Treino em Homenagem ao Aniversário de Kawai Sensei – 28/02/2015

27/02/2015

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Kawai Sensei, como carinhosa e respeitosamente é chamado pela Nação Aikidoca, nasceu em 28/02/1931. Se fisicamente estivesse entre nós (certamente ele está em espírito), seria comemorado seu 84º aniversário.

Em homenagem à data do nascimento de nosso eterno Sensei, a Academia Central de Aikidô de Natal fará dia 28/02/2015, sábado, às 08h, treino especial em sua homenagem, com a participação de alunos de todas as Academias de Aikido do RN.

Todos estão convidados.

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SENSEI – Por Akira Saito

15/12/2014

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“Pessoa a qual devemos todo o nosso respeito, admiração e agradecimento, não só hoje, mas por toda a vida.”

 

Sensei em japonês significa “aquele que nasceu antes, que tem o conhecimento” e aqui a tradução mais comum é professor. É um termo utilizado no Japão com muito respeito e designado apenas àqueles que o merecem. Não é um termo exclusivamente para professores, mas também utilizado para médicos, advogados e para pessoas que detém grande conhecimento em determinada área.

O termo Sensei não significa uma profissão, e sim um título, provido de muita responsabilidade, onde a pessoa é considerada um exemplo para a sociedade, uma pessoa a ser seguida.

Nas Artes Marciais japonesas aqui no Brasil, muito se confunde sobre este título. Muitos imaginam que se “formando” Faixa Preta já é um Sensei. Primeiro que Faixa Preta não é formatura, não é o final, é exatamente o inverso, é o primeiro passo rumo ao verdadeiro conhecimento da Arte, por isso se diz “ShoDan” (Grau Iniciante). E para ser considerado Sensei, uma pessoa com conhecimento suficiente para ensinar a outra, é necessário ter no mínimo o “SanDan” (Terceiro Grau). Uma pessoa sem vivência, sem maturidade, sem conhecimento técnico e dotada de bons exemplos, não pode e não deve ser considerada “Sensei”.

Devemos muito respeito a nossos “verdadeiros Sensei” que nos ensinaram não apenas seus conhecimentos técnicos, mas também sua filosofia de vida, através de seus bons exemplos. Se hoje nos tornamos o que somos, é graças não somente aos nossos próprios esforços, e sim, às pessoas que nos deram parte de si, e que foram essenciais em nossa formação.

Por nós e por nossos Sensei, vamos trabalhar duro para transformar o mundo em um lugar melhor!!!!

GANBARIMASHOU!!!!!

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*Akira Saito é colunista do Jornal Nippak e praticante do Budô por mais de 30 anos.

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Aikidô, um relato – Por Rayr Fernandes

07/10/2014

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Acredito que um texto relacionado ao AIKIDO escrito por alguém com o tempo de prática que eu possuo não passa de um simples relato. Nesse caso, trata-se de um breve relato de alguns dos ensinamentos que pude absorver durante os treinos com os Sensei(s) da Academia Central de Aikidô de Natal.

Um dos ensinamentos do fundador que sempre despertou o meu encanto e do qual procuro sempre me recordar nos momentos mais obscuros é aquele segundo o qual devemos forjar continuamente, por meio da prática do Aikido, o nosso corpo e a nossa mente com o fim de aperfeiçoar o nosso caráter.

Pessoalmente, é assim que os treinos funcionam, como um momento em que posso purificar o meu espírito, trabalhar e livrar de tensões o meu corpo e esquecer as preocupações que eventualmente preenchem a minha mente.

É certamente por isso que me incomoda profundamente treinar com indivíduos que fazem exatamente o contrário, trazendo para o dojô um espírito impregnado de malícia e vaidade, um corpo desnecessariamente tenso e uma mente preocupada com qualquer outra coisa, exceto com a prática sincera do Aikido.

O reconhecimento, a conquista de novas graduações e a aquisição de novas habilidades e percepções devem ser consequências do comprometimento com os treinos de Aikido e do respeito aos ensinamentos dos nossos mestres.

Treinar com essa concepção é algo extremamente difícil. Penso, porém, ser de fundamental importância a sua incessante busca, dia após dia, treino após treino, queda após queda.

Se trouxermos para o nosso cotidiano a mesma essência que presenciamos em um treino de Aikido, sentiremos um prazer imensamente maior em viver. A adaptabilidade e fluidez, a busca de uma consciência unificada de tempo e espaço, a harmonização entre os nossos movimentos e os movimentos do nosso companheiro de treino, o respeito e a atenção concedida aos ensinamentos dos nossos mestres (podemos aceitar a própria vida e o próprio universo como grandes mestres), são nuances que ganham um sentido ainda maior fora do tatame.

Podemos compreender, assim, por que o Aikido é algo que vai além da prática marcial, podendo ser adotado como um estilo de vida, um caminho a ser seguido.

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*Rayr Fernandes – Faixa-verde, Aluno da Academia Central de Aikido de Natal.

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A graça e leveza do AIKIDO – Por Roberta Macedo Xavier

27/05/2014

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Quando assistimos a um vídeo de Aikido ficamos maravilhados com a beleza e a graça dos movimentos. Podemos imaginar que tudo poderia muito bem ter sido ensaiado, e de certa forma, se não há o lado espiritual e treinamos apenas o corpo, então sim, teremos apenas golpes ensaiados. Certa vez escutei um professor de uma outra arte marcial se referir ao Aikido como “aquele balé”. Trata-se de uma visão superficial e bastante míope de quem não tem conhecimento suficiente para emitir uma opinião, digamos mais justa sobre o assunto.

Sabe-se que O-Sensei era possuidor de uma força extraordinária e de uma técnica que não há o que comentar, entretanto, é de conhecimento público a sua profunda convicção espiritual. Homem de grande fé nas coisas em que acreditava, tinha em muita conta a importância espiritual na sua vida, assim como na de seus alunos. Principalmente os mais próximos, aqueles que tiveram o privilégio de conviver com o cotidiano de O-Sensei, puderam constatar a seriedade com que falava sobre o assunto, não obstante, muitos deles não compreenderem completamente o sentido do que o mestre tentava transmitir.

Gosto do relato de um fato ocorrido com um grupo de alunos veteranos citado no livro Os Segredos do Aikido de John Stevens, quando o fundador os convidou para irem ao dojo no intuito de revelar-lhes os tais segredos do Aikido. Acho interessante a maneira como o autor descreveu a ansiedade dos mesmos em saber como se tornariam invencíveis e capazes de realizar proezas extraordinárias e como ficaram frustrados após escutarem por mais de uma hora sobre temas os mais sutis possíveis, como a necessidade de serenar o espírito e retornar à Fonte.

Então, o que estou querendo dizer é que a leveza e a graça do Aikido não residem essencialmente em como se realiza a técnica e sim no espírito, na vontade de crescer entendendo o sentido espiritual. Não importa o quão forte estejamos empenhados em aprimorar e refinar os movimentos se não estivermos igualmente preocupados em forjar nosso espírito. Se um praticante não aprender a essência do Aikido, as técnicas jamais ganharão vida. (1)

O que significa Ki? É a força que nos move. Espírito também pode ser entendido através do ki. Ki, energia vital, ou a força da vida. As duas coisas se confundem. Daí a sua relevância dentro da técnica. A função do Ki é muito bem explicada no livro de William Gleasom, Aikido e o Poder das Palavras. No nosso corpo é o hara, a fonte do nosso ki e do nosso sangue. É o ponto que dá origem à vida e ao movimento. (2)

O movimento começa com a intenção, com nosso desejo de realizar os golpes ou posturas. Posturas graciosas no yoga são chamados Ásana. Às vezes é útil que o praticante pense nos movimentos do Aikido, não como técnicas de uma arte marcial mortífera, mas como Ásana, posturas físicas que ligam o praticante a verdades mais elevadas. (1)

Para concluir, acredito que deveríamos nos preocupar, antes de qualquer coisa, com a evolução espiritual, pois o refinar da técnica viria como consequência, assim como está escrito na Bíblia, no livro de Mateus, versículo 33 onde se pode ler “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (3)

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*Roberta Macedo Xavier – bancária, Shodan (faixa-preta) da Academia Central de Aikido de Natal.

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Referências Bibliográficas:

(1)   John Stevens, OS SEGREDOS DO AIKIDO, editora pensamento, 1995.

(2)   William Gleason, AIKIDO E O PODER DAS PALAVRAS – OS SONS SAGRADOS DO KOTOTAMA, editora Pensamento, 2013.

(3)   Tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, BÍBLIA SAGRADA edição ecumênica da Barsa, 1977.

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A Consciência Tríplice no Aikido: para além do conflito interno, um relato pessoal – Por Rafael Jhonata

23/05/2014

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É engraçado como no começo da prática de Aikido nos deparamos com conselhos tão valiosos, mas para os quais não dispensamos muita atenção. Desde a primeira vez que coloquei os pés no tatame, tenho ouvido meus Sensei(s) dizerem: “Olha a postura, preste atenção na respiração, movimente o centro, Aikido é jeito e não força”… Eu até tentava dispensar a atenção que eles me solicitavam, mas por algum motivo isso não passava, se muito, dos primeiros minutos da prática – quem já treina há algum tempo, sabe exatamente ao que me refiro. Não se trata de ignorar a ordem de nossos mestres, mas ao vermos a energia de uma intenção dirigir-se a nós, automaticamente nosso senso de autopreservação fala mais alto, e quando não ficamos paralisados, com medo de sermos pegos pela energia contrária que pode se manifestar na forma de um golpe frontal (tsuki, atemi, shomen, etc.) ou um aprisionamento (katadori, morotetori, etc.), tentamos impor nossa força física sobre nossos colegas, tentando conduzir por meio da força, o que deveria ser conduzido por meio da leveza.

E foi justamente pensando nessas coisas que nos meus últimos treinos decidi mudar a abordagem. Tentei me manter presente durante todo o treino, tanto quando estava no papel de Uke, como quando estava no papel de Nage. Comecei a prestar atenção na respiração, mesmo durante a prática do aquecimento que antecede o treino e tentei expandir meus sentidos para conseguir registrar as mínimas sensações em meu corpo. O resultado não poderia ser mais gratificante.

Pela primeira vez, durante esses quase quatro anos de treino, eu pude registrar uma experiência de aprimoramento pessoal e extrassensorial. Pela primeira vez eu estava totalmente presente durante a prática e o mais incrível de tudo, foi o despertar de uma consciência que até então eu apenas tinha ouvido falar a respeito. Enquanto realizávamos uma prática de Sankyo, eu senti minha consciência se desdobrar e se separar da própria ideia de unicidade física – já não era apenas o Uke ou Nage, mas ao mesmo tempo uma terceira entidade que era capaz de observar tudo, sentir tudo. Ao passo em que a prática ia se desenrolando e a mente objetiva tentava entrar em grau de relaxamento automático (você já viu esse movimento centenas de vezes, já o executou umas mil, então pra quê prestar atenção nisso?) essa terceira entidade que ao mesmo tempo era e não era eu, me questionava: “onde você está agora?”. Devido a esse nível de atenção, toda a movimentação alcançou um novo aspecto, de repente eu sabia exatamente como e quando me movimentar. Sabia exatamente quando meu colega estava com o braço no ponto exato de tensão necessário e podia registrar tudo o que ocorria a minha volta, sem precisar ficar olhando diretamente para as coisas, inclusive lembro-me de ter comentado com ele: “é incrível como as coisas ficam quando nos dispomos a fazer algo com toda a força de vontade, a prática se torna totalmente diferente e tudo vira uma verdadeira explosão sensorial”.

Repito, nunca havia experimentado algo assim e espero nunca mais perder essa capacidade. A caminhada será longa, tenho certeza que esse foi apenas o insight inicial, mas mesmo assim me sinto grato por conseguir alcançar o ponto primeiro daquilo que sempre desejei conseguir após ingressar no Aikido.

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*Rafael Jhonata – Faixa-amarela, Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal.

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A senda do AIKIDO – Por Roberta Macedo Xavier

08/05/2014

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Foi em meados do ano de 2005 que fui apresentada ao AIKIDO, através de um colega de trabalho já praticante dessa arte marcial. Convidou-me a conhecer a Academia Central de Aikido de Natal e eu aceitei prontamente, pois tinha curiosidade em saber o que tanto o atraía nela. Mal entrei e senti um clima diferente, o soar dos bambus dos sinos dos ventos levemente era o que se podia ouvir. Aproximei-me, sentei em frente ao tatame e fiquei fascinada com aquela calça-saia preta, que depois descobri chamar-se hakama, quanta elegância! Mas, o que me fez apaixonar à primeira vista foi a postura educada das pessoas que estavam treinando. Ah! Polidez e delicadeza ao ouvir àquele que estava falando, presumi ser o professor. O colega explicou-me que quando o Sensei falava, os alunos se colocavam na posição de seiza (de joelhos), em sinal de respeito para aprender o que lhes era ensinado.

Então, no dia 19 de agosto do mesmo ano, resolvi começar esse grande desafio. Fiz a matrícula e iniciei os treinos. Qual não foi minha surpresa, que logo no primeiro dia, tive grandes e esclarecedores ensinamentos vindos do Sensei James, que me acompanhariam durante toda minha caminhada, não apenas naquele lugar, mas em toda minha vida. A etiqueta no dojô é apenas um vislumbre do que se pode ter quando se observa um treino de AIKIDO. O respeito, a gentileza, o uso do dogi limpo, tudo isso é apenas cortesia, uma pequena parte, atrevo-me a dizer, a mais superficial do AIKIDO.

Explicou-me, o Sensei, que no AIKIDO não existe competição, não necessitamos vencer o outro para nos sentirmos melhores, entretanto não precisamos fugir de algo que se coloca em nossa frente e vem em nossa direção. Um grande ponto de interrogação se formou em minha cabeça, como assim? Não precisei externar minhas conjeturas, o Sensei calmamente continuou. Através de um ataque shomen uchi com a finalização irimi nage, Sensei James foi explicando. Perceba, quando alguém tem um ponto de vista diferente do seu, talvez queira confrontá-la, ou convencê-la de que está certa e talvez de uma maneira que você não espera, golpeando-a frontalmente. Devemos estar preparados para isso. Entrando levemente na diagonal, apenas para sairmos da linha de ataque, desviando, porém, sem fugir do que nos foi proposto, nos colocamos de forma a ficar ao lado dessa pessoa. Dando um passo e um giro, irimi tenkan, ficamos juntos do suposto agressor, então somos capazes de ver o que essa pessoa estava vendo ao tomar essa decisão, o ponto de vista dela, a realidade dela. Mais do que isso, devemos nos preocupar com o bem estar dessa pessoa, conduzindo-a de uma forma a preservar a sua integridade física, redirecionado a energia gerada no ataque para um caminho inesperado para a pessoa que desferiu o golpe. Talvez também não seja o que você gostaria, mas uma terceira opção, o da harmonia.

Use o espírito para forjar o corpo físico. Use o seu Ki para superar todos os obstáculos que lhe confrontarem e nunca evite um desafio. Não tente controlar ou restringir seu oponente de modo não natural. (1) Exatamente o que me ensinou Sensei James naquele dia.

Sim, acredito que não devemos tentar mudar o outro, mas se desejamos o caminho da harmonia, devemos também estar abertos a aprimorar nosso espírito. A tentar enxergar o que o outro vê, a se colocar no lugar dele e tentar entender o que o levou a tomar certa atitude. Qualquer caminho a ser trilhado estará repleto de desafios e dificuldades a serem superados, independente de religião, profissão ou seja lá o que escolhermos realizar em nossas vidas. O que faz a diferença é a disposição de querermos vencer, não no sentido de derrotar, mas de construir algo melhor, para todos.

O treinamento em AIKIDO não visa tornar alguém fisicamente forte ou torná-lo habilidoso no combate; seu propósito é reunir pacificamente todas as pessoas do mundo, melhorar as coisas pouco a pouco, ficar centrado e em sintonia com o universo. O AIKIDO é uma bússola que nos aponta a direção correta, e assim cada um de nós pode realizar a sua missão na terra. AIKIDO é o caminho da harmonia. AIKIDO é a senda do amor. (1)

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Referência Bibliográfica:

 1.Morihei Ueshiba; ENSINAMENTOS SECRETOS DO AIKIDO, editora Cultrix, SP, 2010.

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*Roberta Macedo Xavier – Bancária, Shodan (faixa-preta 1º Dan), aluna da Academia Central de Aikidô de Natal.

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Treino em Homenagem ao Aniversário de Kawai Sensei – 28/02/2014

25/02/2014

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Kawai Sensei, como carinhosa e respeitosamente é chamado pela Nação Aikidoca, nasceu em 28/02/1931. Se fisicamente estivesse entre nós (certamente ele está em espírito), seria comemorado seu 83º aniversário.

Em homenagem à data do nascimento de nosso eterno Sensei, a Academia Central de Aikidô de Natal fará dia 28/02/2014, das 19h às 20h, treino especial em sua homenagem com a participação de todas as Academias de Aikido do RN, logo após, haverá confraternização no Açaí.

Todos estão convidados.

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Budô e o Ciclo da Repetitividade – Por Paulo de Carvalho Junior

28/08/2013

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Quando começamos no Budô tudo é festa, nos encantamos com a beleza das técnicas funcionando e com a magia disso acontecendo através de nossas mãos. Cada novo ensinamento abre as cortinas de um mundo novo de realizações e possibilidades e, então, nos sentimos fortes. Descobrimos que temos potencialidades que antes não éramos capazes de reconhecer e isso nos excita.

Com o tempo, conforme o treinamento começa a representar algo rotineiro em nossas vidas, o “brinquedo novo” vai perdendo o brilho e logo parece que estamos nos dispondo a mais um ato de automatismo, como ir à escola ou frequentar a missa. É costumeiro, só isso. Quando isto acontece, parece que o Budô já não tem mais aquilo tudo que enxergávamos anteriormente e a tendência natural é deixarmos o empenho nos treinamentos de lado. É justamente aí que aparece o maior contraste entre o raciocínio oriental e o ocidental.

No ocidente, os fatores aparecem como “ondas“, as quais têm de início um grande impacto, mas logo perdem a força e o efeito parece recuar. Talvez seja por isso que tantos se iniciam na prática de alguma arte marcial e logo acabam parando, na maioria das vezes logo nas primeiras faixas. O fato é que tão logo isso aconteça aparece uma nova onda, que pode se manifestar na forma do intuito de aprender a tocar algum instrumento musical ou dançar, compromissos estes que também logo serão abandonados, a menos que a pessoa se disponha a compreender o que há do lado de lá da cortina. Que cortina? – poderia você se questionar. A esta pergunta um oriental normalmente responderia: a cortina da ilusão. Isso porque é justamente o que vai embora quando os primeiros ajustes de excitação de dispersam – a ilusão. O que está se desfazendo, na verdade, é a nossa visão premeditada da coisa; aquilo que imaginávamos que era depois de nosso primeiro contato. E o que resta então? Bem, o que resta é o verdadeiro valor da arte: o , ou caminho. E como todo caminho que vale à pena é longo, o que aparece diante de nossos olhos quando a ilusão se dissipa é uma grande obra a se realizar, porém, PASSO POR PASSO. É justamente aí que muita gente desiste e o irônico é que isto acontece a despeito do que de fato deveria estar sendo enxergado, isto é, “um caminho que de fato vale à pena provavelmente não tem um destino visível a olhos nus“.

É preciso enxergar com os olhos da alma… Quando vemos grandes mestres manifestando seu Aikidô, ficamos logo maravilhados com a beleza de seus movimentos. Porém, para o praticamente mais avançado a curiosidade certamente vai além: como será que este mestre come? Como se porta diante dos imprevistos? O que faz ele em suas horas vagas? Em outras palavras, a curiosidade que fica para os “iniciados” é a seguinte: o que o Aikidô trouxe de realmente valioso para a vida deste homem? Sim, porque uma arte jamais poderia se deter nos valores efêmeros da beleza plástica de movimentos bem executados. Se assim fosse, Balett poderia ser considerado uma via espiritual. Tem que haver um algo mais, uma chama que mova a intenção de praticar, MESMO DIANTE DE TREINAMENTOS EM QUE AS REPETIÇÕES SE DÊEM DE FORMA PRATICAMENTE INFINITA.

Quando praticamos uma técnica milhares de vezes, o fazemos para enxergar além dela. Interiorizando-a, podemos desocupar nossas mentes do movimento para então dar espaço para um outro nível de compreensão. É então que a verdade suprema das artes marciais se manifesta, provando que o trabalho todo está em sentir e não em simplesmente racionalizar o que está sendo feito. De fato, quando nos tornamos capazes de “sentir” um movimento ao invés de simplesmente executá-lo, que movimento é este já não importa mais. Repetir uma, cem ou mil vezes já não faz mais diferença, justamente porque o prazer da prática passa a se concentrar no durante, no ato de fazer em si, e não mais no que fazer aquilo possa representar.

Moral da história: competência (técnica, espiritual, etc.) é algo que se desenvolve de dentro para fora – nunca ao contrário.

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Para ser um Bom Instrutor – Por Yoshimitsu Yamada – 8° Dan de Aikidô

01/07/2013

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Sobre este tema, eu gostaria de discutir no que se requer para ser um bom instrutor, assim como a mentalidade necessária para ser efetivo como professor. Não é necessário dizer, que meu ponto de vista está puramente baseado na minha experiência como instrutor de Aikidô. Tenho visto também alguns dos meus próprios alunos chegarem a professores e é através deles, e de meus próprios anos como Sensei,que realizo algumas observações.

Um dos fatos principais é que tem aspectos mais importantes que simplesmente habilidade técnica para chegar a ter sucesso na arte de ensinar. Tenho me dado conta que não necessariamente é sempre o mais talentoso Aikidoca que pode compartilhar o que ele ou ela conhece sobre a arte. Por exemplo, um excelente jogador de baseball não é necessariamente um coach efetivo. Esta ideia nos demonstra que geralmente se requer algo mais que habilidade física.

Um professor necessita ser respeitado e querido por seus alunos. Falando de respeito, frequentemente escuto professores queixando-se de que seus alunos não lhes oferecem o devido respeito. Na minha opinião o respeito não é algo que pertence, não se pode forçar a nada tê-lo. Deve ser ganho, na maioria das vezes através da experiência, confiança em si mesmo e respeito pelos demais.

Para ser um bom instrutor, seus alunos devem sentir seus anos de experiência comprometida e sua confiança no que estás fazendo. Infelizmente, no meu caso, sempre lamentei ter me transformado em professor de Aikidô sendo tão jovem, imaturo e relativamente inexperiente nos caminhos do mundo. Os chefes do Aikidô não tiveram outra opção, já que o Aikidô era uma nova arte e não tinham tantos praticantes dedicados a difundir o Aikidô nesse momento. Eu era sincero, mas sem as habilidades necessárias para ser tão eficaz como podia ter sido. Enquanto se é jovem, suas técnicas podem ser fortes em razão de suas proezas físicas. No entanto, um poderia precisar de outros fatores, que o ajudam a transforma-se em um líder. Por exemplo, a experiência social, como tratar as pessoas ou como atuar como um ser humano com qualidades que alguém aprende através do tempo.

