Fontes Ideológicas das Artes Marciais Japonesas

10 Julho 2009

O Japão sempre foi fiel aluno e profundo admirador da cultura da China e da Coréia. Importou da China o budismo, o confucionismo, as artes, a escrita, o sistema político, instrumentos musicais, usos e costumes.

Os coreanos ensinaram a arte da fundição, da arquitetura, da carpintaria e incentivados pelo príncipe Shotoku, a escrita chinesa kanji foi ensinada pelo mestre coreano Wang-I aos iletrados japoneses do século VI, como instrumento necessário para o aprendizado do budismo.

Discípulo aplicado, o japonês entendeu a natureza da sua alma e o conforto espiritual que lhe proporcionava a doutrina que falava da salvação pela iluminação, ou seja, pelo conhecimento. Mais ainda, moldou sua personalidade, sua cultura, seu modo de falar, de se relacionar com as pessoas pelos cânones budistas. Não há no budismo nenhum mandamento. Nada obrigatório, nada mandatário, nada no imperativo. Não há nem mesmo Deus ou deuses. Há apenas caminhos apontados. Buda, que significa apenas “O Iluminado”, dizia que o caminho natural de todo ser humano é atingir o estado de Buda. E para isso, apontava caminhos, mas nunca obrigou ninguém a trilhá-los, nunca sequer disse que o que pregava era uma religião. Dizia apenas que a salvação do homem só se dá pela compreensão das quatro nobres verdades, segundo a tradição Theravada.

“A vida é cheia de sofrimento”;

“O sofrimento provém da ânsia”;

“O sofrimento pode terminar se eliminar a ânsia”;

“O meio de atingir a paz interior (nirvana) é através das oito vias sagradas”.

“As oito vias sagradas são ditas a senda óctupla dos três treinamentos superiores: Sabedoria, Ética e Meditação”.

Derivada do budismo, a tônica do zen-budismo é a integração com o todo pelo fazer e pela meditação. A ação existe como recurso para esvaziamento da mente. Não se fala, não se pensa, faz-se o mais perfeito porque o corpo é apenas expressão da alma. Ao falar e ao pensar, estamos conscientes, ocupando, portanto, parcela muito pequena das nossas mentes grandemente mergulhadas no insondável inconsciente. No gesto e na ação perfeitas, fora do consciente, revela-se a perfeição do inconsciente, a perfeição da alma. 

O xintoísmo é a religião primitiva do Japão. Nasceu da relação do homem com a Natureza, seus sentimentos, crenças e superstições, por isso, é animista e panteísta. Tudo é dotado de alma, há divindades para tudo: florestas, águas, rios, mares, árvores, pedras, entes falecidos etc. Assim, o nipônico primitivo tornou sagrados os elementos que amava e respeitava.

Dentre todos os elementos da Natureza, o ser humano é o único ser passível de veneração, porque nasce de deuses celestiais. Nos lares, o japonês venera seus ancestrais num pequeno santuário de madeira, oferecendo-lhes água e a primeira porção da comida. Contrariamente ao budismo, não há ensinamentos no xintoísmo, apenas uma mitologia escrita em 712 no Kojiki (Relato de coisas antigas) e em 720 no Nihonshoki (Crônicas do Japão). Há inúmeras divindades, mas nenhuma necessidade de igreja ou templo.

Antigamente os japoneses cercavam um pedaço do terreno com a corda de palha trançada (shimenawa) e ali celebravam suas cerimônias xintoístas. O visitante que quisesse reverenciar a divindade máxima no altar de um santuário xintoísta, seria levado pelo sacerdote ao altar onde há apenas um espelho. “Tipifica o coração humano que quando perfeitamente plácido e claro reflete a própria imagem da Divindade”, explica Inazo Nitobe. Não se pode ensinar o xintoísmo porque não há o que ensinar: nem doutrina, nem mandamento, apenas a mitologia narrando a origem do arquipélago e do povo japonês. Só se aprende o xintoísmo pela convivência e pelo exemplo, afirma Yunagita Kunio, um dos maiores estudiosos da cultura japonesa.

Do sábio chinês Confúcio (Kung Fon Tzeu) o japonês aprendeu a ética social, o respeito à hierarquia familiar e à da sociedade. Confúcio ocupava-se unicamente do presente; nada ensinava da vida além-morte. Em comum com o budismo, o confucionismo prega a sabedoria e a benevolência, além da justiça, honestidade e sentido da propriedade. 

Toda arte japonesa ao harmonizar corpo, mente e espírito, reflete os princípios religiosos expostos. Não há a perfeição como objetivo a ser atingido. A concepção de perfeição é zen-budista: está no buscar, no caminhar, por isso, grande parte das artes japonesas, têm a finalização (caminho). Shodô é o caminho da escrita, kadô, o caminho das flores ou dos arranjos florais também conhecido como ikebana, kadô, com outro kanji para “ka” significando poesia, é o caminho da poesia ou a arte do poeta, butsudô, o caminho dos ensinamentos budistas, sadô ou chadô, o caminho do chá ou a arte da cerimônia do chá, kendô, o caminho da espada, aikidô, o caminho para harmonia do espírito, judô, caminho suave ou caminho da luta suave, karatê-dô, caminho da arte marcial de mãos vazias. Mesmo que se repute perfeita a arte, o mestre se considera apenas no caminho porque cada execução é única, irrepetível, irretocável, produto do estado de alma naquele exato instante. E executa-se porque o enlevo da alma é também único para cada instante.

A cultura japonesa considera natural trilhar o caminho do aprimoramento da alma. A arte é apenas um dos meios para isso. O xintoísmo moldou as artes ensinando o respeito e a necessidade de convivência com o próximo para nosso aperfeiçoamento como homens. Para os praticantes das artes marciais japonesas, o local de treinamento, é como no xintoísmo, terreno sagrado, merecedor de respeito e reverência. É local de aprendizado e elevação espiritual, para o que as lutas são meros instrumentos, por isso, é muito natural que lutadores de aikidô, judô, sumô, kendô ou outra arte marcial reverenciem o local da prática e o adversário, antes e depois da luta. Natural também que as regras éticas tenham moldado as regras esportivas, surgidas depois.

Produto cultural dessa ideologia, tudo ligado ao conhecimento e àquilo que nos aprimora, é respeitado e venerado: as escolas, os livros, os professores, os santuários, os templos, a prática de qualquer arte que eleve, instigue nossa sensibilidade estética, como na poesia ou pintura, ou dê paz espiritual ao homem, como na arte do bonsai ou da cerimônia do chá. Os professores ou aqueles que ensinam gozam de alta reputação social. Sensei (professor), além de ser pronome de tratamento para quem ensina, é pronome altamente respeitoso, equivalente a doutor para nós brasileiros.

Referências Bibliográficas:

Michiko Yusa – Religiões do Japão – pag 31 – ed 2002 – Edições 70 – Lisboa – Portugal

Inazo Nitobe – Bushidô – a alma de samurai – ed pag 16 apud in Benedito Ferri de Barros – Japão – harmonia dos contrários – ed 1988 – página129

Para saber mais: D. T. Suzuki e Erich Fromm – Zen-budismo e Psicanálise

Para saber mais: op cit Michiko Yusa e Xintoismo e Edmond Rochedieu – Editorial Verbo ed 1982 Lisboa/Portugal.

Colaboração: www.aikikaizen.com.br


Aikidô é Saúde – Pelo Kleber Soares de Araújo

9 Julho 2009

O Aikidô ajuda a alcançar a harmonia do corpo e do espírito. Assim, como outras disciplinas com origem no Oriente, o Aikidô tem por base e objetivo a unidade do homem.

Quais as vantagens do Aikidô?

A prática de esportes de modo geral trás benefícios tanto, físicos como psíquicos. Assim, também o Aikidô auxilia nestes campos, porém vai mais além. O desenvolvimento de virtudes muitas vezes esquecidas em nossa sociedade também é estimulado com a prática do Aikidô, estamos falando não apenas de ganhos físicos, mas de ganhos morais e de disciplina e de melhor interação com o ambiente que nos cerca. A verdadeira competição na prática do Aikidô é a competição com você mesmo, para que você passe a se conhecer melhor e possa optar por quebrar seus limites respeitando o seu próprio tempo.

O que diferencia o Aikidô?

O Aikidô também é conhecido como a arte da não violência. Os movimentos do Aikidô buscam a não resistência, utilizando os movimentos e a intenção do agressor para conduzi-lo de forma não traumática até um estado em que ele possa refletir melhor sobre a situação e que o equilíbrio volte a ser encontrado. A preocupação em não lesar ou traumatizar o agressor é base para uma boa prática.

Quem pode praticar Aikidô?

O Aikidô pode ser praticado por quase todo mundo. É praticado tanto por crianças, como por idosos e tanto por homens, como por mulheres. A única consideração de deve ser feita é em relação ao fato de que você deve procurar um dojô (local de prática) que tenha credibilidade em sua cidade e sempre conversar com o Sensei (instrutor) sobre as suas expectativas antes de iniciar a prática. Devendo sempre se lembrar de que deve realizar uma consulta ao seu médico antes de iniciar qualquer atividade física regular para que este possa autorizar e orientar sobre quaisquer limitações que você deva comunicar ao seu instrutor.

Qual a relação do Aikidô com a minha saúde?

O Aikidô auxilia na saúde do praticante não apenas no que concerne ao condicionamento físico e cardiovascular, e aumento da flexibilidade, mas melhora a saúde do praticante num sentido mais amplo permitindo uma sensação de bem-estar e equilíbrio com o ambiente que o cerca. Permite uma compreensão mais ampla do indivíduo e sua interação com o universo. O praticante de Aikidô apresenta uma postura mais ativa, prioriza naturalmente valores morais e através da disciplina atua em seu microcosmo trazendo mudanças e benefícios não só para si, mas também para os que o cercam. O praticante de Aikidô sente-se mais saudável e mais equilibrado.

* Kleber Soares de Araújo – Médico em Piracicaba/SP – CRM 11852.

 Referências bibliográficas:

Georges Stobbaerts – Aikidô – Harmonia do Corpo e do Espírito.

A.Westbrook, O.Ratti – Aikidô and the Dynamic Sphere.

Kishomaru Ueshiba – O Espírito do Aikidô.

 

Colaboração: www.aikikaizen.com.br


24 toques para ser mais feliz – Por Roberto Shinyashiki

7 Julho 2009

01 – Seja ético.

A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

02 – Estude sempre e muito.

A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 – Acredite sempre no amor.

Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 – Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.

O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 – Eleve suas expectativas.

Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: “isso não é para nós“. Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 – Curta muito a sua companhia.

Casamento dá certo para quem não é dependente.

07 – Tenha metas claras.

A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 – Cuide bem do seu corpo.

Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 – Declare o seu amor.

Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 – Amplie os seus relacionamentos profissionais.

Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 – Seja simples.

Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 – Não imite o modelo masculino do sucesso.

Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina – é mais natural e mais criativa 

13 – Tenha um orientador 

Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 – Jogue fora o vício da preocupação.

Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem … Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 – O amor é um jogo cooperativo.

Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 – Tenha amigos vencedores.

Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 – Diga adeus a quem não o(a) merece.

Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe… e deixe o espaço livre para um novo amor.

18 – Resolva!

A mulher/homem do milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários 

19 – Aceite o ritmo do amor.

Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 – Celebre as vitórias.

Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 – Perdoe!

Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 – Arrisque!

O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 – Tenha uma vida espiritual.

Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 – Muita Paz, Harmonia e Amor.

sempre!

 

* Roberto Shinyashiki é Psiquiatra, palestrante e autor de 14 títulos.

Colaboração: www.pensador.info


I M P R E S S Õ E S – 1° ANO DE SUCESSO

2 Julho 2009

O Blog I M P R E S S Õ E S está em festa. Na data de hoje, 02/07/2009, o Blog completa seu primeiro ano de sucesso.

Em 02/07/2008 o Blog foi ao ar com o objetivo de ser mais uma opção para debates acerca de assuntos da Atualidade, Aikidô, Artes Marciais, Cultura,  Direito, Espiritismo, Notícias e Trabalho Voluntário.

Depois do seu 1° ano de vida O Blog confirma que o objetivo foi alcançado e agradece aos mais de 20.885 acessos. Reforça ainda que, em continuidade ao trabalho apresentado, continuará divulgando os melhores textos para os melhores leitores.

I M P R E S S Õ E S agradece a sua visita.

By IMPRESSÕES – www.impressione.wordpress.com


Shomenuchi Ikkyo – Contrário aos princípios do Aikidô? – Por Stanley Pranin

2 Julho 2009

Shomenuchi ikkyo é provavelmente a técnica mais praticada do Aikidô. Muitos instrutores vêem essa técnica como o pilar do Aikidô básico e frequentemente começam a prática em suas aulas com shomenuchi ikkyo omote. Além disso, é dito que o fundador ensinou muito essa técnica tanto antes como depois da guerra.

