15º Aniversário da Academia Central de Aikidô de Natal – Seminário Leonardo Sodré – 4º Dan (SP) – 17 e 18/10/2014

23/09/2014

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Nação aikidoca, a Academia Central de Aikido de Natal convida os aikidocas do Brasil para as comemorações do seu 15° Aniversário – dias 17 e 18 de outubro de 2014. O evento contará com as especiais presenças do Sensei Leonardo Sodré – 4º DAN (SP), aluno de Ono Shihan (Associação Pesquisa de Aikidô – APA) que ministrará alguns treinos neste final de semana comemorativo, bem como de amigos aikidocas de PE, PB e do interior do RN.
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CALENDÁRIO DO EVENTO:

17/10/2014 – Sexta – Abertura

19h às 21h – Koshukai (treino geral) com Sensei Leonardo Sodré
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18/10/2014 – Sábado

08h às 9h:30m – Koshukai (treino geral) com Sensei Leonardo Sodré
10h às 11h30m – Koshukai (treino geral) com Sensei Leonardo Sodré
12h – Almoço
16h às 17h – Koshukai (treino geral) com Sensei Leonardo Sodré
17h15m às 18h15m – Koshukai (treino geral) com Sensei Leonardo Sodré
20h – Encerramento: Apresentações artísticas e confraternização.
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INSTRUÇÕES PARA O EVENTO:

– Vagas Limitadas !!!
– Pagamento da taxa de participação de R$ 70,00.
– Apresentação do recibo na entrada do evento.
– Procurar chegar meia hora antes dos treinos para evitar atrasos.
– Atenção para kimonos limpos, unhas aparadas e a etiqueta do dojo. (etiqueta e orientações para a conduta no dojo AQUI !!!).
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LOCAL E CONTATOS:

Academia Central de Aikidô de Natal – Rua João Ferreira de Melo, 2978, Capim Macio, Natal/RN – Fone: 2020-4841 – E-mail: aikidonatal@gmail.comVEJA O MAPA AQUI!!!
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Para Reflexão…

12/02/2013

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Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão: “Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?

Logo se juntou um grande número de pessoas, com todo mundo gritando: “Queremos, queremos!

Nasrudin: “Era só para saber. Podem confiar em mim, que lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim.

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E, no mesmo sentido, disse Morihei Ueshiba, Fundador do Aikidô:

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No seu treinamento, não se apresse, pois é necessário um mínimo de dez anos para dominar os elementos básicos e avançar ao primeiro grau. Nunca se considere um mestre perfeito que sabe tudo; você precisa continuar treinando diariamente com seus amigos e alunos, avançando juntos no caminho da harmonia.”

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Então, paciência, treino, treino e treino.

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O Valor do Silêncio – Por Charles Richet

21/01/2013

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“Eu não tenho espada, faço da minha calma e silêncio espiritual minha espada.” Tradição oral samurai.

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Silêncio… o que é silêncio? Qual é sua natureza, aplicação e repercussão? O silêncio é uma constante japonesa, não uma prática, é algo já arraigado, é o normal, não o almejado nos meios tradicionais. É de muito mau gosto ou ignorância interromper uma ação ou um estado natural de quietude com algum comentário desnecessário e/ou fora de contexto. Mas vamos com calma, parcimônia e sabedoria, afinal, somos brasileiros, fora deste contexto oriental.

Silêncio, do latim silentiu, do dicionário Michaelis: “3 Abstenção voluntária de falar, de pronunciar qualquer palavra ou som, de escrever, de manifestar os seus pensamentos”. Sileo- silentium, que significa: estar em repouso, tranquilidade, descanso, ausência de qualquer estorvo. Etimologicamente, a palavra silêncio remete a silentium, silere, cujo significado encontra-se em sileo, cujo sentido é calar, omitir-se.

O silêncio é um meio de aprendizado comum ao budo. A partir do silêncio interior o aluno coloca-se pronto a receber o conhecimento oferecido pelo mestre. Ao postar-se em silêncio e perceber com consciência o que é demonstrado, o deshi tem uma condição melhor de internalizar o que é ministrado. Assim sua percepção sobre a natureza da prática amplia e amadurece.

No dojo de Aikido, assim como em Nihon no Dojo, silêncio é algo essencial. O aluno não deve manifestar-se se não foi requerido ao mesmo. Aqueles que chegam ao dojo no meio de uma aula já em curso não devem comunicar-se com os que já estão praticando e o mesmo vale aos que estão no tatame, não devem dar boas vindas e outras expressões. Durante a prática o sensei e os alunos mais graduados devem ser respeitados em suas orientações, não precisando contar com uma segunda voz ao guiar uma instrução. Se seu sensei chegou perto de você durante uma orientação que você possa estar passando a um companheiro, silencie-se e deixe que o sensei, que atenho certeza é o mais qualificado, observe e oriente as dúvidas de seu parceiro, e as suas TAMBÉM. Não chame o sensei, não use o imperativo, ex. “repita isso para mim sensei; sensei faça isso”. Sempre que for necessário tirar uma dúvida durante a prática espero o sensei chegar, e se nesse tempo ele demorar vá praticando o seu melhor e não se preocupe com a prática de seu companheiro, não interfira, não oriente, principalmente e muito principalmente se você não é instrutor qualificado. Particularmente, em nosso dojo o aluno que tem permissão de orientar superficialmente seus colegas tem desígnio público meu, sendo vedada essa prática a outros alunos, iniciantes, alunos graduados e alunos visitantes. Enfim, se você acha que pode orientar seu colega é porque ou você tem permissão do sensei ou é porque já tem conhecimento suficiente das regras do dojo e, portanto, deve esperar em silêncio e quietude. Lembre-se: não interrompa o sensei, seus kohai e senpai, não converse, treine, treine e treine mais!!!

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Uma xícara de Chá

Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:”Está muito cheio. Não cabe mais chá!“”Como esta xícara,” Nan-in disse, “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?

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*Charles Richet – é fukushidoin e faixa preta 3º grau, com ambas as certificações conferidas pelo Hombu Dojo Aikikai, Tóquio. Responsável pela Sociedade Círculo da Paz em Brasília/DF.

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Preservando a Autenticidade nos Treinos de Aikidô – Por Yukio Kawahara – 8ºDan

16/01/2013

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A arte marcial é uma forma de facilitar o crescimento espiritual através do aprendizado de técnicas marciais. Bujutsu, ou disciplina marcial, é uma educação física que serve como um guia para o modo de ser.

A formação tradicional marcial japonesa foi desenvolvida a partir da necessidade de auto-proteção e superação do adversário. A este respeito eu tenho uma preocupação com as atitudes dos estudantes de Aikidô referente ao treinamento marcial. Tenho a impressão de que algumas pessoas negligenciam o aspecto marcial da arte e se empolgam com o aspecto filosófico. Sem entender o espírito marcial inerente ao treinamento marcial, alguns criam uma pseudo-arte marcial simplesmente buscando uma sensação de harmonia.

No entanto, você não pode diluir ou ignorar o lado estritamente marcial do Aikidô, incluindo aí as maneiras pelas quais você se relaciona com o seu instrutor e seus colegas praticantes. Portanto, eu gostaria de lembrar aos alunos algumas maneiras básicas de se portar dentro e fora dos tatames, como segue:

1. Mostrar respeito para com o instrutor e praticantes mais antigos. Algumas pessoas parecem acreditar que têm o direito de praticar a sua maneira, desde que pague os seus honorários. Eles esquecem que eles estão em um dojô, a fim de serem treinados.

2. Ao visitar um outro dojô, apresente-se ao intrutor para obter deste a permissão para treinar. Não assuma que esta autorização será concedida automaticamente. A maneira de apresentar-se para um outro artista marcial deve incorporar a sua sensibilidade extrema a um confronto de vida ou morte em potencial.