Uma coisa que sempre tenho em minha mente quando ensino é que, entre os corpos dos alunos, há diferentes tipos de gente de diferentes campos, e que já estão estabelecidos e maduros em suas próprias profissões. Eles não são diferentes de mim. É bastante interessante, mas que eu realmente comecei a me sentir satisfeito como professor quando me aproximei dos meus cinquenta anos. Como disse anteriormente além do tempo e da experiência, é também crucial ter confiança, para chegar a ser um bom instrutor.

Frequentemente, tenho conhecido instrutores que não permitem a seus alunos nenhuma liberdade e os proíbem de ir a outros seminários dados por outros instrutores. Eles não poderiam chegar tão longe ao ponto de dizer que ficar com eles é suficiente, e que os alunos não necessitam se expor a outras influências. Para mim, isso demonstra falta de confiança por parte do instrutor. Deixar seus alunos ver outros mundos, os mantém livres para utilizar seu próprio juízo. Essa classe de segurança em si mesmo é uma maneira importante de chegar a ser um líder.

Lembro claramente uma vez, quando em um grande seminário de diferentes Shihans de Aikidô, havia um grupo de um dojô em particular, que ao invés de treinar com o resto dos participantes, que é a essência da “experiência do seminário”, somente treinavam entre eles mesmos. Seu professor, que não era um dos Shihan, que também assistiu ao seminário, os proibiu de interagir, para não comprometer seu Aikidô.

Adicionalmente, em lugar de tratar de fazer o que estava sendo demonstrado, continuaram treinando como sempre faziam. Que triste é isso, tanto para os alunos, que poderia se beneficiar sentindo diferentes estilos, como para o professor que não tinha confiança suficiente em que seus alunos poderiam desenvolver seu próprio estilo através de outras influências e, todavia, ser dedicado a ele. Finalmente, eles não adquiriram a vantagem completa das possibilidades de crescimento.

É necessário dizer, que os bons instrutores não necessitam se sentir com se precisassem provar de si mesmo para seus alunos. Nem ter que demonstrar quão fortes são. Presumivelmente, os alunos já sabem. Não é bom para os professores ver que as habilidades físicas de seus alunos são do mesmo nível que as suas. Em outras palavras, para evitar a comparação de si mesmos com seus alunos, os professores precisam se dar conta de que dez pessoas diferentes têm dez aptidões e condicionamentos físicos diferentes. Um Sensei valioso demonstra carinho, generosidade e paciência enquanto trata com cada aluno apropriado e individualmente.

Um último conselho é não fazer seus alunos o verem como um ser superior. Se te rodeias de gente que vão lhe colocar em um pedestal, estás se programando para a ilusão de que és superior às outras pessoas. A pessoa deve entender que fora do tatami és o mesmo ser humano que eles são. Não obstante, uma vez que estás no tatami, podes demonstrar-lhes “quem é o chefe”.

Quando lidero uma aula, sinto que sou o diretor de uma orquestra, cada um dos meus alunos está tocando um instrumento diferente, onde minha responsabilidade é criar uma boa harmonia entre eles. Algumas vezes, sinto que sou um chef de um grande restaurante que através de minhas receitas levo variedade e sabor aos meus alunos, e assim eles não se sentem cansados ou aborrecidos, sempre buscando dar-lhes inspiração.

Como Sensei de Aikidô, sempre estou buscando a maneira de ser um melhor professor. É um processo de evolução que me ajuda a expressar minha humanidade e a aprender a ser um melhor ser humano. Depois de tudo, é o êxito de seus alunos que lhe faz um bom professor, no tanto que um bom professor cria fortes futuros praticantes. Ensinar é uma relação de respeito mútuo e entendimento. Dessa forma, seus alunos sempre terão alguém para admirar e vice versa. Para mim, isso é respeito ganho.

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*Yoshimitsu Yamada – Instrutor Chefe do New York Aikikai – Chairman of the Board of the United States Aikidô Federation (USAF).

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Aikidô Natal – Em Maio – Treino com Sensei Rodrigo Martins

29/04/2013

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Nos dias 18 e 19 de maio de 2013, acontecerá na Academia Central de Aikidô de Natal treino especial com Sensei Rodrigo Martins. Sensei Rodrigo foi o introdutor do Aikidô – difundido por Reishin Kawai União Sul Americana de Aikidô – no Rio Grande do Norte e o fundador da Academia Central de Aikidô de Natal (em 1999).

Ainda hoje diversos alunos do grupo formado por Sensei Rodrigo ministram aulas de Aikidô no Estado do RN (Natal, Santa Cruz, Parnamirim e Mossoró).

A Academia Central de Aikidô de Natal aguarda a presença de Aikidocas de todo o Estado do RN, veteranos e iniciantes, para o treino de reencontro com o Mestre.

Os treinos ministrados pelo Sensei Rodrigo Martins terão uma pequena contribuição para as despesas gerais e acontecerão nos horários abaixo:

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Horários de Treino

18/05 – Sábado – 17h às 19h

19/05 – Domingo – 9h às 11h

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Investimento

R$ 20,00 (vinte reais)

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Local

Academia Central de Aikidô de Natal

Rua João Ferreira de Melo, 2978, Capim Macio, Natal/RN

(84) 2020-4841 – www.aikidorn.com.br

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Sobre você e seus mestres – Por Eugen Herrigel

11/04/2013

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…da Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen.

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O aluno traz consigo três coisas: Uma boa educação, um profundo amor pela arte escolhida e uma veneração incondicional pelo mestre. Desde tempos imemoriais, a relação entre mestre e discípulo pertence às relações elementares da vida e ultrapassa muito os limites da matéria que ensina. No principio, a única coisa que se lhe exige é que imite respeitosamente tudo que o mestre faz. Pouco amigo de prolixos doutrinamentos e motivações, ele se limita a breves indicações e não espera que o aluno faça perguntas. Observa tranquilamente suas ações, sem esperar independência ou iniciativa própria, aguardando com paciência o crescimento e a maturação. Os dois dispõem de tempo: o mestre não pressiona, o discípulo não se precipita.”

Longe de querer despertar prematuramente o artista, o mestre considera como sua missão primordial converter o discípulo num artesão que domine profundamente o oficio, o que este fará com sua habitual e pertinaz dedicação e como se não tivesse aspirações mais elevadas, submetendo-se ao duro aprendizado com resignação, para descobrir com o passar dos anos, que o domínio perfeito da arte, longe de oprimir, libera.”

Áspero é o caminho do aprendizado. Muitas vezes, a única coisa que mantém o discípulo animado é a fé no mestre, em quem só agora reconhece o domínio absoluto da arte: com sua vida, dá-lhe o exemplo do que seja obra interior, e convence-o apenas com a sua presença. Nessa etapa, a imitação do discípulo atinge a maturidade, conduzindo-o a compartilhar com o mestre o domínio artístico. Até onde o discípulo chegará é coisa que não preocupa o mestre. Ele apenas lhe ensina o caminho, deixando-o percorrê-lo por si mesmo, sem a companhia de ninguém. A fim de que o aluno supere a prova da solidão, o mestre se separa dele, exortando-o cordialmente a prosseguir mais longe do que ele e a se elevar acima dos ombros do mestre.”

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*Eugen Herrigel – (20 de Março de 1884 em Lichtenau, Baden – 18 de abril de 1955, em Partenkirchen, Baviera ). Dentre outros livros, escreveu: A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e O Caminho Zen. Foi um filósofo alemão que ensinou filosofia na Universidade Imperial de Tohoku, em Sendai, Japão, 1924-1929 e introduziu o Zen em grande parte da Europa através de seus escritos . Enquanto vivia no Japão 1924-1929, ele estudou kyūdō , arte japonês tradicional do arco e flecha , sob os olhares de Awa Kenzo (1880-1939), um mestre na arte, na esperança de promover a compreensão do zen. Em julho de 1929, ele retornou à Alemanha e lhe foi dada uma cadeira para ensinar filosofia na Universidade de Erlangen.

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Sobre você e seus mestres – Por Yamamoto Tsunetomo

09/04/2013

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É falta de fibra imaginar que você não conseguirá alcançar o nível de seus mestres. Os mestres são homens. Você também. Se acha que será inferior ao fazer algo, com rapidez, então, você estará no caminho de realmente ser inferior”.

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*Yamamoto Tsunetomo – (Saga, 12 de Junho de 1659 a 1719) foi um samurai, monge budista e filósofo japonês. Os seus comentários sobre o Bushido foram compilados no Hagakure, um guia espiritual para os antigos samurais, considerado atualmente um dos mais importantes escritos sobre o pensamento nipônico da antiguidade.

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Kihon Waza – Por Fumio Toyoda Shihan

21/03/2013

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O progresso virá com a prática constante. Não procure por ensinamentos secretos que não levarão a nada. Confie nas experiências próprias. (Morihei Ueshiba).

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Kihon Waza” não são apenas técnicas para iniciantes. Em japonês “Kihon” significa “fundação original”. Estas técnicas são a base para todas as outras técnicas do Aikidô. Kihon, a fundação original, consiste em coordenação física e mental no treinamento do waza (técnica).

Todos podem se beneficiar com o treinamento físico do “Kihon”. Tamanho, sexo ou estado de saúde atual não importam. O treinamento físico vai melhorar sua saúde e bem estar.

O seu total compromisso com a formação irá desenvolver uma atitude mental que vai beneficiar você em todas as fases de sua vida. Mesmo se você não sabe o que é Aikidô, com um compromisso mental completo e com a ajuda de seu Sensei, você vai experimentar os princípios do Aikidô. Você vai ver uma melhoria em sua consciência, concentração e relaxamento e você irá se beneficiar não só em seu Aikidô, mas também em sua vida diária.

Kihon Waza” são as bases de todas as técnicas do Aikidô e você sempre as estudará. Com essa base, você será capaz de aprender técnicas avançadas (Oyo Waza) e será capaz de aumentar a profundidade de sua compreensão do Aikidô. Você deve praticar as técnicas básica diariamente para ser capaz de desenvolver e melhorar o seu Aikido. “Kihon waza” é como o café da manhã, ele lhe dá o alimento para começar o dia.

Kihon Waza” é a estrutura fundamental do Aikidô. É como o sistema operacional em um computador. Um computador é inútil sem um sistema operacional. Além disso, com uma forte estrutura fundamental ou sistema operacional você poderá se “atualizar” para princípios ou técnicas mais avançadas no futuro.

Uma prática diária de “Kihon Waza” produzirá um Aikidô forte, claro e dinâmico que vai continuar a melhorar e beneficiar você física e mentalmente em todas as fases de sua vida. Tendo em vista isso, não é o Aikidô um treinamento para a vida?

*Fumio Toyada Shihan – Mestre em Aikidô e Zen – Discípulo de Koichi Tohei (Ki Society).

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*Para saber mais sobre o Kihon Waza leia AQUI o texto escrito por Morihiro Saito Shihan.

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Aikidô – Técnicas Básicas – Kihon Waza – Por Morihiro Saito Shihan

20/02/2013

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A importância de uma sólida compreensão das técnicas básicas não pode ser deixada de lado. Muitas escolas de Aikidô ensinam principalmente Ki no Nagare, ou seja, técnicas com fluidez de Ki. Neste tipo de treinamento, as técnicas são executadas a partir de um movimento inicial dispensando totalmente a prática básica onde você permite ser agarrado firmemente. Este tipo de prática pré-arranjada é bem sucedida somente quando ambos os parceiros cooperam completamente. Problemas ocorrem, no entanto, quando estudantes acostumados somente com este tipo de treinamento são confrontados com um oponente forte e não cooperativo. Treinando-se somente Ki no Nagare fica-se totalmente despreparado para a força e ferocidade de um ataque real. Os ataques fracos e não diretos realizados neste tipo de treinamento são comuns no moderno Aikidô, no entanto este modo de treinamento é totalmente contrário aos princípios marciais ensinados pelo fundador.

Aqueles que praticam as técnicas básicas, opostamente àqueles que treinam exclusivamente as técnicas em Ki no Nagare, aprendem como lidar progressivamente com ataques fortes. A fim de realizar isto, você deve estar certo de que quando estiver agarrando seu parceiro de treinamento, esteja fazendo-o firmemente e com uma real intenção. Se seu parceiro é incapaz de mover-se, então diminua a força de seu ataque até que ele ou ela seja capaz de executar uma técnica apropriada. Sempre regule a intensidade de seu ataque ao nível de seu parceiro.

No treinamento básico, todas as técnicas começam a partir de um Hanmi, ou postura preparatória. O Hanmi no Aikidô é uma postura triangular com o pé da frente voltado para frente e o pé de trás perpendicular ao frontal e voltado para o lado. A capacidade de mudar de posição rapidamente mantendo-se estável e girando os quadris completamente, depende de um apropriado Hanmi. As duas posições mais comuns são: Gyaku Hanmi (posição invertida) e Ai Hanmi (posição igual). Em Gyaku Hanmi você e seu parceiro têm os pés opostos à frente, enquanto que em Ai Hanmi ambos têm o mesmo pé a frente. Esta distinção é muito importante e, na maioria das vezes, o sucesso na execução das técnicas do Aikidô dependerá de iniciá-las no Hanmi apropriado.

Uma deficiência comum no treinamento de hoje é a falta da prática dos Atemi, ou ataques em pontos vitais. Os Atemi são usados para enfraquecer ou neutralizar um ataque do oponente para criar-se assim uma situação favorável na qual se pode executar uma técnica. Em muitas situações é virtualmente impossível desequilibrar um oponente forte, suficientemente para aplicar uma técnica sem recorrer-se ao Atemi. Aqueles que afirmam que o uso de tais ataques (executados com o intuito de tirar atenção do oponente do objetivo principal da técnica) é muito violento ou “não é Aikidô” ignoram os conceitos do Aikidô ensinados pelo fundador que dava grande ênfase sobre a necessidade de tais movimentos durante o treinamento. Os Atemi são uma parte essencial das técnicas básicas e também avançadas, e não devem ser omitidos de sua prática.

O fundador sempre iniciava as sessões práticas com os exercícios de Tai no Henko e Morote Tori Kokyo Ho. Ele terminava cada prática com o treinamento de Suwari Waza Kokyu Ho. Os exercícios de Tai no Henko constituem a base dos movimentos Ura, ou movimentos girando, e os dois Kokyu Ho, ou métodos de respirar, ensinam como respirar corretamente, a coordenação apropriada do corpo e como estender o Ki intensamente.

No treinamento do Aikidô nós abrimos nossos dedos para estender o Ki através dos braços. Abrir os dedos é uma forma de aprender as técnicas básicas, um treinamento que permitirá a você executá-las sem usar qualquer força. Abrindo os dedos quando seu pulso é subitamente agarrado torna-o mais grosso, e dá a você uma vantagem. Para aqueles aprendendo defesa pessoal é dito para abrirem seus dedos quando agarrados porque o braço torna-se difícil de segurar.

O Ki é algo adquirido naturalmente através da correta prática dos fundamentos básicos. Se você se preocupar de mais com o Ki, você será incapaz de mover-se. O Ki se manifestará por si mesmo naturalmente se você estiver treinando corretamente. Uma vez que você tenha desenvolvido o Ki, este fluirá livremente através de suas mãos mesmo quando seus dedos estiverem relaxados.

O fundador considerava as técnicas de Ikkyo até Sankyo como sendo movimentos preparatórios ao Aikidô. No Ikkyo você treina seu corpo; no Nikyo você “dobra” seu pulso para dentro estimulando e fortalecendo as juntas; no Sankyo você move seu pulso para fora na direção oposta. Através da prática destas técnicas, você desenvolve um corpo capaz de derrotar um inimigo com um único golpe. Estas técnicas básicas são sua preparação, e o treinamento nas técnicas do Aikidô começa através delas.

Outra parte essencial do treinamento dos fundamentos do Aikidô é o domínio da entrada e dos movimentos de giro. Se você decide avançar, você deve avançar totalmente. Se você decide girar para trás deve fazê-lo completamente. É difícil avançar depois de desviar um golpe, a menos que você possua uma vantagem em força. Portanto, gire sempre que necessário, como quando estiver em uma situação onde você seja incapaz de bloquear. A prática de técnicas girando é também necessária para se aprender como mover-se livremente.

Recentemente, o Termo “Takemussu Aiki” tem sido usado bastante livremente, porém parece que poucas pessoas compreendem seu significado. Takemussu Aiki refere-se a um estado onde técnicas nascem infinitamente como resultado do estudo dos princípios do Aikidô.

No treinamento do Aikidô – que inclui técnicas de mãos vazias, Aiki Ken e – é importante fazer claras distinções. Estas incluem as distinções entre Ikkyo e Nikyo, Omote e Ura, técnicas básicas e Ki no Nagare, e técnicas aplicadas (Oyowaza). Em uma recente viagem à Itália, experimentei executar tantas técnicas quanto podia. Concentrando-me apenas sobre as técnicas básicas, Ki no Nagare, variações e técnicas aplicadas, acabei por realizar mais de 4 centenas de técnicas, e estou certo de que o número teria subido para mais de 6 centenas caso tivesse incluído técnicas partindo da posição sentada, Hanmi Handachi (Atacante em pé, defensor sentado), e técnicas de contra-ataque.

Não importa quão esplendidamente as pessoas escrevam sobre Takemussu Aikidô, eles devem ser capazes de executar estas maravilhosas técnicas por si mesmas, se eles estão sendo considerados como professores. Se vocês continuarem a praticar assiduamente de acordo com o método tradicional, alcançarão o estágio onde serão capazes de executar um número infinito de técnicas desde as básicas até as mais avançadas.

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Tradução: Sensei Rubens Caruso Jr.

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Quando a opção modifica o comportamento: Uma Modalidade de arte marcial se diferencia das demais por oferecer filosofia de vida – Por Milena Sartorelli

24/01/2013

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O texto que segue foi enviado pelo Sensei Emerson Zacarella feito em forma de entrevista pela Repórter Milena Sartorelli. Sensei Emerson é o fundador do Dai Shizen Dojo e iniciou seu treinamento em Aikido no ano de 1996. Possui a graduação de Shodan (Faixa-Preta 1ª dan) desde 2006. É membro da FEBRAI (Federação Brasileira de Aikido) e é discípulo do Sensei Severino Sales – 6º DAN –  treinando sob sua orientação desde 2002.

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O professor é dotado de serenidade tal que – apesar de seu tamanho e feições típicas do ocidente, tem-se a impressão de estar na presença de um pequeno senhor de traços orientais. Os alunos, de frente para ele, ficam no lado oposto da sala. Todos em posição seiza. Um deles é convidado a se aproximar de seu sensei (mestre). Sem se levantar, o aprendiz rasteja pelo tatame, em um movimento alternado de pés e joelhos. Palavras de aprovação são proferidas. O aluno é parabenizado por sua mudança de faixa (Kyu); uma conquista que vem da superação não do outro pela força, mas de si mesmo pela técnica. A conquista é tomar o oponente por parceiro, a derrota dos inimigos internos e o aprendizado de uma filosofia de vida por meio do corpo.

Uma aula que começa no Brasil e termina no Japão. A todo o momento os valores de respeito e disciplina, hoje estranhos a cultura ocidental, são reforçados pelo sensei Emerson Zacarella , praticante de Aikido há quinze anos: “Muitas das artes marciais que vieram para nosso país perderam a característica da disciplina para se adaptar ao gosto do brasileiro, que adora informalidade. Aqui não. A primeira coisa que eu respeito é a disciplina, tanto é que nós ainda somo ligados ao Japão”.

Membro da Federação Brasileira de Aikido (FEBRAI) desde 2002, ele diz que certos cuidados como reverências, rituais e pontualidade de uma arte oficializada em 1948 – inspirada em modalidades como o Daito Ryu Aikijujutsu – são mais uma forma de aprendizado da paciência e humildade. “Hoje a gente vive em uma sociedade de resultados rápidos. Além disso, as pessoas não gostam de se submeter, de reverenciar. A pessoa não está se curvando. Ela está apenas agradecendo o local de treino e uma pessoa que te indicou um caminho” – fala Emerson referindo-se ao fundador do Aikido, Morihei Ueshiba.

Diferente das lutas e demais artes marciais, o Aikido é uma prática que tem por finalidade a doutrinação da mente pelo físico: “O corpo ensina a mente”, explica Emerson.

A repetição constante dos exercícios e a ausência de noções de vitória e derrota contribuem para o aprendizado que prima pelo equilíbrio. Outro ponto marcante é a questão da força: “Ao meu ver, no Aikido não é necessária a força física, muito pelo contrário: quanto mais força pior é a técnica. E a técnica desta arte é fluída, onde, por meio de movimentos circulares, o praticante absorve e devolve para o parceiro a energia que nele foi projetada”, e exemplifica “quando uma pessoa me pega, ela , de alguma maneira, tem a intenção de me conduzir para alguma direção. Eu não preciso brigar, eu vejo a direção para onde ela quer me conduzir e vou, mas da minha maneira. Daí eu consigo imobilizá-la. Parece meio contraditório porque a gente fala em luta e não tem força. Mas o fundador desta arte marcial, percebeu que é melhor se harmonizar com a situação e chegar junto a um consenso. A técnica é mais ou menos assim”, diz o professor.

A filosofia da prática no local de treino se transporta para o cotidiano do aprendiz, que aprende a lidar com situações de medo, preocupação e estresse. “A gente tem a ideia de que este tipo de atividade é para destruir. No Aikido não se destrói nada, você se une ao seu parceiro. E isso acaba refletindo na sua vida onde você passa a não querer mais competir com os demais” diz o sensei. Ele mesmo confessa ter tido muita dificuldade no começo do treinamento, mas que hoje se tornou mais centrado: “O Aikido muda muita coisa, principalmente na personalidade. Eu me tornei uma pessoa muito mais paciente, mais calma. Eu vejo o pessoal treinando e ninguém teve mais dificuldade no começo que eu. Eu tive muita dificuldade. Talvez tenha sido por isso que eu persisti”, ele ri.

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Preservando a Autenticidade nos Treinos de Aikidô – Por Yukio Kawahara – 8ºDan

16/01/2013

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A arte marcial é uma forma de facilitar o crescimento espiritual através do aprendizado de técnicas marciais. Bujutsu, ou disciplina marcial, é uma educação física que serve como um guia para o modo de ser.

A formação tradicional marcial japonesa foi desenvolvida a partir da necessidade de auto-proteção e superação do adversário. A este respeito eu tenho uma preocupação com as atitudes dos estudantes de Aikidô referente ao treinamento marcial. Tenho a impressão de que algumas pessoas negligenciam o aspecto marcial da arte e se empolgam com o aspecto filosófico. Sem entender o espírito marcial inerente ao treinamento marcial, alguns criam uma pseudo-arte marcial simplesmente buscando uma sensação de harmonia.

No entanto, você não pode diluir ou ignorar o lado estritamente marcial do Aikidô, incluindo aí as maneiras pelas quais você se relaciona com o seu instrutor e seus colegas praticantes. Portanto, eu gostaria de lembrar aos alunos algumas maneiras básicas de se portar dentro e fora dos tatames, como segue:

1. Mostrar respeito para com o instrutor e praticantes mais antigos. Algumas pessoas parecem acreditar que têm o direito de praticar a sua maneira, desde que pague os seus honorários. Eles esquecem que eles estão em um dojô, a fim de serem treinados.