Como essa técnica é tipicamente praticada hoje em dia nos dojô(s) de Aikidô? O ukê inicia o ataque com um golpe shomenuchi contra o tori. O tori recebe o golpe, empurra o braço do atacante para trás ou para o lado enquanto dá um passo com o pé de trás para desequilibrar o atacante, e finalmente aplica o ikkyo. Esta é, claro, uma maneira muito simplificada de descrever o que é de fato um complexo processo físico, mas qualquer aikidoka reconhecerá o padrão de movimento que descrevi.

Eu tenho praticado esta técnica por anos, como está descrita acima, em aulas com diversos professores. Eu sempre considerei shomenuchi ikkyo omote difícil de ser executado com perfeição porque a coordenação do momento de se encontrar com o ataque shomenuchi é o ponto crítico. Se o praticante estiver um segundo atrasado ao responder o golpe de ataque, a técnica pode se tornar um choque de forças opostas que termina com uma batalha para se determinar quem tem o movimento de quadril mais estável ou maior força nos braços e ombros. Ela contrasta com outras técnicas básicas do Aikidô como yokomenuchi shihonage, munetsuki kotegaeshi, e várias outras, em que o objetivo é se retirar da linha de ataque, se unir à energia que se aproxima, e então aplicar uma técnica apropriada e depois uma imobilização. Nestas a força não é o mais importante porque a técnica não envolve confrontação direta. Estas técnicas são claramente do “tipo aiki” em suas manifestações físicas. 

Por muito tempo eu atribuí minha dificuldade em executar o shomenuchi ikkyo à minha inabilidade de compreender o conceito fundamental ou à minha técnica ainda fraca. Então, em 1973, 11 anos após começar no Aikidô, eu entrei em contato com um método diferente de prática. Passei um mês em Shingu, na prefeitura de Wakayama, treinando com Michio Hikitsuchi Sensei. A forma que o Sensei Hikitsuchi adotava se dava com o tori realmente iniciando a técnica, executando um atemi contra a cabeça do ukê. O ukê, apesar de ser quem seria arremessado, era forçado a proteger sua cabeça bloqueando o atemi, e então, estando desequilibrado, ele seria facilmente arremessado. Praticar dessa maneira era novidade para mim, e não gostei disso. O ritmo do treino era muito rápido, e, no papel de ukê, assim que me levantava de uma queda, a mão do meu parceiro já estava novamente no meu rosto. Eu pensei “como isso pode ser Aikidô, se eu, o atacante, estou sendo atacado”?

Alguns anos depois, em 1977, eu me mudei de vez para o Japão, e treinei no Dojô de Iwama com Morihiro Saito Sensei. Lá o shomenuchi ikkyo era praticado de maneira semelhante. O tori iniciava a técnica com um atemi, o ukê bloqueava e era então arremessado e imobilizado. Saito Sensei declarou que era assim que a técnica era ensinada pelo fundador Morihei Ueshiba nos anos que se seguiram a segunda Guerra Mundial. Finalmente eu me acostumei a praticar o shomenuchi ikkyo desta forma e não mais tive dificuldade em executar a técnica.

Mais tarde, em 1981, enquanto entrevistava um dos ushideshi de Morihei Ueshiba Sensei de antes da guerra, eu vi pela primeira vez o manual técnico Budô ao qual sempre nos referimos nas páginas do Aiki News. O Fundador descreve a execução correta do shomenuchi ikkyo com as seguintes palavras: “1) avance com a perna direita e ataque o rosto do parceiro com a mão direita. Seu parceiro bloqueia com a mão direita. 2) Segure o pulso direito do parceiro com sua mão direita e seu cotovelo firmemente com sua mão esquerda. 3) Movendo o quadril, traga o braço do parceiro de forma espiral para baixo na sua frente, então dê um passo largo com sua perna esquerda. 4) Puxe a sua perna direita em frente. 5) Pressione seu joelho esquerdo contra a área da axila direita do parceiro e com a mão direta segurando seu pulso, estenda o braço do ukê e faça a imobilização.” (AN#48, pp. 8-9).

É claro que o fundador praticava esta importante técnica básica em 1938 quando Budô foi publicado. Alguns dizem que as técnicas publicadas neste manual representam o aiki budô de antes da guerra, e que as técnicas do fundador mudaram após a guerra. Eles estão certos, mas só até certo ponto. Existem claras evidências de que Ô-Sensei ensinava muitas técnicas básicas de Aikidô de uma maneira muito semelhante ao seu estilo anterior à guerra mesmo depois, durante o período de Iwama e ao menos até meados de 1950. Nos filmes do fundador durante seus últimos anos, ele executa o shomenuchi ikkyo omote sem mover muito os pés, mas ele nunca espera muito pelo atacante para desferir um poderoso ataque sobre a cabeça. Ele está sempre à frente do ataque e nunca se choca com o ukê. Eu atribuo a falta de um claro trabalho de pés e de taisabaki neste ultimo estágio de sua vida à sua idade avançada e dificuldade de se mover livremente como antes.

Pessoalmente, eu considero as explicações do fundador sobre as técnicas básicas contidas nas páginas do Budô e como ensinadas no período de Iwama como sendo a “gramática” do Aikidô. O Aikidô pode agora ser raramente ensinado desta forma, mas nossa compreensão histórica da arte avançou a um ponto em que a técnica e a metodologia pedagógica de Morihei Ueshiba estão bem documentadas. E fica evidente que estes métodos ainda são considerados importantes, visto a recente autorização do Doshu Kisshomaru Ueshiba para a publicação de uma tradução para o inglês do Budô, pela prestigiosa editora Kodansha. Além disso, espera-se para breve uma reedição do livro em japonês.

O Aikidô, devido às suas características próprias como uma arte marcial ética, parece destinado a atrair muitas pessoas pelo mundo. Como tal, seu conteúdo técnico passará por uma análise detalhada e a arte será comparada às outras artes marciais. Se técnicas feitas como se fossem uma dança e praticadas de maneira descuidada, que contrariam as bases marciais fundamentais do Aikidô de Morihei Ueshiba, forem usadas como exemplo para tais comparações, temo que o Aikidô será considerado despido de um sentido técnico. Praticantes avançados de Aikidô, e particularmente quem tem um dojô sob sua responsabilidade, tem o dever para com eles mesmos e para com a arte de reavaliar o conteúdo de seu treinamento constantemente. Os ataques durante a prática são sinceros e fortes? O equilíbrio do atacante é quebrado antes que se aplique pressão ou antes da execução de uma queda? A queda é bem executada e seguida de um movimento de imobilização eficiente que impede qualquer fuga? Essas coisas devem sempre ser lembradas. E, finalmente, apesar de não podermos aprender diretamente do fundador, seu legado permanece para todos os que buscam explorar a genialidade de suas teorias e técnicas.

Tradução: Jaqueline Sá Freire – Hikari Dojo – RJ

Colaboração: www.aikidojournal.com


Chico Xavier nas Telas

1 Julho 2009

Depois do bem sucedido “Bezerra de Menezes: diário de um espírito”, chegou a vez de um filme contando a vida do médium Francisco Cândido Xavier conquistar seu espaço nas salas de cinema de todo o país. E já está tudo praticamente acertado para o início das filmagens do longa, que se chamará “Chico Xavier”. Se não houver nenhum contratempo, as filmagens devem começar agora no início de julho, conduzidas pelo experiente Daniel Filho, que dirigiu a comédia-romântica “Se eu fosse você”, e sua continuação, ainda em cartaz em muitas salas e já assistida por mais de 6 milhões de pessoas.

O longa sobre o mais conhecido médium espírita do mundo será rodado pela Globo Filmes e tem seu lançamento marcado para o dia 2 de abril de 2010, data em que Chico estaria completando 100 anos. As exibições em circuito nacional acontecerão inicialmente em 300 salas.

De acordo com o produtor-executivo Júlio Uchoa, 102 artistas irão compor o elenco, muitos deles nomes conhecidos da Rede Globo. Para viver Chico em três diferentes fases foram escalados o paulistano Nélson Xavier (67 anos), o mineiro Ângelo Antônio (45 anos) – que nasceu na mesma cidade que o médium, Pedro Leopoldo – e o niteroiense Mateus Rocha (34 anos). Pedro Paulo Rangel viverá o padre Sebastião Scarzelli, que orientou os caminhos religiosos de Chico na infância e se tornou seu grande amigo. A mãe do médium, a doméstica Maria João de Deus, morta em 29 de setembro de 1915 quando Chico tinha apenas 5 anos, será interpretada em alguns momentos por Letícia Sabatella e em outros por Giovanna Antonelli. Giulia Gam interpretará a madrinha que maltratou Chico quando criança. O operário João Cândido Xavier, pai do médium, será vivido por Luís Melo. Tony Ramos e Christiane Torloni aparecerão no longa como os pais do jovem goiano Maurício, que morreu vítima de uma bala e enviou mensagem pelo médium inocentando seu amigo, que estava sendo acusado pela Justiça por sua morte, caso que teve repercussão mundial.

Profundamente envolvido com o personagem, o ator Nélson Xavier foi recentemente conhecer em Uberaba, no Triângulo Mineiro, o meio onde o médium viveu por longos anos até a sua desencarnação, em 2002. E em entrevista para a Rede Integração, afiliada da Rede Globo na cidade, falou sobre a emoção de viver Chico nas telas.

É um filme que precisava ser feito. É só isso que eu sei dizer” – brinca o ator, que em vários momentos da entrevista se emociona. “As pessoas que trabalham com o Chico Xavier são pessoas que vivem para a caridade. É um mundo que a gente não está habituado a viver todo dia. Jesus Cristo disse para amarmos o próximo como a nós mesmos. Essa bandeira levantada por Jesus há dois mil anos e que a Humanidade tenta cumprir com dificuldade, essas pessoas fazem isso na vida delas, cumprem esse mandamento. É uma coisa muito forte” – diz, com a voz embargada. “Eu espero estar à altura para desempenhar esse personagem”.

Quem quiser ter uma noção do que irá ver nas telas em abril de 2010, já é possível assistir à chamada do filme na internet, na página:

www.youtube.com/watch?v=rTZkfZZmlME

 

Veja também:

http://www.youtube.com/watch?v=Zhvib5IFfqM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=XuMgiWfMXhw&feature=related

 

Colaboração:  Serviço Espírita de informação

www.lfc.org.br/sei/boletim.htm


Conto Sufi – CÉU e INFERNO

30 Junho 2009

Os sufi são uma das centenas de castas da Índia. São um povo pobre, temente a Deus e que se especializaram em contar histórias que transmitissem aos mais jovens os ensinamentos filosóficos de seus ancestrais. Segue um conto: 

Mulla Nasrudin sonhou que estava no céu e que tudo à sua volta era muito bonito e fácil. Só encontrava beleza e não precisava fazer esforço para nada, bastava desejar alguma coisa – qualquer coisa – e ela aparecia.

Nasrudin tinha tudo que queria e estava super satisfeito, os milagres aconteciam sempre que desejava. Foi bom demais por algum tempo, até que ele começou a se entediar, deixou de achar graça naquela vida. Aí resolveu procurar algum problema, qualquer situação que lhe aborrecesse ou até lhe fizesse ficar deprimido, porque já não suportava mais tanta maravilha. Não encontrou nada que lhe perturbasse. Passou a procurar um trabalho para fazer, uma responsabilidade qualquer e não havia nada, porque era perfeito.

No seu sonho Mulla Nasrudin gritou:

- Não agüento mais! Estou cheio de não fazer nada e de ter tudo! Preferiria estar no Inferno!

E uma voz lhe respondeu:

- E onde é que você pensa que está?

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1° Ano do Projeto Aikidô – Escola Municipal São Francisco de Assis – EMSFA

29 Junho 2009

No dia 28/06/2009, o Projeto Aikidô, Trabalho Voluntário exercido na Escola Municipal São Francisco de Assis, em Natal/RN, fez seu 1°ano de sucesso.

Desde seu início o Projeto Aikidô vem se desenvolvendo em prol das crianças da escola e da comunidade circunvizinha. Entre entradas e saídas de participantes, o Projeto Aikidô está atualmente com cerca de 30 crianças.

O projeto consiste na prática da arte marcial do Aikidô e de sua filosofia, Reforço em Português e Matemática, Acompanhamento Nutricional e Recreação.

O objetivo principal do Projeto Aikidô é afastar as crianças da rua, de ambientes hostis, das más companhias e do ócio, apresentá-las a outras formas de ver o mundo e os que estão em volta, auxiliá-las nas matérias da escola e orientá-las quanto à alimentação, sem deixar de lado o divertimento e as brincadeiras inerentes à idade.

Atualmente o Projeto Aikidô conta com 3 (três) voluntários: Marcus Vinicius Andrade Brasil, Advogado e responsável pelo Aikidô; Guilherme Augusto da Silva Lemos, Estudante e responsável pelas aulas de Reforço e Recreação e Mayra Liege da Silva Lemos, responsável pela Nutrição.