3. Respeite aqueles com níveis mais elevados, mesmo fora do tatame. Honre os seus conhecimentos e realizações com respeito, e tente aprender com eles o máximo que puder, sempre que você estiver com eles. Da mesma forma, não trate os professores como amigos ou colegas de forma que possa perder as boas maneiras.

4. Siga aquilo que o instrutor demonstra durante o treinamento. Não se envolva em instruções diversas, ou pessoalmente modificadas (técnicas ou ensinamentos errados) ou conflitos físicos com outros praticantes. Não entre e nem saia do tatame durante as aulas sem a permissão do instrutor.

Eu quero que os instrutores treinem seus alunos com obediência a esses princípios e se esforcem para manter a ordem e a unidade do dojô.

Há lugares onde as pessoas praticam inquestionavelmente o pseudo-Aikido, que é inútil como uma arte marcial. Eu acho que há problemas com a forma como o Aikido é interpretado e praticado. Se os instrutores forem conscientes e respeitosos o suficiente para com o Aikido –estritamente como arte marcial – eles seriam mais cuidadosos sobre e quando poderiam iniciar seus próprios dojôs, julgando seu nível de conhecimento e prontidão, como um professor de artes marciais.

Por rigoroso treinamento de artes marciais, eu não quero dizer prática áspera. O que é mais importante é a sua atitude para com o treinamento. Você precisa constantemente se perguntar: O que é “budô“? Treinamento Budo é um negócio sério.

Aprender uma arte marcial japonesa é, na forma, a aprendizagem da cultura japonesa. Então, a pessoa ignorar ou distorcer esse pano de fundo cultural do Aikido, afirmando que este é o Canadá e devem praticar da forma como eles se sentem bem, não é correto. Eu gostaria de sugerir que vocês se esforçem para preservar a forma adequada e autêntica do Aikidô como uma arte marcial forte.

*Yukio Kawahara – 8 º Dan – Shihan, Instrutor-chefe da British Columbia Federação de Aikidô.

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Notícias do Dojô Aikido Potiguar

10/01/2013

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O Dojô Aikidô Potiguar informa aos aikidocas do Rio Grande do Norte e demais interessados que está de novos endereço e horários, conforme segue:

Local: Av. Nascimento de Castro, s/n, Morro Branco – Natal/RN – Após o IDEMA, entre as Av. Rui Barbosa e Av. Xavier da Silveira – Fone: (84) 9657-2743

Horários: terças e quintas às 20h:30m
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Início dos Treinos em 22/01/2013

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O Projeto Aikidô Informa: 06/01/2013 – 1° Treino do Ano

04/01/2013

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O Projeto Aikidô informa que as atividades do ano de 2013 terão início no domingo dia 06/01/2013. As atividades de reforço escolar se iniciarão às 13h:30m. O primeiro treino de Aikidô do ano será das 15h às 16h:30m.

Desde já, estão todos convidados.

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Notícias do Projeto Aikidô – Fotos do Bonenkai, Agradecimentos e Recesso

17/12/2012

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Os Voluntários do Projeto Aikidô da Escola Municipal São Francisco de Assis, informam que as fotos do bonenkai ocorrido em 16/12/2012 já estão no álbum, passa lá (Clique Aqui !!!).

Informa ainda que as atividades deste ano de 2012 se encerraram neste dia 16 passado e retornarão em 2013 com o reforço escolar e os treinos de Aikidô já em 06/01/2013. Desde já, estão todos convidados.

Por fim agradece à direção da Escola Municipal São Francisco de Assis (Natividade Moura e Roselane Praxedes) e a todos seus funcionários; ao Banco Santander e a todos aqueles, aikidocas ou não, que colaboraram com suas energias para que o Projeto Aikidô desse certo por mais um ano.

E que venha 2013 !!!

Domo Arigatô Gozaimashita.

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Vinicius Brasil, Ellen Pontes e Andrea Pontes

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O Aikido e o Mar – Por Fernando Avelino*

01/12/2012

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Fui à praia pela manhã dar uma caminhada, alongar, e tomar um banho para tirar as mazelas e relaxar. Quando eu menos espero me pego pensando em Aikido após levar vários caldos das ondas. Estava relaxado, só entrando no mar sem foco e levando porrada das ondas quando involuntariamente usei um movimento de furar a onda e ir para trás dela. Nada demais a princípio, até que junto com esta veio uma segunda e me derrubou.

Eu comecei a refletir sobre isso, e me lembrei do treino de ontem que o Sensei usou espada, e nós desviávamos do golpe saindo da frente da espada avançando para as costas do atacante. Vi que o movimento de furar a onda seria o mesmo princípio, você anteciparia a quebra desta, indo para trás dela para sair do caminho do fluxo e a onda acertar o vazio. Nisso eu me pego trocando e trocando de base, girando, indo, voltando e percebi que estava me harmonizando com o mar. O mar empurrava, ao invés de travar ou ir contra o fluxo deixava ele me empurrar quando ele perdia força eu avançava, quando a maré me puxava eu ia e quando ela subia para quebrar eu passava por ela. Se ela me fazia girar não resistia e apenas trocava a base e continuava de frente para ele. Vi que dessa forma eu permanecia praticamente no mesmo lugar e sem gastar energia, ao contrário de quando se quer brigar com o mar e quando se vê a maré levou vários metros e você se cansou em vão. Achei essa “viagem” muito interessante e comecei a pensar como se eu fosse um Uke recebendo as técnicas.

Eu por estar iniciando ainda me pego me movimentando pouco por estar querendo olhar a técnica enquanto ela é aplicada em mim ao invés de estar sentindo o movimento e ver pra onde está indo o fluxo. Lembrei do Sensei em seus treinamentos sensoriais nos treinos de Aikido Funcional e então continuei me harmonizando com o mar só que dessa vez com os olhos fechados explorando audição, tato e noção de localização. Gira, avança, volta, vai, gira de novo… Depois de um tempo resolvi abrir os olhos e notei que o meu deslocamento do ponto inicial para onde eu parei quando abri os olhos foi equivalente ao que eu tinha tido com os olhos abertos. Saí um pouco da água, fiquei olhando o mar e pensando: “Cara, to ficando doido, Aikido e mar? Nada haver.” E então lembrei do último texto da nossa querida CrisB analisando a gentileza do Aikido em um jantar de Yakissoba e vi que os princípios são aplicados em todos os momentos de nosso dia a dia, só precisamos nos abrir para perceber. E essa percepção é que enriquece nossa arte, mas para que ela enriqueça precisa ser dividida para que sejam somadas novas percepções.

Se alguém testar, por favor, divida com todos as suas impressões. Obrigado a todos e grande abraço.

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*Fernando Antonio Avelino – É faixa-branca (6º Kyu) da Academia Central de Aikidô de Natal.

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Alguns Pontos Sobre Promoções e Exames – Yoshimitsu Yamada Sensei *

02/10/2012

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A atividade do Aikidô nesta parte do mundo (EUA)recentemente tornou-se muito excitante devido à presença de Osawa Sensei, que ministrou aulas no seminário anual de faixas pretas em Nova York.

Para os estudantes, o ponto alto deste tipo de seminário ou summer camp é o exame de faixa preta. Para ser honesto com vocês, este nem sempre é o ponto de destaque para mim. Às vezes – devido à performance dele ou dela – eu tenho que reprovar algum estudante, e, nenhum instrutor gosta de fazer isso.

Eu gostaria de discutir algumas coisas que percebi durante alguns exames recentes. Estou mencionando estes pontos porque acho que serão úteis a vocês em sua prática diária.