2. Ao visitar um outro dojô, apresente-se ao intrutor para obter deste a permissão para treinar. Não assuma que esta autorização será concedida automaticamente. A maneira de apresentar-se para um outro artista marcial deve incorporar a sua sensibilidade extrema a um confronto de vida ou morte em potencial.

3. Respeite aqueles com níveis mais elevados, mesmo fora do tatame. Honre os seus conhecimentos e realizações com respeito, e tente aprender com eles o máximo que puder, sempre que você estiver com eles. Da mesma forma, não trate os professores como amigos ou colegas de forma que possa perder as boas maneiras.

4. Siga aquilo que o instrutor demonstra durante o treinamento. Não se envolva em instruções diversas, ou pessoalmente modificadas (técnicas ou ensinamentos errados) ou conflitos físicos com outros praticantes. Não entre e nem saia do tatame durante as aulas sem a permissão do instrutor.

Eu quero que os instrutores treinem seus alunos com obediência a esses princípios e se esforcem para manter a ordem e a unidade do dojô.

Há lugares onde as pessoas praticam inquestionavelmente o pseudo-Aikido, que é inútil como uma arte marcial. Eu acho que há problemas com a forma como o Aikido é interpretado e praticado. Se os instrutores forem conscientes e respeitosos o suficiente para com o Aikido –estritamente como arte marcial – eles seriam mais cuidadosos sobre e quando poderiam iniciar seus próprios dojôs, julgando seu nível de conhecimento e prontidão, como um professor de artes marciais.

Por rigoroso treinamento de artes marciais, eu não quero dizer prática áspera. O que é mais importante é a sua atitude para com o treinamento. Você precisa constantemente se perguntar: O que é “budô“? Treinamento Budo é um negócio sério.

Aprender uma arte marcial japonesa é, na forma, a aprendizagem da cultura japonesa. Então, a pessoa ignorar ou distorcer esse pano de fundo cultural do Aikido, afirmando que este é o Canadá e devem praticar da forma como eles se sentem bem, não é correto. Eu gostaria de sugerir que vocês se esforçem para preservar a forma adequada e autêntica do Aikidô como uma arte marcial forte.

*Yukio Kawahara – 8 º Dan – Shihan, Instrutor-chefe da British Columbia Federação de Aikidô.

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Nunca é demais lembrar…

10/01/2013

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Mais um ano de treino se inicia e a boa convivência no dojô, e fora dele, deve ser uma busca constante. Para tal, o IMPRESSÕES-AIKIDÔ apresenta abaixo algumas normas de etiqueta e conduta para serem seguidas nos dojôs de Aikidô, por iniciantes e graduados, e que podem ser utilizadas, também, no seu dia-a-dia.

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Etiqueta

As atitudes apropriadas desenvolvidas no treinamento de AIKIDO devem ser constantemente praticadas a partir da vivência e dos relacionamentos que cultivamos no DOJO.

Apesar de vivermos em uma cultura diferente da qual o AIKIDO foi criado é necessário ter em mente que a prática, os protocolos e a etiqueta do DOJO fazem parte do treinamento propriamente dito, e não podem ser dissociados dos exercícios corporais.

É importante que o iniciante (kohai) observe e busque absorver as práticas e as atitudes apropriadas. Os mais graduados (senpai) por sua vez, de maneira atenciosa e compassiva, procurarão ajudar ensinando através do exemplo, reconhecendo que a prática de um caminho marcial tem sua base mais sólida nas ações e não nas palavras.

As orientações de etiqueta não são normas ou leis que devem ser advogadas de maneira mecânica ou autoritária. A ação apropriada é vazia se não está acompanhada do sentimento apropriado. O AIKIDO é uma disciplina que deve ser transmitida de coração para coração, e não há outra maneira de absorver os ensinamentos se não pelo treinamento constante.

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Conduta no DOJO

01. Todos devem proporcionar uma atmosfera positiva de harmonia e de respeito.

02. Todos são responsáveis pela conservação e limpeza do DOJO.

03. Cada pessoa tem razões diferentes para treinar e suas próprias limitações. Devemos respeitar o limite de todos, seus objetivos e expectativas.

04. O dogi (uniforme de prática) deve sempre estar limpo e em condições de higiene que não desrespeitem o colega de treino. As unhas não devem oferecer risco aos demais praticantes e todos devem estar livres de colares, pulseiras, brincos e demais ornamentos que possam proporcionar ferimentos e desconforto no treino. Não se deve mascar chiclete ou qualquer outra coisa durante o treino.

04.1 Deve-se sempre praticar com a vestimenta completa. Os alunos da faixa branca até primeiro Kyu devem sempre utilizar a faixa da cor correspondente à sua graduação. Todo YUDANSHA (portador de faixa-preta) deve, como rege a tradição, portar seu HAKAMA. A tradição deve ser mantida e só serão aceitos nos treinos sem HAKAMA aqueles que acabaram de fazer exame e ainda não receberam a indumentária ou caso tenha ocorrido algo que tenha invalidado a vestimenta.

05. Durante a circulação nas proximidades do tatami em horários de treino deve-se conservar o silêncio.

06. Se for absolutamente necessário perguntar algo ao SENSEI, vá até ele, não o chame para si.

07. Se você não é YUDANSHA seja discreto ao dar orientações aos seus colegas. Não corrija ninguém e procure a orientação do SENSEI.

08. O DOJO não se responsabiliza por acidentes ocorridos no treinamento, é de responsabilidade de cada indivíduo seguir as instruções do SENSEI e proporcionar um treinamento eficiente (livre de lesões), protegendo a si mesmo e ao colega.

09. Durante a prática treine sua prontidão e alerta, coloque-se sempre na postura formal SEIZA ou HIZAOKUMO (caso tenha problemas nos joelhos).

10. Em caso de desentendimentos durante a prática deve-se manter a serenidade e imediatamente dirigir-se ao SENSEI aguardando o mesmo em SEIZA. Em caso de acidentes deve-se evitar o tumulto e seguir diligentemente as instruções do SENSEI.

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Aikidô na FORBES

20/12/2012

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Pratique Aikidô para tornar-se um líder melhor nos negócios.

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A arte marcial japonesa, Aikido, insiste em aparecer em minha vida. Primeiro eu li que Paulo Coelho, autor de “O Alquimista”, estuda Aikido. Então falei com a diretora do programa de Liderança Autêntica Naropa, e ela disse que um mestre de Aikido se apresenta para os estudantes. Mais recentemente descobri que Michael Gelb, o escritor e treinador de desenvolvimento pessoal, é faixa preta.

Como se aplica à liderança?

Em “Aikido, Harmony, and the Business of Living, Richard Moon expõe sobre os princípios que formam a base de sua prática como coaching executivo. De um modo geral, o Aikido enfatiza a união ao invés da resistência à energia de um agressor (ou situação). Paradoxalmente, estou aprendendo a ter sucesso através da entrega.

O primeiro princípio do Aikido é estar completamente presente.

Quando sua atenção se conecta com sua experiência você está presente em sua vida.” Muitas pessoas, inclusive líderes de negócios, estão desconectados de sua experiência de vida – meditam sobre o passado ou preocupam-se com o futuro.

O segundo princípio é adaptabilidade.

Alinhe-se com a vida conforme ela se desdobra. Consciência torna possível desenvolver uma relação harmoniosa sobre o que está acontecendo. Aceite a situação, não resista.

O terceiro princípio é contribuir.

Aikido não é passivo e hamonia não implica em desistir.” De uma posição de consciência e aceitação, um líder pode sabiamente influenciar uma situação, ao invés de reagir de modo negligente. Acredito que esta é a essência da responsabilidade pessoal.

Artes marciais são uma ótima metáfora para refletir sobre desenvolvimento de liderança. Imagine uma nova geração de líderes que, diferente daqueles em dedicação exclusiva a programas de MBA, aprendem uns com os outros e com seu “Sensei” enquanto praticam em campo. Poderiam ser moldados após o treinamento com atletas de elite em CrossFit e MMA. Mais que um programa de MBA Executivo, é um processo contínuo fundamentado na teoria do desenvolvimento humano.

Veja AQUI o link para o original

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Tradução de CaduSenshin Aikidô

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O Aikido e o Mar – Por Fernando Avelino*

01/12/2012

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Fui à praia pela manhã dar uma caminhada, alongar, e tomar um banho para tirar as mazelas e relaxar. Quando eu menos espero me pego pensando em Aikido após levar vários caldos das ondas. Estava relaxado, só entrando no mar sem foco e levando porrada das ondas quando involuntariamente usei um movimento de furar a onda e ir para trás dela. Nada demais a princípio, até que junto com esta veio uma segunda e me derrubou.

Eu comecei a refletir sobre isso, e me lembrei do treino de ontem que o Sensei usou espada, e nós desviávamos do golpe saindo da frente da espada avançando para as costas do atacante. Vi que o movimento de furar a onda seria o mesmo princípio, você anteciparia a quebra desta, indo para trás dela para sair do caminho do fluxo e a onda acertar o vazio. Nisso eu me pego trocando e trocando de base, girando, indo, voltando e percebi que estava me harmonizando com o mar. O mar empurrava, ao invés de travar ou ir contra o fluxo deixava ele me empurrar quando ele perdia força eu avançava, quando a maré me puxava eu ia e quando ela subia para quebrar eu passava por ela. Se ela me fazia girar não resistia e apenas trocava a base e continuava de frente para ele. Vi que dessa forma eu permanecia praticamente no mesmo lugar e sem gastar energia, ao contrário de quando se quer brigar com o mar e quando se vê a maré levou vários metros e você se cansou em vão. Achei essa “viagem” muito interessante e comecei a pensar como se eu fosse um Uke recebendo as técnicas.

Eu por estar iniciando ainda me pego me movimentando pouco por estar querendo olhar a técnica enquanto ela é aplicada em mim ao invés de estar sentindo o movimento e ver pra onde está indo o fluxo. Lembrei do Sensei em seus treinamentos sensoriais nos treinos de Aikido Funcional e então continuei me harmonizando com o mar só que dessa vez com os olhos fechados explorando audição, tato e noção de localização. Gira, avança, volta, vai, gira de novo… Depois de um tempo resolvi abrir os olhos e notei que o meu deslocamento do ponto inicial para onde eu parei quando abri os olhos foi equivalente ao que eu tinha tido com os olhos abertos. Saí um pouco da água, fiquei olhando o mar e pensando: “Cara, to ficando doido, Aikido e mar? Nada haver.” E então lembrei do último texto da nossa querida CrisB analisando a gentileza do Aikido em um jantar de Yakissoba e vi que os princípios são aplicados em todos os momentos de nosso dia a dia, só precisamos nos abrir para perceber. E essa percepção é que enriquece nossa arte, mas para que ela enriqueça precisa ser dividida para que sejam somadas novas percepções.

Se alguém testar, por favor, divida com todos as suas impressões. Obrigado a todos e grande abraço.

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*Fernando Antonio Avelino – É faixa-branca (6º Kyu) da Academia Central de Aikidô de Natal.

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SEMINÁRIO INTERNACIONAL BENEFICENTE DE AIKIDÔ DO RN – SENSEI LUCIANO FUSANO 5º DAN (ITA) – DIAS 23 E 24 DE NOVEMBRO DE 2012 – NATAL, RN – BRASIL

06/11/2012

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Caros Aikidocas, amigos e demais simpatizantes da Arte de Morihei Ueshiba, a Academia Central de Aikidô de Natal (RN – Brasil) convida a todos a participarem de mais um Seminário Internacional Beneficente de Aikidô do RN. Nesta oportunidade a ACAN trás ao Estado do Rio Grande do Norte o Sensei Luciano Fusano (Aikikai Itália).

O evento beneficente servirá para, além do estudo do Aikidô e o aperfeiçoamento técnico dos aikidocas do Estado, arrecadar alimentos e fraldas geriátricas a serem doados a instituições de caridade.

O Seminário Internacional Beneficente de Aikidô do RN acontecerá nas dependências da Academia Central de Aikidô de Natal, no endereço ao final, nos dias 23 e 24 de Novembro de 2012.

Veja AQUI o cartaz do evento!!!

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PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

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23/11/2012 – Sexta-Feira

19h às 22h – Treino Livre com Sensei Luciano Fusano 5º Dan (ITA)

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24/11/2012 – Sábado

10h às 12h – Treino Livre com Sensei Luciano Fusano 5º Dan (ITA)

17h às 19h – Treino Livre com Sensei Luciano Fusano 5º Dan (ITA)

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INSTRUÇÕES PARA O EVENTO:

Doação de 3kg de alimentos não perecíveis e/ou fraldas geriátricas.

Chegar meia hora antes para evitar atrasos.

Atenção para kimonos limpos, unhas aparadas e a etiqueta do dojô.

(Etiqueta e orientações para a conduta no dojô: AQUI !!!).

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Colaboração:

ACADEMIA CENTRAL DE AIKIDÔ DE NATAL (ACAN). Filiada à União Sul-Americana de Aikidô Kawai Shihan

End.: Rua Prof. João Ferreira de Melo, 2978. Capim Macio. 59078-320. Natal, RN (MAPA!!!).

Fone: 84 – 2020-4841

Site: www.aikidorn.com.br

E-mail: aikidonatal@gmail.com

e www.impressione.wordpress.com .

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Impressões de um iniciante na Arte da Paz – Por Fernando Avelino*

05/11/2012

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“Eu não pensei em título, mas essa foi uma sugestão do meu amigo Sensei Vinicius Brasil

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Um mês aproximadamente de treino e a impressão que dá é que eu não sei de nada ainda, isso dá agonia as vezes. Mas ao mesmo tempo é interessante pensar assim, pois tudo que é passado é algo novo. Cada repetição é uma nova percepção do mesmo. “Pera”, “Calma”, “Então”, “Tá certo?”… Repito essas expressões o tempo todo tentando entender o desenho do movimento, se é avançando pela lateral, se é recuando para desequilibrar, se o braço gira para dentro ou para fora, por baixo ou por cima… Preocupar-me-ei quando começar a fazer os movimentos de forma mecânica e perder a diversão do aprender.

No começo estranhei a ritualística, não sou muito fã de “receber ordens”, tanto que fugi do exército pra não ficar ouvindo grito de graça. Mas no Aikido eu vi que isso é diferente, você não se curva ao Sensei por medo ou por “obrigação”, e sim por respeito e agradecimento. O Sensei não lhe dá “ordens”, ele lhe guia expondo as técnicas e supervisionando a sua execução, e tudo com o clima de amizade.

Eu iria começar a ler alguns livros que existem no site, mas preferi escrever esse texto antes de qualquer leitura para não influenciar a minha escrita. Ao contrário de outras artes que visam o combate, para mim o Aikido visa o crescimento pessoal fortalecendo corpo e espírito. Alguns acham que só as técnicas são importantes, mas não é só essa parte que importa no treino, a interação, a troca de experiência, a gentileza de se deixar levar ao chão para que outro aprenda uma técnica e poder ter essa gentileza retribuída, essas peculiaridades executadas de forma tão natural na nossa arte moldam o ser humano que a pratica em sua essência.

Eu agradeço imensamente aos Sensei(s) pela oportunidade do treino e pelos conhecimentos adquiridos, mas não posso esquecer dos meus companheiros de tatame, cada um de sua forma ajudam ao próximo nesse aprendizado. Em um dos treinos um faixa-preta se dispôs a direcionar o seu tempo para ao invés de estar exercitando as técnicas estar me ensinando alguns princípios básicos de pegada, de aproveitar o fluxo, se harmonizar.

O Sensei, em uma ocasião, viu que não estávamos praticando o que ele havia passado, mas ao invés de chamar para a técnica ele percebeu a interação que estava rolando e sorriu, nesse momento eu percebi que ao invés de estar aborrecido o faixa-preta estava feliz também por estar dividindo conhecimento e aí relaxei e o aprendizado fluiu. Esses pequenos atos nos tocam de forma que não percebemos. No dia seguinte estava fazendo dupla com uma faixa-branca, e aquilo que tinha aprendido um dia antes eu espontaneamente estava dividindo com ela. Quando ela assimilou o que eu estava passando aquilo me deu felicidade e eu me toquei de duas coisas: 1- que aquilo havia sido aprendido com aquele faixa-preta e entendi o prazer que ele estava sentindo enquanto ensinava; 2 – que enquanto isso acontecia havia um outro faixa-preta ao lado com um olhar satisfeito.

Para mim está sendo uma experiência maravilhosa, de aprender, dividir, cuidar do amigo se preocupando em não machucá-lo. Eu só tenho a agradecer a acolhida nessa nova família.

DOMO ARIGATO GOZAIMASHITA!

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*Fernando Antonio Avelino – É faixa-branca (6º Kyu) da Academia Central de Aikidô de Natal.

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Henka Waza de um Yakissoba – Por Cristiana Barbosa (CrisB)*

31/10/2012

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Os contos Zen são pequenas histórias, algumas vezes até de caráter cômico, mas que sempre trazem consigo uma importante lição de vida[1]”. E este aconteceu comigo…

Era a primeira vez que estava participando de um Seminário fora do Estado. Estava atenta e aberta ao aprendizado e sentindo uma imensa responsabilidade em demonstrar toda técnica e comportamento que se espera de uma Shodan.

Ao final do treino estava exausta, mas feliz com a certeza de não ter feito “feio”. Chegou a noite e, como de costume, o jantar com o Shihan convidado, o Sensei anfitrião, o meu Sensei e vários dos participantes.

Diante da mesa enorme reservada em um restaurante chinês, sentamos… Cardápios devidamente distribuídos e com eles o grande e irritante dilema: O que pedir já que sou ovo-lacto-vegetariana? Para minha sorte havia como opção um yakissoba vegetariano. Foi então que o Sensei anfitrião perguntou se eu poderia dividir o pedido com o Shihan.

– Hai Sensei!

Imagine o inflar do meu ego? O Shihan seria também vegetariano? Eu não era mais o único ET ali, o Shihan estava comigo, uma honra!

Pedido feito, chegou o garçom com a travessa fumegante. Aproximando-se do Shihan para servi-lo, este, então, apontou para que eu fosse servida primeiro. Foi então que, para uma tímida, o pior aconteceu: todos os olhares voltaram-se para mim – não só por se tratar de uma indicação do Shihan como por ser o primeiro prato a chegar numa mesa de famintos. Essa era a hora de mostrar a etiqueta!  Agradecida, voltei-me para o Shihan e disse-lhe:

– Primeiro o senhor!

O garçom retornou ao Shihan que sorriu para mim e pediu para que eu fosse a primeira a ser servida. Não me recordo quantas vezes fizermos esse “ping-pong”. Decidida, voltei-me com energia para o pobre garçom:

– Sirva-o primeiro, pois ele é o Sensei!

Pelo recuo do rapaz tenho certeza que utilizei meu olhar e minha voz de comando devidamente aprendidos em 10 anos de pratica em outra arte marcial. De pronto ele largou a travessa ao lado do Shihan e saiu rapidamente. O Shihan fitou-me mais uma vez, sorriu e agradeceu com um sinal positivo com a cabeça.

Vencia então o “combate”. Orgulhosa e convicta de que tinha acertado a origem do movimento: o garçom. Consegui assim colocar em prática a etiqueta para com o Shihan demonstrando toda a minha disponibilidade em servi-lo perante todos os aikidokas, Senpais e Senseis presentes.

Pacientemente esperei o Shihan, que se servia calmamente… acho que não estava com muita fome… Olhei para ele quando acreditei que tinha terminado. O mesmo olhou para mim, sorriu novamente e, ao invés de passar a travessa, passou-me o prato servido por ele.

Não teve “ukemi” que disfarçasse tamanha vergonha… TODOS gargalharam com a cena e até hoje estou digerindo este yakissoba…

– Quantas vezes impomos uma técnica ao uke? Estamos realmente nos harmonizando com ele ou impondo nossa “gentileza”?

– Quantas vezes buscamos a mão ou braço do uke convictos que estamos indo à origem do movimento?

– Faço a técnica por senti-la ou para demonstrá-la?

– O que é a real gentileza, harmonia, amor? O que é o AI?

Enfim, essas são algumas das perguntas que venho “digerindo” desde o acontecido e divido-as com vocês. Talvez nunca encontre as respostas. Não importa. O que importa é que a busca por elas tem me acompanhado e modificado a cada dia a minha movimentação e as minhas atitudes.

Este ano irei novamente acompanhar Sensei James Araújo ao mesmo Seminário em João Pessoa/PB organizado pelo Sensei Rogério Paodjuenas, ministrado pelo mesmo Shihan Edgardo Novelino… Qual será o prato do dia?

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Domo Arigato Gozaimashita!

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Referências:

[1] http://www.osamurai.xpg.com.br/contos.htm

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*Cristiana Barbosa (CrisB) – Designer Gráfico – Nidan da Academia Central de Aikidô de Natal

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O Aikidô do RN Agradece !!!

29/10/2012

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A Academia Central de Aikidô de Natal comemorou nos dias 23 a 27 de outubro de 2012 mais um ano de vida – 13º ano – com seminário e mais um exame de dans.

Aproveita o momento, e aqui agradece a presença do Shihan Edgardo Novelino (ARG), Vice-presidente da União Sul Americana de Aikidô – Kawai Shihan, pela sua simpatia, paciência, determinação e ensinamentos passados aos participantes do evento.

Agradece aos aikidocas da Academia Central de Natal e das demais Academias e Dojôs do Estado do RN por prestigiarem e abrilhantarem mais este evento:

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Aikidô Potiguar Dojô

Tyugui Dojô

Aikido Higashi Dojô

Academia Central de Aikidô de Santa Cruz

Academia Central de Aikidô de Parnamirim

Academia Central de Aikidô de Mossoró

Projeto Aikidô

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Agradece, também, a presença dos Sensei Rogério Paodejuenas (Academia Central de Aikidô de João Pessoa) e seus alunos; Sensei Henrique Dantas (Academia Central de Aikidô de Recife) e seus alunos; Sensei Antônio Medeiros (Aikidojo Social – Recife) e seus alunos e Sensei Paulo Gurgel (Círculo de Aikidô – Recife) e seus alunos.

E, por fim, parabeniza os novos graduados da Academia Central de Aikidô de Natal:

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Shodan

Frederico Silveira

Gustavo André Silveira

Iran Marrocos

Mariana Holschuh

Nidan

Cristiana Barbosa

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Veja AQUI as fotos do evento!!!

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Alguns Pontos Sobre Promoções e Exames – Yoshimitsu Yamada Sensei *

02/10/2012

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A atividade do Aikidô nesta parte do mundo (EUA)recentemente tornou-se muito excitante devido à presença de Osawa Sensei, que ministrou aulas no seminário anual de faixas pretas em Nova York.

Para os estudantes, o ponto alto deste tipo de seminário ou summer camp é o exame de faixa preta. Para ser honesto com vocês, este nem sempre é o ponto de destaque para mim. Às vezes – devido à performance dele ou dela – eu tenho que reprovar algum estudante, e, nenhum instrutor gosta de fazer isso.

Eu gostaria de discutir algumas coisas que percebi durante alguns exames recentes. Estou mencionando estes pontos porque acho que serão úteis a vocês em sua prática diária.