 

OS PARCEIROS DO PROJETO AIKIDÔ SÃO:

ABN AMRO Bank/Banco Real

www.bancoreal.com.br

Projeto Escola Brasil – PEB

www.projetoescolabrasil.org.br

Advocacia Marcus Vinicius Andrade Brasil

www.advocaciamvabrasil.wordpress.com

Natividade Moura

Diretora da Escola Municipal São Francisco de Assis

 

QUER CONHECER O PROJETO AIKIDÔ?

A Escola Municipal São Francisco de Assis fica no final da Miguel Castro, após a Liga Contra o Câncer, vizinho a Igreja dos Mártires, em Natal/RN. O horário do Projeto Aikidô é das 7:30h às 11:30h, todos os sábados.

 

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Sobre os Recursos

26 Junho 2009

Você nem sempre terás o que desejas, mas enquanto estiveres ajudando aos outros encontrará os recursos de que precise

Chico Xavier


O valor do silêncio – Por Charles Richet

22 Junho 2009

 “Eu não tenho espada, faço da minha calma e silêncio espiritual minha espada.” - Tradição oral Samurai 

Silêncio… o que é silêncio? Qual é sua natureza, aplicação e repercussão? O silêncio é uma constante japonesa, não uma prática, é algo já arraigado, é o normal, não o almejado nos meios tradicionais. É de muito mau gosto ou ignorância interromper uma ação ou um estado natural de quietude com algum comentário desnecessário e/ou fora de contexto. Mas vamos com calma, parcimônia e sabedoria, afinal, somos brasileiros, fora deste contexto oriental.

Silêncio, do latim silentiu, do dicionário Michaelis: “3 Abstenção voluntária de falar, de pronunciar qualquer palavra ou som, de escrever, de manifestar os seus pensamentos”. Sileo- silentium, que significa: estar em repouso, tranqüilidade, descanso, ausência de qualquer estorvo.  Etimologicamente, a palavra silêncio remete a silentium, silere, cujo significado encontra-se em sileo, cujo sentido é calar, omitir-se. 

O silêncio é um meio de aprendizado comum ao budô. A partir do silêncio interior o aluno coloca-se pronto a receber o conhecimento oferecido pelo mestre. Ao postar-se em silêncio e perceber com consciência o que é demonstrado, o deshi tem uma condição melhor de internalizar o que é ministrado. Assim sua percepção sobre a natureza da prática amplia e amadurece. 

No dojô de Aikidô, assim como em Nihon no Dojô, silêncio é algo essencial. O aluno não deve manifestar-se se não foi requerido ao mesmo. Aqueles que chegam ao dojô no meio de uma aula já em curso não devem comunicar-se com os que já estão praticando e o mesmo vale aos que estão no tatame, não devem dar boas vindas e outras expressões.

Durante a prática o sensei e os alunos mais graduados devem ser respeitados em suas orientações, não precisando contar com uma segunda voz ao guiar uma instrução. Se seu sensei chegou perto de você durante uma orientação que você possa estar passando a um companheiro, silencie-se e deixe que o sensei, que atenho certeza é o mais qualificado, observe e oriente as dúvidas de seu parceiro, e as suas TAMBÉM. Não chame o sensei, não use o imperativo, ex. “repita isso para mim sensei; sensei faça isso”.

Sempre que for necessário tirar uma dúvida durante a prática espero o sensei chegar, e se nesse tempo ele demorar vá praticando o seu melhor e não se preocupe com a prática de seu companheiro, não interfira, não oriente, principalmente e muito principalmente se você não é instrutor qualificado. Particularmente, em nosso dojô o aluno que tem permissão de orientar superficialmente seus colegas tem desígnio público meu, sendo vedada essa prática a outros alunos, iniciantes, alunos graduados e alunos visitantes. Enfim, se você acha que pode orientar seu colega é porque ou você tem permissão do sensei ou é porque já tem conhecimento suficiente das regras do dojô e portanto deve esperar em silêncio e quietude. Lembre-se: não interrompa o sensei, seus kohai e senpai, não converse, treine, treine e treine mais. 

Charles RichetFukoshidoin, instrutor auxiliar e faixa-preta 2° grau,  com ambas certificações conferidas pelo Hobu Dojô – Aikikai

Colaboração: www.portalaikido.com.br


TV ESPÍRITA – TVCEI VIA SATÉLITE – O acontecimento espírita do ano

19 Junho 2009

Você já imaginou ter o maior conteúdo espírita da TV brasileira no conforto do seu lar?

O dia 17 de junho de 2009 acaba de entrar para a história do Espiritismo. Após três anos fazendo televisão espírita pela internet, a TVCEI inicia as suas transmissões via satélite para todo o Brasil e América do Sul pelo sistema digital.

Com uma programação variada e uma linguagem moderna e dinâmica, trouxemos todo o potencial que a tecnologia nos oferece em prol da divulgação do Espiritismo.

Essa é mais uma conquista do Conselho Espírita Internacional, dos milhares de internautas que nos acompanham, mas, principalmente, da Doutrina Espírita que ganha finalmente o seu canal de TV.

Quer saber como captar nosso sinal? clique aqui.

Divulgue esta novidade para todos os seus amigos!

Colaboração: www.tvcei.com


Quem foi KISHOMARU UESHIBA ?

18 Junho 2009

Kishomaru Ueshiba foi o filho caçula de Morihei Ueshiba, fundador do Aikidô. Nasceu na cidade de Ayabe no dia 27 de Junho de 1921.

Kishomaru começou a treinar seriamente enquanto era adolescente no ano de 1937 e, em 1938, já aparecia recebendo ukemi de seu pai no livro BUDÔ. Ele se tornou o diretor do Kobukan Dojô enquanto ainda estudava na universidade em 1942, logo após a retirada de seu pai para Iwama. Em 1946, se formou pela universidade de Waseda em Economia.

Depois da guerra, no começo de 1948, Kishomaru supervisionou o desenvolvimento do novo Aikikai Hombu Dojô. Ficou empregado por alguns anos em uma empresa de seguros até largar este emprego definitivamente em 1955 e dedicar-se totalmente ao crescimento da Aikikai. Em 1957, Kishomaru publicou seu primeiro livro sobre Aikidô que tornou-se um sucesso sendo editado diversas vezes. Desde então, ele foi autor de mais de 20 volumes sobre a arte.

Em 1963, Kishomaru fez sua primeira viagem internacional para os Estados Unidos e, subsequentemente, viajou em diversas ocasiões para a América do Norte, do Sul e Europa. Kishomaru Ueshiba teve papel fundamental na expansão e divulgação da organização Aikikai em torno do mundo. Sua influência técnica também foi muito grande.

Kishomaru gradualmente modificou o currículo técnico da Aikikai reduzindo o número de técnicas ensinadas e padronizando a nomenclatura. O seu estilo de movimentos fluídos ainda é utilizado em diversos dojôs.

Após a morte de seu pai em 1969, Kisshomaru herdou o título de Doshu que significa “O Guardião do Caminho.”

Kishomaru esteve em visita ao Brasil nos anos de 1978 e 1990.

No dia 04 de Janeiro de 1999, Kishomaru faleceu aos 77 anos.

Colaboração: www.aikidobr.com.br


Consistência e Regularidade – Por Roberto Shinyashiki

15 Junho 2009

Não importa qual direção você quer dar à sua vida. Seja o que for que decidir fazer, acima de tudo são necessárias a consistência e a regularidade para que possa chegar a seu objetivo.

Meu professor de tênis, Rodrigo Barbosa, sempre diz: o segredo do tênis é a regularidade. Regularidade nos treinos. Regularidade durante os jogos. Regularidade nos saques. Tudo é regularidade! Ele tem razão. Não adianta treinar oito horas por dia durante cinco semanas e depois ficar alguns meses sem ver a raquete. É melhor treinar duas vezes por semana, regularmente, porque o seu jogo ficará consistente. Não adianta você acertar um saque sensacional e errar um monte deles. É melhor dar um saque bem colocado e errar pouco.

A preocupação com a forma física tem levado muitas pessoas às academias, quadras e aos parques. O problema é que muita gente acha que pode ficar a semana inteira parada e, no sábado de manhã, correr para uma quadra de futebol, começar a jogar às 7 horas e só parar às 20 horas. Os resultados disso você já sabe: dores pelo corpo, lesões musculares e, até mesmo, um infarto.

Os cardiologistas são unânimes em afirmar que exercício físico bom é aquele feito com consistência e regularidade. Esse conselho vale para tudo. Na nossa jornada em busca do crescimento pessoal, as grandes vitórias vêm após ações consistentes e muito regulares. Nos estudos é a mesma coisa. Não importa se você estuda Direito, Literatura ou Marketing, se você reservar vinte minutos do seu tempo para estudar todos os dias, depois de um ano ficará impressionado com a sua evolução. Se você conseguir estudar uma hora por dia, então, vai ser sensacional. Pessoas que somente estudam para as provas podem até ser aprovadas, mas raramente aprendem.

Com a sua carreira profissional acontece a mesma coisa. Constância e regularidade são fundamentais. Se você pensa em ser engenheiro, presta vestibular, começa o curso e, no meio do segundo ano, decide que quer ser veterinário, tudo bem. É preciso entender que você mudou de idéia. Se você pensa em ter uma empresa de informática, prepara tudo, faz os empréstimos e os investimentos, mas depois de seis meses trabalhando decide que vai ser cabeleireiro, tudo certo. É preciso entender que você mudou de opinião.

Se você e sua namorada resolvem se casar, preparam a festa, arrumam uma casa para morar e cuidam de mobiliá-la, fazem planos para os filhos, e pouco antes da data do casamento você decide que vai ser padre, o que se pode fazer? Antes agora do que depois de casado, certo? Mas há algo muito errado nessas histórias todas. Como é que você consegue não terminar nada do que começa?

Tudo bem que exagerei um pouco nos exemplos. Mas a grande verdade é que é mais ou menos assim que muitos jovens se comportam. Mudam de idéia a toda hora, muitas vezes para direções que nada têm que ver com suas decisões anteriores. Dessa maneira, sua dedicação não constrói coisa alguma.

Lógico que não devemos ser rígidos como uma montanha, mas precisamos ter em mente que os resultados aparecem depois de algum tempo de dedicação. Infelizmente, muitas pessoas abandonam um projeto no momento em que ele iria começar a dar resultados. Peter Drucker, o grande professor de administração, dizia que a maioria dos projetos dá errado, não porque foi construída e administrada erradamente, mas porque as pessoas desistem deles antes mesmo de os resultados aparecerem.

Se as nossas decisões e os nossos atos não apresentarem consistência e regularidade, haverá um grande desperdício de nosso potencial humano, de dinheiro, de sonhos, de entusiasmo, de crenças. Significa perda de tempo, pois ficamos andando em círculos, podendo afundar cada vez mais no lodo. Não importa qual direção você quer dar à sua vida. Seja o que for que decidir fazer, acima de tudo são necessárias a consistência e a regularidade para que possa chegar a seu objetivo.

* Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos.

Colaboração: http://shinyashiki.uol.com.br


Abençoa e Passa – Por Chico Xavier e Emmanuel

12 Junho 2009

Não basta recear a violência. É preciso algo fazer para erradicá-la.

Indubitavelmente, as medidas de repressão, mantidas pelos dispositivos legais do mundo, são recursos que a limitam, entretanto, nós todos, – os espíritos encarnados e desencarnados, – com vínculos na Terra, podemos colaborar na solução do problema.

Compadeçamo-nos dos irmãos envolvidos nas sombras da delinqüência, a fim de que se nos inclinem os sentimentos para a indulgência e para a compreensão.

Tanto quanto puderes, não participes de boatos ou de julgamentos precipitados, em torno de situações e pessoas.

Silencia ante quaisquer palavras agressivas que te forem dirigidas, onde estejas, e segue adiante, buscando o endereço das próprias obrigações.

Não eleves o tom de voz, entremostrando superioridade, à frente dos outros.

Não te entregues à manifestações de azedume e revolta, mesmo quando sintas, por dentro da própria alma, o gosto amargo dessa ou daquela desilusão.

Respeita a carência alheia e não provoques os irmãos ignorantes ou infelizes com a exibição das disponibilidades que os Desígnios Divinos te confiaram para determinadas aplicações louváveis e justas.

Ao invés de criticar, procura o lado melhor das criaturas e das ocorrências, de modo a construíres o bem, onde estiveres.

Auxilia para a elevação, abençoando sempre.

Lembra-te: o mourão aceso é capaz de gerar incêndios calamitosos e, às vezes, num gesto infeliz de nossa parte, pode suscitar nos outros as piores reações de vandalismo e destruição.

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Atenção. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 16 edição. Araras, SP: IDE. 1997.