O que mais me surpreendeu foi que algumas pessoas que estavam fazendo os exames não eram capazes de executar de forma clara nem mesmo técnicas básicas, tais como shomenuchi ikkyo, yonkyo e shihonague. Alguns nem ao menos sabiam os nomes destas técnicas comuns. Eu entendo que devido à variedade natural do Aikidô – sua flexibilidade e criatividade – pode haver alguma dificuldade em nomear todas as técnicas. Porém, há nomes comuns específicos para as técnicas básicas. E eu acho que a familiaridade ou sua falta com estes nomes comuns depende da atitude na prática diária.

Outra coisa que notei foi que muitas pessoas estavam interessadas em executar movimentos ou técnicas exagerados, extravagantes, que haviam copiado de estudantes mais avançados. Por favor, se lembrem de que um estudante adiantado executando movimentos mais complexos ou extravagantes é totalmente diferente de um principiante executando estes mesmos movimentos. E esta diferença é óbvia para um Aikidoísta experiente. A técnica de um estudante avançado revela uma base rigorosa nos fundamentos e princípios do Aikidô – sua técnica tem uma estrutura bem definida; uma técnica mais complexa de um iniciante carece de base – é só uma técnica superficial, sem nada de interior.

É surpreendente para mim que existam alguns instrutores que ensinem somente movimentos complicados aos principiantes, se esquecendo de ensinar os elementos básicos das técnicas. Eu gostaria que estes instrutores percebessem como é importante para um estudante receber os elementos básicos para só então mais tarde, se ele ou ela assim o desejar passarem a executar os movimentos mais sofisticados. Para dar um exemplo desta falha no exercício do básico, eu notei, nos exames, que várias pessoas não conseguiam executar suwari wasa corretamente! Vamos todos certificar-nos de que praticamos o básico em nossas aulas diárias.

Obviamente as pessoas que fazem o exame para faixa preta são ou do primeiro (Faixa Marrom) ou do segundo kyu (Faixa Azul). A habilidade de um aluno do primeiro kyu deveria estar em nível quase igual à de um shodan. Eu penso que um exame para shodan é uma mera formalidade, no qual se demonstra o quanto as habilidades do primeiro kyu foram aprimoradas. Eu gostaria então de pedir aos instrutores que aplicam exames de kyu que sejam um pouco mais rigorosos nos exames de primeiro kyu, para que seus estudantes não venham a embaraçar a si e aos seus instrutores quando forem prestar exame para shodan. Isto fará com que os exames se tornem o ponto alto dos seminários para mim também.

Falando sobre outro aspecto do exame, às vezes eu ouço pessoas comparando os mérito de um exame ou outro, ou tagarelando sobre as promoções de outras pessoas. Eu escuto coisas como: “Como ele conseguiu passar?” ou “Eu jamais o teria aprovado!”, etc. Antes de entrar em mais detalhes sobre os fatores determinantes que nós usamos para promover as pessoas, quero dizer o seguinte: a atitude expressa neste tipo de observação é absolutamente errada, não importando em que circunstâncias aconteçam. Nós, como Aikidoístas, devemos ter muito sentimento, e congratular cada um por suas realizações.

Desnecessário dizer que para ser aprovado no exame um estudante deve estar apto a mostrar certo nível no teste. Mas, o julgamento de um examinador também deve se basear em um ou mais dos seguintes fatores:

1) tempo de dedicação ao Aikidô;

2) atitude na prática;

3) limitação física;

4) esforço – todos nós temos diferentes habilidades físicas, mas é realmente o esforço o que conta mais.

Então, por favor, tenham sempre em mente que há muitas coisas a considerar na decisão sobre promoções.

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* Instrutor Chefe do New York Aikikai – Chairman of the Board of the United States Aikidô Federation (USAF).

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Aikidô On-line

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Regras Durante a Prática – Por Morihei Ueshiba

20/09/2012

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As regras de prática do Aikidô de Ô-Sensei Morihei Ueshiba, foram postadas no Hombu Dojo por muitos anos, e têm sido traduzidas por diversas vezes e de maneiras ligeiramente diferentes. Esta versão foi publicada originalmente no livro “Aikidô”, de Kisshomaru Ueshiba, 2º Doshu, em 1974, livro este que foi um dos primeiros livros sobre o Aikidô traduzidos para o inglês. Abaixo das regras, as elucidações do 2º Doshu.

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Regras Durante a Prática

1) Um golpe no Aikidô é capaz de matar um adversário. Na prática, obedeça ao seu professor e não faça do período de prática, um tempo para testes desnecessários de força;

2) O Aikidô é uma arte em que um homem aprende a enfrentar muitos adversários simultaneamente. Por isso, exige que você aperfeiçoe a execução de cada movimento, de modo que você possa ter controle sobre, não apenas aquele que vem diretamente a você, mas também aqueles que se aproximam de todos os lados;

3) Pratique todas as vezes com um sentimento de alegria e prazer;

4) Os ensinamentos de seu instrutor constituem apenas uma pequena fração do que você vai aprender. Seu domínio de cada movimento vai depender quase que totalmente da sua prática individual e séria;

5) A prática diária começa com movimentos leves do corpo, aumentando gradualmente de intensidade e força, mas não deve haver excesso de esforço. É por isso que mesmo um homem idoso pode continuar a praticar com prazer, sem danos físicos, e vai atingir a meta de sua formação;

6) O propósito do Aikidô é treinar o corpo e a mente para fazer um homem sincero. Todas as técnicas do Aikidô são segredos da natureza e não devem ser revelados publicamente, nem ensinada para malandros que irão utilizá-las para fins malignos.

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Primeiro, é bom obedecer ao instrutor e lembrar-se de suas instruções, acima de tudo. Não importa o quanto você possa estudar, se você se apegar a si mesmo, você não vai desenvolver a sua capacidade.

Em segundo lugar, budô é para combater qualquer ataque de qualquer direção a qualquer momento. Quando você está pronto apenas para um adversário, sem estar preparado para os outros, será apenas uma luta comum. Postura em guarda, com um espírito inamovível é a base de todo exercício de budô. As pessoas geralmente dizem: “O homem se comporta irrepreensível“, ou “Um excelente artista marcial vive completamente em guarda.” Aqueles que estudam o Aikidô devem, portanto, passar a vida diária em guarda, mesmo se eles não estão conscientemente observando todas as direções ao redor.

Mas se você mantiver a disciplina de budô sem se cansar, você vai finalmente chegar a um estágio realmente agradável. Algumas pessoas não entendem que é melhor sofrer enquanto estuda, para não sofre depois. O verdadeiro estudo é agradável em todos os momentos. Aikidô tem alguns milhares de variações técnicas. Alguns estudantes querem apenas ir atrás de um acúmulo de quantidade de técnicas e não da qualidade delas. No entanto, quando eles olham para trás, eles vem a saber que não ganharam nada e assim logo perdem o interesse. Como há inúmeras variações de cada técnica, é necessário que os instrutores sempre enfatizem a importância da repetição para os iniciantes. Quando você praticar cada técnica básica, uma e outra vez, você domina-a e, em seguida, serás capaz de usar as variações.

Quando o Mestre veio pela primeira vez a Tóquio, entre os seus alunos mais fervorosos estava o Almirante Isamu Takeshita. Ele escreveu todas as técnicas que ele aprendeu com o Mestre. Eles ascenderam a mais de duas mil, e ainda havia mais. Ele estava num beco sem saída pois não poderia fazer todas elas. Após cuidadosa consideração de vários dias, ele entendeu o significado do cuidado do Mestre, “Você deve estudar, usando o exercício sentado como base.” Ele praticou e, então, finalmente tornou-se capaz de gerenciar as técnicas tão bem que ele pode entender as técnicas que ainda não tinham sido ensinadas por seu instrutor. Para um idoso de 60 anos, é o mesmo: A repetição do exercício é o segredo de melhoria, não importa quão inábeis possam vir a ser.

