Para Reflexão…

12/02/2013

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Nasrudin postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão: “Ó povo deste lugar! Querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?

Logo se juntou um grande número de pessoas, com todo mundo gritando: “Queremos, queremos!

Nasrudin: “Era só para saber. Podem confiar em mim, que lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim.

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E, no mesmo sentido, disse Morihei Ueshiba, Fundador do Aikidô:

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No seu treinamento, não se apresse, pois é necessário um mínimo de dez anos para dominar os elementos básicos e avançar ao primeiro grau. Nunca se considere um mestre perfeito que sabe tudo; você precisa continuar treinando diariamente com seus amigos e alunos, avançando juntos no caminho da harmonia.”

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Então, paciência, treino, treino e treino.

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Colaboração:

www.impressione.wordpress.com

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Capacidade de Explorar o Mundo Interior – Por Roberto Shinyashiki

04/06/2009

Ficar em silêncio ajuda muito a escutar a voz da sua alma.

Você já ouviu a opinião de muitos autores a respeito da importância de seguir o seu coração. Eles têm razão: um caminho que não fale ao seu coração não alimentará a sua alma; e uma pessoa sem alma é um ser perdido no oceano da vida.

A exploração do nosso mundo interior ajuda a nos conhecer melhor e, portanto, a construir uma vida que tenha sentido. Fico muito triste quando converso com pessoas ricas e importantes que me confessam, quase chorando: é horrível ver que batalhei e consegui tantas coisas que queria, mas não sou feliz. O meu sacrifício não me deu felicidade.

É importante escutar a nós mesmos o tempo todo, para saber se estamos realizando objetivos que nascem do nosso coração. Só assim teremos certeza de que, no final da vida, não iremos nos martirizar com o arrependimento.

– Mas, Roberto, como conhecer a minha alma? Como escutar o meu coração?

Bem, a primeira dica é: faça a pergunta certa. Quando você faz a pergunta errada, o seu coração vai para muito longe. Quer um exemplo de pergunta errada? Suponha que o seu chefe foi duro com você e apontou vários problemas de desempenho no seu trabalho. Se você perguntar a si mesmo: “Por que meu chefe está me sacaneando?”, não vai encontrar uma resposta que lhe ajude a crescer.

Sentir-se vítima do seu chefe, em vez de analisar o próprio trabalho, vai deixar você distante da resposta que lhe interessa. Nesse momento o melhor é olhar para dentro de si, verificar em quais pontos o seu chefe tem razão, analisar suas atitudes e tentar melhorar o seu desempenho. Seu namorado terminou o relacionamento com você. Em vez de perguntar por que ele a sacaneou, seria mais interessante entrar em sintonia com os próprios sentimentos. Se a tristeza aparecer, o melhor é chorar em paz, e só depois analisar seu comportamento.

Talvez você se dê conta de que estava sendo muito crítica com seu namorado e, a partir daí, aprenda a admirar mais a pessoa que você ama, percebendo com isso o que pode melhorar em sua maneira de demonstrar amor. Se você fizer as perguntas certas, conseguirá aprender muito sobre si mesmo. Faça suas perguntas, mesmo que elas fiquem muito tempo sem resposta:

• O que é essencial para você?

• Qual é a sua meta profissional?

• Como gostaria de estar daqui a dez anos?

• O que você precisa fazer para realizar seus projetos?

• A sua vida está do melhor jeito que poderia estar neste momento?

A capacidade de explorar nosso mundo interior nos ajuda a tomar melhores decisões e a evitar problemas decorrentes da nossa maneira de ser. Quando tinha aproximadamente 20 anos eu era o rei das decisões impulsivas. Decidia comprar alguma coisa sem pensar e alguns dias depois tomava consciência de que tinha feito besteira.

Depois de algum tempo decidindo errado, prometi a mim mesmo que sempre me daria um prazo de uma semana para pensar antes de comprar qualquer coisa mais cara. Isso evitou que eu fizesse muitas bobagens. Conhecer-se melhor pode ajudá-lo a tomar decisões que lhe façam realmente crescer.

Certa vez um deputado que gostava muito do meu trabalho telefonou-me e convidou-me a assumir um cargo de diretor de um importante hospital público. Consegui pedir a ele um prazo de um dia antes de lhe dar a resposta, o que foi um grande sacrifício, pois a minha vontade era dizer sim na hora. Fiquei pensando sobre o assunto e me dei conta de que aceitar o convite para cuidar de um hospital não tinha o menor sentido, considerando a minha vocação de psiquiatra. O que eu gostava mesmo era de escutar as pessoas e ajudá-las a se realizar. Foi um alívio quando, no dia seguinte, liguei para dizer “não, obrigado!”. Minha alma celebrou a minha decisão.

Algumas vezes, sua rota precisa ser reajustada e você só descobrirá isso se souber conversar consigo mesmo. Ficar em silêncio ajuda muito a escutar a voz da sua alma.