Colaboração: http://www.geocities.com/reflexaoespirita  


Trabalho Voluntário – Natal Voluntários

9 Junho 2009

Natal Voluntários foi criado a partir da iniciativa do Programa Voluntários do Conselho do Comunidade Solidária que vem desde 1997 desenvolvendo condições para disseminação de uma cultura moderna do voluntariado preocupada principalmente com a eficiência dos serviços e qualificação dos voluntários e instituições 

Após tomar conhecimento da existência do Programa Voluntários e da importância de se criar um centro de voluntários em Natal, um grupo de pessoas resolveu levar a frente essa iniciativa e a adesão de novas pessoas engajadas com a causa não para mais de crescer.

O lançamento do Natal Voluntários ocorreu no dia 6 de abril de 2000 no hotel Barreira Roxa e contou com a presença de mais de 150 pessoas representantes da sociedade civil, de empresas e do setor público.

Natal Voluntários estimula pessoas, organizações e empresas a contribuírem efetivamente na melhoria da qualidade de vida do Rio Grande do Norte, fortalecendo e promovendo a ação voluntária e o investimento social privado. Contribui para aumentar o impacto da ação e do investimento social para promoção do desenvolvimento humano e melhoria da qualidade de vida da nossa população. Incentiva mais cidadãos conscientes de seu poder de transformação social a participarem de ações voluntárias, assim como organizações sociais e comunitárias mais bem preparadas para aproveitar o potencial voluntário e prestar melhores serviços à sociedade.

Natal Voluntários acredita que quando pessoas, organizações da sociedade civil e a iniciativa pública e privada se juntam para realizar ações em conjunto, as coisas acontecem. 

Esse é o espírito do Natal Voluntários. Além disso: Toda pessoa é solidária e um voluntário em potencial; o exercício da cidadania, pela prática do voluntariado e pelo investimento social de empresas, é fundamental para a transformação da realidade social; o voluntariado organizado é a base do desenvolvimento do Terceiro Setor e voluntariado é troca. Ganha quem doa e ganha quem recebe.

Colaboração: www.natalvoluntarios.org.br


Não desistir – Por Paulo Coelho

8 Junho 2009

De vez em quando escutamos o seguinte comentário:

Vivo acreditando em sonhos, muitas vezes procuro combater a injustiça, mas sempre termino me decepcionando”.

Um guerreiro da luz sabe que certas batalhas impossíveis merecem ser lutadas, e por isso não tem medo de decepções – já que conhece o poder de sua espada, e a força do seu amor. Ele rejeita com veemência aqueles que são incapazes de tomar decisões, e estão sempre procurando transferir para os outros a responsabilidade de tudo de ruim que acontece no mundo.

Se ele não luta contra o que está errado – mesmo que pareça acima de suas forças -  jamais encontrará o caminho certo.

Meu editor iraniano, Arash Hejasi, me enviou uma vez um texto que dizia:

Hoje uma grande chuva me pegou de surpresa, enquanto eu caminhava pela rua… graças a Deus eu tinha meu guarda-chuva e minha capa. No entanto, ambos estavam na mala de meu carro, estacionado bem longe. Enquanto eu corria para pegá-los, pensava que estranho sinal estava recebendo de Deus: temos sempre os recursos necessários para enfrentar as tempestades que a vida nos prepara, mas na maior parte das vezes estes recursos estão trancados no fundo de nosso coração, e isso nos faz perder um tempo enorme tentando achá-los. Quando os encontramos, já fomos derrotados pela adversidade”.

Estejamos, portanto, sempre preparados: caso contrário, ou perdemos a chance, ou perdemos a batalha.

Colaboração: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/


Convite à Perseverança – Por Divaldo Franco e Joanna de Ângeli

5 Junho 2009

Não asseveres: “é-me impossível fazer!”

Nem redargas: “Não consigo!”

Nunca informes: “sei que é totalmente inútil aceitar.”

Nem retruques: “é maior do que as minhas forças.”

Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente. Instado a ajudar não te permitas condições, especialmente se fruis o tesouro da possibilidade. Fácil ser delicado sem esforço, ser amigo sem sacrifício, ser cristão sem auto-doação…

Perseverança nos objetivos elevados, com oferenda de amor, é materialização de fé superior. Para que seja atuante, a fé deve nutrir-se do poder dos esforços caldeados para as finalidades que parecem inatingíveis.

Todos podem iniciar ministérios… Tarefas começantes produzem entusiasmos exaltados.

Mede-se, porém, o verdadeiro cristão e, particularmente, o espírita pelo investimento que coloca na bolsa de valores imortalistas a render juros de paz… Unge-se, portanto, de fé e deixa que resplandeça a tua fidelidade ao lado de quem padece.

Não fosse o sofrimento, ninguém suplicaria socorro. Não fosse a angústia ninguém se encorajaria a romper os tecidos da alma para exibir exulcerações…

Ninguém se compraz carregando demorada canga, não obstante, confiando em alívio, lenitivo…

Nas cogitações que te cheguem ao plano da razão, interroga como gostarias que fizessem contigo se foras o outro, o sofredor, o necessitado que ora te roga ajuda. Assim, envolve-te na lã do “Cordeiro de Deus” e persevera ajudando. Não somente dando o que te sobra mas aquela doação maior que te parece difícil, a quase impossível…

A perseverança dar-te-á paz e plenitude. Insiste na sua execução.

Divaldo Pereira Franco. Da obra: Convites da Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 5 edição. Salvador, BA: LEAL. 1991.

Colaboração: http://www.geocities.com/reflexaoespirita


Capacidade de Explorar o Mundo Interior – Por Roberto Shinyashiki

4 Junho 2009

Ficar em silêncio ajuda muito a escutar a voz da sua alma.

Você já ouviu a opinião de muitos autores a respeito da importância de seguir o seu coração. Eles têm razão: um caminho que não fale ao seu coração não alimentará a sua alma; e uma pessoa sem alma é um ser perdido no oceano da vida.

A exploração do nosso mundo interior ajuda a nos conhecer melhor e, portanto, a construir uma vida que tenha sentido. Fico muito triste quando converso com pessoas ricas e importantes que me confessam, quase chorando: é horrível ver que batalhei e consegui tantas coisas que queria, mas não sou feliz. O meu sacrifício não me deu felicidade.

É importante escutar a nós mesmos o tempo todo, para saber se estamos realizando objetivos que nascem do nosso coração. Só assim teremos certeza de que, no final da vida, não iremos nos martirizar com o arrependimento.

- Mas, Roberto, como conhecer a minha alma? Como escutar o meu coração?

Bem, a primeira dica é: faça a pergunta certa. Quando você faz a pergunta errada, o seu coração vai para muito longe. Quer um exemplo de pergunta errada? Suponha que o seu chefe foi duro com você e apontou vários problemas de desempenho no seu trabalho. Se você perguntar a si mesmo: “Por que meu chefe está me sacaneando?”, não vai encontrar uma resposta que lhe ajude a crescer.

Sentir-se vítima do seu chefe, em vez de analisar o próprio trabalho, vai deixar você distante da resposta que lhe interessa. Nesse momento o melhor é olhar para dentro de si, verificar em quais pontos o seu chefe tem razão, analisar suas atitudes e tentar melhorar o seu desempenho. Seu namorado terminou o relacionamento com você. Em vez de perguntar por que ele a sacaneou, seria mais interessante entrar em sintonia com os próprios sentimentos. Se a tristeza aparecer, o melhor é chorar em paz, e só depois analisar seu comportamento.

Talvez você se dê conta de que estava sendo muito crítica com seu namorado e, a partir daí, aprenda a admirar mais a pessoa que você ama, percebendo com isso o que pode melhorar em sua maneira de demonstrar amor. Se você fizer as perguntas certas, conseguirá aprender muito sobre si mesmo. Faça suas perguntas, mesmo que elas fiquem muito tempo sem resposta:

• O que é essencial para você?

• Qual é a sua meta profissional?

• Como gostaria de estar daqui a dez anos?

• O que você precisa fazer para realizar seus projetos?

• A sua vida está do melhor jeito que poderia estar neste momento?

A capacidade de explorar nosso mundo interior nos ajuda a tomar melhores decisões e a evitar problemas decorrentes da nossa maneira de ser. Quando tinha aproximadamente 20 anos eu era o rei das decisões impulsivas. Decidia comprar alguma coisa sem pensar e alguns dias depois tomava consciência de que tinha feito besteira.

Depois de algum tempo decidindo errado, prometi a mim mesmo que sempre me daria um prazo de uma semana para pensar antes de comprar qualquer coisa mais cara. Isso evitou que eu fizesse muitas bobagens. Conhecer-se melhor pode ajudá-lo a tomar decisões que lhe façam realmente crescer.

Certa vez um deputado que gostava muito do meu trabalho telefonou-me e convidou-me a assumir um cargo de diretor de um importante hospital público. Consegui pedir a ele um prazo de um dia antes de lhe dar a resposta, o que foi um grande sacrifício, pois a minha vontade era dizer sim na hora. Fiquei pensando sobre o assunto e me dei conta de que aceitar o convite para cuidar de um hospital não tinha o menor sentido, considerando a minha vocação de psiquiatra. O que eu gostava mesmo era de escutar as pessoas e ajudá-las a se realizar. Foi um alívio quando, no dia seguinte, liguei para dizer “não, obrigado!”. Minha alma celebrou a minha decisão.

Algumas vezes, sua rota precisa ser reajustada e você só descobrirá isso se souber conversar consigo mesmo. Ficar em silêncio ajuda muito a escutar a voz da sua alma.

Sabe quando rastreamos todos os arquivos e pastas do computador em busca de alguns vírus que possam ter invadido o sistema? Sabe quando navegamos pela internet e mantemos o antivírus acionado para impedir a entrada de elementos suspeitos? Na vida real, o autoconhecimento é nosso melhor antivírus. Para que você não perca todos os seus documentos nem tenha de configurar novamente sua máquina, pergunte-se sempre o que realmente importa em cada momento de sua vida.

* Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos.

Colaboração: http://shinyashiki.uol.com.br


Não é para todos… mas todos podem! – Por Charles Richet

3 Junho 2009

Seja grato mesmo diante de todos os sofrimentos, recuos e más pessoas. Lidar com tais obstáculos é uma parte essencial do treinamento da Arte da Paz“. Morihei Ueshiba – Fundador do Aikidô.

Escolher fazer algo, gozar dos benefícios e assumir com as cargas e responsabilidades é uma atitude coerente. Por exemplo: querer tomar sorvete sem a baixa temperatura do gelo é incoerente. Apaixonar-se sem querer se machucar é ilusão. Estar no mundo já é um processo com riscos, os riscos inerentes a existência humana. Treinar uma arte marcial não é diferente. As pessoas hoje não querem assumir riscos e responsabilidades, não querem plantar para colher, não querem se sujar, não querem esperar, não querem sentir dor… dor… dor faz parte do treinamento sério.

Há muita confusão em torno da afirmação “Arte da Paz”. “Arte da Paz” é algo complexo e simples, um paradoxo, porém essa afirmação pode ser entendida por todos aqueles que se entregarem ao afinco do treino e estudo sérios, tradicionais.

Escrevo esse relato para dar noção dos dois dias de treino que tive em São Paulo, dias 17 e 18 de março, com Leonardo Sodré Sensei. Leonardo Sensei, 3º Dan, é aluno de Ono Shihan, 7º Dan. Leonardo Sensei é destacado por ter em seu currículo cinco estágios no Hombu Dojo Aikikai de Tóquio, e mais estágios no Summer Camp de Nova York e na academia de Shibata Sensei em Berkeley. Ele treina e ensina Aikidô profissionalmente.

Fui a São Paulo pela amizade e pelo profissionalismo, “treinar com outro profissional”. Quatro horas de treino na terça e três horas na quarta, sendo uma delas uma aula particular em suwari waza por uma hora. Nestes treinos eu tive contato com muitas limitações físicas e técnicas, mas também pude ver o tanto que estou disposto a me entregar aos meus objetivos, os ônus e conseqüências de um treinamento sério. Acumulei ácido láctico como nunca havia feito em toda a minha vida. Porém é em momentos de exaustão física que muitas habilidades extras físicas ficam evidentes e se fazem necessárias. Mas todas essas técnicas só são internalizadas através do treino, mais treino e muito treino. Treinar, treinar e treinar.

As coisas verdadeiras, reais não são compradas, negociadas ou impostas. São reveladas, concluídas, intuídas, nascem da percepção interna. Em termos de Aikidô o treinamento é o caminho, não tem “cadeira do matrix” nem fórmula mágica. O treinamento em Budô/Aikidô serve a esses propósitos: desidentificação do ego, reconhecimento dos limites, expansão dos limites, cultivo de virtudes, autoconhecimento e burilamento do caráter. Não tem caminho fácil nem curto.

Treinar artes marciais é conviver com seu lado negro, conhecê-lo e a partir daí saber agir a partir do seu centro e não de seus instintos egóicos.  Para isso é preciso haver entrega, receber tanto o que é agradável como o não agradável. Mas claro: não estamos no Japão feudal, ninguém tem que cometer harakiri se desagradar seu mestre e nem aceitar os excessos dos instrutores. Hoje podemos escolher nossos mestres, e até mudar de mestre, porém devemos lembrar: o mundo exterior é em parte um reflexo do nosso ser interno e que para ser bom precisamos pagar um preço, o preço da entrega.