A quinta regra é não contradizer a natureza. Deve ser evitado o excesso em qualquer coisa. Moderação é a chave. Não importa quão pouco o excesso é, toda a postura e a condição do corpo estarão desequilibradas. O exercício natural cria a verdadeira força. Por esta razão, foi possível para o Dr. Niki, um homem de mais de 80 anos de idade, praticar o Aikidô.

Por fim, o objetivo do Aikidô não é apenas produzir um homem forte, mas criar uma pessoa integrada. Qualquer pessoa educada sabe que a força bruta não tem sentido nos dias de hoje de civilização avançada. Por esta razão, o Mestre proibiu que o Aiikidô fosse mal utilizado e severamente advertia a todos caso acontecesse. Ele não permitia a publicação de suas técnicas de arte marcial e suas apresentações sem as necessárias garantias para cada aluno. 

Em resumo, aqueles que desejam estudar o Aikidô deveriam ter a mente correta e justa, obedecer aos instrutores, e estudar naturalmente. Por uma questão de consequência, as técnicas serão cultivadas com a habilidade de cada um e um caráter nobre será criado neste ambiente.

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É apenas o início, e não fim

25/08/2012

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“Conta-se que no grupo de pessoas próximas a J.F.Kennedy, nos anos 60, se propôs que a década não ia terminar sem que o homem chegasse à lua. E conseguiram! Mas depois, um número importante de cientistas caiu na depressão e loucura, inclusive no suicídio. Seu propósito era excelente, mas não estava vinculado a um objetivo mais alto. Se fazemos uma comparação com a prática do Aikidô, acontece que muita gente toma como finalidade chegar à faixa-preta. E depois produz um vazio. E na verdade, a faixa-preta é o primeiro degrau. É como aprender a ler e depois nunca mais abrir um livro.”

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Trecho do livroAikido, o desafio do conflito.

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A repetição é a mãe do aprendizado – Por Kisshomaru Ueshiba

16/08/2012

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Algumas mulheres e homens podem apresentar resistência às práticas repetitivas das posturas básicas, mas é uma preliminar necessária para aprender as técnicas. Aprender a distanciar-se corretamente (ma-ai) ao enfrentar um oponente pode ser inesperadamente difícil, tanto quanto realizar os movimentos de pés de uma maneira fluente e contínua. O cultivo do poder da respiração ou ki, originando-se no centro e estendendo-se através dos braços e mãos, pode, inicialmente, se constituir num problema para algumas mulheres. O domínio do ukemi, as quedas, mantendo-se sempre o próprio centro e o equilíbrio, tem que ser praticado muitas e muitas vezes. As dificuldades encontradas pelas iniciantes, incluindo confusão, transpiração, contusões ocasionais, não parece detê-las. Segundo elas, as dificuldades são mais um desafio do que um desencorajamento, e realmente intensificam a motivação para dominar o Aikidô.

Os homens fazem comentários semelhantes, mas parece que as mulheres têm mais resistência, paciência e vontade de continuar no caminho, e isso, provavelmente está relacionado com os poderes criativos inconscientes que elas possuem. As mulheres que entram pelos portões do aikidô raramente abandonam o treinamento logo depois de terem começado. Pelo menos oito em cada dez continuam, e quando mais tempo e mais profundamente estudam mais elas se tornam encantadas com o aikidô. A razão disso não é sempre clara, mas uma ideia geral pode ser obtida dos comentários feitos em entrevistas em jornais e revistas, e em ensaios que aparecem de tempos em tempos nos artigos publicados pelo Hombu Dojô.

Não podia nem mesmo dar uma cambalhota quando comecei o aikidô, então quando pela primeira vez caí rolando para frente, senti como se tivesse ganho meu dia.” “Em seis meses, meu corpo se tornou tão leve como uma bola, quando era arremessada. Acho que o aikidô me tornou mais forte como pessoa, e apesar de não pensar particularmente sobre o budô, acredito que estou aprendendo a apreciá-lo.” “Devido à prática constante do seiza, minha postura realmente melhorou. Meus professores de cerimônia de chá e de arranjos florais frequentemente mencionam o fato, e o de dança japonesa diz que meu movimento de pés e postura tornaram-se muito bons.” “Quando praticava judô, sempre sentia um complexo de inferioridade por causa dos homens, que eram mais fortes, e não gostava de algumas técnicas de chão. Com o aikidô, como a meta não é a exibição de mera força, e nenhuma das técnicas é ofensiva, eu realmente gosto dele.” “Agrada-me muito ser uke, porque quando sou arremessada, todo meu orgulho e vaidade desaparecem.” ” É quando sou capaz de tornar-me eu mesma através da prática, penso mesmo o aikidô é algo como Zen, um Zen dinâmico. ” “Uma das razões pelas quais continuo no dojô é sua atmosfera harmoniosa. Pratico com vários tipos de pessoas, e não há rivalidade, porque ninguém ganha ou perde. Isso afetou minha própria atitude em relação aos outros. Tento trabalhar com eles ouvir mais cuidadosamente o que têm a dizer.” “À medida em que comecei a dominar o princípio do movimento esférico, minha habilidade em lidar com minhas tarefas diárias melhorou. Não perco mais meu tempo, e o meu mundo tornou-se mais rico e completo. O aikidô é uma parte necessária da minha vida. Agora não poderia mais viver sem ele.”

Comentários como esses vêm de professoras, funcionárias públicas, donas-de-casa, estudantes, médicas, secretárias e outras de várias idades e profissões. Apesar das diferenças, percebo um tema comum. Todas captaram mais ou menos a essência do aikidô, intuitiva e experimentalmente, e os seus comentários, diferindo daqueles feitos pelos homens, são mais estreitamente relacionados com a vida diária. Isso significa que ao passo que não há discriminação entre homens e mulheres no conteúdo e prática do aikidô, uma distinção natural aparece nas respostas a ele. Isso é bom para o aikidô porque quebra os estereótipos que as pessoas têm sobre artes marciais.

No aikidô, a individualidade de cada pessoa é respeitada, e a força de cada indivíduo é desenvolvida e alimentada. Enquanto o treino e a filosofia do aikidô têm aplicação universal, cada reação, seja de homem ou mulher, depende do indivíduo. O Aikidô não é masculino nem feminino, nem deveria haver qualquer pressuposição sobre como homens ou mulheres devem atuar ou desempenhar no aikidô.

Um outro fenômeno recente no aikidô é o aumento no número de famílias que se tornam envolvidas na prática, como foi mencionado anteriormente. Muitos pais estimulam seus filhos a se dedicarem ao aikidô. Então na medida em que visitam regularmente o dojô, eles próprios se interessam e começam a praticar. Isso é especialmente verdadeiro em relação aos pais e avós que já haviam treinado aikidô na sua juventude e agora estão incentivando seus filhos e netos. Um impressionante número de mães que trazem seus filhos para praticar aikidô também se torna praticante regular.

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Trecho do livroO Espírito do Aikido”.

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Zanshin – Espírito do Gesto

15/08/2012

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Zanshin é o espírito que fica, que permanece sem se apegar, o espírito que está sempre vigilante. O Zanshin se aplica a todos os atos da vida.

A beleza natural do corpo é o reflexo do treinamento do espírito na concentração dos gestos. O trabalho manual, agricultura de arte ou de artesanato, não condiciona apenas a saúde do corpo e a habilidade das mãos, mas também a agilidade do cérebro.