Sabe quando rastreamos todos os arquivos e pastas do computador em busca de alguns vírus que possam ter invadido o sistema? Sabe quando navegamos pela internet e mantemos o antivírus acionado para impedir a entrada de elementos suspeitos? Na vida real, o autoconhecimento é nosso melhor antivírus. Para que você não perca todos os seus documentos nem tenha de configurar novamente sua máquina, pergunte-se sempre o que realmente importa em cada momento de sua vida.

* Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos.

Colaboração: http://shinyashiki.uol.com.br


Hora de Avançar – Por Roberto Shinyashiki

05/03/2009

Toda mudança importante é precedida por uma situação de crise. As coisas que você valorizava já não o satisfazem, mas você hesita em se desfazer delas com medo de sentir falta um dia. Isso é natural, agora, você quer outras coisas da vida.

Um dia você acorda e percebe que muitas coisas que achava normal começam a deixá-lo chateado, como escutar reclamações dos seus colegas de empresa porque não fez o combinado, ou tomar uma dura do chefe porque seu trabalho está ruim.

Você fica sem jeito de pedir um dinheiro extra a seus pais. Esperar pelo namorado que você ama, mas que nem lhe dá satisfação pelo atraso, começa a incomodar demais. Você liga para sua amiga, convida-a para sair, e ela diz que não pode, pois foi promovida no emprego e está muito ocupada estudando para o novo cargo. O seu amigo de infância liga e convida-o para tomar um chope, porque quer comemorar a compra do apartamento novo, e você se sente inferiorizado.

É, parece que alguma coisa não está indo muito bem! Você fica sem graça ao ver seus amigos falando sobre suas vitórias, por não ter as suas histórias para contar. Você ainda tenta justificar para si mesmo que é só uma questão de tempo para suas vitórias acontecerem, mas começa a ouvir a voz da sua consciência lhe dizendo que alguma coisa está errada, que não deveria ser assim.

O mais forte é a sensação de que você nasceu para uma felicidade que ainda não encontrou. É a impressão de que existe algo melhor à sua espera, que precisa ser alcançado com urgência. Sente que, de alguma forma, você está ficando para trás e desperdiçando as oportunidades da sua vida. Ao mesmo tempo em que o desconforto aumenta, a voz do medo começa a martelar a sua consciência: “Para que largar as minhas coisas?”, “Para que me matar no trabalho se eles não valorizam ninguém?”, “Quando for promovido, vou mostrar a minha competência.”, “Para que me preocupar com minha namorada se tem tanta gente querendo sair comigo?”.

A cabeça da gente começa a ficar confusa escutando duas vozes ao mesmo tempo. Uma diz para avançar e pagar o preço: “Vá em frente!”. A outra diz: “Você não precisa disso! Relaxe que ainda não chegou a hora. Deixe as coisas como estão!”. Essas vozes vão se repetindo em nossa cabeça, exatamente como aquela cena em que a gente perde um pênalti no final do campeonato da escola — você lembra? A gente fecha os olhos e a cena aparece. Liga a TV e a cena aparece de novo. Isso começa a gerar uma angústia tão grande que as pessoas que não têm coragem de avançar de verdade na vida começam a tentar calar essas vozes. E fazem isso, muitas vezes, apelando para o álcool, o exagero na comida e até mesmo passando a usar drogas mais pesadas.

Tudo isso são coisas que só calam as vozes por alguns momentos. No dia seguinte, elas voltam com mais cobranças: por que você bebeu desse jeito? Você não vê que está gordo de dar dó? Meteu-se com drogas de novo, não é? Como você pensa que vai sair dessa?

Você percebe que nada acalma a sua ansiedade. Nada disso é solução. O único caminho é escutar a voz do coração e seguir em frente. Toda mudança importante é precedida por uma situação de crise. As coisas que você valorizava já não o satisfazem, mas você hesita em se desfazer delas com medo de sentir falta um dia. Isso é natural, agora, você quer outras coisas da vida. Quer vencer na vida, ser importante, ser feliz. Seus anseios aumentaram, mas ao mesmo tempo as chances de conseguir um lugar ao sol são restritas, a competição é intensa e os desafios são imensos.

A travessia de um mangue, por sua vez, não é lá coisa muito simples. Há momentos repletos de contradições e dúvidas. Essa situação lembra até certos filmes de aventura, como Matrix, Indiana Jones, O Senhor dos Anéis, nos quais o personagem principal vive uma rotina vazia até receber um chamado que o faz arrumar as malas e partir com uma importante missão a cumprir. Então, o protagonista é submetido a uma série de provações, que o mitólogo Joseph Campbell chama de jornada do herói.

No final, para quem batalha o prêmio é sempre uma grande descoberta pessoal, com a elevação de sua vida para um patamar de maior satisfação e realização.

Se você está recebendo um chamado da sua consciência para ser tudo o que tem potencial de ser, a única solução é fazer as malas, como um Indiana Jones de verdade, e embarcar na aventura da sua vida.

Roberto Shinyashiki – psiquiatra, palestrante e autor de 14 títulos.

Colaboração:  http://shinyashiki.uol.com.br


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