Aikidô – Por Israel Félix de Lima Júnior

26/03/2010

Em certo momento da minha vida, onde já tinha treinado por alguns anos algumas artes marciais, soube de uma nova arte que havia feitos mirabolantes e de tamanha maestria e elegância, comecei a pesquisar cuja arte poucos sabiam em Natal/RN. O tempo passa e o universo conspira e, em um dia qualquer me deparo com panfletos informando sobre cuja arte havia iniciado a busca em outrora, logo, de prontidão vou ao dojô, assisto ao treino e de imediato decido treinar. O Sensei Rodrigo, observando minha ansiedade me pede para fazer um treino experimental primeiro, porém, decidido como uma flecha lançada, já me matriculo e começo a treinar.

A idéia de força física e a resolução de problemas através da pancada foi logo frustrada nos primeiros treinos, começo a observar que haveria sempre alguém mais habilidoso e mais forte que eu e, isso não seria propriamente força física, então, comecei a experimentar a sensação de fraqueza e tais sentimentos me mostraram que eu estava estudando algo completamente diferente e grandioso, me apaixono pela arte em que outrora ansiava tanto em conhecer.

A dedicação desprendida no decorrer dos treinos e do tempo, me fizeram ver que a força sugerida pela filosofia do Aikidô era espiritual, nesse momento descubro o quanto sou fraco e o quanto o caminho é longo e árduo. As experiências galgadas com mestres e colegas diferentes me fizeram ver o tamanho da riqueza do Aikidô e fortaleceu a minha compreensão sobre a filosofia, a força espiritual, mesmo o caminho sendo individual há necessidade da cooperação dos colegas, pois o individuo só existe porque há o todo.

Ao chegar aos dez anos de treino e ao 3º Dan, sinto como se eu tivesse dado o primeiro passo para essa longa jornada, pouco conheço sobre minha pessoa, a cada treino a cada novo colega, a cada Sensei, observo que pouco sei e que muito tenho a aprender.

* Israel Félix de Lima Júnior é graduado em Aikidô (Faixa-Preta 3º Grau – Sandan) pela Academia Central de Aikidô de Natal

Colaboração: www.aikidorn.com.br

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Aikidô Natal – 10 Anos de Aikidô – Novos Graduados da Academia Central de Natal/RN

24/11/2009

Conforme prometido, segue a lista dos novos graduados da Academia Central de Aikidô de Natal (em ordem alfabética). Os novos graduados receberam seus títulos na presença do Mestre Reishin Kawai, 8º Dan de Aikidô, introdutor e representante do Aikidô no Brasil e do Sensei Rodrigo Martins, Fundador da Academia de Aikidô de Natal em 1999.

O evento foi parte da comemoração dos 10 anos de Aikidô em Natal/RN. Participaram também do evento o Sensei Rogério Paudejuenas (PB), Sensei Henrique (PE), e o Sensei Daniel (BA).

Atualmente Sensei Rodrigo reside nos EUA e a Academia Central de Aikidô de Natal está sob a direção de seus seguidores mais antigos: Marco Antonio Rocha, James Araújo, Sérgio Pellissari e Gabriel Lopes.

NOVOS GRADUADOS

Shodan – Faixa-Preta 1° Grau

Alberto Sérgio G. Chagas

Beethoven Feitosa Gouveia

Cristiana Silva Barbosa

Cristiano Baia F. Araujo

Diego Fernandes Sales

Francisco A. Feitosa Junior

Francisco Laurentino Pontes

Frank Düesberg

José Francisco Cosme Silva

Leonardo Carneiro Ventura

Louise Leiros F. Siqueira

Luiz Augusto O. Souto

Marcos José Nascimento

Marcos William Pontes

Paulo Wanderley Sá Leitão Neto

Roberta Macedo Xavier

Nidan – Faixa-Preta 2° Grau

Hellen Suely dos S. L. Paiva

Marcelo Murilo G. dos Santos

Sandan – Faixa-Preta 3° Grau

Cristos Xenophon Aravanis

Israel Felix de Lima Junior

Marcus Vinicius Andrade Brasil

Maria Cristina Cuono Pereira

Maroni Costa Leitão

Giovanni Nóbrega de Paiva

Colaboração: www.aikidorn.com.br


História de Aikidô – Por Israel Félix de Lima Júnior – 10 Anos da Academia Central de Aikidô de Natal

31/03/2009

Minha história começou numa conversa com alguns amigos no ano de 1998, destes, um tinha visto algo sobre o Aikidô e de tão impressionado que ficou começou a nos falar sobre aquela nova arte. O mesmo praticava Karatê Dô, aliás, todos naquele grupo já tinham ou estavam praticando alguma arte marcial.  A curiosidade foi tamanha entre nós naquela noite que, depois de algum tempo, começamos a procurar pelo Aikidô aqui em Natal, mas não tínhamos nenhuma informação de onde achar e as respostas eram que não havia tal coisa na cidade.