Através do exercício, os gestos tornam-se naturais e controlados e o corpo encontra sua beleza. A ação natural é inconsciente e perfeitamente bela.

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A importância do treinamento – Por Kisshomaru Ueshiba

01/08/2012

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A única maneira de apreender o significado do Aikidô e de obter algum benefício, palpável ou não, é praticar realmente a arte. A maioria dos praticantes passou por um processo assim: começam com dúvidas e perguntas, são iniciados na prática e gradualmente se familiarizam com o método e a forma do Aikidô. Mais tarde, sentem sua irresistível atração, e por fim, obtêm certa compreensão de sua profundidade imensurável. Quem tenha percorrido este ciclo terá aprendido várias coisas sobre o Aikidô que o tornam uma arte marcial singular.

Em primeiro lugar, a pessoa se surpreenderá. Diferentemente da aparência suave vista nas demonstrações públicas, o Aikidô pode ser realmente duro, vigoroso e dinâmico, com chaves de pulso fortes e golpes diretos (atemi). A despeito do que poderia supor, o Aikidô dispõe de várias técnicas devastadoras, especialmente as destinadas a desarmar e a dominar o inimigo.

Em seguida, ela ficará chocada ao descobrir o quanto é complicado e difícil, mesmo no nível de principiante, executar as técnicas e movimentos básicos, tais como as quedas (ukemi), o distanciamento adequado (ma-ai), a entrada (irimi), e outros movimentos de corpo (tai sabaki). O fato é que o corpo todo, não apenas os braços e as pernas devem mover-se com rapidez, vigor e potência. É necessário um grau extraordinário de concentração mental e de agilidade, de equilíbrio e de reflexos para atuar com suavidade e rapidez.

Perceberá também a importância do controle da respiração, que inclui não somente a respiração normal, mas algo mais que se conecta com a energia Ki. Este domínio do poder de pulsação é a base para a execução de qualquer movimento e garante a continuidade do fluxo dos movimentos. Além disso, está intimamente relacionado com a filosofia do Budô desenvolvida por mestre Ueshiba, como veremos adiante.

Por fim, à medida que o aluno avança, ficará admirado com o incontável número de técnicas, com suas variações e aplicações, toda caracterizadas pela racionalidade e economia. Só depois de experimentar a complexidade dos movimentos do Aikidô é que ele terá condições de apreciar o valor central do ki, tanto o individual como o universal. E então começará a sentir a profundidade e o refinamento do Aikidô como arte marcial.

Em síntese, somente através de um treinamento efetivo no Aikidô é que podemos compreender a plenamente a dimensão essencial do Budô — o treinamento constante da mente e do corpo como disciplina básica para os seres humanos que trilham o caminho espiritual. Só então podemos compreender completamente a recusa de competições e torneios de Aikidô e o motivo que justifica as demonstrações públicas como sendo uma amostra de treinamento constante, e não de exibição de ego.

 

Trecho do livro “O Espírito do Aikido”.

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Aikidô Potiguar comemora seu 1° ano com Koshukai

31/07/2012

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O dojô Aikidô Potiguar, instalado na AABB Natal, convida todos os aikidocas e demais interessados a participarem de treino comemorativo referente ao seu 1° ano de vida. O evento realizar-se-á às 15h do dia 11/08/2012.

A AABB Natal localiza-se na Av. Hermes da Fonseca, 1017, Tirol (Mapa).

Prestigiem !!!

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Ensinamentos de Morihei Ueshiba

26/07/2012

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“No seu treinamento, não se apresse, pois é necessário um mínimo de dez anos para dominar os elementos básicos e avançar ao primeiro grau. Nunca se considere um mestre perfeito que sabe tudo; você precisa continuar treinando diariamente com seus amigos e alunos, avançando juntos no caminho da harmonia.”

 

Morihei Ueshiba – Fundador do Aikidô
No livro Os Segredos do Aikidô de John Stevens

 

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Projeto Aikidô – 4 Anos – Agradecimentos e Fotos

09/07/2012

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O Projeto Aikidô agradece à direção da Escola Municipal São Francisco de Assis, Diretora Natividade Moura e a Vice-diretora Roselane Praxedes, bem como aos demais funcionários, o apoio incondicional dado ao projeto e a seus voluntários no decorrer destes 4 anos.

Informa ainda que após este período, o Projeto Aikidô toma novo fôlego e reforça seu intento de acompanhar as crianças da escola, e dos bairros de Nazaré e Bom Pastor, no auxílio pedagógico (Português, Matemática e Inglês) e nas aulas de Aikidô.

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AQUI as fotos da comemoração dos 4 anos do Projeto Aikidô !!!

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O Projeto Aikidô comemora seu 4º ano de vida

26/06/2012

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O Projeto Aikidô da Escola Municipal São Francisco de Assis entra, no dia de hoje, 26/06/2012, no seu 4º ano de vida.

Com a equipe composta pelos Voluntários Vinicius Brasil, Guilherme Lemos e Mirela Monteiro, o projeto oferece, além de aulas de Aikidô, reforço escolar em português e matemática.

Para comemorar tão importante data, os voluntários do Projeto Aikidô convidam aqueles que se interessarem em Aikidô ou queiram conhecer o projeto, aikidocas ou não, a participarem de um treino especial no domingo dia 08/07/2012, das 15h às 16h:30m, na E.M. São Francisco de Assis (Mapa).

Todos são bem-vindos !!!

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Veja AQUI as fotos do Projeto Aikidô !!!

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Aikidô em Natal? Agora é a vez de Ponta Negra

23/06/2012

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Novo local em Natal/RN para se treinar o Aikidô, a Arte da Paz!!!

Em Ponta Negra, Associação Higashi , Rua Praia de Cotovelo, 2186.

Horários de Treino:

Segundas e Quartas (18h:15m às 19h:30m e 21h às 22h:15m) 

Terças e Quintas (15h:30m às 16h:45m).

Fone: (84) 8899 – 8596 – Sensei Eudes Monteiro

E-mail: eudesmonteiro@grupohigashi.com.br

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Aikidô como um mero passatempo? – Por Stanley Pranin

19/06/2012

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Tenho me referido em artigos recentes a respeito de nossas estimativas do grau de crescimento do Aikidô tanto no Japão quanto no exterior. Apesar de que nossas projeções relativas ao número de praticantes sejam inferiores a diversas estimativas oficiais, eu acredito que elas tampouco representem sólidas evidências da penetração do Aikidô nas maiores culturas mundiais. Com isso em mente, tenho alguns pensamentos sobre a forma de como o Aikidô é praticado em muitas escolas hoje em dia e suas implicações no desenvolvimento da arte no longo prazo.

O Aikidô é frequentemente referenciado como um esporte em conversas com não praticantes. Quando isso acontece por vezes nós nos opomos ao termoesporte e esclarecemos que o Aikidô é na verdade umaarte marcial”. Mas se olharmos cuidadosamente perceberemos que as pessoas normalmente usam o termo “esporte” num significado mais livre da palavra, e na verdade o que querem realmente dizer é alguma coisa relacionada a passatempo ou atividade de lazer ao invés de uma atividade de competição. Se pararmos e refletirmos por um instante, muitos do que estão engajados na prática do Aikidô hoje em dia realmente a tratam-no como um passatempo, hobby ou uma forma de exercício.