O que mais me surpreendeu foi que algumas pessoas que estavam fazendo os exames não eram capazes de executar de forma clara nem mesmo técnicas básicas, tais como shomenuchi ikkyo, yonkyo e shihonague. Alguns nem ao menos sabiam os nomes destas técnicas comuns. Eu entendo que devido à variedade natural do Aikidô – sua flexibilidade e criatividade – pode haver alguma dificuldade em nomear todas as técnicas. Porém, há nomes comuns específicos para as técnicas básicas. E eu acho que a familiaridade ou sua falta com estes nomes comuns depende da atitude na prática diária.

Outra coisa que notei foi que muitas pessoas estavam interessadas em executar movimentos ou técnicas exagerados, extravagantes, que haviam copiado de estudantes mais avançados. Por favor, se lembrem de que um estudante adiantado executando movimentos mais complexos ou extravagantes é totalmente diferente de um principiante executando estes mesmos movimentos. E esta diferença é óbvia para um Aikidoísta experiente. A técnica de um estudante avançado revela uma base rigorosa nos fundamentos e princípios do Aikidô – sua técnica tem uma estrutura bem definida; uma técnica mais complexa de um iniciante carece de base – é só uma técnica superficial, sem nada de interior.

É surpreendente para mim que existam alguns instrutores que ensinem somente movimentos complicados aos principiantes, se esquecendo de ensinar os elementos básicos das técnicas. Eu gostaria que estes instrutores percebessem como é importante para um estudante receber os elementos básicos para só então mais tarde, se ele ou ela assim o desejar passarem a executar os movimentos mais sofisticados. Para dar um exemplo desta falha no exercício do básico, eu notei, nos exames, que várias pessoas não conseguiam executar suwari wasa corretamente! Vamos todos certificar-nos de que praticamos o básico em nossas aulas diárias.

Obviamente as pessoas que fazem o exame para faixa preta são ou do primeiro (Faixa Marrom) ou do segundo kyu (Faixa Azul). A habilidade de um aluno do primeiro kyu deveria estar em nível quase igual à de um shodan. Eu penso que um exame para shodan é uma mera formalidade, no qual se demonstra o quanto as habilidades do primeiro kyu foram aprimoradas. Eu gostaria então de pedir aos instrutores que aplicam exames de kyu que sejam um pouco mais rigorosos nos exames de primeiro kyu, para que seus estudantes não venham a embaraçar a si e aos seus instrutores quando forem prestar exame para shodan. Isto fará com que os exames se tornem o ponto alto dos seminários para mim também.

Falando sobre outro aspecto do exame, às vezes eu ouço pessoas comparando os mérito de um exame ou outro, ou tagarelando sobre as promoções de outras pessoas. Eu escuto coisas como: “Como ele conseguiu passar?” ou “Eu jamais o teria aprovado!”, etc. Antes de entrar em mais detalhes sobre os fatores determinantes que nós usamos para promover as pessoas, quero dizer o seguinte: a atitude expressa neste tipo de observação é absolutamente errada, não importando em que circunstâncias aconteçam. Nós, como Aikidoístas, devemos ter muito sentimento, e congratular cada um por suas realizações.

Desnecessário dizer que para ser aprovado no exame um estudante deve estar apto a mostrar certo nível no teste. Mas, o julgamento de um examinador também deve se basear em um ou mais dos seguintes fatores:

1) tempo de dedicação ao Aikidô;

2) atitude na prática;

3) limitação física;

4) esforço – todos nós temos diferentes habilidades físicas, mas é realmente o esforço o que conta mais.

Então, por favor, tenham sempre em mente que há muitas coisas a considerar na decisão sobre promoções.

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* Instrutor Chefe do New York Aikikai – Chairman of the Board of the United States Aikidô Federation (USAF).

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Aikidô On-line

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Formas de Tratamento – Por Marcos José do Nascimento

24/09/2012

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Usual, no ambiente do Dojo, os praticantes dirigem-se uns aos outros valendo de termos em japonês, até mesmo nas formas de tratamento.

As artes marciais japonesas oriundas dos samurais trazem componentes de hierarquia, formalidades que foram adaptadas à realidade da mudança de uma forma de combate em campo de batalha para uma arte marcial adaptada ao modo de vida civil, preservando, contudo, algumas características peculiares, dentre elas a forma de seus praticantes dirigirem-se uns aos outros.

Dentre os termos usualmente empregados, destacamos: Shihan, Sensei, Senpai e Kohai, buscando explicar o uso de cada um da forma o mais adequada possível.

Shihan significa Mestre é usado para os faixas pretas a partir do 6º Dan, como também é usual entre os que são faixas-pretas inverter a ordem da palavra Sensei em se referindo aos que ocupam o grau igual ou superior ao do 6º Dan. Exemplo, quando algum praticante por deferência ou obedecendo a hierarquia usada no Dojo refere-se ao faixa-preta que ensina ele o trata com o título de Sensei seguido do nome, ocorre que em algumas situações os faixas-pretas referem-se invertendo o nome, colocando-o à frente do título de Sensei, como por exemplo, em lugar de afirmar Sensei Peres dizem Peres Sensei para quem detém título a partir de 6º Dan.

Sensei é o faixa-preta até 5º Dan que ministra aulas de arte marcial, contudo, o tratamento é usado para os detentores de Kyu (grau de aluno) ou de Dan (grau de faixa preta) que o conheceram a partir da faixa-preta, ou seja, não travaram contato com o detentor quando ostentava grau de Kyu (faixas coloridas).

Senpai é o aluno mais antigo, que pode ou não ser faixa-preta, desde que os que a ele se dirigem tenham-no conhecido antes de ser detentor da graduação de faixa-preta. Assim, quando se tem dois praticantes num mesmo ambiente em que se conheceram desde a fase das faixas coloridas em que um se gradua em faixa-preta e o outro lhe segue após, sendo o primeiro mais graduado em Dan, o mais moderno dirige-se a ele usando o tratamento de Senpai, tendo em vista que os dois são, respectivamente, Senpai e Kohai um do outro, bem como tiveram como Sensei comum aos dois uma terceira pessoa.

Kohai é o aluno mais moderno, que tanto pode ser faixa-preta ou faixa colorida, dependendo da pessoa que lhe serve de referência. Assim, quando se tem num Dojo vários faixas-pretas que tiverem como Sensei o mais graduado de todos, o mais moderno é o Kohai dos outros que não o Sensei, e da mesma forma o raciocínio vale para os faixas coloridas entre si, e dos faixas-pretas para com os faixas coloridas.

É importante ter em mente a clara ideia de cada conceito para o melhor uso da forma mais adequada e correta de dirigir-se à outra pessoa no Dojo, a partir das formas de tratamento que devem ser usadas.

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Referência:

01 – Glossário de Palavras Usadas no Judô do Brasil – Mafra, M. José Carlos M. – 7º Dan.

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*Marcos José do Nascimento – Servido Público Federal – Faixa-Preta de Judô e Aikidô – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal

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Regras Durante a Prática – Por Morihei Ueshiba

20/09/2012

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As regras de prática do Aikidô de Ô-Sensei Morihei Ueshiba, foram postadas no Hombu Dojo por muitos anos, e têm sido traduzidas por diversas vezes e de maneiras ligeiramente diferentes. Esta versão foi publicada originalmente no livro “Aikidô”, de Kisshomaru Ueshiba, 2º Doshu, em 1974, livro este que foi um dos primeiros livros sobre o Aikidô traduzidos para o inglês. Abaixo das regras, as elucidações do 2º Doshu.

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Regras Durante a Prática

1) Um golpe no Aikidô é capaz de matar um adversário. Na prática, obedeça ao seu professor e não faça do período de prática, um tempo para testes desnecessários de força;

2) O Aikidô é uma arte em que um homem aprende a enfrentar muitos adversários simultaneamente. Por isso, exige que você aperfeiçoe a execução de cada movimento, de modo que você possa ter controle sobre, não apenas aquele que vem diretamente a você, mas também aqueles que se aproximam de todos os lados;

3) Pratique todas as vezes com um sentimento de alegria e prazer;

4) Os ensinamentos de seu instrutor constituem apenas uma pequena fração do que você vai aprender. Seu domínio de cada movimento vai depender quase que totalmente da sua prática individual e séria;

5) A prática diária começa com movimentos leves do corpo, aumentando gradualmente de intensidade e força, mas não deve haver excesso de esforço. É por isso que mesmo um homem idoso pode continuar a praticar com prazer, sem danos físicos, e vai atingir a meta de sua formação;

6) O propósito do Aikidô é treinar o corpo e a mente para fazer um homem sincero. Todas as técnicas do Aikidô são segredos da natureza e não devem ser revelados publicamente, nem ensinada para malandros que irão utilizá-las para fins malignos.

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Primeiro, é bom obedecer ao instrutor e lembrar-se de suas instruções, acima de tudo. Não importa o quanto você possa estudar, se você se apegar a si mesmo, você não vai desenvolver a sua capacidade.

Em segundo lugar, budô é para combater qualquer ataque de qualquer direção a qualquer momento. Quando você está pronto apenas para um adversário, sem estar preparado para os outros, será apenas uma luta comum. Postura em guarda, com um espírito inamovível é a base de todo exercício de budô. As pessoas geralmente dizem: “O homem se comporta irrepreensível“, ou “Um excelente artista marcial vive completamente em guarda.” Aqueles que estudam o Aikidô devem, portanto, passar a vida diária em guarda, mesmo se eles não estão conscientemente observando todas as direções ao redor.

Mas se você mantiver a disciplina de budô sem se cansar, você vai finalmente chegar a um estágio realmente agradável. Algumas pessoas não entendem que é melhor sofrer enquanto estuda, para não sofre depois. O verdadeiro estudo é agradável em todos os momentos. Aikidô tem alguns milhares de variações técnicas. Alguns estudantes querem apenas ir atrás de um acúmulo de quantidade de técnicas e não da qualidade delas. No entanto, quando eles olham para trás, eles vem a saber que não ganharam nada e assim logo perdem o interesse. Como há inúmeras variações de cada técnica, é necessário que os instrutores sempre enfatizem a importância da repetição para os iniciantes. Quando você praticar cada técnica básica, uma e outra vez, você domina-a e, em seguida, serás capaz de usar as variações.

Quando o Mestre veio pela primeira vez a Tóquio, entre os seus alunos mais fervorosos estava o Almirante Isamu Takeshita. Ele escreveu todas as técnicas que ele aprendeu com o Mestre. Eles ascenderam a mais de duas mil, e ainda havia mais. Ele estava num beco sem saída pois não poderia fazer todas elas. Após cuidadosa consideração de vários dias, ele entendeu o significado do cuidado do Mestre, “Você deve estudar, usando o exercício sentado como base.” Ele praticou e, então, finalmente tornou-se capaz de gerenciar as técnicas tão bem que ele pode entender as técnicas que ainda não tinham sido ensinadas por seu instrutor. Para um idoso de 60 anos, é o mesmo: A repetição do exercício é o segredo de melhoria, não importa quão inábeis possam vir a ser.

A quinta regra é não contradizer a natureza. Deve ser evitado o excesso em qualquer coisa. Moderação é a chave. Não importa quão pouco o excesso é, toda a postura e a condição do corpo estarão desequilibradas. O exercício natural cria a verdadeira força. Por esta razão, foi possível para o Dr. Niki, um homem de mais de 80 anos de idade, praticar o Aikidô.

Por fim, o objetivo do Aikidô não é apenas produzir um homem forte, mas criar uma pessoa integrada. Qualquer pessoa educada sabe que a força bruta não tem sentido nos dias de hoje de civilização avançada. Por esta razão, o Mestre proibiu que o Aiikidô fosse mal utilizado e severamente advertia a todos caso acontecesse. Ele não permitia a publicação de suas técnicas de arte marcial e suas apresentações sem as necessárias garantias para cada aluno. 

Em resumo, aqueles que desejam estudar o Aikidô deveriam ter a mente correta e justa, obedecer aos instrutores, e estudar naturalmente. Por uma questão de consequência, as técnicas serão cultivadas com a habilidade de cada um e um caráter nobre será criado neste ambiente.

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Parabéns Yondan !!!

04/09/2012

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O Blog I M P R E S S Õ E S – A I K I D Ô parabeniza James Carlos da Silva AraújoSensei James – da Academia Central de Aikidô de Natal pela conquista do seu 4º Dan de Faixa-Preta em Aikidô, ocorrido na última semana em São Paulo, no evento de 49 anos de Aikidô Kawai Shihan no Brasil.

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Parabéns Sensei !!!

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É apenas o início, e não fim

25/08/2012

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“Conta-se que no grupo de pessoas próximas a J.F.Kennedy, nos anos 60, se propôs que a década não ia terminar sem que o homem chegasse à lua. E conseguiram! Mas depois, um número importante de cientistas caiu na depressão e loucura, inclusive no suicídio. Seu propósito era excelente, mas não estava vinculado a um objetivo mais alto. Se fazemos uma comparação com a prática do Aikidô, acontece que muita gente toma como finalidade chegar à faixa-preta. E depois produz um vazio. E na verdade, a faixa-preta é o primeiro degrau. É como aprender a ler e depois nunca mais abrir um livro.”

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Trecho do livroAikido, o desafio do conflito.

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Ensinamentos de Morihei Ueshiba

26/07/2012

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“No seu treinamento, não se apresse, pois é necessário um mínimo de dez anos para dominar os elementos básicos e avançar ao primeiro grau. Nunca se considere um mestre perfeito que sabe tudo; você precisa continuar treinando diariamente com seus amigos e alunos, avançando juntos no caminho da harmonia.”

 

Morihei Ueshiba – Fundador do Aikidô
No livro Os Segredos do Aikidô de John Stevens

 

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Exame de Faixa da Academia Central de Aikidô de Natal

12/07/2012

A Academia Central de Aikidô de Natal informa que sábado dia 14/07/2012 haverá mais um koshukai (treino livre), exame de faixa e confraternização. Todos estão convidados, aikidocas ou não, a prestigiar o evento. Entrada franca.

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Evento: Troca de Faixa da Academia Central de Aikidô de Natal

Data: 14/07/2012 – sábado

Horário: 15h:15m às 22h

Local: Rua João Ferreira de Melo, 2978, Capim Macio, Natal/RN (Mapa)

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Veja AQUI a programação da Academia Central de Natal para 2012.

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As 12 Regras para os Instrutores de Aikidô – Por Koichi Tohei

11/06/2012

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As 12 Regras para os Instrutores de Aikidô

1ª) O Aikidô nos revela o caminho para unificação com o universo. O maior propósito do treinamento em Aikidô é coordenar mente e espírito e tornar-se uno com a própria natureza. Como a natureza ama e protege toda a criação e ajuda todas as coisas a crescer e desenvolve, devemos ensinar cada estudante com sinceridade, sem discriminação ou parcialidade.

2ª) Não há discordância na verdade absoluta do universo, mas há discordância no domínio da verdade relativa. Combater contra outros e vencer somente traz vitória relativa. Não combater e ainda vencer traz vitória absoluta. Ganhar uma vitória relativa conduz mais cedo ou mais tarde para inevitável derrota. Enquanto estiver praticando para se tornar mais forte, aprenda como você pode evitar o combate. Você irá progredir muito rapidamente através do aprendizado para arremessar seu oponente tendo prazer, e ser arremessado tendo prazer também, e pela ajuda mútua para aprender técnicas corretamente.

3ª) Não critique qualquer outra Arte Marcial. A montanha não ri do rio que é mais modesto, nem o rio fala mal da montanha porque ela não pode se mover. Cada pessoa possui suas características e ganha sua posição na vida. Fale mal de outros e certamente isso retornará para você.

4ª) As artes marciais começam e terminam com cordialidade, não na forma sozinha, mas no coração assim como na mente. Respeite o professor que o ensinou e não pare de ser grato especialmente para o Fundador do Aikidô que mostrou o caminho. Aquele que negligencia isso não deveria se surpreender se seus estudantes fizerem pouco caso dele.

5ª) Esteja avisado contra presunções. Presunções não seguram somente seu progresso, elas causam sua regressão. A natureza não possui limites, seus princípios são profundos. O que leva a presunções? Presunções são causadas por pensamentos baixos e um compromisso malfeito com nossos ideais.

6ª) Cultive uma mente calma que vem da parte universal do corpo pela concentração de seus pensamentos no ponto um no abdome inferior. Você deve saber que é uma vergonha ter a mente fechada. Não dispute com outros meramente para defender seu ponto de vista. Certo é certo. Errado é errado. Julgue calmamente o que é certo e o que é errado. Se você está convencido que você está errado, faça correções corajosamente. Se você encontra alguém que é seu superior, aceite seus ensinamentos alegremente. Se qualquer um está errando, explique-lhe em silêncio a verdade, e esforce-se para que ele possa entender.

7ª) Até mesmo um verme de dois centímetros tem um espírito de um centímetro. Cada pessoa respeita seu próprio ego. Portanto não desrespeite ninguém nem machuque o respeito dele a si mesmo. Trate a pessoa com respeito, e ela o respeitará. Faça pouco caso delas que ela fará pouco caso de você. Respeite sua personalidade e escute ponto de vista dela, e ela o seguirá contentemente.

8ª) Não fique nervoso. Se você ficar nervoso significa que sua mente saiu do ponto um no abdome inferior. A raiva é algo de se ter vergonha no Aikidô. Não fique nervoso por você mesmo. Fique nervoso somente quando os direitos da natureza ou de seu país estão em perigo. Concentre no ponto um, e fique nervoso no ponto um. Saiba que quem fica nervoso facilmente perde coragem nos momentos importantes.

9ª) Não poupe esforços enquanto estiver ensinando. Você avança quando seus estudantes avançam. Não seja impaciente quando estiver ensinando. Ninguém pode aprender bem em uma vez. Perseverança é um ensinamento importante, assim como paciência, gentileza, e a habilidade de se colocar no lugar do seu aluno.

10ª) Não seja instrutor arrogante. Os alunos avançam no conhecimento quando obedecem a seu instrutor. Uma característica especial no treinamento em Ki é que o instrutor avança quando está ensinando seus alunos. Treinamento requer uma atmosfera de respeito mútuo entre instrutor e seus alunos. Se você vê um homem arrogante, você vê um homem com pensamentos baixos.

11ª) Quando praticar não demonstre seu poder sem um bom propósito temendo que você cause resistência na mente daqueles que o observam. Não discuta sobre poder, mas ensine da maneira correta. Palavras sozinhas não podem explicar. Em algumas vezes, ao ser aquele a ser arremessado, você pode ensinar com maior eficiência. Não pare o arremesso do seu aluno no meio do caminho ou pare seu Ki antes que ele possa completar seu movimento ou você dará a ele maus hábitos. Esforce-se sempre com palavras e atitudes para instigá-lo no Ki correto e na arte do Aikidô.

12ª) Faça qualquer coisa com confiança. Nós estudamos todo o princípio do universo e o praticamos, e o universo nos protege. Não há nada para se ter dúvidas ou medo. Convicção real vem da crença de que somos uno com o universo. Temos que ter a coragem de dizer como Confúcio: “Se eu tenho uma consciência leve, eu encaro um inimigo como se fosse dez mil homens”.

Extraído do livro Ki in Daily Life (Tradução de Kendi Chikude).

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Para saber mais sobre Koichi Tohei clique AQUI !!!

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Seminário com Sensei Leonardo Sodré em Recife/PE

04/05/2012

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O Aikidô de Pernambuco recebe este mês a visita do Sensei Leonardo Sodré – 4º Dan da AIKIKAI para realizar um seminário, que ocorrerá no período 18 a 20 de maio de 2012. A organização do evento está a cargo do Sensei Antônio Medeiros – 3º Dan (81 – 9127-6124) do Aikidojo Social.

Abaixo seguem informações sobre o evento:

Horários dos treinos:

Sexta (18/05/2012)

  • Treino único:      19h00min às 21h00min

Sábado (19/05/2012)

  • 1º treino: 09h00min      às 10h30min;
  • 2º treino: 11h00min      às 12h30min;
  • 3º treino: 15h00min      às 16h30min;
  • 4º treino: 17h00min      às 18h30min.

Domingo (20/05/2012)

  • 1º treino: 09h00min      às 10h30min;
  • 2º treino: 11h00min      às 12h30min;

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Local do evento:

Associação Nagai – Rua João Cardoso Aires, 647, Boa Viagem, Recife/PE. Referência: Após a Academia Maísa a 1ª Entrada à direita. Mapa: http://g.co/maps/hbk6a

Inscrição:

R$ 60,00 + 1kg de alimento não perecível.

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Importante:

  1. A organização      solicita que seja informado o número de interessados/inscrições confirmadas para auxiliar na organização das vagas disponíveis.
  2. O DOJO onde ocorrerá o evento possibilitará a acomodação no tatami para dormida e possui vestiários com chuveiros. Os interessados devem manifestar o interesse e informar um Yudansha responsável pelo grupo. O Dojo está localizado próximo a diversas padarias, restaurantes e à praia.
  3. Almoços e jantares de confraternização serão informados próximo ao evento a todos os interessados.

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AIKIDO – UM CAMINHO E UM APRENDIZADO QUE NUNCA SE ESGOTA – Por Aleksej Marques

03/04/2012

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Comecei a treinar Aikido em 1999 com Rodrigo Sensei. Mas o meu primeiro contato com o Aikido se deu alguns anos antes, 5 anos para ser mais exato através do cinema, com os filmes Difícil de Matar (Hard to Kill) e Nico Acima da Lei (Above The Law) com o então estreante Steven Seagal, já praticamente de Aikido e Sensei, além de outras artes marciais. Eu era praticante de Karatê Shotokan e só conhecia a as artes de pancada, com golpes traumáticos, como chutes e socos. O que mais me impressionou quando vi o Aikido, foi que os adversários vinham com toda força e vontade para atacar o personagem de Seagal Shihan e literalmente encontravam o vazio e se estabacavam no chão ou em alguma parede próxima. Eu fiquei impressionado, mesmo pensando que poderia ser efeitos de câmera ou a ficção de Hollywood (de fato não era).

Fiquei louco pra aprender a técnica mágica de derrotar qualquer oponente usando o mínimo de força e utilizando-me da força bruta do meu oponente contra ele mesmo.

Mas o que parecia ser muito fácil, na realidade era muito difícil, porque o Aikido é uma arte simples e lógica em seus movimentos. Os movimentos do Aikido são totalmente naturais e obedecem ao sentido de nossas articulações. Nada mais simples correto? Não !!! Que coisa difícil. O nosso corpo nos primeiros treinos simplesmente dói todo, somos desengonçados, sem leveza, sem graciosidade nenhuma. Caímos no chão como pesados como pedras. Porém, a persistência e o treino constante, pelo menos 3 vezes por semana, aos poucos surte o efeito esperado.