O treino sério em artes marciais não é para todos… mas todos podem praticar uma arte marcial.

Charles Richet – Fukushidoin, instrutor auxiliar, e faixa preta 2º grau, com ambas as certificações conferidas pelo Hombu Dojo Aikikai.

Colaboração: www.portalaikido.com.br


Auschwitz – Mancha Negra na História dos Povos

2 Junho 2009

E tem quem afirme que não aconteceu…segue a prova.

Centenas de objetos pessoais pertencentes a prisioneiros do campo de concentração nazista de Auschwitz (sul da Polônia) foram encontrados durante os trabalhos de manutenção de um dos antigos crematórios, informa hoje a direção do museu deste campo.

Entre os objetos há joias, lembranças familiares, brinquedos e cosméticos, os últimos pertences de algumas das vítimas do nazismo mortas em Auschwitz. 

Parte desta descoberta, que acontece mais de 60 anos depois da libertação do campo de concentração, pertencia a judeus húngaros, deportados à Polônia pelas autoridades nazistas, já que muitos objetos têm inscrições nesse idioma.

Calcula-se que mais de 400 mil judeus foram enviados da Hungria a Auschwitz, onde quase todos perderam a vida.

O museu do campo de concentração indicou que os objetos encontrados serão exibidos em breve no local, visitado todos os anos por centenas de milhares de turistas de todo o mundo. Mais de um milhão de pessoas perderam a vida em Auschwitz, entre judeus, ciganos, homossexuais e membros da resistência europeia contra o Exército Alemão.

Colaboração: www.yahoo.com.br


Eu, o Zen e o Aikidô – Por José Ribamar Lopes

1 Junho 2009

Tive uma experiência interessante na minha volta aos treinos de Aikidô, por estes dias. Embora meio fora de prática, tive um prazer imenso em treinar, como nunca tive em todo o tempo treinado. Lembro-me de antes, que quando estava no tatame, muitas das vezes estava com a mente distante; e ao contrário, quando estava distante, estava com pensamento no tatame, de modo que não vivenciava realmente a maravilhosa experiência do treino. Após os últimos 11 (onze) meses de estudo do Zen, da tradição do Thay, praticando a meditação, compreendi melhor o que o fundador do Aikidô – Ô-Sensei Morihei Ueshiba pretendia com união mente, corpo, espírito.

Após iniciado o meus estudos de meditação, foi uma experiência formidável treinar Aikidô, envolto em Plena Consciência. Já em casa, afastado dos treinos, busquei fazer os movimentos da arte marcial, atento a respiração, e já havia obtido uma excelente experiência. A verdade é que descobri o Zen no Aikidô.

Já tinha ouvido falar que o Aikidô era o Zen em movimento, mas não tinha ainda vivenciado a experiência. Até o famoso Ki, pude perceber real. O que para mim antes não passava de metafísica, passei a senti-lo no treino, embora não tenha ainda domínio sobre ele. Atento aos movimentos e a respiração, repetindo mentalmente “momento presente, momento maravilhoso“, torno-me mais atento as sensações do corpo e mente, não deixando me perder em pensamentos, e tornando mais presente ao treino e concentrado aos movimentos. Observo o relaxamento do corpo, cuidando-me para não permitir tensões no corpo, buscando a leveza natural do ser, indispensável à meditação e ao Aikidô. O objetivo é seguir no treino atento à forma correta. A perfeição marcial é a preocupação instrumental imediata, sendo a harmonização espirito/corpo/mente o objetivo final. E nesse momento o Aikidô e o Zen se confundem.

JOSÉ RIBAMAR LOPES – Servidor Público Estadual – 2º Kyu (Faixa-Azul) – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal.

Colaboração: http://umditoeumponto.blogspot.com/


As Crianças e Chico Xavier

29 Maio 2009

Chico acreditava que a solução da delinqüência estava dentro do lar, da família e que o ato de fazer um aborto é imoral.

Com as crianças Chico tinha um magnetismo incomum. Elas adoravam o mineiro, que sempre tinha os braços abertos para abraçá-las, com carinho e atenção.

Muito se fala sobre delinqüência juvenil, mas este problema não é de hoje. Chico Xavier psicografou livro com texto do espírito Emmanuel em “À Sombra do Abacateiro”, de Carlos A. Baccelli.

Depois da luta da criança considerada em penúria, apareceu para nós a luta da criança demasiadamente livre nos primeiros anos da existência…Há muitos desequilíbrios, embora sejam descendentes de lares muito abastados. Essas outras crianças crescem revoltadas pela ausência de carinho; às vezes, sofrem o abandono, mesmo dos avós que não se interessam pelos netos… De um lado, as crianças em penúria; de outro lado, as que estão mais ou menos atendidas, ou às vezes altamente atendidas em suas necessidades…Hoje ouvimos falar de muitos crimes efetuados por meninos de 10, 14 anos… Deveríamos tratar de códigos que dessem a maioridade aos 14 anos. A criança é chamada a memorizar as suas vidas passadas muito depressa, motivada pela televisão, etc. Precisávamos da criação de leis que ajudem a criança a não se fazer delinqüente nem viciada. O governo não pode ser responsável por todas as nossas modalidades de penúria; não podemos exigir que os ministros venham a fazer intervenções em nossas vidas familiares. O problema da penúria é nosso. (…) Não temos uma disposição muito ativa em torno da criança considerada desvalida; nós fazemos distribuições anuais, mas nos esquecemos que criança, tal qual nos acontece, almoça todo dia, estuda todo dia, toma banho todo dia… De um lado, a criança em penúria; de outro, a criança abandonada pelos pais…”, escreveu ele.

Chico contou certa vez que no Japão existia, há algum tempo, um surto muito grande de delinqüência. O próprio governo sentia-se incapaz de conter aquela expansão infeliz… Foi quando um grupo de senhoras sugeriu que, nas cidades, as famílias se reunissem, em grupos de cinco a dez famílias, para debaterem o problema. A idéia tomou vulto. Quase que o Japão inteiro começou a reunir-se, semanalmente, discutindo o que se poderia fazer pela criança, pelos reeducandos, para que a idéia do crime diminuísse. Em dois anos, o índice de delinqüência juvenil diminuiu em 80%.

Colaboração: www.diariodonordeste.com.br


Aviso aos Navegantes – Por IMPRESSÕES

28 Maio 2009

O Blog IMPRESSÕES está passando pelas primeiras reestruturações desde sua criação em Julho de 2008. As mudanças estão se dando de forma paulatina, mas já podem ser notadas.

A mudança de lay-out é a mais visível. Apresenta-se um lay-out mais moderno e interativo. Além do visual mais agradável, com o passar do tempo, alguns links serão inseridos para melhorar a interação com outros Blogs e Sites.

Um outro ponto a ser modificado será referente aos posts das categorias Direito e Notícias (Notícias de Direito ou da Área Jurídica); tais posts não farão mais parte do acervo do Blog IMPRESSÕES. Os referidos posts migrarão progressivamente a outro Blog; um Blog  exclusivo para tratar de assuntos de Direito, da Área Jurídica e suas notícias, o Blog da Advocacia MVABrasil.

Assim, os leitores dos posts de Direito e Notícias (da Área Jurídica) e aqueles que se interessarem, podem acessar o seguinte endereço www.advocaciamvabrasil.wordpress.com e, além de continuarem a acompanhar as decisões do Judiciário Nacional, as notícias de Direito, podem também tirar dúvidas acerca de direitos, ações, serviços advocatícios ou entrar em contato com um Advogado.

Proteja seu direito - www.advocaciamvabrasil.wordpress.com

By IMPRESSÕES – www.impressione.wordpress.com



Histórias Curiosas de Chico Xavier

26 Maio 2009

No Presídio

 
O assunto girava em torno de uma visita a um presídio na cidade de São Paulo, que um grupo de amigos havia realizado, juntamente com o Chico. Estávamos, sábado à tarde, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba (MG), e era lembrado o ocorrido… 

Dizia-nos o Chico, muito feliz, que recebera calorosos abraços de aproximadamente quatro mil internos daquela casa de correção. – Imagine – começou a sorrir – que, depois de receber tantos tapinhas, eu tinha as costas doloridas…

Um moço que havia participado daquele trabalho indaga: – Chico, você viu muitos espíritos obsessores lá no presídio? – Não! – respondeu ele. Não vi obsessores. Vi, sim, muitos benfeitores amigos, muitas mães. Já não há obsessores, não! Eles já fizeram o que queriam!…

Nós, que ouvimos aquela resposta, quedamos, surpreendidos pela lógica convincente.

Na Pescaria

Com a vida totalmente dedicada à divulgação doutrinária e à caridade, alguns amigos, pensando em distraí-lo, resolveram convidá-lo para uma pescaria. O convite, a princípio, foi educadamente rejeitado, mas devido à insistência, não podendo mais sustentar a recusa por não querer magoá-los, acabou por aceitá-lo.

Era uma bela manhã, lá foi o Chico demonstrar suas ocultas qualidades de grande pescador. Acocorado no barranco do rio, ao lado dos amigos que já faziam grande sucesso pelo número de peixes fisgados, depois de muitas horas sem ter pego um lambarí sequer, o fato começou a despertar curiosidade, pois os peixes passavam rente à sua linha e nenhum mordia a isca: era um fenômeno estranho! Os amigos, não suportando mais aquela esquisita situação, resolveram interpelá-lo. Ele, por sua vez, satisfazendo a curiosidade geral, disse-lhes que aceitara o convite e, por isso, ali estava, mas não tinha colocado isca no anzol porque não pretendia incomodar os peixinhos…

Aceitação

Já era madrugada quando a sessão terminou e a multidão continuava cercando o Chico, enquanto ele caminhava com dificuldade em direção ao carro. Uns perguntavam sobre parentes desencarnados, outros pediam-lhe autógrafos, outros beijavam-lhe as mãos, outros o rosto, muitos entregavam-lhe cartas, mães traziam-lhes os filhinhos para que ele os tocasse. Quando conseguimos colocá-lo no carro, perguntei-lhe: -Chico, como é possível ter tanta paz em meio a tanto tumulto? – Aceitação.

 

Colaboração: www.diariodonordeste.com.br


O Ego e o Aikidô – Por José Ribamar Lopes

22 Maio 2009

Não cabe manifestação de ego no Aikidô. É seu pré-requisito a intenção de desprendimento ao sentimento egóico. Aikidô é, acima de tudo, arte de iluminação, e a iluminação nunca se dá em benefício de um único ser. Lembremo-nos que Ô-Sensei era extremamente religioso, e este sentimento foi fundamental na formação do Aikidô.

Não há harmonia com a natureza, preso há uma vontade individual. A natureza não tem vontade…ela é. Assim devemos ser no Aikidô, livres e fluidos. Se há vontade não há fluidez, não há harmonia, não há Aikidô, que é o caminho da harmonia pela energia vital.

Levados por sentimentos adquiridos nas atividades esportivas, bem como no nosso meio social competitivo, preocupamo-nos em demonstrar destreza, conquistar graduações, obter destaque… Trabalha contra nossa prática a comparação com os outros, o objetivo de sermos os melhores. A busca da superação deve ser sobre nós mesmos. A melhora obtém-se no aperfeiçoamento, que requer desprendimento e entrega à prática. Portanto, não há entrega se há apego, que são opostos entre si.

No Aikidô há reverências, submissões a regras e posturas, a conduções; há humildade. Se nossa preocupação ainda é com a obtenção da graduação, a exibição da já conquistada, o aprendizado de uma técnica que nos faça bom de briga, talvez devamos tornar a buscar informações sobre a história do fundador, que migrou seus estudos da marcialidade para a espiritualidade, do Jutsu para o Dô. Assim procedendo, talvez compreendamos o significado da arte por você escolhida, e sejamos praticantes mais tranquilos e felizes, entregue as rotações naturais.

Nesse sentido, a lição do fundador:

A Arte da Paz é o remédio para o mundo doente. Há maldade e desordem no mundo porque as pessoas se esqueceram que todas as coisas vieram de uma única força. Voltemos para essa fonte, deixando para trás todo pensamento egoísta, desejos mesquinhos e raiva. Aqueles que não possuem nada possuem tudo“.

Se você não tem nada que o ligue ao verdadeiro desprendimento. Você nunca entenderá A Arte da Paz“.

José Ribamar Lopes – Servidor Público – 2º Kyu (Faixa-Azul) – Aluno da Academia Central de Aikidô de Natal.

Colaboração: http://umditoeumponto.blogspot.com/


Sobre a Arte da Paz – Por Morihei Ueshiba

15 Maio 2009

A Arte da Paz começa em você. Trabalhe consigo mesmo e com a tarefa que lhe foi consignada na Arte da Paz. Todos temos um espírito que pode ser refinado, um corpo que pode ser treinado de certa maneira, uma senda conveniente a ser seguida. Estás aqui com um único propósito de dares conta de tua divindade interior e manifestar a tua iluminação inata. Alimente a paz em tua própria vida e aplique logo a arte a tudo o que encontrares.”