Como essa atitude se expressa no treino? Uma ideia que imediatamente vem à mente é essa da forma como o Aikidô é praticado em muitos dojôs, o movimento do uke nada mais é que uma caricatura de um ataque. Isso se deve à ênfase na execução da técnica em oposição ao ensino básico de como executar ataque sincero e controlado. Ataques fracos e sem comprometimento são também a maior causa das críticas sobre o Aikidô por praticantes de artes marciais. Além de ser difícil ou mesmo impossível efetuar uma técnica adequadamente contra um ataque sem sinceridade, uma atitude de tamanho relaxamento contribui para o desenvolvimento de hábitos de treinamento frívolos e lânguidos da parte tanto do uke quanto do nage. Esses são, em troca, contraprodutivos ao desenvolvimento da força muscular e das juntas e do condicionamento geral necessário para a prática segura das poderosas técnicas do Aikidô. Eu acredito que a principal responsabilidade por essa forma casual da prática do Aikidô é dos instrutores que não foram capazes de captar a essência dos métodos e intenções do fundador ao criar a arte.

É necessário que as técnicas do aikidô sejam eficazes?

Ás vezes também é discutido que as técnicas do Aikidô seriam de uso limitado em uma situação real de luta, e mesmo que fossem, o quão eficazes seriam contra uma arma letal como uma pistola. A premissa implícita é que não seja tão importante assim, e que as técnicas que praticamos tenham uma aplicação marcial. Consequentemente, por extensão, dizem os defensores desse ponto de vista que não há nada de errado em praticar de uma forma relaxada e agradável.

A maior falha, na minha opinião, sobre essa forma de pensar, é que isso negligencia as consequências danosas de tais práticas em sucessivas gerações de Aikidocas. Se usarmos o Aikidô ensinado por Morihei Ueshiba, em seguida ao fim da guerra, como uma régua pela qual possamos medir a arte atual, nós já podemos concluir que muito menos técnicas são ensinadas hoje e que há pequena ênfase em áreas fundamentais como o atemi; o uso de armas; e a prática de grupos inteiros de técnicas como koshiwaza (técnicas utilizando o quadril) e hanmi handachi (uke em pé e nage ajoelhado) os quais eram parte do curriculum original da arte. Isso sem citar a quase total ignorância da fonte e conteúdo da mensagem espiritual do fundador. Se isso continuar por muito tempo, temo que no futuro o que seja passado com o nome de “Aikidô” em muitos dojôs se torne irreconhecível como tal.

O Aikidô tem uma rica herança como uma das mais importantes e dinâmicas expressões da longa tradição japonesa de artes marciais. Morihei Ueshiba, o fundador do Aikidô, injetou nas complexas e sofisticadas técnicas que aprendeu na sua juventude uma visão humanística das artes marciais como instrumentos de resolução pacífica dos conflitos. É essa mistura única de forma, ética e utilidade, a responsável pelo impacto do Aikidô nas gerações modernas. De uma certa forma, essa visão do fundador talvez tenha sido revolucionária demais. Parece ter sido demasiado esperar que o mundo fizesse o pulo conceitual considerável requerido para transformar as ferramentas da guerra em instrumentos da paz. 

Visto sob essa luz, o estado atual do Aikidô como uma forma leve de exercício a ser buscado em um ambiente amistoso e relaxado, nada mais é que um sinal dos tempos em que vivemos onde o que é mais fácil e divertido atrai mais a atenção do que as atividades que rendem recompensas somente em consequência de um esforço aplicado em prolongados períodos de treino.

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Aiki News #86 (1990)

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As 12 Regras para os Instrutores de Aikidô – Por Koichi Tohei

11/06/2012

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As 12 Regras para os Instrutores de Aikidô

1ª) O Aikidô nos revela o caminho para unificação com o universo. O maior propósito do treinamento em Aikidô é coordenar mente e espírito e tornar-se uno com a própria natureza. Como a natureza ama e protege toda a criação e ajuda todas as coisas a crescer e desenvolve, devemos ensinar cada estudante com sinceridade, sem discriminação ou parcialidade.

2ª) Não há discordância na verdade absoluta do universo, mas há discordância no domínio da verdade relativa. Combater contra outros e vencer somente traz vitória relativa. Não combater e ainda vencer traz vitória absoluta. Ganhar uma vitória relativa conduz mais cedo ou mais tarde para inevitável derrota. Enquanto estiver praticando para se tornar mais forte, aprenda como você pode evitar o combate. Você irá progredir muito rapidamente através do aprendizado para arremessar seu oponente tendo prazer, e ser arremessado tendo prazer também, e pela ajuda mútua para aprender técnicas corretamente.

3ª) Não critique qualquer outra Arte Marcial. A montanha não ri do rio que é mais modesto, nem o rio fala mal da montanha porque ela não pode se mover. Cada pessoa possui suas características e ganha sua posição na vida. Fale mal de outros e certamente isso retornará para você.

4ª) As artes marciais começam e terminam com cordialidade, não na forma sozinha, mas no coração assim como na mente. Respeite o professor que o ensinou e não pare de ser grato especialmente para o Fundador do Aikidô que mostrou o caminho. Aquele que negligencia isso não deveria se surpreender se seus estudantes fizerem pouco caso dele.

5ª) Esteja avisado contra presunções. Presunções não seguram somente seu progresso, elas causam sua regressão. A natureza não possui limites, seus princípios são profundos. O que leva a presunções? Presunções são causadas por pensamentos baixos e um compromisso malfeito com nossos ideais.

6ª) Cultive uma mente calma que vem da parte universal do corpo pela concentração de seus pensamentos no ponto um no abdome inferior. Você deve saber que é uma vergonha ter a mente fechada. Não dispute com outros meramente para defender seu ponto de vista. Certo é certo. Errado é errado. Julgue calmamente o que é certo e o que é errado. Se você está convencido que você está errado, faça correções corajosamente. Se você encontra alguém que é seu superior, aceite seus ensinamentos alegremente. Se qualquer um está errando, explique-lhe em silêncio a verdade, e esforce-se para que ele possa entender.

7ª) Até mesmo um verme de dois centímetros tem um espírito de um centímetro. Cada pessoa respeita seu próprio ego. Portanto não desrespeite ninguém nem machuque o respeito dele a si mesmo. Trate a pessoa com respeito, e ela o respeitará. Faça pouco caso delas que ela fará pouco caso de você. Respeite sua personalidade e escute ponto de vista dela, e ela o seguirá contentemente.

8ª) Não fique nervoso. Se você ficar nervoso significa que sua mente saiu do ponto um no abdome inferior. A raiva é algo de se ter vergonha no Aikidô. Não fique nervoso por você mesmo. Fique nervoso somente quando os direitos da natureza ou de seu país estão em perigo. Concentre no ponto um, e fique nervoso no ponto um. Saiba que quem fica nervoso facilmente perde coragem nos momentos importantes.

9ª) Não poupe esforços enquanto estiver ensinando. Você avança quando seus estudantes avançam. Não seja impaciente quando estiver ensinando. Ninguém pode aprender bem em uma vez. Perseverança é um ensinamento importante, assim como paciência, gentileza, e a habilidade de se colocar no lugar do seu aluno.

10ª) Não seja instrutor arrogante. Os alunos avançam no conhecimento quando obedecem a seu instrutor. Uma característica especial no treinamento em Ki é que o instrutor avança quando está ensinando seus alunos. Treinamento requer uma atmosfera de respeito mútuo entre instrutor e seus alunos. Se você vê um homem arrogante, você vê um homem com pensamentos baixos.

11ª) Quando praticar não demonstre seu poder sem um bom propósito temendo que você cause resistência na mente daqueles que o observam. Não discuta sobre poder, mas ensine da maneira correta. Palavras sozinhas não podem explicar. Em algumas vezes, ao ser aquele a ser arremessado, você pode ensinar com maior eficiência. Não pare o arremesso do seu aluno no meio do caminho ou pare seu Ki antes que ele possa completar seu movimento ou você dará a ele maus hábitos. Esforce-se sempre com palavras e atitudes para instigá-lo no Ki correto e na arte do Aikidô.