A nossa mente também não assimila de pronto toda a simplicidade e toda complexidade dos movimentos do Aikido concebidos pelo eterno Mestre O-Sensei Morihei Ueshiba. Ao fazer os movimentos de Tenkai Ashi, Tenkan e Irimi Tenkan, sempre me atrapalhava. Ao final de cada treino me sentia mais burro, e ficava me perguntando, será que eu nunca vou aprender a fazer isso, entretanto, só vim a perceber que estava evoluindo na arte, mais de 6 meses depois de treinos constantes. Nós treinávamos quase todos os dias, de segunda à sexta e aos domingos havia o treino geral para congregar todas as turmas. Muitas vezes ficávamos depois dos treinos até altas horas da noite na ACAN que funcionava nessa época em cima da Drogaria Amadeus na rua da Carreta Churrascaria. A gente chegava em casa exausto, mas valia pena e era um tempo muito feliz. Tempos bons…

Me lembro muito de que tinha uma dificuldade enorme em aplicar Yonkyo. Para mim até hoje é umas das técnicas mais difíceis do Aikido, porque exige não só técnica, mas focalização da sua energia no ponto certo do braço do seu Uke. Isso é o mais importante ao meu ver.

Um único conselho que eu posso dar aos iniciantes na arte: TREINEM. SEMPRE. As dores fazem parte, o cansaço também e muitas vezes bate o desânimo, mas a recompensa, que não é a faixa-preta, até porque faixa só serve para segurar as calças, é a melhoria e o crescimento não só do seu corpo, mas o seu engrandecimento como ser humano, como pessoa que se conhece e que procura a cada dia se melhorar e ser mais útil para os outros e feliz.

 *Aleksej Marques – 1º Kyu (Faixa-Marrom) – Servidor Público e praticante de Aikidô em Natal/RN.

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Exames e suas finalidades – Por Patrick Augé

11/03/2012

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Há dois tipos de ensinamentos. Um consiste em ensinar o que os alunos querem aprender, e o outro consiste em ensinar o que os alunos precisam aprender. O primeiro decorre de uma atitude de auto-serviço, o segundo a partir de um senso de responsabilidade.

Aqui vamos nos concentrar no segundo tipo de ensino, uma vez que é baseado no princípio de “bem-estar mútuo e prosperidade”, como ensinado pelo Sensei Minoru Mochizuki Kancho através de suas palestras e exemplo.

Primeiro temos de colocar os exames em seu próprio contexto: temos um caminho marcial cujo objetivo é proporcionar aos seus discípulos uma forma de transformar-se em sábios e fortes seres humanos. Com esse entendimento em mente, devemos pensar sobre a finalidade dos exames. Essencialmente, o exame deve ser educativo, ou seja, é uma oportunidade para os alunos aprenderem. Um professor não deve usar das faixas como um meio de estimular ou recompensar os seus alunos. Esta prática pode funcionar temporariamente, mas abre um precedente perigoso. Logo, logo, o professor fica sem “cenouras” e começa a concentrar sua energia no sentido de desenvolver um arsenal de truques para poder manter os alunos interessados. Eu acho que a quantidade de energia gasta não difere muito caso o professor tivesse escolhido a pensar e agir de forma mais responsável. Graduações nunca devem tornar-se um propósito.

Então, qual é o propósito dos exames de faixas?

Pelo que entendi, a classificação é a medida do nível de um estudante de proficiência e do progresso na sua formação com base nos três critérios seguintes: Shin-gi-tai (mente-técnica-corpo), com a expectativa de que o aluno continue a estudar e praticar diligentemente. O objetivo do teste (exame de faixa) é dar aos estudantes uma oportunidade de avaliarem-se sob stress. Uma vez que o aikidô não tem competição, o exame é uma parte importante do treinamento. Este teste deve ser completado por períodos de prática intensiva, como kangeiko (treinamento de inverno) e shochugeiko (treinamento de verão).

Como um caminho marcial, o aikidô fornece maneiras para treinar-nos a gerir a vida diária. Apenas quando somos expostos a um stress é que podemos aprender a lidar com ele. Se esse conceito for claro na mente do professor, será fácil de explicar para os seus alunos. Devido à natureza do aikidô, este atrai pessoas que pensam com profundidade ou querem aprender como fazer. Na minha experiência, eu descobri que a maioria dos alunos entendem esse conceito e o mostram através do seu comportamento. É apenas uma questão de tomar o tempo necessário para explicar.

Aqui está como operamos: Budô é auto-defesa. Este estilo é muito rico em técnicas. A fim de dar o nosso máximo na exposição técnica aos alunos, podemos passar muito tempo em um certo tipo de técnica e suas aplicações, que é sempre precedida pela prática dos fundamentos. Cada aluno deve manter um caderno para registrar tudo o que ele acha importante. Nós não damos aos alunos um currículo escrito. Esta atitude é para desencorajar cursinhos.

Os requisitos básicos são cobertos durante as aulas regulares, os requisitos avançados durante as clínicas. O exame deve refletir a prática regular de um estudante. Isso incentiva o bom entendimento. No longo prazo, ele faz a diferença. Os alunos devem treinar-se no espírito de preparação. Se há um certo grau de incerteza, os alunos acabarão por se beneficiar. Os examinadores estão mais interessados na forma como o aluno lida com si mesmo em uma situação inesperada (o que revela seu caráter) do que em seu conhecimento técnico no momento específico. Quero dar os meus alunos a oportunidade de experimentar o valor educativo dos exames, algo que pode ser usado em outras áreas de suas vidas.

Deixamos todos os novos alunos saberem que podem ser testados uma vez por ano e que é preciso um mínimo de sete anos para shodan. Os candidatos são selecionados de acordo com o tempo, a frequência, o progresso e a sua atitude. À medida que subirem na classificação, os estudantes são esperados para mostrarem mais liderança através de seus exemplos dentro e fora do dojô.

Menos de uma semana antes do exame agendado, os candidatos selecionados são convidados a participarem de um pré-exame. Eles são lembrados da finalidade, etiqueta e procedimentos do exame.

Como no Japão, o exame normalmente ocorre no dojô principal, em um domingo, e pode durar o dia todo. Os estudantes são examinados e avaliados um por um por todos os professores presentes. O exame é gravado – Os candidatos a exames de dan devem escrever um ensaio sobre diversos temas -. Durante as semanas seguintes, os professores corrigem os alunos e enfatizam as áreas específicas que precisam ser melhoradas. Revejo a fita de vídeo e comparo as notas com os outros professores. Cerca de dois meses depois, os professores e eu nos encontramos, discutimos o caso de cada aluno, e decidimos quem deve ser promovido. Então eu faço os comentários para os alunos, geralmente durante uma clínica, e anuncio oficialmente os resultados. Os alunos são lembrados então que o teste é um processo contínuo e que não para com o resultado; que podem recusar a promoção, se eles não se sentem prontos para as novas responsabilidades; que a classificação só é boa enquanto os alunos permanecerem ativos (um estudante que se torna inativo por um ano terá que começar da faixa branca de novo se ele decidir voltar a treinar). Pode parecer radical, mas provou ser um bom tratamento preventivo contra absenteísmo crônico, uma doença comum em muitos dojôs. Temos de compreender que um estudante que retorna após uma longa ausência, e está autorizado a utilizar a faixa mesmo quando ele deixou de treinar, define um mau exemplo para os outros estudantes, especialmente se o grau dele era alto. Interrupção de treinamento de um indivíduo é a prova de sua incapacidade de manter as prioridades. Os alunos que voltarem depois de uma longa ausência sabem o que esperar. Utilizamos este caminho por mais de vinte anos, ele exige esforço por parte dos professores e dos alunos, mas vale a pena.

Em relação à pressão sobre a relação professor-aluno, eu acho que os professores devem tratar os alunos como os pais tratam seus filhos. Há muitas coisas que um pai sabe e que uma criança não consegue entender. Um pai responsável irá certificar-se que, não importa quão impopular sua decisão possa ser, é no melhor interesse da criança a longo prazo. Mais tarde a criança vai entender, e isso irá estabelecer sua fundação para educar seus próprios filhos. Esta é a razão pela qual as palestras do professor e as suas atitudes podem levar a um grande impacto em seus alunos, especialmente se eles deciderem se tornar professores mais tarde.

Um professor deve sempre pensar nas conseqüências de suas ações. Ele deve evitar desenvolver relações muito estreitas com alguns alunos, assim como um pai não deve mostrar uma preferência por uma criança em particular. Torná-los “animais de estimação” pode ser como um tiro que sai pela culatra no momento em que os “animais de estimação” precisarem ser disciplinados. Ele também cria ciúmes entre os alunos e prepara o terreno para as hostilidades, políticas e rompimentos. A história do Aikido está cheia desses exemplos. Se o professor tem medo de perder alunos e promove-os por medo de que eles parem, torna-se um padrão perigoso. Como esses alunos são promovidos para cargos mais elevados, sem realmente ganharem suas promoções, tornam-se cada vez menos dóceis. Sua atitude dá um mau exemplo para o grupo, e o professor tem que tomar uma decisão difícil para o bem de todos os alunos. É muito mais fácil não promover um estudante que vai sair com um mal resultado do que acreditar na esperança de que o tempo vá consertar tudo. Perder um estudante pode ser difícil, especialmente para um novo professor, mas vai ajudar a manter muitos estudantes sérios mais tarde. Um maçã podre num cesto vai contaminar todas as outras maçãs, é por isso que se deve jogá-la fora assim que notar.

Também do ponto de vista estritamente de ensino (e o mais importante, creio eu), se um aluno sai com o resultado de ter sido negada a sua promoção, é a melhor prova de que ele não estava pronto para ser promovido. Mochizuki Sensei é um homem de honra, e ele trata a todos como tal. Para ele, assim como para muitos professores de sua classe, uma posição significa: “Este é o nível que eu espero você chegar, estudar e treinar diligentemente. Se não o fizer, então a sua classificação não terá nenhum valor, e assim será óbvio para todo mundo”. No entanto, valores como a lealdade foram desaparecendo com a degeneração da ética (até mesmo no Japão!), e hoje em dia podemos até mesmo ver as crianças usando faixas pretas.

Como temos vindo a refletir sobre a nossa responsabilidade em continuar a missão de Mochizuki Sensei, temos também observado a degradação da qualidade em muitas organizações de artes marciais e do desaparecimento da mensagem original. Se considerarmos, por exemplo, que um aluno pode reter 80 por cento do que ele aprendeu com seu professor, que ensina apenas o que ele aprendeu, e que seu aluno retém 80 por cento do mesmo ensinamento e assim sucessivamente, onde é que vamos chegar depois de algumas gerações? À atividade recreativa? Entretenimento Olímpico? Certamente não ao budô.

Isto é o que acontece quando estamos principalmente preocupados com a promoção e com questões organizacionais, em vez de realmente ensinar o budô. É por isso que devemos fazer como Mochizuki Sensei e seus ensinamentos de professor, presente em nossas mentes e ações. Por esta razão, nós estabelecemos padrões elevados. Nós promovemos apenas os nossos próprios alunos. Nós nos esforçamos para se certificar de que as faixas refletem o nível real dos mesmos. Nos velhos tempos, os alunos que se juntaram a um dojô já haviam recebido o treinamento ético em casa, assim o professor poderia continuar nesse ritmo. Hoje em dia, um professor deve começar do nada e ensinar valores com que a maioria dos alunos não estão familiarizados. Esta é a razão pela qual os alunos Yoseikan sob a nossa liderança que receberam tais ensinamentos fizeram grandes progressos em shin-gi-tai. Nós cometemos erros quando promovemos alunos que deram a impressão de estarem prontos, mas que depois seguiram caminhos diferentes. No entanto aqueles que perseveraram, muito compensa este inconveniente. E nós estamos ficando cada vez melhores ao ver a verdadeira natureza dos nossos alunos.

Relativas ao tratamento de Mochizuki Sensei nos exames no Hombu Dojo, ele se certificou de que iria ver todos os alunos a serem examinados. Todos os exames de kyu e dan tinham de ser tomadas no Hombu. O Shinsa (exame) geralmente acontece em uma tarde de domingo. Todos os shihan (professores seniores) e professores assistentes participam como examinadores. Alunos de áreas distantes no Japão não se importavam de passar um tempo viajando para serem testados na frente de Kancho Sensei. Faz parte de sua shugyo (formação austera). Após o exame, uma clínica foi dada enquanto os shihan comparavam suas anotações. Então Sensei Kancho anunciou os resultados. Sensei tem uma excelente memória e lembra de detalhes que poucas pessoas notam. Cada aluno iria receber um comentário pessoal. Testes com Kancho Sensei tinha um valor especial. Seus comentários eram simples, mas muito profundos. Nós não poderiamos esquecê-los! Ele poderia dizer a personalidade do aluno pela maneira como ele atuou.

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*Patrick Augé (7º Dan, Shihan, Yoseikan Aikido) é o diretor técnico da Federação Budo Yoseikan Internacional para América do Norte. Ele começou a estudar artes marciais em 1962 no judô. Viveu por sete anos como uchideshi de Minoru Mochizuki sensei na década de 1970 e está atualmente em Los Angeles.

Link para o original: http://www.aikiweb.com/testing/auge2.html

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Kawai Sensei – 2 anos de saudades

30/01/2012

A Comunidade Aikidoca Brasileira relembrou dia 26/01/2012, com saudade, de mais um ano da ausência física do Mestre e Exemplo, Reishin Kawai.

Em homenagem, um vídeo com belas cenas de Kawai Sensei AQUI !!!

Domo Arigato Gozaimashita, Kawai Sensei.

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A Academia Central de Aikidô de Natal divulga seu calendário para o ano de 2012

16/01/2012

A Academia Central de Aikidô de Natal divulga programação repleta de novidades para o ano de 2012.

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As novidades para este ano são os Treinos Beneficentes, os Treinos de Aikidô Funcional (sabaki, rolamentos, técnicas e exercícios de respiração serão trabalhados dentro de práticas que potencializam a aprendizagem, o fortalecimento muscular, a estabilidade e a consciência da respiração), a participação dos Aikidocas do RN no Seminário Nacional em Recife/PE com Sensei Leonardo Sodré (SP), e no Seminário com Sensei Novelino (ARG) em João Pessoa/PB, além da participação de Novelino Sensei no evento dos 13 Anos da Academia Central de Aikidô de Natal, com exames de Kyus e Dans.

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Veja os eventos, as datas e os horários AQUI !!!

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O Aikidô no RN dá frutos e se expande

30/08/2011

Abaixo segue um texto bastante interessante publicado no Blog MUSSUBI sobre a evolução do Aikidô no estado do Rio Grande do Norte. Boa leitura !

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O Aikido se expande no Rio Grande do Norte, fruto de um trabalho plantado pelo Sensei Rodrigo Calandra Martins, iniciado no ano de 1999 com a criação da Academia Central de Aikido de Natal.

Quando Sensei Rodrigo teve de ausentar-se do país, deixou a difícil missão aos que poderiam chamar-se os 4 guerreiros (Sensei Marco, Sensei James, Sensei Sérgio e Sensei Gabriel), posto que ficaram com a grande responsabilidade de manter o trabalho iniciado e colher os frutos, passando a ensinar muitos que, até então, eram colegas de treino, e sustentar a ausência do brilho do Sensei fundador, de quem ouve-se falar com tanto saudosismo e admiração pelos que foram seus alunos, o que por si demonstra o grau de dificuldade da empreitada.

Mas ultrapassadas as dificuldades iniciais, os Sensei da ACAN mostraram-se vitoriosos no mister mantendo viva a prática do Aikido na capital, e melhor, o nosso Aikido espontaneamente se expandiu, através dos seus praticantes graduados, que criaram asas e passaram a ter seu próprio núcleo de prática.

Hoje temos além da ACAN, as academias de Parnamirim (Sensei Tarciso), Mossoró (Sensei Beethoven), Santa Cruz (Sensei James) e agora mais recente a Academia Potiguar (Sensei Israel). Isso tudo sem esquecer o belo trabalho do Aikido voluntário da Escola Municipal São Francisco de Assis (Projeto Aikido), levada à frente pelo Sensei Vinicius Brasil.

Sem olvidar ainda as participações dos Sensei Giovanni, Sensei Hellen, Sensei Cris Cuono, Sensei Tarciso, e recentemente os Senpai Cris B e Paulo Wanderlei, que são indispensáveis à sustentação do corpo da Academia Central de Aikido de Natal.

O Aikido de Natal deu frutos, que por sua essência, também gera sementes. Com isso ganhando toda a nossa comunidade, posto que mais ainda está sendo disseminado pessoas tocadas pela da Arte da Paz.

Ô-sensei, assim, estende mais ainda seus braços, num abraço que fica cada vez mais forte.

Domo Arigato Gozaimashita.

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Colaboração: www.mussubi.wordpress.com


Projeto Aula Aikidô – Academia Central de Aikidô de Natal

29/06/2011

A Academia Central de Aikidô de Natal, na pessoa do Sensei Sérgio Pellissari – 3º Dan Aikikai – está lançando o Projeto Aula Aikidô.

Aula Aikidô é um projeto para desenvolvimento das habilidades técnicas, de percepção e liderança para alunos de Aikidô de nível avançado.

Poderão se inscrever no Projeto os alunos entre 1º kyu e 2º Dan, que, durante uma hora e meia, duas vezes por semana, ministrarão aulas na Academia Central de Aikidô de Natal.

O Projeto não foi idealizado para formar professores, é aberto a todos aqueles que queiram desenvolver suas habilidades em Aikido e que façam parte da graduação citada acima.

Os alunos inscritos deverão desenvolver previamente suas aulas a fim de executá-las nos dias propostos. Estes poderão realizar suas pesquisas dentro da própria academia, consultando os professores, através de livros e vídeos e ainda quaisquer outras fontes, desde que se apresentem técnicas e princípios do AIKIDÔ.

Como parte da condição para ingresso, o aluno que se candidatar deverá apresentar uma pesquisa mínima sobre etiqueta e comportamento dentro da arte do Aikidô.

Ao início de cada semana o aluno candidato aos treinos deverá apresentar à direção da Academia Central de Aikidô de Natal seu plano básico de aulas.

O plano deverá ser seguido como estrutura base do treino e nele deverá constar a forma como o treino será dividido e conduzido, os princípios que o aluno visa demonstrar e as principais técnicas propostas para desenvolver tais princípios. Variações técnicas serão aceitas desde que sigam os princípios propostos anteriormente.

Os planos de aulas serão arquivados junto com as informações de cada aluno de forma a construir um histórico. Os alunos poderão ter acesso aos próprios arquivos para acrescentar novos planos ou notas. No futuro os históricos serão disponibilizados na biblioteca da academia para consulta de todos.

Notas particulares sobre como o aluno vê os princípios e as técnicas poderão ser acrescentadas aos planos básicos de aulas como introdução e ou conclusão a fim de enriquecê-los. Ficará a critério de cada aluno agregar tais notas, se a cada plano ou em período de tempo determinado pelo próprio aluno.

Haverá sempre um faixa-preta experiente responsável pela turma, este é orientado a não intervir nos planos de aulas dos candidatos, desde que não coloquem em risco a integridade dos praticantes.  Na presença de iniciantes, caso seja necessário, o responsável pela turma poderá orientar o candidato através de conselhos.

Por fim, aquele aluno que se interessar em participar do Projeto Aula Aikidô deverá dirigir-se à secretaria da Academia Central de Aikidô de Natal, fazer a inscrição, receber as diretrizes a serem seguidas e preencher o horário a que se propõe dar sua aula.

Colaboração: www.aikidorn.com.br


AIKIDÔ RN, mais uma vez SAUDADES… Por Odorico Martins

25/02/2011

Mais uma vez me encontro andando em círculos, pensando em sobre como expressar a importância do Aikidô em minha vida. Por mais que pense, reflita, não consigo chegar a algo que tenha a real magnitude do que eu sinto. Palavras sempre serão muito poucas para expressar sentimentos.

Estive em Natal mais uma vez e parece que eu nunca havia saído de lá. E lá estando, haja emoção. Além de treinar com amigos que há um ano eu não via, e alguns que fazia quase uma década, também recebi o presente de poder estar presente na festa de confraternização de final de ano da Escola Municipal São Francisco de Assis em Natal, onde o Vinicius, o Guilherme e os voluntários do Aikidô realizam um trabalho maravilhoso junto aquelas crianças tão carentes de atenção e carinho. Foi um dia inesquecível, como também o foi  a visita a Santa Cruz com meu Sensei e amigo James.

Quando cheguei a Santa Cruz deparei com uma estátua PEQUENININHA de Nossa Senhora, que parecia abençoar a grandeza do treino que tivemos. A turma do Aikidô de Santa Cruz é incrível, e eu tive a honra de treinar com um pequeno grande aikidoísta que  muito me ensinou com seu carinho e pureza.

Sou muito grato, mais uma vez, a todos que encontrei nesta viagem e com os quais tive a oportunidade de treinar.

A cidade de Natal, as crianças do Vinicius, Santa Cruz, círculos, idas e vindas. Aikidô é isso. Amizade, emoção e beleza. Ô-Sensei já dizia que para sabermos se um movimento estava certo deveríamos ter como parâmetro a beleza, e se depender disso, estava tudo perfeito.

*Odorico Martins é faixa-preta em Aikidô (Shodan) formado pela Academia Central de Natal/RN – Atualmente reside e pratica Aikidô no Rio Grande do Sul.

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Aikidô Natal – Academia Central – Exame de Faixa – Agosto/2010

17/08/2010

 

Sábado, 21/08/2010, 16h, na Academia Central de Aikidô de Natal, acontecerá mais um evento de troca de faixas. O evento, além de exame de faixa serve como confraternização entre os alunos dos diversos horários, seus familiares e amigos. Compareça você também. Leve um prato de doce ou salgado, sua bebida (não alcoólica) e comemore a harmonia, energia e as realizações. 

 

Local: Academia Central de Aikidô de Natal – ACAN

Dia e Hora: Sábado – 21/08/2010 – 16h

Endereço: Rua Professor João Ferreira de Melo – Capim Macio – Fundos do CCAB Sul

Telefone: (84) 3217-9182

Site: www.aikidorn.com.br

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com e www.aikidorn.com.br


Gozo Shioda Sensei – Aikido Yoshinkan – 16 anos de sua passagem

17/07/2010

No dia 17 de Julho de 1994, faleceu Gozo Shioda Sensei – Fundador do Yoshinkan Aikido. Shioda Sensei foi um dos alunos do Fundador do Aikido, Morihei Ueshiba e, de suas mãos, recebeu o 9º Dan na arte do Aikidô.

Gozo Shioda nasceu em Shinjuku, Tóquio, em 1915 e um momento decisivo em sua vida foi quando aos dezessete anos, seu pai levou-o para assistir um treino conduzido pelo O-Sensei Morihei Ueshiba no Kobukan Dojo. O Jovem Shioda, em sua primeira visita ao Kobukan, observou O-Sensei sendo atacado e arremessando o atacante facilmente, sem demonstrar esforço aparente.

Em 24 de maio de 1932, iniciou seu treinamento no Kobukan Dojo como Uchideshi (discípulo residente no dojo). Por um período de quase oito anos ele se dedicou somente a prática do Aikido e como resultado, desenvolveu-se dominando a arte. Mesmo como estudante, exibia técnicas firmes com um vigor extraordinário, observado, ainda, nos anos posteriores de sua vida.

Em 1955 Shioda Sensei, criou oficialmente o primeiro dojo do Yoshinkan Aikido em Tsukudo Hachiman, Tokyo. Atualmente o Yoshinkan Aikido está presente em vários países.