Ô-Sensei Morihei Ueshiba – Fundador do Aikidô

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com  


O Praticante Sincero – Por Roque Vargas Sensei

14 Maio 2009

Entre os grandes legados que o Aikidô desenvolve nos seus praticantes “sinceros” estão a proatividade e a autodeterminação, chamo de praticante sincero, àquele que pratica o Aikidô com o coração, com a cabeça e com o corpo, quando há uma entrega total ao aprendizado. 

Num dia destes recebi uma mensagem pela internet, uma das poucas que recebemos com um cunho positivo e proveitoso, ela falava sobre a quantidade de pessoas que tem neste mundo que ficam só criticando e esperando que alguém faça o que ela acha que deve ser feito, o texto fala que: “Há muito, mas muito mais gente para comer o bolo do que gente para fazer o bolo. E às vezes aqueles que só comem o bolo ainda reclamam do gosto, mas continuam comendo e não ajudando. Sempre há mais gente para almoçar e menos gente para lavar a louça. Mais gente para assistir e reclamar do espetáculo, do que gente para montar a sala, carregar as cadeiras, varrer, limpar, organizar etc”. 

Porém o que tenho observado nestes 20 e poucos anos de ensino e prática do Aikidô, é que esta proporção é justamente o inverso no Aikidô, principalmente, entre os praticantes que chegam à graduação de 1º kyu em diante, posso dizer que, neste grupo, apenas uma pequena minoria se encaixaria naquela frase. 

Entre os novatos e os intermediários, acredito que a maioria seja como no texto citado, e isto vai aparecer muito fácil no movimento destas pessoas, na prática delas dentro do tatame, nas suas dificuldades de ter uma pronta resposta aos estímulos e a tomar decisões rápidas. Mas no grupo mais antigo, mais graduado, isto se inverte. Por isto tenho certeza, que tudo que alcançamos até hoje em termos de organização, foi pelo somatório dos esforços dos praticantes sinceros, e o número destes felizmente vem crescendo nos últimos tempos. 

Se hoje, este despertar de consciência tem o seu maior número a partir das graduações altas, sonho em ver o dia em que isto venha a ocorrer, já a partir das graduações intermediarias 3º e 2º (Kyu), vale frisar que não ignoro o fato de que algumas pessoas já chegam ao Aikidô, com uma conduta dentro destes valores. 

Só para refrescar as idéias e reforçar a criação de um “memo” positivo, coloco mais um pedaço do texto que citei anteriormente.  “Se hoje há sombra e fruto é porque alguém plantou uma árvore e o ato de plantar implica um ato de fé, acreditar que vai, nascer, que vai crescer e que vai dar frutos. Alguém precisa cavar a terra, plantar, enfim dá trabalho. Hoje temos a sombra. Mas há sempre mais gente para sentar e usufruir da sombra e dos frutos do que gente para plantar. Precisamos de gente para plantar, gente para ajudar a fazer a bolo, gente para lavar a louça e para montar o espetáculo. Veja bem: SE VOCÊ QUER PARTICIPAR DOS RESULTADOS, ENTÃO AJUDE A PENSAR, AJUDE A MELHORAR AS COISAS. Como podemos melhorar o atendimento, como podemos diminuir os custos, como podemos aumentar a produtividade. Sentir-se parte é pensar, é fazer o que esta precisando ser feito, sem esperar que alguém venha lhe pedir, é comprometer-se.” 

As pessoas que adotam esta atitude, e este comportamento, além de estarem contribuindo para uma família melhor, para uma rua melhor, para um bairro melhor, para uma cidade melhor, para um país melhor, com certeza estão contribuindo para um mundo melhor. E, sem dúvida, ela e os seus estarão entre os beneficiados. 

E você meu amigo, que tipo de pessoa quer ser? Aquela que ajuda, colabora, pensa e dá o melhor de si? Aquela que ajuda a fazer o bolo? Ou quer ser daquelas pessoas que se sentam à mesa e ficam esperando alguém lhe servir uma fatia? 

* Roque Vargas Sensei – 5º Dan em Aikidô – Responsável pelo Aikidô no Rio Grande do Sul por designação do Shihan Kawai (Confederação Sul-Americana de Aikido) e Hombu Dojo – Japão. 

Colaboração: http://vargasaikido.blogspot.com/


XIV SIMPÓSIO ESPÍRITA DE NATAL

13 Maio 2009

Nos dias 29, 30 e 31 de maio do ano corrente, acontecerá em Natal/RN o XIV Simpósio Espírita de Natal. O simpósio abordará o tema: DESCOBRINDO OS FUNDAMENTOS ESPÍRITAS: APRENDER PARA MELHOR VIVER. O Evento será no Auditório da FESA, Rua Governador Valadares, 4861, II etapa, Conjunto Pirangi, em Natal. Segue os participantes convidados para o evento.

Palestrantes:

LINDOMAR COUTINHO (BA), GERARDO CAMPANA (AL), NAHON CASTRO (BA), ILEANA MATTOS (BA), KAU MASCARENHAS (BA), PEDRO CAMILO (BA), ARMANDO TOMAZ (RN) e HÉRCULES BRUNO (RN).

Pintura Mediúnica:

MARILENA HENKLAIN (BA) e ELSON MONTE (RN)

Informações e Inscrições:

Telefones: (84) 9982-9678, (84) 9411-9866 e (84) 8701-4097

E-mail: taniacmonte@hotmail.com

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Direito do Consumidor – Consumidor consegue substituição de veículo Zero KM – Salinas Automóveis

12 Maio 2009

A 11ª Vara Cível de Natal determinou a entrega de um novo veículo a um consumidor que recebeu o automóvel zero quilômetro com defeito. A decisão mantida também na 2ª Câmara Cível teve como fundamento o artigo 18, § 1º, do Código de Defesa do Consumidor que garante a substituição do produto em 30 dias, caso o defeito não seja sanado.

 

A empresa Salinas Automóveis recorreu da decisão, argumentando que o prazo de um dia, estipulado pela Vara Cível, não era suficiente para efetuar a substituição, porque não existia no pátio da loja veículo com as mesmas características. Acrescentou que seria impossível o faturamento do novo veículo junto ao fabricante, pois o referido procedimento leva 30 dias.

 

O autor da ação informou, durante a instrução processual, que o veículo apresentava excessivo consumo de combustível, barulho da parte traseira e dianteira esquerda e ruídos na parte traseira externa. Disse que levou o carro até a concessionária diversas vezes e não obteve nenhuma melhora no desenvolvimento.

 

Dr. Geomar de Brito, juiz da 11ª Vara Cível, destacou, na decisão interlocutória, que os requisitos da tutela de urgência estavam caracterizados: “A expectativa de qualquer comprador, ao adentrar em uma concessionária e ali adquirir um veículo novo é a de que, no mínimo, o bem se encontre em perfeitas condições de uso. Não foi o que ocorreu com o veículo adquirido pela parte-autora. Conforme narrado na peça vestibular, em pouco tempo de uso, o autor, alegando diversos defeitos, levou o seu veículo por diversas vezes à oficina da empresa. Entretanto, embora tenha recorrido a uma concessionária autorizada, até o momento, os defeitos alegados nas ordens de serviços não tiveram solução”, ressaltou.

 

O magistrado fixou multa diária de R$ 300 reais em caso de descumprimento e os desembargadores da 2ª Câmara Cível argumentaram que a verossimilhança do direito alegado pelo consumidor foi evidenciado na medida em que o veículo apresentou diversos problemas não solucionados pela concessionária, além de dificuldade na produção de provas, por causa hipossuficiência do consumidor em relação a empresa.

 

Evidenciado, desta forma, o requisito da verossimilhança da alegação, possível é o pleito antecipatório pela substituição do produto por outro da mesma espécie até julgamento final da lide. O perigo de dano irreparável, segundo requisito para a concessão da medida antecipatória da tutela, encontra-se consubstanciado no fato do Agravado estar privado de usar o próprio automóvel, devido a demora da empresa agravante na solução do problema, resultando o risco de lesão de difícil reparação no simples aguardo pela prolação da sentença”, argumentou o des. Osvaldo Cruz, relator do Agravo de Instrumento com pedido de suspensividade 2009.000708-7.

 

Colaboração: www.tjrn.gov.br


Presidente nacional da OAB defende manutenção do Exame de Ordem

11 Maio 2009

Para mineiros que reclamam do Exame de Ordem da OAB com sendo rigoroso, o presidente nacional da entidade discorda. Cezar Brito, que esteve em Uberaba no fim de semana para palestra no Simpósio Jurídico “Valorização da Advocacia“, é convincente em seu ponto de vista, dando ênfase à necessidade de melhorar o nível do ensino no país. Ao discordar dos que se queixam do grau de dificuldade do exame que eleva o bacharel em Direito à condição de advogado, Brito jogou por terra o alegado rigor, apresentando números. Lembrou que a entidade aplica a mesma prova nacionalmente quando o exame era regionalizado por Estado até passado recente. Já a divulgação do resultado não é feito de forma global, mas sim por instituição de ensino de cada candidato. Com o novo critério é possível a análise do resultado estatisticamente.

Foi a partir daí que tornou-se possível verificar que as boas faculdades alcançam índices expressivos, chegando à aprovação de até 80% de seus bacharéis no Exame de Ordem. Por outro lado, revela Brito, os índices são mais baixos para instituições de ensino que mercantilizam o sonho de ascensão social do brasileiro. “São aquelas que praticam o “conto do vigário” educacional, prometendo um saber que não fornecem“, afirmou Brito, tachando tais faculdades como “caça-níqueis“. Acrescentou que justamente estas fornecem número maior de vagas, mas no Exame de Ordem a reprovação também é altíssima, chegando a 90% dos inscritos que vieram destas instituições. Também estaria neste último grupo a falsa impressão de que o exame é duro.

Por outro lado, o presidente da OAB nacional defendeu a necessidade de manutenção do exame, cuja extinção é defendida por alguns setores. “Ele é necessário por várias razões, bastando lembrar que os advogados integram o Poder Judiciário, onde é fundamental a qualidade técnica de quem opera Justiça“, disse o entrevistado, alertando para o equilíbrio no preparo e conhecimento entre todos que atuam no setor. Lembrou que o juiz tem a qualidade técnica obtida pelo concurso, o que também se repete com o Ministério Público, que é o responsável pela acusação. “Não seria justo que o encarregado de defender o cidadão seja um desqualificado, até porque implicaria em perpetuar a desigualdade“, justificou, alertando para o ambiente diferente na Justiça, onde há linguajar diferenciado, regras burocráticas e mandamentos altamente técnicos que estudo específico. “A desqualificação do defensor do cidadão faz com que ele perca seu direito e até a própria liberdade, daí a qualificação ser fundamental com a inscrição e a fiscalização da OAB“, afirmou de forma taxativa.

Já na palestra no simpósio jurídico, Cezar Brito propôs que o advogado, como porta-voz da sociedade na luta pela justiça, seja ouvido com altivez, sendo reconhecido no seu exercício profissional. Por outro lado, ressaltou a necessidade de o advogado desempenhar a atividade profissional com qualidade e ética. “Assim, valorizaremos a OAB como instituição sempre forte e mesmo o Poder Judiciário, para que aquele poder possa garantir que a justiça chegue ao cidadão independente do nome da parte contrária“, ressaltou. (Jornal da Manhã). 

Colaboração: www.oab.org.br


Chico Xavier – O Homem que Respirava Caridade

8 Maio 2009

O médium falava com os mortos, psicografava mensagens e ouvia suas vozes, mas nunca esqueceu dos vivos. Chico tinha uma capacidade energética de transmitir paz e sensações de alívio. Sempre frequentava hospitais e centros de reabilitação, levando auxílio material, alimentos e principalmente fraternidade.

Com os portadores de hanseníase, fazia visitas constantes, distribuindo fartura em abraços, apertos de mão e sorrisos. Para os angustiados e desesperados, com idéias de suicídio, Chico sempre tinha palavras de afeto e de esperança.

Fato ocorrido com o espiríto de Hellen Keller, americana cega, surda e muda – famosa pela pregação em torno do otimismo, da alegria de viver e da fé em Deus – que falou através de Chico Xavier, ilustra isso. Quando da visita do médium a uma Colônia em Goiânia, consolou moça que havia tentado por duas vezes o suicídio. Foi aí que o espírito da americana falou: – Toda pessoa neste mundo deveria sofrer privações das faculdades pelo menos uma vez por semana e passar pelos maiores constrangimentos orgânicos, a fim de aprender a valorizar a vida.

Era o que Chico fazia, mesmo tendo ficado órfão de mãe aos cinco anos, com um olho cego, tendo enfartado duas vezes, e nunca reclamando do trabalho por fazer, mesmo na velhice.