12ª) Faça qualquer coisa com confiança. Nós estudamos todo o princípio do universo e o praticamos, e o universo nos protege. Não há nada para se ter dúvidas ou medo. Convicção real vem da crença de que somos uno com o universo. Temos que ter a coragem de dizer como Confúcio: “Se eu tenho uma consciência leve, eu encaro um inimigo como se fosse dez mil homens”.

Extraído do livro Ki in Daily Life (Tradução de Kendi Chikude).

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Para saber mais sobre Koichi Tohei clique AQUI !!!

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Um comentário – Por Marcos José do Nascimento

21/05/2012

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O texto que segue foi um comentário interessante feito no post “Sou faixa-preta. Quero dar aula. E agora? Seja um Voluntário – Por Marcus Vinicius Andrade Brasil”, por um leitor/colaborador do  I M P R E S S Õ E S – A I K I D Ô. Segue para a leitura e comentários. 

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“No Judô, há uma maior liberdade quanto a isso, pois tenho visto ao longo dos anos alunos que se graduam faixa marrom e já iniciam atividades ajudando os seus Senseis. E a partir de Shodan (primeira graduação de faixa preta) já podem dar aulas.

Eu mesmo atuo como Sensei na ausência do titular dos treinos da turma de Master da Higashi no CONACAN, como também faço palestras sobre a História do Judô, quando convidado. Já ministrei algumas no curso de formação para faixas pretas (1º e 2º Dan) da Federação de Judô do Rio Grande do Norte, como também já ministrei aula de história de Aikido para alunos do curso de Educação Física da UFRN e aula de iniciação ao Aikido (movimentos e técnicas básicas) uma vez.

Não me considero de maneira alguma uma autoridade nas duas artes marciais, mas creio que, a partir de faixa marrom, tanto numa quanto noutra arte marcial, o aluno já está em condições de ministrar os ensinamentos básicos ao iniciante, pois de outra maneira haveria então que se duvidar também da formação que lhe foi ministrada por quem lhe conferiu a graduação alcançada. Como também creio que acima de tudo deve prevalecer, além do cuidado com transmissão da arte, a divulgação da arte, que é importante, e ela, em si, a arte, é sempre maior do que todos nós.

Qualquer pessoa, por maior que seja a sua graduação não é proprietário dela, de um segmento dela, e caso assim se julgue está, no mínimo, equivocado, pois todo o conhecimento por essa pessoa alcançado, mesmo fruto de seu esforço, vem de muito longe, de muitas outras incontáveis pessoas que lhe precederam nesse caminho. É o que penso.”

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*Marcos José do Nascimento – Servido Público Federal – Faixa-Preta de Judô e Aikidô – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal e da Judô Higashi.

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Sou faixa-preta. Quero dar aula. E agora? Seja um Voluntário – Por Marcus Vinicius Andrade Brasil

11/05/2012

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O desejo de inúmeros praticantes de artes marciais (Aikidô, Judô, Karatê, Jiu-Jitsu, Kung-Fu, Tae Kwon Do, Tai Chi Chuan, Muay Thai, Boxe, Capoeira, dentre outras), após chegarem à faixa-preta, é difundir, divulgar e até ensinar a sua arte a outras pessoas.

Palestras, treinamentos corporativos ou turmas em academias são os meios mais comuns que os novos mestres se utilizam para saciar a sede passar seus conhecimentos e de formar novos discípulos para sua arte.

Ocorre que nem sempre há espaço para toda esta demanda. Não é toda empresa que acredita do retorno financeiro proporcionado por um palestrante formado em artes marciais; da mesma forma não é toda equipe que tem interesse em ter como seu Guru um Sensei; e neste mesmo sentido, não há espaço para todos os novos graduados nas academias de ginástica e/ou musculação existente no bairro, na cidade ou na região. Para aquele que tem um poder aquisitivo considerável, ou pretende ser um empreendedor, há a possibilidade de abrir seu próprio Dojô e tentar ser feliz em seu propósito.

Mas a triste realidade é que a grande maioria dos novos faixas-pretas cai no poço da frustração. Após anos e anos de treinamento árduo para se aperfeiçoar em uma determinada arte, chegam ao fim (ou ao começo) quando recebe sua faixa-preta, e vê que seu sonho não será realizado por inúmeros motivos.

Mas nem tudo está perdido!!!

Esta é para você que está cheio de boas intenções. Com a técnica e a filosofia de sua arte marcial no auge, não perca as esperanças. Faça sua parte. Quer ser um Sensei, Sifu, Mestre ou o que for? Vá à luta. Faça a diferença.

Escolha nos links abaixo uma escola, municipal ou estadual (Natal e RN), e realize seu sonho de dar aula e, de brinde, o sonho de inúmeros jovens que não podem pagar, como você, uma academia de arte marcial.

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Escolas Municipais em Natal/RN: Clique Aqui!!!

Escolas, Creches, Centros Educacionais Estaduais no Rio Grande do Norte: Clique Aqui!!!

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Escolha uma escola. Faça uma visita. Converse com a direção, você será bem recebido. Exponha seus propósitos e faça a diferença na vida de algumas pessoas, e na sua também.

Se você não é do RN procure em seu Estado nos sites das secretarias de educação municipal e estadual e mãos à obra.

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Aqui algumas experiências que estão dando bons frutos: 

Aikidô Harmonia – São Paulo/SP

Projeto Aikidô – E.M. São Francisco de Assis – Natal/RN

Aikidojo Social – Recife/PE

Projeto Social Aikidô Infantil – Morro Santana/RS

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FAÇA A SUA PARTE !!!

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*Marcus Vinicius Andrade Brasil é Advogado e Aikidoca no Estado do Rio Grande do Norte. É responsável pelas aulas de Aikidô do Projeto Aikidô da Escola Municipal São Francisco de Assis em Natal/RN.

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Mais uma do Aikidô do Rio Grande do Norte !!!

05/05/2012

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Novo local em Natal/RN para se treinar o Aikidô, a Arte da Paz !!!

O Tyugui Dojô está funcionando na Academia Saúde Fitness – Rua Tuiuti, 796, Petrópolis.

Horários de Treino: Terças, Quintas (19h às 20:30h) e Sábado 8h às 9h:30m.

Fone: (84) 9678-9720 – Sensei Márcio Dantas.

E-mail: marushio9@hotmail.com

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O Projeto Aikidô Informa

20/04/2012

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Os voluntários do Projeto Aikidô informam que as atividades, anteriormente executadas aos sábados, serão transferidas para os domingos, nos mesmos horários.

Assim, aqueles que tiverem interesse, aikidocas ou não, em conhecer o projeto; participar das atividades ou dos treinos de Aikidô com as crianças, estão mais uma vez convidados.

As atividades do Projeto Aikidô são das 13h:30m às 17h:30m, agora aos domingos – os treinos de Aikidô das 15h às 16h:30m – na Escola Municipal São Francisco de Assis, bairro de N.S de Nazaré em Natal/RN.

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Veja as novas fotos no Álbum do Projeto Aikidô AQUI !!!

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AIKIDO – UM CAMINHO E UM APRENDIZADO QUE NUNCA SE ESGOTA – Por Aleksej Marques

03/04/2012

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Comecei a treinar Aikido em 1999 com Rodrigo Sensei. Mas o meu primeiro contato com o Aikido se deu alguns anos antes, 5 anos para ser mais exato através do cinema, com os filmes Difícil de Matar (Hard to Kill) e Nico Acima da Lei (Above The Law) com o então estreante Steven Seagal, já praticamente de Aikido e Sensei, além de outras artes marciais. Eu era praticante de Karatê Shotokan e só conhecia a as artes de pancada, com golpes traumáticos, como chutes e socos. O que mais me impressionou quando vi o Aikido, foi que os adversários vinham com toda força e vontade para atacar o personagem de Seagal Shihan e literalmente encontravam o vazio e se estabacavam no chão ou em alguma parede próxima. Eu fiquei impressionado, mesmo pensando que poderia ser efeitos de câmera ou a ficção de Hollywood (de fato não era).