O estilo Yoshinkan de Aikido é chamado regularmente de estilo duro de Aikido, uma vez que o método de treinamento é um produto de uma época de grande esforço e dedicação do Sensei Shioda com o O-Sensei Ueshiba.

Gozo Shioda, Artista marcial excepcional, professor, fundador do Yoshinkan Aikido, faleceu em Tóquio, em um domingo 17 de julho de 1994, aos 78 anos.

 

Yoshinkan Aikido no Japão

Hombu Dojo: http://www.yoshinkan.net/indexE.html

 

Yoshinkan Aikido no Brasil

Representante: www.institutohikari.com.br – Sensei Eduardo Pinto

 

Literatura sobre Yoshinkan Aikido

Livro: Aikido Shugyo – Harmonia no Confronto. De Gozo Shioda – em Português

http://www.pensamento-cultrix.com.br/aikidoshugyoharmonianoconfronto,product,978-85-315-1642-9,53.aspx

Guia Básico: Yoshinkan Aikido no Brasil – em Português

http://www.institutohikari.com.br/guiabasico.html

 

Vídeos de Gozo Shioda Sensei

YouTube: http://www.youtube.com/results?search_query=gozo+shioda&aq=f

 

Colaboração: www.institutohikari.com.brwww.aikido.yoshinkan.com.br


AIKIDÔ, Um Amor Maior – Por Odorico Martins

08/04/2010

Meu primeiro contato com o Aikidô, como muitas pessoas, foi através de um livro. As imagens e a proposta enunciada soou em minha mente como algo que sempre esteve em mim, apenas estava adormecido.

Minha primeira vivencia com o Aikidô trouxe o caos a todos os meus conceitos pré estabelecidos. Começou a cair por terra tudo o que eu conhecia.

Era o começo de uma nova vida. Vida que hoje eu não consigo conceber sem ele.

Passei por diversos lugares, pois a mudança sempre fez parte de minha vida e isto me fez conhecer diversos professores (Sensei), alguns com técnicas apuradíssimas, outros também. Mas não quero me deter a nenhum em particular pois estaria sendo injusto, visto que cada um deles contribuiu de alguma maneira para o meu crescimento pessoal.

Hoje quero me deter apenas em um lugar. Lugar este onde aprendi o AIKIDÔ em sua expressão máxima, expressão esta que eu denomino AMOR.

Este lugar é NATAL. Academia Central de Aikidô de Natal. Um lugar inesquecível.

Lugar onde realmente descobri o que é SER humano. Lugar onde a graça dos movimentos se funde a beleza dos seres humanos. Falo beleza em um plano maior que apenas a estética. Falo sobre a beleza da amizade, da compreensão, da honra e do respeito.

Lá conheci pessoas fundamentais para minha vida e estas eu nunca esquecerei. Mais uma vez não quero citar nomes, pois senão começaria uma genealogia bíblica, visto que a ACAN tem muitos alunos e não menos professores. Mas este grande número deve-se ao prazer que o local proporciona, pelo aprendizado responsável e humanitário, assim como pelo simples convívio entre os participantes.

Tudo lá me encantou, tudo foi HARMONIA.

Sinto-me honrado em ter feito parte deste meio, de ter convivido com pessoas de tamanha qualidade.

Hoje tenho dado vários shomen uti’s na saudade, sufocado com yonkyos a tristeza de não estar mais aí.

Dou aula no Rio Grande do Sul, na cidade de São Leopoldo, e tem sido muito difícil para mim treinar em virtude das distâncias que me separam dos dojôs .  Carrego comigo apenas os ensinamentos daqueles que saudei ONEGAISHIMASSU e treinei. Levo em meu coração a pureza dos sentimentos que o AIKIDÔ exige. Carrego em minha alma o AMOR que sinto por cada um de vocês.

DOMO ARIGATO GOZAIMASHITA.

*Odorico Martins é graduado em Aikidô (Faixa-Preta 1º Grau – Shodan) pela Academia Central de Aikidô de Natal 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Aikidô e o Princípio da Mente Vazia – MUSHIN – Por Marcus Vinicius Andrade Brasil

31/03/2010

Aquele que se aventura aos estudos das artes marciais, seja ela qual for, se depara, na maioria das vezes, com termos até então estranhos ao seu cotidiano. O próprio termo DO (caminho), termo presente no nome da maioria das artes japonesas – marciais ou não – como Kyudô, Karatê-Do, Judô, Shodô e também no Aikidô, além de indicar caminho, senda, é indicação de algo muito mais amplo, que seja, a própria vivência, a busca, o espírito incessante de se chegar próximo à perfeição naquilo que se propôs a fazer. É na realidade uma situação mais espiritual que física.

No Aikidô, dentre os termos usados tem um, em particular, que é pouco falado na sua literatura específica, mas bem difundido nos escritos Zen e sempre citado nas classes de Aikidô durante os treinos – O Mushin.

O Mushin, em sua etimologia, nasce da união de dois kanjis – Mu, vazio ou nulo e Shin, coração ou mente. Em tradução livre pode-se dizer que Mushin é mente vazia. Quem, em classes de Aikidô, nunca ouviu o Sensei falar em deixar a mente vazia?  Na maioria das vezes o mestre explica que se deve deixar a mente vazia, não pensar em nada (bem difícil para os ocidentais); não se ater a partes e ao mesmo tempo ver o todo. Explica ainda que se deve aguardar a ação do colega de mente vazia (não esperar nada de forma pré-estabelecida) e que em vista de tal atitude vem a facilidade na aplicação da técnica, pois o praticante não se atém a determinada forma e nem a determinada atuação do outro, fazendo o movimento fluir assim como os pensamentos, ou seja, deixa passar o ataque e adequar a defesa.

Mushin foi definido pelos estudiosos do Zen como um estado de consciência inconsciente ou de inconsciência consciente, o indivíduo está presente e ausente ao mesmo tempo. O vazio é o não apego, é a concentração no todo e não na parte, é o adequar-se, é, a grosso modo, o “fazer no automático”.

E como se chega ao Mushin? Como se chega ao ponto de fazer sem sentir o que faz? (Observe-se que não sentir o que se está fazendo não está ligado com a inconsciência pura, a consciência está adormecida, mas presente e sem interferir na ação). Como em todas as artes, é com o treino perseverante. Já disse em outras épocas o Guerreiro Espadachim Miyamoto Musashi: “tempere a si mesmo com mil dias de pratica e refine-se com dez mil dias de treinamento”.

Assim, partindo-se do pressuposto que não se deve, no Aikidô, separar a mente e corpo, e que o praticante deve estar integral na prática da arte, a percepção do Mushin vem a ser bem difícil.

Vê-se que o Mushin não pode se dissociar e passar para uma disciplina essencialmente mental ou essencialmente física. Não se pode atingir o Mushin através da razão pura e simples. No Mushin a mente não se prende a pensamentos, eles vêm e vão, a consciência passa a fluir livremente, de objeto a objeto, de sensação a sensação. Também não se deve controlar o corpo pela mente. O termo mente vazia determina que ela nunca está ocupada com uma determinada idéia, com concepção ou distinção, pelo contrário, por ela tudo passa e nada se fixa.

No Aikidô usamos o Mushin, e também podemos chegar ao Mushin através dele.  A fixação em pensamentos é uma tentação. Com o treinamento constante da arte do Aikidô podemos, com a prática, eliminar os pensamentos na aplicação das técnicas. O treinamento constante leva ao desprendimento e a simples atitude do fazer. É o “algo” que age, dogma difundido no Zen e no Cristianismo – “não sou eu que faço as obras, é o pai que as faz em mim; eu, de mim, nada posso fazer”. O treinamento constante da mente e do corpo leva o Aikidoca simplesmente a fazer o que deve ser feito e não conjecturar se deve fazer ou não.

No treinamento, cada ataque e cada defesa levam o praticante a se familiarizar com os movimentos e cada nova tentativa é uma chance de se não pensar em nada e agir. O praticante que fica a remoer uma técnica, seja bem ou mal aplicada e que poderia ter feito desta ou daquela forma, não está em conformidade com o Mushin. O Aikidoca que faz a movimentação de forma fraca e temerária vai levar esta fraqueza para a próxima tentativa; e se fez a movimentação de forma brilhante e objetiva também levará tal sensação para o próximo passo. De uma forma ou de outra será influenciado na aplicação da nova técnica que virá. Mas o Aikidoca que deixa a técnica, mal ou bem executada, de lado e parte para nova tentativa, livre de intenções e de definições, do início, e de mente limpa para a nova e única experiência, este sim, está no caminho do Mushin.

No Livro a Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen , o autor, Eugen Herrigel, descreve um estado que se observa, sem muito esforço, como sendo o Mushin:

Não se pensa em nada de definido, quando nada se projeta, deseja ou espera, e que não se aponta em nenhuma direção determinada… esse estado fundamental livre de intenção e do eu, é o que o mestre chama de espiritual

O Mushin “surge” quando o Aikidoca, que age, está separado do seu ato e os pensamentos não interferem no que ele faz. O ato (físico) inconsciente (mente) é o mais livre e descontraído de todos. Deixar a mente fluir, não se ater a partes ou pensamentos leva a respostas instintivas e prontas.

Na prática, quando se pensa em exibir perícia ou fazer uma bela apresentação diante dos mestres, o consciente do Aikidoca interfere no desempenho do físico e este vem a cometer erros. É necessário se eliminar da mente a sensação de que se está fazendo aquilo. A mente precisa mover-se entre as técnicas e suas passagens de forma que não se atenha nem nelas, nem na platéia e nem no colega que junto está na apresentação. No instante em que o Aikidoca está consciente do que está tentando, a fina força, fazer, o equilíbrio se desfaz e este simples momento de desarmonia interrompe o fluxo da movimentação. A atenção demasiada em algum ponto fará o Aikidoca se fixar naquilo que é apenas passageiro e assim travar o movimento.

O Mestre Zen Takuan Soho, em sua obra a Mente Liberta – Escritos de um Mestre Zen ao um Mestre de Espada – fala sobre o poder negativo de se prender a mente em um ponto.

“Se a pessoa situa sua mente na ação do corpo do oponente, sua mente será capturada pela ação do corpo do oponente”. 

Então, onde situar a mente? O próprio Takuan responde:

“Se não a situares em lugar nenhum, ela irá todas as partes do teu corpo e o preencherá inteiramente”.

E continua:

“Se tu te decidires por algum lugar e lá situares a mente, ela será capturada por este lugar e perderá sua função. Se a pessoa pensar, ela será capturada por seus pensamentos. Portanto, deixa de lado os pensamentos e a discriminação, lança a mente para fora do corpo inteiro e não a fixe nem aqui nem lá; então, quando ela visitar os vários lugares, ela realizará a função própria e agirá sem erro”

A mente presa é a uma das maiores armadilhas em que o artista marcial pode cair. Para não se prender nisso ou naquilo, em movimentos ou técnicas, em platéias ou no ego, além do treinamento árduo e a prática constante, há de se haver o desprendimento da mente na ação – O Mushin.

Por fim, observamos que o Mushin, além de importante princípio a ser seguido é atitude difícil de ser adquirida, é um princípio importante na prática marcial do Aikidô, mas, em contrapartida, atitude rara de ser observada. O treinamento constante, a prática reiterada das técnicas e o desprendimento na execução são formas de deixar a mente fluir e que podem levar ao Mushin. E você, já atingiu o Mushin?

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HERRIGEL, Eugen – A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen – Tradução do Inglês para o Português por J. C. Ismael – Ed. 23ª, 2009 – Editora pensamento – São Paulo/SP.

HYAMS, Joe – O Zen nas Artes Marciais – Tradução do Inglês para o Português por Cláudio Giordano – Ed. 1ª, 1992 – Editora pensamento – São Paulo/SP.

KUSHNER, Kenneth – O Arqueiro Zen e a Arte de Viver – Tradução do Inglês para o Português por Paulo César de Oliveira – Ed. 2ª, 1992 – Editora Pensamento – São Paulo/SP.

SOHO, Takuan – A Mente Liberta – Escritos de um Mestre Zen a um Mestre da Espada – Tradução do Japonês para o Inglês por William Scott Wilson – Tradução do Inglês para o Português por Marcelo Brandão Cipolla – Ed. 1ª, 1998 – Editora Cultrix – São Pulo/SP.

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* Marcus Vinicius Andrade Brasil é graduado em Aikidô (Faixa-Preta 4º Grau – Yondan) pela Academia Central de Aikidô de Natal

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Colaboração:

www.impressione.wordpress.com

www.aikidorn.com.br

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Aikidô – Por Israel Félix de Lima Júnior

26/03/2010

Em certo momento da minha vida, onde já tinha treinado por alguns anos algumas artes marciais, soube de uma nova arte que havia feitos mirabolantes e de tamanha maestria e elegância, comecei a pesquisar cuja arte poucos sabiam em Natal/RN. O tempo passa e o universo conspira e, em um dia qualquer me deparo com panfletos informando sobre cuja arte havia iniciado a busca em outrora, logo, de prontidão vou ao dojô, assisto ao treino e de imediato decido treinar. O Sensei Rodrigo, observando minha ansiedade me pede para fazer um treino experimental primeiro, porém, decidido como uma flecha lançada, já me matriculo e começo a treinar.

A idéia de força física e a resolução de problemas através da pancada foi logo frustrada nos primeiros treinos, começo a observar que haveria sempre alguém mais habilidoso e mais forte que eu e, isso não seria propriamente força física, então, comecei a experimentar a sensação de fraqueza e tais sentimentos me mostraram que eu estava estudando algo completamente diferente e grandioso, me apaixono pela arte em que outrora ansiava tanto em conhecer.

A dedicação desprendida no decorrer dos treinos e do tempo, me fizeram ver que a força sugerida pela filosofia do Aikidô era espiritual, nesse momento descubro o quanto sou fraco e o quanto o caminho é longo e árduo. As experiências galgadas com mestres e colegas diferentes me fizeram ver o tamanho da riqueza do Aikidô e fortaleceu a minha compreensão sobre a filosofia, a força espiritual, mesmo o caminho sendo individual há necessidade da cooperação dos colegas, pois o individuo só existe porque há o todo.

Ao chegar aos dez anos de treino e ao 3º Dan, sinto como se eu tivesse dado o primeiro passo para essa longa jornada, pouco conheço sobre minha pessoa, a cada treino a cada novo colega, a cada Sensei, observo que pouco sei e que muito tenho a aprender.

* Israel Félix de Lima Júnior é graduado em Aikidô (Faixa-Preta 3º Grau – Sandan) pela Academia Central de Aikidô de Natal

Colaboração: www.aikidorn.com.br


Projeto Aikidô – Escola Municipal São Francisco de Assis – Yasugi Aikidô Dojô

21/03/2010

Na manhã do sábado, 20/03/2010, a Escola Municipal São Francisco de Assis esteve mais uma vez em festa; aconteceu a primeira Troca de Faixa do Projeto Aikidô. Oito Aikidocas do Projeto, dentre os participante, foram avaliados e receberam promoção à faixa-amarela (5º Kyu).

A Banca Examinadora foi composta por 04 (quatro) membros graduados Faixa-Preta em Aikidô do Estado do RN: Sensei Sérgio Pellissari (3º Dan Aikikai) representando a Academia Central de Aikidô de Natal; Israel Lima Jr. (3º Dan Aikikai); Paulo Wanderley (1º Dan Aikikai) e Vinicius Brasil (3º Dan Aikikai) e responsável pelo Projeto Aikidô da Escola Municipal São Francisco de Assis.

Aproveitando as festividades do evento de Troca de Faixa foi divulgado aos presentes o nome e a logomarca do Dojô responsável pelos treinamentos de Aikidô na Escola Municipal São Francisco de Assis, YASUGI Aikidô Dojô.

Ainda na festividade, foram homenageadas com certificados de reconhecimento, os participantes da Banca Examinadora, bem como, a Diretora da Escola Municipal São Francisco de Assis, Maria da Natividade Moura Rodrigues e a Vice-Diretora, Roselane Praxedes, pelo bom trabalho e pelo apoio ao Projeto Aikidô e seus Voluntários.

YASUGI Aikidô Dojô

Nome em homenagem ao Mestre em Aikidô, o Sr. Reishin Kawai (conhecido no meio do Aikidô Nacional por Kawai Sensei), pessoa que foi designada pelo Hombu Dojo – Central de Aikidô no Japão – para difundir o Aikidô no Brasil e na América do Sul.

Nascido no Japão, na cidade de YASUGI, prefeitura de Shimane e falecido em janeiro deste ano em São Paulo/SP, Kawai Sensei representou no Brasil o Aikidô de Morihei Ueshiba durante 46 anos.

Assim, em reconhecimento e respeito ao Mestre Reishin Kawai, ficou determinado que o Dojô teria o nome de sua cidade natal, Yasugi, e se chamaria YASUGI AIKIDÔ DOJÔ.

Projeto Aikidô

Trabalho Voluntário, em prol das crianças do bairro de Nazaré e Bom Pastor (Natal/RN), nas dependências da Escola Municipal São Francisco de Assis, promovido por Marcus Vinicius Andrade Brasil, Advogado no RN, 3º Dan de Aikidô e Guilherme Augusto da Silva Lemos, Universitário, 1º Kyu (Faixa-Marrom) de Aikidô.

Promovidos para 5º Kyu – Faixa Amarela – no 1º Exame de Faixa do YASUGI Aikidô Dojô.

Alan Gustavo Pessoa Machado

Alyson Augusto Pessoa Machado

Josemar Veríssimo da Silva Júnior

Joyce Karoline dos Santos Hermógenes

Manoel Rafael da Silva Gomes

Maria Luiza Silva da Costa

Wesley Mateus da Silva

Weslley Leandro da Silva Freire

Para Informações sobre o Projeto Aikidô – YASUGI Aikidô Dojô, entre em contato com Vinicius Brasil e Guilherme Lemos pelo e-mail: mvabrasil@yahoo.com.br

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


O Aikidô na Minha Vida – Por Giovanni Nóbrega de Paiva

17/03/2010

Sou professor de Educação Física (Judô e Aikidô) e pratiquei algumas artes marciais como: Karatê Shotokan, Kung Fu Shaolin, e atualmente pratico além do Aikidô, o Jiu-Jitsu.

Foi através do convite de uma aluna do Judô, que conheci a Academia Central de Aikidô, na época o Sensei da academia era Rodrigo Martins que foi uchideshi do Sensei Kawai. A empatia foi imediata, iniciei os treinos vivenciando no dia a dia toda etiqueta dessa arte, técnicas e um ambiente de muita harmonia, tudo muito parecido com os ensinamentos do judô.

Ao realizar as técnicas de Aikidô, percebi a sutileza e suavidade com que elas são aplicadas, e que é através dos movimentos circulares que os movimentos tornam-se ainda mais eficientes.    

Certa vez, um grande mestre estava meditando e observando a neve cair sobre as árvores, duas delas lhe chamaram a atenção: o salgueiro e o carvalho, quando a neve caía sobre os galhos do carvalho, acumulavam-se em grande volume, visto que, os galhos eram robustos e suportavam por um determinado tempo o peso da neve, mas rompiam-se bruscamente promovendo conflito, já o salgueiro era diferente ao receber a neve, por menor que fosse a quantidade, dobrava-se com flexibilidade, deixando a neve cair sem nenhum esforço e depois retornava ao estado inicial.

Com isso, o mestre verificou que ceder é mais interessante que se opor, ser flexível e adaptar-se sem confronto é melhor e gera menos conflitos, a partir dessa reflexão criou-se a primeira academia, a do coração do salgueiro.

O Aikidô por se tratar de uma arte mais sutil e suave não precisa da neve, mas da suavidade do vento para ceder sem conflito e promover uma nova perspectiva de caminho ou direcionamento, em que ambos (sem conflito e resistência) resolvem percorrer harmonicamente.

* Giovanni Nóbrega de Paiva é graduado em Aikidô (Faixa-Preta 3º Grau – Sandan) pela Academia Central de Aikidô de Natal

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A Prática do Aikidô na Infância Constrói Cidadãos de Bem – Por Hellen Suely dos Santos Lima Paiva

11/03/2010

Por se tratar de uma arte marcial não competitiva, o Aikidô tem sido procurado por muitos pais, que desejam que seus filhos pratiquem esportes que tenham essa filosofia, já que as modalidades oferecidas nas escolas são direcionadas para definição de um vencedor e um perdedor, o que expõe essas crianças ao estresse, problemas físicos e muitas vezes psicológicos.

No momento em que vivemos, sempre estamos sendo cobrados à competitividade, quer seja no ambiente familiar, escolar e nos mais variados grupos sociais, daí a necessidade da procura de “válvulas de escape” para encontrarmos o equilíbrio. É aí que entra o Aikidô, uma arte marcial que busca a cooperação, a harmonia e a necessidade do outro para concretização da técnica. Dentre tantos benefícios para as crianças e adultos, o Aikidô também trabalha o condicionamento físico, a coordenação motora fina e ampla, a concentração, disciplina, respeito e socialização.

O ambiente harmônico onde se pratica o Aikidô favorece à aquisição de todos esses benefícios, pois é nesse momento que minimizamos a agitação do dia a dia, nos concentrando na respiração e na busca da paz interior.

Nas aulas com crianças não podemos esquecer de incluir o lado lúdico, que sempre são praticados ao final dos treinos, através da inclusão de jogos cooperativos, onde o trabalho em grupo é bastante focado, dentre as brincadeiras podemos citar: coelho na toca, bandeirinha, tica corrente, tica ajuda, estafetas, entre outras.

Na Academia Central de Aikidô de Natal, além das aulas em si, também são oferecidas oficinas de Educação Ambiental e Sustentabilidade, onde além das crianças, os pais também são convidados a participar. Nesses encontros, inicialmente temos um bate-papo inicial, onde vivenciamos experiências pessoais relacionadas às questões ambientais, sobre a atual situação do planeta e o que a falta de cuidado com a nossa casa (a Terra) pode ocasionar para as futuras gerações. Logo após confeccionamos objetos, utilizando como matéria prima o resíduo descartado (o lixo) e posteriormente fazemos um lanche coletivo.

Enfim, a prática do Aikidô além do trabalho marcial e corporal, contribui também para construção de cidadãos de bem, responsáveis e produtivos para sociedade.

* Hellen Suely dos Santos Lima Paiva é graduada em Aikidô (Faixa-Preta 2º Grau – Nidan) pela Academia Central de Aikidô de Natal

Colaboração: www.aikidorn.com.br


A Respiração no Aikido – Um Caminho para a Harmonia – Por Maria Cristina Cuono Pereira

08/03/2010

“Para viver, precisamos respirar – em japonês ’kokyu’. Podemos sobreviver durante semanas sem comida, durante dias sem água, mas não podemos deixar de respirar por mais que alguns minutos.” – Mitsugi Saotome

Quando se inicia na prática do Aikido sempre se ouve do Sensei que tudo é fluido e que se deve trabalhar a circularidade para se obter energia e proteção… Esse aspecto, à primeira vista tão contraditório quando se fala em Artes Marciais – o que sempre recorre à idéia de ataques violentos em pontos vitais, reveste-se de importância capital.

Numa visão inicial, tem-se a sensação de que tudo isso não faz parte da realidade dessa arte marcial e que o necessário é, realmente, atacar o nosso oponente. Ledo engano.