Colaboração: www.diariodonordeste.com.br


Aikidô… ou quase Aikidô – Por Dennis Hooker

7 Maio 2009

As vezes me espanto com o que vejo ou leio sobre Aikidô. Muitas pessoas desejando dizer o que é e o que não é Aikidô. Ou que isso parece ser Aikidô “mágico”, que aquilo é um Aikidô eficiente para as ruas, ou que é um Aikidô de combate, ou que é um Aikidô para um pequeno grupo, ou que o professor é isso ou aquilo. Isso parece acontecer com quase tudo na comunidade do Aikidô. Mesmo dentro de um dojô freqüentemente existem várias opiniões diferentes sobre o que constitui o Aikidô. Eu tenho minha opinião baseada em meus treinos e minha experiência de vida assim como cada um de vocês.

O que torna a atividade em que estamos engajados Aikidô e não outra coisa? Seria o fato de que há apenas um pequeno número de técnicas no vocabulário? Seria nossa habilidade de arremessar o parceiro ou de causar dor e/ou ferimento em outras pessoas que torna isso Aikidô? Deixe-me oferecer uma observação de meu ponto de vista. Eu vou de dojô em dojô e encontro pessoas envolvidas com violência controlada que chamam o que fazem de “Aikidô”. Eu vejo faz-de-conta, graduados de “vida-ou-morte”, pretensos vencedores e pretensos perdedores. Tori usando apenas a força suficiente para causar dor ao uke ou para arremessar o uke, e o uke oferecendo apenas resistência suficiente para receber a dor ou para ser arremessado. Eu acho que isso é “quase Aikidô” ou “Aikidô razoavelmente bom” porque as pessoas fazem isso há anos e parecem felizes em continuar assim. O nage nunca usa toda a sua força por medo de causar ferimento ou morte ao uke. Assim a técnica do nage nunca é realmente verdadeira e o uke normalmente segue o nage sem oferecer muita resistência, ajudando o nage a se sentir poderoso e com domínio da técnica e o ukemi do uke nunca é verdadeiro.

Isso pode ser bom para o iniciante do Aikidô, quando o estudante está em estado reacionário, reagindo ao estímulo físico do ataque do nage. Neste estágio, uke e nage estão criando a forma. Isso é tudo em que eles deveriam se concentrar. Postura correta, distância apropriada e uma interação física forte resultando em uma técnica corretamente formada e executada. Isso deveria ser feito por tantos anos quantos fossem necessários para serem capazes de aplicar a forma da técnica sem ter que pensar (no desenvolvimento de um aluno de Aikidô, este estágio é “shu“.

Shu é o estágio em que o estudante continua repetindo o ato físico da técnica ou kata pelo tempo necessário para que o ato se torne inato, que dependendo do estudante pode levar anos. Entretanto deveríamos seguir para o próximo estágio do desenvolvimento, que é a “interação”. Neste estágio começamos a entender a função das formas e como elas se relacionam conosco e nossos parceiros. Uke e nage deveriam estar em condição de interagir espontaneamente e naturalmente implementando a forma suprema com a função. É nesse ponto que realmente começamos a fazer Aikidô, ao invés de fazer técnicas com as pessoas.

A função será uma coisa no início dos anos de treinamento, e será outra coisa ao final. Infelizmente, pelo que vejo, as pessoas ficam presas ao final da primeira parte desse processo de aprendizado porque ele tem poder sobre os outros com a forma técnica e domínio com a função técnica. Alguns atingem altas graduações, mas nunca deixam essa área porque é isso o que eles consideram como Aikidô, e isso se ajusta às suas necessidades. Não estou dizendo que eles não estão praticando Aikidô. Estou dizendo é que o que eles estão fazendo não é o que eu considero como sendo Aikidô, o que é muito diferente. Acredito que o Aikidô é suficientemente grande para incorporar muitos pontos de vista. Acredito que se deve continuar com o treino e trabalhar com a função da interação até que isso tenha um significado pessoal maior que a vitória sobre os outros. Com algum grau de maestria sobre as formas e função do Aikidô, a pessoa deve começar a sentir compaixão pelos outros. O desejo de domínio físico sobre outras pessoas deve começar a desaparecer. A habilidade permanecerá, é claro.

 Durante os anos de interação a função do Aikidô transforma um poderoso praticante de artes marciais em um ser humano hábil, confiante e compassivo. Neste momento temos maestria sobre a forma e internalizamos as funções até que se tornam como andar e respirar, e não são mais compartimentalizadas como marciais. No treinamento, esta seria a fase “ha“. Ha é o trabalho da análise das formas e funções (neste caso) do Aikidô.

Então é o momento de começar a “separar” forma e função para revelar o conteúdo da atividade e seu efeito sobre minha vida e avaliar o significado para mim e como isso se integra ao que eu sou. Aikidô se torna verdadeiramente meu quando passo do Aikidô reacionário ao Aikidô de interação, e agora estou pronto para o Aikidô proativo. Muitos chamariam este estágio do desenvolvimento do Aikido de “ri,” então vou chamá-lo assim também. 

Ri é o estágio de tornar o Aikidô “nosso”. Neste estágio, devemos estar prontos para explorar além das fronteiras do que aprendemos. Ri é o momento de abrir as asas e voar. Com o Aikidô proativo tanto o uke quanto o nage podem praticar com 100% de honestidade. Com confiança nas habilidades de cada um, o verdadeiro Aikidô pode acontecer. Não fazendo Aikidô “ao outro”, mas juntos, um com o outro, a maior parte do elemento perigo é muito reduzido. O Uke pode se propor a fazer um ataque honesto com 100% de força e não oferecer nenhuma ajuda ao nage, e o nage pode redirecionar toda a força sem se conter e sem ajudar o uke. Com o uke sendo sensível à intenção do nage e o nage sensível à intenção do uke (a intenção mudará para ambos durante a ação), o Aikidô pode acontecer.

As vezes as pessoas levam isso a extremos, não chegando nem remotamente perto do contato físico. Mas se o uke está sendo 100% uke e o nage está sendo 100% nage, e ambos usam suprema forma e função, então quem pode dizer que o conteúdo não é Aikidô? Apesar de não ser meu estilo, eu posso ver a verdade nesse treinamento. Ir ao dojô diariamente para receber dor também não é a minha idéia de treinamento de Aikidô. 

Meu lado durão que não levava desaforo para casa se quebrou há muito tempo. Eu sigo em frente, usando o que acredito ser Aikidô como maneira de prosseguir. O que quero dizer com isso? Digamos que meu parceiro dê um soco não muito convincente em minha direção. Eu redireciono a energia do soco para o chão usando qualquer forma que esteja à mão. Não há energia suficiente no soco para levar meu parceiro para o chão e a função da forma foi atingida ao ser dispersada a energia, então apenas deixo estar assim. A função da forma restabeleceu a harmonia e o conteúdo do ato é Aikidô. Então, se acho necessário continuar a forma para arremessar meu parceiro ou levá-lo ao chão, eu não mais estou fazendo Aikidô com meu parceiro, estou praticando a técnica com ele. Para mim há uma enorme e significativa diferença nisso.

Tradução: Instituto Takemusso, São Paulo

* Dennis Hooker Sensei – Aikido 6º Dan, Schools of Ueshiba, Muso Jikiden Eishin-Ryu Iaijutsu 4º Dan, Shindai Dojo, Orlando – Flórida

Colaboração: www.portalaikido.com.br


Direito – Sequestro relâmpago: para TJ-MG, banco deve indenizar vítima – Banco do Brasil

6 Maio 2009

Um aposentado vai receber de volta do banco grande parte do dinheiro que foi obrigado a sacar de sua conta ao ser vítima de um sequestro relâmpago em Belo Horizonte. A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que condenou o Banco do Brasil a devolver R$ 40 mil dos R$ 41 mil que o aposentado foi forçado a entregar aos criminosos em oito saques realizados em diversas agências.

 

O sequestro relâmpago aconteceu na manhã do dia 27 de setembro de 2007. Segundo relata o aposentado, dois indivíduos fortes e armados o raptaram em frente à sua residência, obrigando-o a entrar em um automóvel. Sob a mira de um revólver, ele foi obrigado a acompanhar um dos marginais a uma agência do Banco do Brasil no bairro Itapoã. Ele foi forçado a retirar um extrato, quando os criminosos tomaram conhecimento de que o aposentado tinha cerca de R$ 5 mil em sua conta corrente, além de uma aplicação financeira no valor de R$ 35.643,45.

 

Os sequestradores obrigaram o aposentado a solicitar o resgate da aplicação financeira e, após verificarem que o dinheiro já estava em sua conta corrente, passaram a se dirigir a diversas agências para os saques. O primeiro saque foi realizado em caixa eletrônico, no valor de R$ 1 mil, valor máximo permitido. A partir daí, eles foram a diversas agências, onde o aposentado, acompanhado por um dos criminosos, foi forçado a realizar saques diretamente nos caixas nos valores de R$ 5 mil e R$ 10 mil. Após oito saques, os criminosos conseguiram roubar o total de R$ 41 mil.

 

Ao ser liberado, o aposentado foi à polícia, onde foi registrado um boletim de ocorrência. Ele ajuizou a ação contra o banco, pedindo a restituição de seu dinheiro, sob a alegação de que, apesar de nunca ter tido o costume de realizar saques de valor elevado, a instituição financeira autorizou a realização de todas as retiradas, sem qualquer questionamento.

 

O juiz Jaubert Carneiro Jaques, da 4ª Vara Cível de Belo Horizonte, considerou que houve negligência com a segurança do correntista por parte dos funcionários do banco e condenou este último a restituir os R$ 41 mil ao aposentado.

 

O banco recorreu então ao Tribunal de Justiça. Os desembargadores Selma Marques (relatora), Fernando Caldeira Brant e Duarte de Paula também consideraram que houve negligência da instituição financeira, cujos funcionários não indagaram o cliente sobre as razões dos saques, ocorridos numa conduta estranha e incompatível com seu perfil.

 

Entretanto, os magistrados entenderam ser necessário fixar um limite demarcatório para saber a partir de quando teria ocorrido a falha no dever de cuidado do banco. Os desembargadores Fernando Caldeira Brant e Duarte de Paula entenderam que somente após o primeiro saque, de R$ 1 mil, o banco poderia ter uma conduta ativa para proteger o cliente. Dessa forma, eles determinaram o ressarcimento somente dos R$ 40 mil restantes.

 

Ficou parcialmente vencida a relatora, que havia determinado a devolução de R$ 35 mil, sob o entendimento de que apenas após os dois primeiros saques (R$ 1 mil e R$ 5 mil), o banco poderia suspeitar das movimentações e tomar as medidas necessárias. Processo: 1.0024.07.758908-3/01

Colaboração: www.tjmg.jus.br


Justiça do Trabalho – Dano moral: demora para ajuizar ação não configura perdão tácito

5 Maio 2009

O ajuizamento de ação com pedido de danos morais somente dois anos depois de abolida a prática da revista íntima não caracteriza perdão tácito por parte do trabalhador. Com este entendimento, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho acompanhou o voto do relator, ministro Alberto Bresciani, e manteve condenação imposta à empresa Flávios Calçados, de Goiânia, de indenizar um trabalhador em R$ 10 mil.

 

O ministro Bresciani destacou em seu voto que a ação foi proposta dentro do prazo prescricional, conforme dispõe o artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal. “Tendo em vista a impossibilidade de a lesão ao direito à intimidade convalescer com o passar do tempo, não há que se cogitar de perdão tácito pelo transcurso de um período entre o dano e o ajuizamento da ação em que se busca a respectiva reparação”, afirmou.

 

 Demitido, sem justa causa, em maio de 2005, o vendedor ajuizou a ação em março de 2006. Nela, informou ter sido contratado em março de 2000 e reclamava a diversas verbas trabalhistas, no montante de R$ 50 mil, que alegava não terem sido pagas. Requereu, ainda, indenização por danos morais, pois a empresa realizava diariamente “sorteios” em que cerca de 40% dos empregados, sem nenhum aviso, tinham que passar por uma revista íntima. Na sala de treinamento ou no banheiro, tinham de abaixar as calças na presença do gerente da loja e do segurança. Entretanto, não mencionou o valor referente ao dano moral, deixando a cargo do juiz arbitrá-lo.

 

O juiz da 6ª Vara do Trabalho de Goiânia, ante os depoimentos das testemunhas, entendeu que a revista íntima era abusiva por ferir direitos inerentes à personalidade, e deferiu ao vendedor a indenização de R$ 10 mil. A Flávios recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás) alegando que abolira a revista íntima em abril de 2004, e o fato de o vendedor pleitear a indenização somente em março de 2006 indicava o seu perdão tácito.