 

No ano seguinte ao passar com a namorada pelo Shopping Cidade Jardim vi um cartaz na porta da loja Esporte Master, onde trazia informações sobre aquela arte que eu buscava a quase um ano. A partir desse momento a busca foi intensa e ao achar, na parte superior de uma farmácia, convido meu amigo a me acompanhar na primeira visita. Ao chegarmos lá nos deparamos com um ambiente extremamente limpo, calmo, e harmonioso, e lá, um treino estava acontecendo. Ficamos impressionados com o quanto era técnico o Aikidô, então começamos a analisar um possível confronto entre as duas artes (Karatê e Aikidô), e observamos que eram coisas diferentes.

 

Logo me apaixono pela arte e procuro uma turma para me encaixar, tão logo me encho de felicidade fico triste, pois não havia horário na qual eu pudesse freqüentar devido minhas obrigações, mas prontamente o Sensei Rodrigo anota meu telefone e me informa que há outras pessoas na mesma situação em que me encontrava. Ele estava estudando a possibilidade de abrir uma nova turma no período da tarde. Fiquei ansioso pra que isso acontece logo.

 

Passando-se uns 15 dias, mais ou menos, recebo uma ligação do Sensei Rodrigo informando da nova turma que iria iniciar-se às 15h, e se havia interesse de minha parte. Prontamente afirmo que sim, então ele me convida para compor a turma que, no primeiro momento, seria experimental. Mais uma vez vou da glória à decepção. Eu nem sonhava que a partir daquele momento essas oscilações de sentimentos seriam constantes no “”. Estava acostumado ao Karatê onde tínhamos que ser fortes; determinados; firmes; corajosos, essas habilidades eram habituais, e a partir daquele momento iriam ser acrescentadas mais algumas, necessitando assim desenvolver a sensibilidade para conduzi-las da melhora forma, pois os conflitos eram eminentes, não com os colegas, mas comigo mesmo.

 

O tempo passa e os treinos acontecem. Mais gente vai chegando e a turma logo se mostra viável. Em pouco tempo nossa turma passa a ter os treinos mais vigorosos.  Quase todos os graduados de hoje em dia do dojô passaram pela turma da tarde, dentre eles temos, além de mim: Sensei James; Sensei Marcos; Vinicius Brasil; Aleksej Marques; Tilla Samson; Carol Coe; dentre outros.

 

O caminho vai sendo trilhado, novas pessoas chegam e outras se vão, nesse momento só tínhamos o Sensei Rodrigo como referência e isso nos fazia ficar sempre depois do treino para estudar uns com os outros, e a cada treino, a cada chá, a cada novo amigo, surgiam novos aprendizados. A busca pelo ”” é eterna e estamos a buscá-la. Muitas transformações ocorreram durante esses dez anos, mas isso também é Aikidô.

 

Disse Morihei Ueshiba, o Fundador do Aikidô:

 

Em teu treinamento, não sejas apressado, pois são necessários no mínimo dez anos para dominares o que é básico e avançares para o primeiro degrau. Nunca penses que és perfeito como mestre e que a tudo conheces; tens que continuar treinando diariamente com teus amigos e discípulos para progredirem juntos na Arte da paz.”

 

A Arte da paz pode ser resumida assim: a verdadeira vitória é a auto-vitória; que aquele dia chegue rapidamente! A  verdadeira vitória  significa uma indomável coragem; a  auto-vitória” simboliza um infatigável esforço; e “ que aquele dia chegue rapidamente” representa o glorioso momento do triunfo aqui e agora”.

 

ISRAEL FÉLIX DE LIMA JÚNIOR – Nidan (Faixa-Preta Segundo Grau) de Aikidô – Iniciou o Aikidô em fevereiro de 2000 na Academia Central de Aikidô de Natal.


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