Depois de alguns anos de prática, pode-se perceber toda essa circularidade, incansavelmente citada desde o início dos treinos e que mais importante do que atacar é esperar, controlar-se, buscar o equilíbrio e reforçar a proteção. Para proteger, é necessário respirar e se encher de energia qualificada, purificando cada célula do corpo.

Outrossim, com o benefício da respiração controlada, aprende-se a trabalhar a ansiedade de querer estar sempre tomando decisões precipitadas, interrompendo, com isso, o ciclo natural da energia dentro de cada um.

Quando se praticam atos violentos ou impensados, as conseqüências são logo notadas pelo excessivo desgaste, perdendo-se muito tempo e energia para, novamente, alcançar a harmonia e o equilíbrio, algo inacessível quando não se recupera a respiração e o autocontrole.

Os limites que podem ser atingidos em estados alterados, bem como a técnica que se deve utilizar para retornar ao estado de equilíbrio, dependem, antes de qualquer coisa, de se possuir conhecimento de suas próprias características. Quando se busca esse autoconhecimento, pode-se entender melhor toda a dinâmica dos movimentos que ocorrem, sempre, num macro e micro cosmos.

Nas técnicas do Aikido, todo o movimento se inicia a partir de nosso centro (micro) e se expande até envolver o outro praticante (uke) no mesmo caminho ao qual a energia vai se moldando (macro).

Dentro de todo o movimento de Aikido, sempre acontece esse pequeno e grande deslocamentos, envolvendo a capacidade de concentração na respiração. Quanto mais concentrados no fluxo respiratório dentro de si mesmos, mais se pode relaxar e ter uma consciência cada vez maior da cinemática envolvida nas técnicas.

Kokyu (respirar) é a palavra que define todos os movimentos dentro das espirais de energia trabalhadas através dos chakras e expandidas no movimento de cada técnica praticada no Aikido.

A respiração é extremamente importante para todo e qualquer movimento. Sempre que se esquece a forma correta de respirar, cansa-se mais rapidamente e se torna mais comum se desconcentrar no movimento.

Quando entendemos melhor o caminho percorrido pela respiração no nosso próprio corpo, entendemos o que é relaxamento. Se nos concentrarmos na nossa respiração e relaxarmos em cada movimento, conseguimos uma melhor desenvoltura nas técnicas e, consequentemente, um melhor condicionamento físico.

Quando não se entende o caminho percorrido pela energia da respiração no corpo, limita-se o seu desempenho, expõe-se às contusões e fraturas, além de não se aproveitar o melhor de todo o treinamento, que é o alongamento.

Ao oxigenar-se todo o corpo através de uma melhor respiração, relaxamento e alongamento em cada técnica praticada, sente-se uma sensível melhora na saúde.

Sentimo-nos mais dispostos, atentos e preparados para o dia a dia, as vicissitudes da rotina e para se vencer os maiores inimigos de qualquer um: suas próprias limitações e imperfeições.

No Aikido busca-se encontrar a verdade interior e somente se pode conhecê-la, por meio da busca incansável da perfeição. Superando cada vez mais os próprios limites, e através da respiração, expandindo a consciência para níveis cada vez mais elevados da compreensão do Universo.

Com uma maior concentração no caminho que a energia da respiração percorre no nosso interior, consegue-se superar os próprios limites, evoluindo e aprendendo cada vez mais intensamente. Nosso corpo fala e, através da respiração, consegue-se ouvi-lo e tudo ao seu tempo vai se modificando e melhorando.

Quando se percebe a necessidade de se estar atento à respiração, pode-se, realmente, começar a aprender o quê é o AIKIDO.

* Maria Cristina Cuono Pereira é graduada em Aikido (Faixa-Preta 3º Grau – Sandan) pela Academia Central de Aikido de Natal.

Colaboração: www.aikidorn.com.br


Kawai Sensei – Nota de Falecimento – Aikidô Brasileiro em Luto

27/01/2010

Faleceu na noite do dia 26/01/2010, Reishin Kawai, Introdutor do Aikidô no Brasil.

Kawai Sensei, como era conhecido no meio do Aikidô nacional veio a falecer aos 78 anos. O enterro será hoje (27/01) às 17:00h no cemitério de Congonhas. Kawai Sensei era o único com a graduação de 8º Dan no Brasil.

O Blog IMPRESSÕES presta homenagem ao grande mestre Reishin Kawai Shihan e solidariedade à família, amigos, discípulos e alunos, neste momento de profundo pesar.

Que Kawai Sensei seja sempre lembrado na história do Aikidô Brasileiro e que sua memória e ensinamentos não se diluam no tempo.

Kawai Sensei, Domo Arigatô Gozaimashita


Projeto Aikidô – Escola Municipal São Francisco de Assis – Natal/RN – Treino de Férias

26/01/2010

Os alunos do Projeto Aikidô da Escola Municipal São Francisco de Assis, em Natal/RN, tiveram uma surpresa neste mês de Janeiro e início de Fevereiro: Os treinos que durante o ano letivo se resumiam às manhãs dos sábados (uma vez por semana), foram ampliados. Agora, durante todo o mês de Janeiro e a primeira semana de Fevereiro, as crianças do Projeto Aikidô estão participando de três treinos semanais (quartas, sextas e sábados).

A medida foi necessária em virtude da falta de ocupação por parte dos alunos nas férias escolares e pela ociosidade da escola no mesmo período.

Os três treinos semanais estão surtindo grande efeito. Melhoria técnica no Aikidô; menos crianças nas ruas; utilização dos aparelhos da escola – tatames e quadra de esportes – e maior contato entre as crianças participantes do projeto e os voluntários. Estes são apenas alguns dos benefícios dos treinos extras neste período de recesso escolar.

Ainda aproveitando a maior carga de treinos de Aikidô, os voluntários do Projeto Aikidô, Vinicius Brasil e Guilherme Lemos, estão, dia a dia, escolhendo dentre os alunos mais bem preparados aqueles que participarão do exame de faixa na Academia Central de Aikidô de Natal no final do primeiro trimestre de 2010. Os alunos escolhidos serão os primeiros graduados do Projeto Aikidô.

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


A ARTE DE CEDER – Por Marcos José do Nascimento

26/11/2009

Em minha adolescência, quando iniciei os meus treinos de Judô com Sensei Ceny Peres Barga, no Ginásio Portuário, no Rio de Janeiro, eram enfatizados os aspectos dos ensinamentos filosóficos de Jigoro Kano, e um deles passado para nós era o seguinte: “O Judô, quando empregado, é tão perigoso quanto uma espada desembainhada, o melhor modo de usá-lo é não o empregar. Ceder para vencer”.

Ceder é uma prática pouco difundida em sociedade, pois, em geral, o ser humano é ensinado, e não educado, a conquistar seus espaços a qualquer custo, de qualquer maneira, qualquer seja esse espaço, e em o conquistando, nele permanecer de igual maneira, da mesma forma que o conquistou, quando não descobrindo novas formas de manutenção no posto, sejam quais forem essas formas.

O Jujutsu marca, pode-se especular, de certa maneira, uma nova maneira de prática de arte marcial, posto que o seu princípio guarda relação com a suavidade, com a flexibilidade, e acredito que no momento anterior à sua existência o modo de praticar-se a arte marcial desarmada fosse talvez mais rígido, menos suave, menos flexível.

Jigoro Kano afirma em seus escritos que o termo Jujutsu talvez se tenha originado da expressão: “Ju yoku go o seisu”, significando, “Flexibilidade Controla a Rigidez”. Na flexibilidade está implícita a idéia de ceder.

Judô e Aikidô são duas artes marciais que empregam a idéia de ceder, embora no primeiro nas competições alguns atletas não se utilizem desse princípio, enquanto outros o utilizam como forma de condução do oponente para uma posição que facilite a aplicação de sua técnica.

Fora os aspectos competitivos do Judô, nas suas demais práticas, ceder é uma constante, no treino técnico, nos seus diversos katas, enquanto no Aikidô essa constante é sempre presente, posto que neste não há alguma forma de combate, no qual um dos praticantes tenha que ser considerado vencedor, inexistindo a figura do oponente na outra pessoa.

Nos treinos de Aikidô, o uke cede o seu corpo para que o tori (ou nage) aplique uma técnica, de igual maneira acontece no Judô, existindo neste apenas uma hipótese em que tal não ocorre, é o chamado “tendoku geiko” (treinamento solitário) no qual o judoca realiza as movimentações de igual forma como se contasse com uke, que na verdade não está presente.

Tanto Jigoro Kano quanto Morihei Ueshiba, respectivamente, criadores do Judô e do Aikidô enfatizavam o uso das artes que criaram fora do ambiente do Dojô, no que se refere a transferir os comportamentos levados a efeito dentro dos treinos para a sociedade, colaborando com ela. E um desses aspectos é o hábito de ceder, entre outros tantos ganhos que vão sendo conquistados ao longo de uma prática continuada.

A imagem do atleta que, na propaganda televisiva, quando chega o elevador, cede a vez para outra pessoa, é um aspecto de gentileza e educação repetido no ambiente do Dojô, e a oportunidade de ceder, pelo exercício da flexibilidade mental, vai-se estendendo aos poucos, para outras posturas mentais e sociais, tornando o praticante, paulatinamente, menos rígido com os outros e consigo mesmo, salientando que todo trabalho de transformação do ser humano, incutindo-lhe novos hábitos mentais e sociais é uma tarefa demorada que tem de contar com a boa vontade do próprio ser, uma vez que na sociedade nem sempre se pode contar com a boa vontade alheia, e transformação que precisa operar-se é em cada ser, em lugar de primeiro dar-se com o outro para que cada um transforme-se.

É uma ação que reclama internalizar os conceitos aprendidos, transformando-os em práticas ao longo do tempo, dentro e fora do Dojô, mesmo que, aparentemente, pequenas, sem grande destaque, sem grande realce social, mesmo sem ser percebida pelos demais, pois, de outra maneira, o discurso não passará de uma bela retórica, o que não falta nos mais variados ramos da atividade humana.

Quando Jigoro Kano afirmava “ceder para vencer”, este vencer reporta-se a vencer a si mesmo, e não o oponente, posto que, em última instância, mesmo na competição em que se busca uma vitória sobre o outro, vence-se a si mesmo, superando-se a si mesmo numa limitação, conquanto essa vitória seja sempre efêmera, mui passageira, como também enfatizava o criador do Judô, quando afirmava que num combate, tanto quem vence, quanto quem perde, encontram-se ambos no mesmo patamar, no mesmo nível.

A arte de ceder, presente no Judô e no Aikidô, herdada do Jujutusu, reclama comportamentos de cooperação, dentro e fora do Dojô, ajudando na construção de uma sociedade melhor, por meio da melhoria dos seus integrantes, e, neste aspecto, tanto o Aikidô quanto o Judô, em suas essências, buscam colaborar na mudança para melhor do ser humano, colaborando com a sociedade como um todo, melhorando-a pela transformação de seus integrantes.

Referências

– MIND OVER MUSCLE – JIGORO KANO – 2005 – KODANSHA.

*MARCOS JOSÉ DO NASCIMENTO – Servido Público Federal – Faixa-Preta de Judô e Aikidô – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal.


Aikidô Natal – 10 Anos de Aikidô – Novos Graduados da Academia Central de Natal/RN

24/11/2009

Conforme prometido, segue a lista dos novos graduados da Academia Central de Aikidô de Natal (em ordem alfabética). Os novos graduados receberam seus títulos na presença do Mestre Reishin Kawai, 8º Dan de Aikidô, introdutor e representante do Aikidô no Brasil e do Sensei Rodrigo Martins, Fundador da Academia de Aikidô de Natal em 1999.

O evento foi parte da comemoração dos 10 anos de Aikidô em Natal/RN. Participaram também do evento o Sensei Rogério Paudejuenas (PB), Sensei Henrique (PE), e o Sensei Daniel (BA).

Atualmente Sensei Rodrigo reside nos EUA e a Academia Central de Aikidô de Natal está sob a direção de seus seguidores mais antigos: Marco Antonio Rocha, James Araújo, Sérgio Pellissari e Gabriel Lopes.

NOVOS GRADUADOS

Shodan – Faixa-Preta 1° Grau

Alberto Sérgio G. Chagas

Beethoven Feitosa Gouveia

Cristiana Silva Barbosa

Cristiano Baia F. Araujo

Diego Fernandes Sales

Francisco A. Feitosa Junior

Francisco Laurentino Pontes

Frank Düesberg

José Francisco Cosme Silva

Leonardo Carneiro Ventura

Louise Leiros F. Siqueira

Luiz Augusto O. Souto

Marcos José Nascimento

Marcos William Pontes

Paulo Wanderley Sá Leitão Neto

Roberta Macedo Xavier

Nidan – Faixa-Preta 2° Grau

Hellen Suely dos S. L. Paiva

Marcelo Murilo G. dos Santos

Sandan – Faixa-Preta 3° Grau

Cristos Xenophon Aravanis

Israel Felix de Lima Junior

Marcus Vinicius Andrade Brasil

Maria Cristina Cuono Pereira

Maroni Costa Leitão

Giovanni Nóbrega de Paiva

Colaboração: www.aikidorn.com.br


Kawai Shihan em Natal/RN – 10 anos de Aikidô em Natal – Exames de Dan

09/11/2009

No final de semana dos dias 31/10/2009 a 02/11/2009, ocorreu na cidade Natal, estado do Rio Grande do Norte, as comemorações pelos 10 anos de Aikidô Kawai Shihan naquela capital. O evento deu-se na Academia Central de Aikidô de Natal com a presença do Sr. Reishin Kawai, 8º Dan de Aikidô e introdutor da arte no Brasil.

Dentre os convidados, além do Kawai Shihan e de sua filha Cristina Kawai, o evento contou com a presença de Rodrigo Martins Sensei, responsável pela Academia Central de Aikidô de Natal e pela introdução do Aikidô da linhagem do fundador Morihei Ueshiba na cidade do Natal e dos demais Sensei(s) da Academia de Natal (Marco Antonio, James Carlos, Sérgio Pellissari e Gabriel Lopes).

De outros estados vieram: Rogério Sensei, representando o estado da Paraíba; Henrique Sensei, representando Pernambuco e Daniel Sensei, representando a Bahia e colegas da Academia de Natal em outras cidades (São Paulo/SP, Parnamirim/RN, Mossoró/RN). Além dos ilustres convidados, alunos dos respectivos mestres compareceram ao evento.

O evento teve início no dia 31/10/2009 com um treino de abertura ministrado por Rodrigo Sensei. Após o treino, os participantes saíram em comitiva ao aeroporto da cidade do Natal (em Parnamirim) para fazer as boas vindas ao Mestre Reishin Kawai e sua filha Cristina.

No dia 01/11/2009, domingo, logo às 07:00h da manhã, os candidatos a aquisição de grau e mudança de grau já estavam perfilados no tatame da Academia Central de Aikidô de Natal para receber o avaliador Kawai Shihan. O exame se deu, como de costume, em uma atmosfera de confiança, alegria e descontração.

Após os exames, aqueles que participavam, foram prestigiar a presença do Mestre Kawai em um almoço no restaurante Sal e Brasa e depois, outra comitiva o levou ao aeroporto para seu retorno a São Paulo.

No final da tarde do mesmo dia, às 16:00h, os alunos da Academia Central de Aikidô de Natal e seus convidados participaram em peso do último treino do dia ministrado por Rodrigo Sensei.

Na noite do referido dia, por volta das 19:30h, deu-se a festa do evento comemorativo aos 10 anos de Aikidô em Natal com a participação no palco da Academia Central de Aikidô da violonista e aluna da Academia, a Srta. Mariana; apresentação da cantora e também aluna da Academia Central, Srta. Themis; da apresentação de Rodrigo Sensei, Leonardo (Ex Tricor), e Aleksej também alunos da Academia Central e Marco Antonio Sensei e seu filho Yuri.

Por fim, em 02/11/2009, segunda-feira, ocorreu às 08:00h da manhã, o treino de encerramento do evento com a presença dos alunos e dos convidados dos vários estados para encerrar as festividades dos 10 anos de Aikidô Kawai Shihan em Natal/RN.

Em breve será publicada a lista com os novos graduados da Academia Central de Aikidô de Natal.

 

Conheça o aikidô

Aikidô Kawai Shihan – União Sul Americana: www.aikidokawai.com.br

Aikidô em Natal: www.aikidorn.com.br

Aikidô em Pernambuco: www.aikidope.com.br

Aikidô na Paraíba: www.aikidopb.com

Aikidô na Bahia: www.aikidobahia.com.br

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Aikidô: luta japonesa desenvolve habilidades profissionais – Uol Economia

05/10/2009

O maior motivo para a tensão dos profissionais de TI (tecnologia da informação) é a instabilidade, típica da profissão. Para combater este mal, que leva ao estresse, os executivos da área apostam em atividades diferenciadas.

O Aikidô, arte marcial criada no Japão em 1942 e que ensina o espírito japonês de amor às forças da natureza, é um exemplo destas atividades. Além de promover o bem-estar, ela ainda capacita o profissional para o ambiente corporativo.

Vantagens da prática

Para o diretor comercial da CSF Storage – empresa de tecnologia – Moacir Ladeira, é uma luta essencialmente defensiva, baseada em movimentos fluidos e circulares que ajudam a desenvolver a disciplina e organização, por meio de técnicas que podem incluir armas como espadas, facas de madeira e bastão.

Para ele, é um verdadeiro exercício de autocontrole. “Aprendemos com paciência e com concentração a controlar os atos e avaliar os caminhos que queremos seguir e onde devemos chegar“, explicou.

Colaboração: http://economia.uol.com.br


Aprender com o Espírito – Por Makoto Nishida Sensei

30/09/2009

Existem vários estilos no Aikidô. Nos dojôs e em demonstrações, podemos ver que cada praticante possui um estilo diferente: movimentos lentos, movimentos rápidos, movimentos vigorosos, movimentos que parecem uma dança e muitos outros.

Mas, por quê? Isto porque o Aikidô é uma arte de grande amplitude. O objetivo do Aikidô não é impressionar os outros com a força física, mas sim expressar os movimentos do espírito através do corpo. Além do que os movimentos do Aikidô são relativos ao parceiro, ficando mais lento se o parceiro for lento ou mais rápido se o parceiro for mais rápido, e mais, os movimentos dependem das características físicas e dos pensamentos de cada um.

O fundador Morihei Ueshiba pregava severamente sobre a importância do espírito, mas parece que ele não enquadrava detalhadamente os movimentos. Entre as palavras do fundador existe uma que diz: “No Aikidô não existem formas. Não existindo formas, é tudo um aprendizado do espírito. Não se pode apegar às formas. Isto porque impossibilita a execução de movimentos delicados. A partir do corpo, tudo o que possui uma forma é chamado de “HAKU”. O espírito de tudo o que existe é chamado de “KON”, e nosso objetivo é aprender o aperfeiçoamento do “KON”. Hoje tudo é centralizado no “HAKU”, mas “KON” e “HAKU” sempre devem estar juntos. O “KON” é que deve controlar o “HAKU” “. Isto nos mostra que o ideal do Aikidô é de que o espírito é o principal, devendo o corpo se movimentar de acordo com o movimento do espírito.

Assim, todo o movimento oriundo do espírito do “Aiki” seria Aikidô. O problema é que sem uma forma determinada, é impossível aprender. Sendo assim, foram criadas técnicas básicas (KIHON), por exemplo: dai-itikyo, dai-nikyo, shiho-nague, etc. para que se possa treinar metodicamente. A partir do KIHON, devemos aprender os movimentos esféricos e por meio deste, sentir o Ki, para atingirmos a essência do Aiki. Este é o caminho indicado pelo fundador.

Vendo as demonstrações dos alto-graduados, apesar dos estilos diferentes, sempre existem movimentos circulares, o que nos impressiona. Os movimentos circulares são a manifestação do espírito do Aiki, sendo isto o princípio do Aikidô.

Existem vários dojôs de Aikidô, mas o importante é que o instrutor consiga ensinar os movimentos circulares através dos treinos básicos. O mais importante é aprender os movimentos circulares através do treino persistente do KIHON. O fundador disse “Eu sou o que sou hoje, pelos 60 anos que treinei o KIHON“. São palavras que advertem os que, sem saber o KIHON, tentar apenas imitar superficialmente as técnicas.

*Makoto Nishida – 6o. Dan de Aikidô – Representante de FEPAI

 

Colaboração: www.linseidojo.com.br  


A BUSCA – Por Frederico Dantas Ramalho Cavalcanti

22/09/2009

Ouso pensar que estamos sempre em busca de algo ou alguém. Esta procura pode ser um acontecimento construído com nossa consciência ativa, ou sem que tenhamos a noção do caminho sob nossos pés e do destino para o qual nos dirigimos.

Antoine de Saint-Exupéry uma vez escreveu: “Só se vê com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. Acho que podemos dizer que todas as verdades mais autênticas, isto é, aquelas que estão muito além de jogos de consoantes e vogais difíceis de se contradizer, enfim, essas genuínas verdades, só podem ser compreendidas e absorvidas pelo Amor que nos permitimos sentir  e manifestar.

Eu acrescentaria que: só se vê, realmente, com a alma de nossa alma… e o essencial é intocável pelas palavras…

As nossas buscas, se possuírem um quê de universal, incluem, necessariamente, o Amor e, conseqüentemente, a Verdade, mas, acima de tudo, os Relacionamentos em Harmonia.

Uma pessoa muito amada pelo meu coração me trouxe a mensagem de que eu encontraria (ou deveria encontrar) o Aikidô e eu logo senti que me reencontraria comigo mesmo, enquanto estivesse também me encontrando com muitas das pessoas mais doces que eu viria a conhecer. A minha busca, então, deveria ganhar um novo sentido e um palco mais verdadeiro na minha vida.

Penso que, no fundo, não há nome para o que buscamos. Não há nome para quem somos. Não há nome para o que pensamos ou sentimos. Tudo em nós é tão infinito e grandioso que as palavras são, meramente, uma roupa que vestimos em nós mesmos ou nas coisas do mundo. Quando muito, e se bem utilizadas, as palavras podem vir a ser um simples pretexto para as revelações que dormem dentro de nós.

Olhei nos olhos de muitas pessoas. Senti muitas vezes encontrar e reencontrar muito daquilo que não tem um nome. Mas deverei continuar a minha busca, pois a própria busca já faz parte do que buscamos.

O Aikidô, portanto, na minha concepção, não tem realmente um nome. Chamamos de Arte, de Terapia, de Caminho da Harmonia, mas a Academia Central de Aikidô de Natal, as pessoas que fazem aquele mundo que apresenta o Aikidô e o desperta em Nós, realiza e ensina algo que não poderia jamais ser contido em uma palavra, ou em todas elas.

Meus Professores: Sensei James, Sensei Sérgio, Sensei Vinicius, Sensei Marco, Sensei Gabriel e Sensei Rodrigo trouxeram para minha vida um imenso brilho que não faz parte de mim ainda, mas que venho tentando compreender e abraçar o máximo que posso. Eles ensinam imagens, sentimentos, saberes, filosofia e tudo que é inominável, e não tão-somente técnica. Me ensinaram como fazer a minha parte para construir melhor meus relacionamentos com o mundo e, principalmente, com as pessoas.