Fiquei louco pra aprender a técnica mágica de derrotar qualquer oponente usando o mínimo de força e utilizando-me da força bruta do meu oponente contra ele mesmo.

Mas o que parecia ser muito fácil, na realidade era muito difícil, porque o Aikido é uma arte simples e lógica em seus movimentos. Os movimentos do Aikido são totalmente naturais e obedecem ao sentido de nossas articulações. Nada mais simples correto? Não !!! Que coisa difícil. O nosso corpo nos primeiros treinos simplesmente dói todo, somos desengonçados, sem leveza, sem graciosidade nenhuma. Caímos no chão como pesados como pedras. Porém, a persistência e o treino constante, pelo menos 3 vezes por semana, aos poucos surte o efeito esperado.

A nossa mente também não assimila de pronto toda a simplicidade e toda complexidade dos movimentos do Aikido concebidos pelo eterno Mestre O-Sensei Morihei Ueshiba. Ao fazer os movimentos de Tenkai Ashi, Tenkan e Irimi Tenkan, sempre me atrapalhava. Ao final de cada treino me sentia mais burro, e ficava me perguntando, será que eu nunca vou aprender a fazer isso, entretanto, só vim a perceber que estava evoluindo na arte, mais de 6 meses depois de treinos constantes. Nós treinávamos quase todos os dias, de segunda à sexta e aos domingos havia o treino geral para congregar todas as turmas. Muitas vezes ficávamos depois dos treinos até altas horas da noite na ACAN que funcionava nessa época em cima da Drogaria Amadeus na rua da Carreta Churrascaria. A gente chegava em casa exausto, mas valia pena e era um tempo muito feliz. Tempos bons…

Me lembro muito de que tinha uma dificuldade enorme em aplicar Yonkyo. Para mim até hoje é umas das técnicas mais difíceis do Aikido, porque exige não só técnica, mas focalização da sua energia no ponto certo do braço do seu Uke. Isso é o mais importante ao meu ver.

Um único conselho que eu posso dar aos iniciantes na arte: TREINEM. SEMPRE. As dores fazem parte, o cansaço também e muitas vezes bate o desânimo, mas a recompensa, que não é a faixa-preta, até porque faixa só serve para segurar as calças, é a melhoria e o crescimento não só do seu corpo, mas o seu engrandecimento como ser humano, como pessoa que se conhece e que procura a cada dia se melhorar e ser mais útil para os outros e feliz.

 *Aleksej Marques – 1º Kyu (Faixa-Marrom) – Servidor Público e praticante de Aikidô em Natal/RN.

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Aikidô no Kokoro – Por Kisshomaru Ueshiba

21/03/2012

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Empreendi o treinamento do corpo através do budô e, ao mesmo tempo em que aprendi todos os segredos, obtive uma verdade ainda maior. Quando compreendi a essência da realidade universal, vi claramente que os seres humanos devem unificar o ‘sentimento’ (kokoro), o corpo e o ki que une os dois e que a pessoa deve harmonizar sua atividade com a atividade de todas as coisas do universo, ou seja, dependendo da atividade sutil do ki, o sentimento e o corpo se harmonizam e, também, se harmoniza a relação entre o indivíduo e o universo.

Se não se utiliza corretamente a atividade sutil do ki, o sentimento e o corpo das pessoas adoecem, o mundo se torna caótico e o universo todo fica em desordem. Consequentemente é necessário harmonizar os três corretamente com a atividade de todas as coisas do universo para que haja ordem e paz no mundo. O Aikidô é o caminho da verdade. Treinar-se no Aikidô é treinar-se na verdade. Pela dedicação, treinamento e compreensão, nascerá a técnica divina.

Somente dedicando-se aos três tipos de treinamento mencionados a seguir, é que a verdade inabalável da força extraordinária se tornará parte do nosso sentimento e do nosso corpo:

1. Treinar para harmonizar o sentimento com a atividade de todas as coisas do universo;

2. Treinar para harmonizar o corpo com a atividade de todas as coisas do universo;

3. Treinar para fazer com que o ki que une o sentimento e o corpo se harmonize com a atividade de todas as coisas do universo.

Somente quem pratica e realiza esses três pontos simultaneamente, não apenas teórica, mas praticamente, no Dojô e em cada momento da vida diária, que é considerado o verdadeiro Aikidoca.

O Mestre Ueshiba ensinou repetidas vezes:

Cada técnica de uma arte marcial deve estar de acordo com a verdade do universo. Se isso não acontecer, a arte marcial estará isolada e com natureza diferente da arte marcial criadora de amor, o ‘take musu’. O ‘Aiki’ é desde a sua origem um ‘take musu’ por excelência. Aqui, marcial ‘take’ significa o bramido heroico, a vibração do corpo através do poder do ‘aum’ (o poder da respiração) que ressoa no espaço. A vibração interna do corpo deriva da unificação sentimento / corpo, que se sintoniza com a vibração do universo. A resposta mútua e o intercâmbio produzem o ‘ki’ do ‘Aiki’. A essência do Aikidô é o ecoar da vibração interna do corpo com a vibração do universo. Disso nascem o calor, a luz e o poder unidos num espírito plenamente realizado. O delicado ecoa do interior do corpo e a vibração do universo amadurece a atividade sutil do ‘ki’ e geram o ‘takemusu aiki’, a arte marcial que é amor e o amor que não é nada mais que arte marcial”.

A resposta à pergunta de como se alcança a unidade do ‘ki’ universal com o ‘ki’ individual, sua atividade harmoniza e resposta mútua, está no treinamento e na prática intensivos. Isso faz da harmonia e do amor a essência do Aikidô. Ambos estão no cerne do Aikidô. O fundador considerava que esta era a essência última e a verdade maior.

Extraído do livro “Aikido no Kokoro” (Kisshomaru Ueshiba) – Tradução e adaptação Ivan Sensei.

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O Projeto Aikidô Informa

14/03/2012

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Os voluntários do Projeto Aikidô informam que, excepcionalmente, as atividades dos dias 17, 24 e 31 de março de 2012 (sábados) serão transferidas para os dias subsequentes – 18 e 25 de março e 1º de abril (domingos) – assim, aqueles que tiverem interesse, aikidocas ou não, em conhecer o projeto; participar das atividades ou dos treinos de Aikidô com as crianças, estão mais uma vez convidados.

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As atividades do Projeto Aikidô são das 13h:30m às 17h:30m – os treinos de Aikidô das 15h às 16h:30m – na Escola Municipal São Francisco de Assis, bairro de N.S de Nazaré, Natal/RN.

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Veja as novas fotos no Álbum do Projeto Aikidô  AQUI !!!

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O Projeto Aikidô Informa

02/03/2012

Os voluntários do Projeto Aikidô informam que as atividades do ano de 2012 estão de vento em popa, assim, aqueles que tiverem interesse, aikidocas ou não, em conhecer o projeto; participar das atividades ou dos treinos de Aikidô com as crianças, estão convidados.

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As atividades do Projeto Aikidô são nas tardes dos sábado das 13h:30m às 17h:30m – os treinos de Aikidô das 15h às 16h:30m – na Escola Municipal São Francisco de Assis, bairro de N.S de Nazaré, Natal/RN.

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Veja o Álbum do Projeto Aikidô AQUI !!!

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