimento e entrega à prática. Portanto, não há entrega se há apego, que são opostos entre si.

No Aikidô há reverências, submissões a regras e posturas, a conduções; há humildade. Se nossa preocupação ainda é com a obtenção da graduação, a exibição da já conquistada, o aprendizado de uma técnica que nos faça bom de briga, talvez devamos tornar a buscar informações sobre a história do fundador, que migrou seus estudos da marcialidade para a espiritualidade, do Jutsu para o Dô. Assim procedendo, talvez compreendamos o significado da arte por você escolhida, e sejamos praticantes mais tranquilos e felizes, entregue as rotações naturais.

Nesse sentido, a lição do fundador:

A Arte da Paz é o remédio para o mundo doente. Há maldade e desordem no mundo porque as pessoas se esqueceram que todas as coisas vieram de uma única força. Voltemos para essa fonte, deixando para trás todo pensamento egoísta, desejos mesquinhos e raiva. Aqueles que não possuem nada possuem tudo“.

Se você não tem nada que o ligue ao verdadeiro desprendimento. Você nunca entenderá A Arte da Paz“.

José Ribamar Lopes – Servidor Público – 2º Kyu (Faixa-Azul) – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal.

Colaboração: http://umditoeumponto.blogspot.com/


Aikidô: diversidades – Por André Fettermann de Andrade

24/03/2009

Cada um tem seu motivo para começar a prática do Aikidô. E ao longo do tempo cada um também desenvolve seus próprios motivos para continuar treinando. E ainda mais, cada um desenvolve seu próprio tipo de treinamento.

 

Comecei no Aikidô há mais de 10 anos. Ao contrário da grande maioria eu não tinha nenhum motivo específico para começar a treinar. Apenas queria fazer alguma atividade física. Na época ainda não havia internet como hoje, e por isso foi difícil achar uma academia. Durante muito tempo foi exclusivamente por essa razão que treinava, mexer o corpo, suar um pouco. Mas depois que o meu professor deixou de dar aulas, nos deixando sem pai nem mãe, e tendo assumido um aluno dele mais graduado, comecei a mudar a minha perspectiva em relação à arte.

 

Foi nesta época que comecei a ler mais sobre o Aikidô. Passei a participar mais de seminários, encontros, treinos especiais. Foi também quando comecei a aplicar mais diretamente o que aprendia em aula, na minha vida. E também quando comecei a observar melhor os acontecimentos dentro do tatame. Para mim, aquela área delimitada pelas quatro linhas é um micro cosmo, um pequeno universo que representa toda a sociedade. Ali você encontra pessoas dos mais diversos tipos. Elas diferem não só em características básicas como altura, sexo, peso, aparência, mas principalmente na personalidade. Há os marrentos, os orgulhosos, os inseguros, os preguiçosos, os violentos, os desequilibrados, os animados, os bonzinhos, os malvados e maldosos.

 

Quantos não foram, não são e ainda serão aqueles que caem diante da mínima menção sua de fazer um determinado movimento e que apesar de avisados continuam com a mesma atitude. Por outro lado há aqueles que parecem feitos do metal mais pesado possível, que para serem movidos é necessário um guindaste. Existem aqueles que treinam de forma muito leve, basicamente uma dança. Por vezes alegando que assim o fazem por estarem em busca de um contato com o universo, porque querem desenvolver seu “ki”. Da mesma forma temos aqueles que treinam extremamente pesado, que estão “pouco se lixando” para essa baboseira de “ki”, de harmonia.

 

Não há problema nenhum nessas diferenças. O problema acontece quando esses mundos se encontram. Na verdade eles colidem. Vão acontecer reclamações dos dois lados quando isso acontece. “Pô, cara grosso, quase quebrou meu braço!”. “Não vou mais treinar com aquele pessoal não, eles atacam sem energia nenhuma!”. “Você está travando, têm que ficar mais solto.”. Quantas vezes já não ouvi isso. Quantas vezes já não falei isso.

 

Mas esta colisão só ocorre por falta de habilidade nossa em lidar com a diversidade. E se você já tiver uma certa graduação ou experiência na arte, mostra que você aprendeu pouquíssimo. E se você simplesmente não toma nenhuma atitude para reverter essa situação, mostra que você é um péssimo aikidoca. É necessário aprender a lidar e respeitar os limites de cada um.

 

Essas diferenças não podem ser encaradas como algo ruim. Pelo contrário, é justamente essa diversidade que torna a prática tão interessante, tão desafiadora, tão difícil. É isso que torna o Aikidô aplicável ao seu dia-a-dia.

 

Cada um tem o direito de escolher a sua forma de treinamento. Isso só não pode significar que o praticante deva ficar estacionado nesta forma. A medida que for crescendo dentro da arte ele deve buscar uma melhora, uma mudança dentro da sua prática. Se você cai por qualquer motivo, procure estudar a razão disso e na próxima vez já não “caia” tão fácil. Em algum momento você vai chegar ao ponto de saber que não dá mais para evitar e a queda é inevitável. Isso poupará muitas contusões. Se você é extremamente forte e gosta sempre de enfiar a cara do uke no chão, reconsidere, veja se isso é realmente necessário, será que apenas desequilibrá-lo e imobilizá-lo não é o bastante?

 

Alegar que é sempre necessário treinar para arrebentar de forma a se preparar para uma “situação real” não convence. Pelo simples motivo que no treino não é uma situação real. “Treino é treino, jogo é jogo”, já disseram. Quebrar o braço de alguém toda aula não se justifica como preparação para uma situação violenta que você possa vir a se deparar.

 

A busca da união com o universo e do desenvolvimento do “ki” também não devem ser usadas como justificativas para um treino “ballet”. Se assim você o fizer estará apenas se enganando achando que está adquirindo uma habilidade na arte além de atrapalhar os outros.

 

Há ainda um grupo mais que ainda não citei. São aqueles que tratam o Aikidô como religião. Uma busca espiritual não deve ser feita em cima do tatame. Ela deve ser feita em um templo, uma igreja, através de uma religião qualquer. O Aikidô não vai te dar respostas para questões existenciais. O Aikidô não possui uma filosofia, como tanto as pessoas gostam de dizer. Filosofia é o questionamento diante de valores e interpretações comumente aceitas, é a reflexão de idéias, análise, discussão. O que há no Aikidô é o reflexo das idéias de um homem, este sim muito religioso. O Aikidô é a parte física, por assim dizer, que junto com a religiosidade de cada um, seja esta qual for, pode conduzir à iluminação.

 

A harmonia do Aikidô vem de saber lidar com tudo e todos, saber transitar achando um ponto de equilíbrio. É saber usar a sua energia de forma adequada. Esse é o caminho proposto. É o de criar indivíduos capazes de agir adequadamente diante de qualquer situação, tornando-os assim capazes de viver e criar uma sociedade melhor.

 

Acredito que nada disso seja novidade. São coisas óbvias, mas que por isso mesmo é sempre bom sermos lembrados delas.

 

André Fettermann de Andrade – EMA – Escola Meirelles de Aikidô – http://www.escoladeaikido.com.br

 

Colaboração: http://mastruz.multiply.com/journal


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