Para quem é sensível a sua própria busca, o Aikidô é uma Verdadeira Busca. E a Academia Central de Aikidô de Natal é um jardim cheio de pessoas maravilhosas capazes de ajudar em nossa busca, ou ser a própria busca.

Pelo menos para mim, se surge um problema, isto não é um problema, é uma chance para alimentar e fortalecer a harmonia dentro de nós. Não resistiremos, mas sim, concordaremos. Com compaixão e sinceridade, sentiremos o nosso lugar no mundo, agiremos da maneira mais correta e condizente com a harmonia que desejamos para Nós mesmos, e compartilharemos o melhor que existe em nosso Ser. Desse modo, tudo se resolve, tudo é um caminho em direção a um destino que é um recomeço e um novo caminho.

Sempre que as coisas dão certo para mim, alguém me elogia, eu sinto gratidão e tranqüilidade, sou feliz e o bem acontece em minha vida e nos meus relacionamentos, sempre que sirvo a algo de bom, percebo que estou praticando Aikidô.

Tenho que agradecer, com todas as minhas forças, a meus Mestres, a todos os Mestres do Aikidô e a todos que foram e são a Academia Central de Aikidô de Natal, pois eles me ajudaram e ajudam na minha tentativa de ser alguém cada vez melhor e na minha procura por tudo aquilo de belo, que não se acha nos nomes, mas sim na alma de cada um de nós.

FREDERICO DANTAS RAMALHO CAVALCANTI – Advogado – Faixa verde de Aikidô – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal – www.aikidorn.com.br

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


ERRADO OU INCOMPLETO? – Por Marcos José do Nascimento

21/09/2009

Num seminário promovido pela Associação Higashi de Judô, no seu aniversário, em 2009, Shihan Sadao, 7º Dan de Judô, entre tantas afirmações, deixou registrado que os movimentos realizados numa arte marcial não são naturais, mas criados, sendo naturais os movimentos que os seres humanos vão desenvolvendo, espontaneamente, desde o seu nascimento.

Judô e Aikidô são herdeiros de traços do Jujutsu do século XIX, este, já naquela época, adaptado às situações da vida civil, posto que se tratava de uma prática samurai remota usada em campos de batalha, quando do desarme do guerreiro em combate.

Cada ser humano possui um determinado grau de inteligência cinestésico-corporal, oriundo de múltiplos fatores, fatores esses que vão sendo determinados ao longo da vida e do desenvolvimento do ser humano, e esse grau de inteligência cinestésico-corporal determina certas limitações ou facilidades nas movimentações que a criatura faz por alguma necessidade sua, podendo mesmo esta necessidade originar-se de uma prática de ordem física desenvolvida pela pessoa.

No treino das artes marciais japonesas existem técnicas que vão sendo aprendidas, e estas técnicas possuem um tipo de movimentação básica, que lhe serve de fundamento, a partir da qual podem ser criadas variações (kuzure).

A noção de fundamento, desta forma, é uma necessidade do praticante, desde o mais iniciante ao mais avançado, não dentro de um padrão criado como referência de movimentação, a partir do que uma ou outra pessoa faça no âmbito do Dojô, mas dentro do que permite a natureza pessoal de cada praticante, visto possuir, cada um, um grau de inteligência cinestésico-corporal, que, lógico, pode ser desenvolvida e aperfeiçoada, mas não parametrizado em relação a quem quer que seja.

Como dito anteriormente, inúmeros fatores determinam o grau de inteligência cinestésico-corporal de uma pessoa para um determinado tipo de prática, e a arte marcial não está fora desse âmbito de análise, e esse grau pode mesmo constituir-se em um empecilho para a pessoa em relação a um tipo de atividade física, a depender do que lhe será exigido, fazendo com que ela descarte a hipótese de uma determinada atividade. Tal situação pode acontecer a qualquer ser humano.

Outro fator limitante é a idade, em termos dos movimentos de uma pessoa e da amplitude desses movimentos. Ela poderá realizar movimentação, diferentemente de uma pessoa mais nova cronologicamente, não estando mesmo impedida de uma prática, contudo, terá limitações, mas não se poderá exigir-lhe que realize os seus movimentos dentro dos padrões de pessoas mais novas que ela, até mesmo porque as articulações de quem possui uma idade um pouco mais avançada sofrem com os impactos do esforço exigido.

Um bom exemplo dessa situação, no âmbito do Aikidô, é a movimentação em swari-waza e hanmi-handachi para os mais velhos que guardem interesse na prática ou já estejam praticando. Mesmo os mais graduados, antigos na arte, sentem o impacto dessa limitação oriunda do envelhecimento natural que o ser humano pode enfrentar.

Observando os praticantes que iniciam os treinos de Aikidô, creio que todos, senão a maioria, passaram pela situação de ansiedade em relação às técnicas que vão sendo mostradas. Essa ansiedade está presente na preocupação de postura, de movimentação, de destreza, quando aquele que inicia ainda não sabe, por inexperiência ou falta de orientação, que ele não deve procurar realizar suas movimentações iniciais da mesma forma e destreza que o Sensei ou Senpai demonstra, que ele deve ir, aos poucos, adaptando-se aos movimentos básicos, que serão repetidos e aperfeiçoados ao longo do tempo.

Diz um ditado que aquilo que não sabemos fazer, devemos fazer devagar. Nada mais lógico e acertado.

O praticante novato costuma conduzir uma angústia por realizar, com perfeição (que não existe, posto que não há um parâmetro a ser seguido, em termos pessoais) suas movimentações, e uma vez que é comum qualquer um, independente de graduação, deixar passar despercebido algum detalhe, um ponto a ser ressaltado dentro da movimentação da pessoa pode ser realçado pelo instrutor na ocasião, que pode ser o Sensei do treino ou o Senpai com quem o menos graduado esteja treinando.

Daí surge, talvez, um problema: o movimento realizado, que precisa ser aperfeiçoado, estaria errado ou incompleto?

A melhor didática recomendaria a segunda opção, posto que não causaria mais stress no aluno novato, cujas características de personalidade ainda são desconhecidas no âmbito do Dojô, podendo desestimulá-lo à continuidade dos treinos, além do que, de certa forma, todo o ser humano continua sempre em aprendizagem, desde quem começa as primeiras lições de qualquer ramo de conhecimento ou até mesmo quem conduz alguma forma de aprendizagem a um determinado grupo.

Assim, conclui-se que, na verdade, ao realizar uma determinada técnica, em especial o iniciante, ao faltar algum detalhe dentro do fundamento dessa técnica, esse detalhe que falta não é um erro, mas uma lacuna temporária.

MARCOS JOSÉ DO NASCIMENTO – Servidor Público Federal – Faixa-Preta em Judô e Marrom em Aikidô – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal – www.aikidorn.com.br

 

Referências:

01 – Judo Formal Techiniques: A complete guide to Kodokan Randori no Kata – Tuttle Publishing  – Tadao Okati e Don F. Draeger.

02 – Kodokan Judo – Jigoro Kano – Kodansha.

03 – Origins of Judo – Allen Gordon – http://www.judoinfo.com/jhist3.htm.

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Jojutsu – Rekishi no Jo – História do Bastão

03/09/2009

Acredita-se que a arte do bastão mais curto foi desenvolvida pelo grande espadachim Muso Gonosuke, há aproximadamente quatro séculos atrás, após uma derrota em combate pelo famoso Myamoto Musashi, que utilizava espadas de madeira (boken, bokutô) para seus combates.

De acordo com a histórica tradição, Gonosuke se retirou para um templo Shinto e, após longo período de treinamento árduo, de muita purificação e meditação na arte do bastão, desenvolveu um notável domínio sobre o Jo. Seu estilo foi denominado de Shindo Muso Ryu, foi então que desafiou Musashi para um novo confronto. O método criado por Gonosuke possibilitou penetrar na forte postura do estilo de Musashi.

Gonosuke Sensei praticou firme e continuamente até desenvolver os golpes básicos que resultaram em 20 técnicas, que mais tarde foram combinados e aperfeiçoados, sendo criadas as formas básicas (Kata).

Os Katas básicos do Jojutsu, que posteriormente vieram a fazer parte do Jodô (nome adotado por algumas escolas), incluem a utilização de sequências com outras armas, como Bo (bastão longo), Boken e Tanto (faca).

Colaboração: www.bugei.com.br


Projeto Aikidô – Escola São Francisco de Assis – Natal/RN – Filmagem do Projeto Escola Brasil

19/08/2009

Hoje, 19/08/2009, compareceu na Escola São Francisco de Assis – local onde se desenvolve o Projeto Aikidô – a equipe do Projeto Escola Brasil – PEB. O PEB patrocina a Escola São Francisco e apóia seus voluntários em várias atividades: Aikidô, Basquete, Tênis de Mesa, bem como o laboratório de informática com a estrutura e equipamentos.

A Equipe do PEB veio na intenção de fazer uma filmagem para divulgar aos seus colaboradores os trabalhos que está desenvolvendo.

Projeto Aikidô – Filmagem

O treino de Aikidô começou as 8h:30m da manhã. Por volta das 9h:45m a equipe de filmagem, já a postos, começou a fazer a produção das imagens. Alongamentos, rolamentos, técnicas e entrevistas foram feitas para preparar o material que será encaminhado para edição e posteriormente ser apresentado aos colaboradores do PEB – Banco Real, Aymoré Financiamento, Santander.

Ao Treino/Filmagem compareceu Sensei Vinicius Brasil (2° Dan – Aikikai), voluntário do Projeto Aikidô e 25 (vinte e cinco) crianças, com idades de 08 a 13 anos, integrantes do Projeto Aikidô.

Em seu depoimento o Sensei Vinicius Brasil falou das mudanças de atitude e comportamento dos integrantes do Projeto Aikidô. A indisciplina e a desordem anteriormente reinante deu lugar à disciplina e ao bom comportamento.

O Treino/Filmagem correu bem, as imagens foram feitas e o objetivo alcançado. A equipe do Projeto Aikidô aguarda o retorno do material editado para fazer mais uma festa.

Conheça o Projeto Escola Brasil: www.projetoescolabrasil.org.br

Conheça a Aikikai: www.aikikai.or.jp

Conheça o Aikidô de Natal/RN: www.aikidorn.com.br

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Ukemi e a função do medo – Por Rubens Caruso Jr.

17/07/2009

Normalmente enxergamos a função do Uke como sendo simplesmente ser imobilizado, arremessado ou ferido. Nada poderia estar mais distante de sua verdadeira função durante o treinamento. Aprender a receber corretamente uma determinada técnica, proporcionando ao parceiro a possibilidade de estudá-la corretamente é algo realmente difícil.

Geralmente cedemos com relutância nosso corpo ao parceiro, esperando somente nossa vez de executar a técnica. Agindo dessa forma impedimos o crescimento de nosso parceiro e o nosso próprio, e pior ainda, acabamos por cultivar os sentimentos mais baixos como o ódio, o rancor e a vingança. . . Acabando por passá-los também ao parceiro, criando assim um círculo vicioso que somente terá fim com a destruição de ambos.

Muitas vezes durante o treinamento colocamos o fardo de nossa própria segurança excessivamente sobre os ombros do Nague, culpando-o por nossa falta de naturalidade e capacidade que muitas vezes vem de uma total falta de vontade em doar-se.

Aprender a receber um Ukemi leva muito tempo, mas certamente levará uma eternidade se o Uke não aprender a doar-se completa e construtivamente à sua função. Quando digo doar-se, quero dizer que você deve ir além do conceito que tenha sobre suas próprias limitações, e somente conseguirá isso cultivando a modéstia e a sinceridade além de uma atitude de cooperação.

O medo faz parte de nosso dia a dia, o Ukemi ensina não como extingui-lo, mas sim visualizá-lo como realmente é, nos possibilitando usá-lo de uma forma construtiva em nossa vida. Normalmente o receio de nos ferir faz com que acabemos por agir de uma maneira destrutiva para com os outros, utilizando como ferramentas os sentimentos como o ódio, rancor, repulsa e inveja. O verdadeiro estudo do Ukemi cultiva valores mais elevados, que nos conduzem à uma compreensão da verdadeira função do medo em nossa vida.

Abaixo coloco algumas indicações que consegui nos últimos anos, que podem ajudar à aprimorar sua arte do Ukemi e conseqüentemente seu Aikidô:

1) Enquanto iniciante esforce-se para aprimorar as qualidades físicas de seu Ukemi. É através dele que você alcançará uma compreensão melhor do coração do Aikidô.

2) Logicamente existem barreiras físicas e psicológicas difíceis de serem superadas mas não impossíveis, confie em seu instrutor, aprender a doar-se também significa aprender a confiar.

3) Quando mais experiente, aprimore-se a ponto de não opor uma resistência negativa ao Nague, mesmo que ele tente ferir-lhe aprenda a envolver-lhe no calor de seu coração transformando sua atitude de destruição em uma atitude de crescimento mútuo.

4) Cultive a entrega de si mesmo ao aprimoramento não seu, mas de seu parceiro. Isso lhe abrirá portas que jamais sonhou existirem.

* Rubens Caruso Júnior – 4° Dan de Aikidô – Aikidô Nova Era

Colaboração: www.aikidonovaera.com.br


Ouyouwaza e Henkawaza – Por Hiroshi Ikeda

16/07/2009

“Isso realmente funciona?” O ideal de qualquer budoka é ser capaz de executar técnicas eficientes.

Na desafiante busca pela técnica eficiente, há duas palavras japonesas – ouyouwaza e henkawaza – que descrevem conceitos essenciais para que “a técnica realmente funcione”.

Em termos simples, ouyouwaza é o estudo de como tornar uma técnica efetiva, ou como conseguir realizar o trabalho. É parecido a usar um copo de bebida para guardar uma flor, quando não há um vaso disponível; ou como temperar um prato com molho de soja, quando o saleiro está vazio. O aspecto de adaptação e/ou mudança está inerente à definição de ouyouwaza, e uma certa intenção está implícita. 

Henkawaza é de certa forma mais claro e refere-se ao estudo de como uma técnica muda para outra – ikkio em nikyo, por exemplo, ou ikkio em shihonague. Henkawaza entra em nosso treinamento quando começamos a aprender como mudar espontaneamente de uma técnica para outra, quando percebemos que a primeira técnica não é efetiva em certa situação. Por exemplo, podemos começar uma técnica, porém percebemos que nosso parceiro está resistindo – assim mudamos nossa técnica para usar esta resistência para transformar a técnica em outra.

Embora não possamos claramente recorrer à um destes dois conceitos durante nosso treinamento no budô, as chances são que todos os estudantes têm deparado-se tanto com o henkawaza como com o ouyouwaza durante a prática diária.

Pode-se dizer que ouyouwaza é a próxima fase depois do kihonwaza (técnica básica). É necessário anos para estabelecer nosso repertório básico, aprendendo a executar com confiança o passo a passo, movimentos básicos do kihonwaza – e no final alterar livremente estes e engajar-se na fascinante pesquisa de como “fazer o budô funcionar em uma situação real”.

Todos nós sabemos que em uma seção típica de treinamento, nosso parceiro está, na maior parte do tempo, cooperando e recebendo ukemi de nós. Porém, quando nosso parceiro ou oponente decide experimentar resistindo com força muscular ou o “centro,” aprendemos uma dura lição – “Isto não funciona.” Nesta situação, temos de ser capazes de extrair algo de tudo que aprendemos até então, a fim de tornar nossas técnicas eficientes com parceiros não cooperativos.

Ouyouwaza e henkawaza se misturam um pouco no significado, ambos significam técnicas que cultivam a habilidade de pensar livremente e mover-se sem restrição/força. Em nosso escolhido Budô, treinamos para conseguir esta abertura, fluida intenção/tendência através do treinamento de randori (estilo livre), kumite (disputa) e o treinamento de shiai (competição). O mérito destas práticas é que elas todas exigem e reforçam a consciência flexível, enquanto demonstram a ilusão das técnicas especificas pré-concebidas. 

Tradução: Rubens Caruso Jr. – Aikidô Nova Era – www.aikidonovaera.com.br

Colaboração: www.bujindesign.com


Fontes Ideológicas das Artes Marciais Japonesas

10/07/2009

O Japão sempre foi fiel aluno e profundo admirador da cultura da China e da Coréia. Importou da China o budismo, o confucionismo, as artes, a escrita, o sistema político, instrumentos musicais, usos e costumes.

Os coreanos ensinaram a arte da fundição, da arquitetura, da carpintaria e incentivados pelo príncipe Shotoku, a escrita chinesa kanji foi ensinada pelo mestre coreano Wang-I aos iletrados japoneses do século VI, como instrumento necessário para o aprendizado do budismo.

Discípulo aplicado, o japonês entendeu a natureza da sua alma e o conforto espiritual que lhe proporcionava a doutrina que falava da salvação pela iluminação, ou seja, pelo conhecimento. Mais ainda, moldou sua personalidade, sua cultura, seu modo de falar, de se relacionar com as pessoas pelos cânones budistas. Não há no budismo nenhum mandamento. Nada obrigatório, nada mandatário, nada no imperativo. Não há nem mesmo Deus ou deuses. Há apenas caminhos apontados. Buda, que significa apenas “O Iluminado”, dizia que o caminho natural de todo ser humano é atingir o estado de Buda. E para isso, apontava caminhos, mas nunca obrigou ninguém a trilhá-los, nunca sequer disse que o que pregava era uma religião. Dizia apenas que a salvação do homem só se dá pela compreensão das quatro nobres verdades, segundo a tradição Theravada.

“A vida é cheia de sofrimento”;

“O sofrimento provém da ânsia”;

“O sofrimento pode terminar se eliminar a ânsia”;

“O meio de atingir a paz interior (nirvana) é através das oito vias sagradas”.

“As oito vias sagradas são ditas a senda óctupla dos três treinamentos superiores: Sabedoria, Ética e Meditação”.

Derivada do budismo, a tônica do zen-budismo é a integração com o todo pelo fazer e pela meditação. A ação existe como recurso para esvaziamento da mente. Não se fala, não se pensa, faz-se o mais perfeito porque o corpo é apenas expressão da alma. Ao falar e ao pensar, estamos conscientes, ocupando, portanto, parcela muito pequena das nossas mentes grandemente mergulhadas no insondável inconsciente. No gesto e na ação perfeitas, fora do consciente, revela-se a perfeição do inconsciente, a perfeição da alma. 

O xintoísmo é a religião primitiva do Japão. Nasceu da relação do homem com a Natureza, seus sentimentos, crenças e superstições, por isso, é animista e panteísta. Tudo é dotado de alma, há divindades para tudo: florestas, águas, rios, mares, árvores, pedras, entes falecidos etc. Assim, o nipônico primitivo tornou sagrados os elementos que amava e respeitava.

Dentre todos os elementos da Natureza, o ser humano é o único ser passível de veneração, porque nasce de deuses celestiais. Nos lares, o japonês venera seus ancestrais num pequeno santuário de madeira, oferecendo-lhes água e a primeira porção da comida. Contrariamente ao budismo, não há ensinamentos no xintoísmo, apenas uma mitologia escrita em 712 no Kojiki (Relato de coisas antigas) e em 720 no Nihonshoki (Crônicas do Japão). Há inúmeras divindades, mas nenhuma necessidade de igreja ou templo.

Antigamente os japoneses cercavam um pedaço do terreno com a corda de palha trançada (shimenawa) e ali celebravam suas cerimônias xintoístas. O visitante que quisesse reverenciar a divindade máxima no altar de um santuário xintoísta, seria levado pelo sacerdote ao altar onde há apenas um espelho. “Tipifica o coração humano que quando perfeitamente plácido e claro reflete a própria imagem da Divindade”, explica Inazo Nitobe. Não se pode ensinar o xintoísmo porque não há o que ensinar: nem doutrina, nem mandamento, apenas a mitologia narrando a origem do arquipélago e do povo japonês. Só se aprende o xintoísmo pela convivência e pelo exemplo, afirma Yunagita Kunio, um dos maiores estudiosos da cultura japonesa.

Do sábio chinês Confúcio (Kung Fon Tzeu) o japonês aprendeu a ética social, o respeito à hierarquia familiar e à da sociedade. Confúcio ocupava-se unicamente do presente; nada ensinava da vida além-morte. Em comum com o budismo, o confucionismo prega a sabedoria e a benevolência, além da justiça, honestidade e sentido da propriedade. 

Toda arte japonesa ao harmonizar corpo, mente e espírito, reflete os princípios religiosos expostos. Não há a perfeição como objetivo a ser atingido. A concepção de perfeição é zen-budista: está no buscar, no caminhar, por isso, grande parte das artes japonesas, têm a finalização (caminho). Shodô é o caminho da escrita, kadô, o caminho das flores ou dos arranjos florais também conhecido como ikebana, kadô, com outro kanji para “ka” significando poesia, é o caminho da poesia ou a arte do poeta, butsudô, o caminho dos ensinamentos budistas, sadô ou chadô, o caminho do chá ou a arte da cerimônia do chá, kendô, o caminho da espada, aikidô, o caminho para harmonia do espírito, judô, caminho suave ou caminho da luta suave, karatê-dô, caminho da arte marcial de mãos vazias. Mesmo que se repute perfeita a arte, o mestre se considera apenas no caminho porque cada execução é única, irrepetível, irretocável, produto do estado de alma naquele exato instante. E executa-se porque o enlevo da alma é também único para cada instante.

A cultura japonesa considera natural trilhar o caminho do aprimoramento da alma. A arte é apenas um dos meios para isso. O xintoísmo moldou as artes ensinando o respeito e a necessidade de convivência com o próximo para nosso aperfeiçoamento como homens. Para os praticantes das artes marciais japonesas, o local de treinamento, é como no xintoísmo, terreno sagrado, merecedor de respeito e reverência. É local de aprendizado e elevação espiritual, para o que as lutas são meros instrumentos, por isso, é muito natural que lutadores de aikidô, judô, sumô, kendô ou outra arte marcial reverenciem o local da prática e o adversário, antes e depois da luta. Natural também que as regras éticas tenham moldado as regras esportivas, surgidas depois.

Produto cultural dessa ideologia, tudo ligado ao conhecimento e àquilo que nos aprimora, é respeitado e venerado: as escolas, os livros, os professores, os santuários, os templos, a prática de qualquer arte que eleve, instigue nossa sensibilidade estética, como na poesia ou pintura, ou dê paz espiritual ao homem, como na arte do bonsai ou da cerimônia do chá. Os professores ou aqueles que ensinam gozam de alta reputação social. Sensei (professor), além de ser pronome de tratamento para quem ensina, é pronome altamente respeitoso, equivalente a doutor para nós brasileiros.

Referências Bibliográficas:

Michiko Yusa – Religiões do Japão – pag 31 – ed 2002 – Edições 70 – Lisboa – Portugal

Inazo Nitobe – Bushidô – a alma de samurai – ed pag 16 apud in Benedito Ferri de Barros – Japão – harmonia dos contrários – ed 1988 – página129

Para saber mais: D. T. Suzuki e Erich Fromm – Zen-budismo e Psicanálise

Para saber mais: op cit Michiko Yusa e Xintoismo e Edmond Rochedieu – Editorial Verbo ed 1982 Lisboa/Portugal.

Colaboração: www.aikikaizen.com.br