 

Não há que se falar em perdão tácito”, concluiu o Regional, por considerar a subordinação à qual se submeteu o empregado no curso de seu contrato diferente do perdão tácito do empregador. Para o TRT/GO, não se poderia exigir que o trabalhador se rebelasse, rescindisse o contrato por via indireta, para sofrer depois as conseqüências financeiras, como o desemprego. Ao rejeitar o recurso, o ministro Bresciani destacou que “o direito à intimidade insere-se nos direitos da personalidade, marcados pelas características de absolutos, indisponíveis relativamente, imprescritíveis e extrapatrimoniais”. Processo: RR-532/2006-006-18-00.0

 

Colaboração: www.tst.jus.br


Câmara equipara honorários de advogado a crédito trabalhista

4 Maio 2009

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3.376/04, do deputado Rubens Otoni (PT-GO). Ele estabelece que os honorários de advogados, fixados por decisão judicial ou contrato escrito, são créditos de natureza absoluta, equiparando-se aos créditos trabalhistas, em face de sua natureza alimentar.

 

O relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do projeto original e de três dos quatro projetos apensados PL 6812/06, PL 1463/07 e PL 4327/08. De caráter conclusivo, a proposta segue para análise do Senado. (Agência Câmara).

 

Colaboração: www.oab.org.br


OAB-PR oficia senadores para que aprovem férias anuais para advogados

30 Abril 2009

O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná, Alberto de Paula Machado, encaminhou aos senadores paranaenses Álvaro Dias (PSDB), Flávio Arns (PT) e Osmar Dias (PDT) documento solicitando apoio à aprovação do projeto de lei que estabelece um período de férias anual para os advogados. O projeto de lei 6.645/2006 foi incluído na pauta da sessão do Senado do próximo dia 12 de maio.

 

O projeto de lei recebeu um substitutivo que estabelece um recesso no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro de cada ano. Assim, no âmbito das Justiças Federal e Estadual, ficariam suspensos todos os prazos, audiências e quaisquer intercorrências judiciais, no período estabelecido, com exceção de algum caso urgente. O projeto de lei em discussão representa a possibilidade de um período de descanso para os advogados.

 

Colaboração: www.oab.org.br


Direito do Consumidor – Torpedos: empresa é obrigada a informar a cliente dados do remetente – VIVO

29 Abril 2009

Cliente quer saber quem é o “apaixonado” que lhe envia mensagens de amor

 

A 2ª Turma Recursal confirmou sentença proferida pelo juiz do 7º Juizado Especial Cível de Brasília para condenar a Tele Centro Oeste Celular a fornecer a uma usuária os dados telefônicos de um desconhecido que reiteradamente lhe envia mensagens de cunho amoroso.

 

A autora ingressou com ação pleiteando que a ré lhe fornecesse os dados de terceiro, que, utilizando-se dos serviços telefônicos fornecidos pela operadora, envia mensagens amorosas para o seu telefone. A Vivo sustenta a impossibilidade de atender a solicitação face à proteção aos dados telefônicos e pessoais de terceiros, que é obrigada a observar.

 

No entanto, o magistrado do 7º Juizado Cível ensina que “não existe direito constitucional absoluto, nem a vida o é; e neste contexto também é constitucional o direito da autora a privacidade, intimidade, felicidade, bem-estar, etc“.

 

Nesse sentido, o juiz entende que o direito da autora está sendo violado por alguém que utilizou o serviço telefônico da empresa ré. Assim, prossegue o magistrado, “se faz necessária a identificação do titular da linha para apuração da responsabilidade“. Sendo a ré a detentora desses dados, o julgador conclui ser razoável que forneça as informações necessárias para a autora tomar as providências cabíveis.

 

Dessa forma, o juiz condenou a Vivo a fornecer os dados pessoais e telefônicos do titular da linha objeto da demanda à autora, sob pena de multa diária em valor a ser fixado, em caso de descumprimento. Processo: 2006.01.1.102964-7

 

Colaboração: www.tjdf.jus.br


Saúde – Gripe Suína – A vedete do Momento

28 Abril 2009

Surto da doença já matou dezenas de pessoas no México e chegou aos EUA e Europa.

Infectologistas em todo o mundo estão trabalhando para responder a casos de gripe suína no México, nos Estados Unidos e no Canadá, além de suspeitas em outros países. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.

 

O que é a gripe suína?

É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2. O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

 

Quão perigosa é a gripe suína?

Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais. Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga. A maioria dos casos registrados até agora no mundo parecem ser brandos, mas no México foram registradas várias mortes.

 

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A. Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas. Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro. Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.

 

O quanto as pessoas devem se preocupar?

Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia. A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria. Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação. Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968. Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo. A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial. Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador. Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização – possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade. Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença. Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório. Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção. Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

 

O vírus pode ser contido?

O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

 

A gripe suína pode ser tratada?

As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora. Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito. O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros. Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos. Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína. Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.

 

O que eu devo fazer para me proteger?

Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica. Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contatar seus serviços de saúde para receber recomendações. A União Europeia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.

 

Que medidas posso tomar para evitar a infecção?

Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse. Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos. Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso. É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.  Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

 

É seguro comer carne de porco?

Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados. Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70° C mataria o vírus.

 

Colaboração: www.bbcbrasil.com.br


Lei estabelece que Advogado passa a ter fé pública, assim como Juiz e MP

27 Abril 2009

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar  Britto, classificou como “mais uma importante vitória da advocacia brasileira, no sentido da valorização da profissão“, a sanção da Lei nº 11.925, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova lei estabelece que “o documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal“. Desta forma, reconhece que o advogado privado tem fé pública, conferindo-lhe o mesmo poder de que já dispõem a magistratura e os membros do Ministério Público.

 

É mais uma vitória da advocacia, pois faz parte da nossa campanha de valorização da profissão demonstrar que o advogado privado tem o mesmo poder, a mesma fé e as mesmas prerrogativas do Ministério Público, da magistratura e da advocacia pública da União, vez que todos fazemos parte da administração da Justiça“, observou Cezar Britto. Ele lembrou que as outras categorias já podiam firmar que os documentos ali produzidos nos processos por elas são originais. “Agora, o advogado privado passa a ter o mesmo poder de dizer que a prova ali produzida, quando reconhecida por ele, pode ser acreditada – porque a mentira não convive com a advocacia. Assim, as cópias por nós produzidas e documentos por nós juntadas, se firmarmos que elas provem de um documento original ao qual tivemos acesso, ela tem que ser reconhecido como os demais e passar a ter fé pública“, destacou Britto.

 

A seguir, a íntegra da Lei 11.925, que reconhece a fé pública do advogado, sancionada Pelo presidente da República:

 

LEI Nº 11.925, DE 17 DE ABRIL DE 2009.

 

Dá nova redação aos arts. 830 e 895 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.

 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

 

Art. 1o  Os arts. 830 e 895 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação: 

 

“Art. 830.  O documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal. 

 

Parágrafo único – Impugnada a autenticidade da cópia, a parte que a produziu será intimada para apresentar cópias devidamente autenticadas ou o original, cabendo ao serventuário competente proceder à conferência e certificar a conformidade entre esses documentos.” (NR) 

 

“Art. 895.  ………………………………………………………….. 

I – das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias; e 

II – das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos.

…………………………………………………………………..” (NR) 

 

Art. 2o  Esta Lei entra em vigor 90 (noventa) dias após a data de sua publicação. 

 

Brasília,  17  de abril de 2009; 188o da Independência e 121o da República. 

 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Carlos Lupi

 

Colaboração: www.oab.org.br


Morihei Ueshiba (1883-1969) – 40 anos do falecimento do Fundador do Aikidô

24 Abril 2009

Domingo, 26/04/2009, faz exatos 40 anos da morte de um indivíduo impar, o Fundador do Aikidô, Morihei Ueshiba, conhecido pelos Aikidocas ao redor do mundo como Ô –Sensei – Grande Mestre.

 

Os últimos anos de Morihei Ueshiba foram passados principalmente em Tóquio à medida que a sua saúde se tornava gradualmente mais frágil em virtude de sua idade já avançada, 86 anos. Não obstante, continuou ensinando até março de 1969, altura em que adoeceu, devido a complicações no fígado, e foi internado no hospital da Universidade de Keio. Na ocasião Morihei disse a seu filho Kisshomaru: “Deus está me chamando”.

 

Uma das últimas aparições do Ô-Sensei deu-se no dia 15 de abril de 1969, Morihei participou das comemorações do ano novo no Hombu Dojô. Mesmo parecendo estar com a saúde impecável, sua condição física deteriorava-se rapidamente e devido a tal quadro seus numerosos discípulos e amigos fizeram suas últimas visitas e homenagens. Mesmo já no final de sua existência neste plano Ô-Sensei propagava os ideais do Aikidô, e dizia aos presentes: “O Aikidô é para todos…” dizia o Mestre, “não treinem por razões egoístas, mas para todas as pessoas em todos os lugares”.

 

No dia 26 de abril de 1969, Morihei Ueshiba, aos 86 anos de idade, tomou a mão de seu filho Kisshomaru, riu e disse: “Tome conta de tudo”, e desencarnou.

 

Uma vigília foi realizada no Hombu Dojô no dia 1º de maio de 1969, a partir das 19h e, no mesmo dia, foi consagrada ao Fundador do Aikidô uma condecoração póstuma pelo Imperador Hirohito. Suas cinzas foram depositadas no cemitério de Tannabe, no templo da família Ueshiba, e mechas de seu cabelo foram guardadas em relicários no Santuário Aiki, em Iwama; no cemitério da família Ueshiba, em Ayabe; e no Grande Santuário de Kumano. Kisshomaru Ueshiba foi eleito para suceder seu pai como Aiki Doshu, por decisão unânime da Aikikai, em 14 de junho de 1970.

 

O Budô não é um meio de se derrotar um oponente pela força ou com armas letais. Também não é seu propósito levar o mundo à destruição pelas armas ou por outros meios ilegítimos.
O verdadeiro Budô busca ordenar a energia intrínseca do Universo, protegendo a paz mundial, moldando e também preservando tudo na natureza em sua forma correta. Praticar o Budô é essencial para fortalecer, em meu corpo e em minha alma, o amor do kami, a divindade que gera, preserva e nutre todas as coisas na natureza
” – Morihei Ueshiba.

 

Conheça o Aikidô

 

Local: Academia Central de Aikidô de Natal – ACAN

Endereço: Rua Professor João Ferreira de Melo – Capim Macio – Fundos do CCAB Sul

Telefone: (84) 3217-9182

Site: www.aikidorn.com.br

 

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Decisão determina retirada de fotografia do orkut

23 Abril 2009

A Google do Brasil não conseguiu reverter, através de um Agravo de Instrumento, uma decisão da 5ª Vara Civel de Natal determinando a retirada de todas as fotos despidas de uma mulher, que teve sua imagem captada por uma webcam, e posteriormente publicada no Orkut por um ex-namorado. A decisão também determinou a retirada das mensagens relacionadas ao conteúdo fotográfico.

 

Em seus argumentos, a autora da ação, disse que entrou em contato com a Google Brasil buscando retirar o conteúdo do ar, mas não obteve sucesso. As fotografias vinculavam a imagem da autora a comunidades de conteúdo pornográfico.

 

Inconformada, ingressou com ação judicial. A primeira instância determinou que a Google Brasil retirasse todas as fotografias e mensagens vinculadas no Orkut e estabeleceu multa diária de R$ 10 mil reais em caso de descumprimento da decisão.

 

No recurso a Google Brasil alegou não poder cumprir a decisão, por não existir ferramentas capazes de monitorar e fiscalizar, previamente, todo o conteúdo inserido pelos usuários, nos espaços virtuais disponibilizados pela empresa na internet. Além disso, afirmou que os usuários ao aderirem ao Orkut aceitam os termos de serviço do Google, não existindo legislação que obrigue o provedor a exercer o controle do conteúdo inserido por terceiros. Argumentou ainda que apenas a Google Inc. detém titularidade de todo o conteúdo da internet relacionada aos serviços e produtos.

 

O relator do processo, desembargador Expedito Ferreira, em sua decisão destaca que embora a Google Brasil Internet seja uma pessoa jurídica diferente da Google Inc, faz parte do mesmo grupo econômico, sendo representante dela no Brasil. Assim, apresenta-se como responsável pelo cumprimento das ordens judiciais que remontem a procedimentos dirigidos ao serviço que oferecem no território nacional, se não de forma direta por impossibilidade técnica, ao menos intermediando a realização do que lhe foi determinado.

 

O desembargador entendeu que os demais pontos levantados pela Google do Brasil devem ser analisados quando do exame do mérito da Ação e indeferiu o pedido da empresa para suspender a decisão da primeira instância.  Agravo de Instrumento nº 2009.02935-1

 

Colaboração: www.tjrn.jus.br


Earth Day – Dia da Terra – 22 de Abril

22 Abril 2009

Hoje, dia 22 de abril, comemora-se o dia do Planeta Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.

 

Há 39 anos, no dia 22 de abril de 1970, aconteceu o primeiro protesto em caráter nacional contra a poluição do planeta. O então o Senador norte-americano Gaylord Nelson, na época estudante de Harvard, organizou eventos para discussão e desenvolvimento de projetos sobre o meio ambiente, conhecido como Earth Day. O movimento ganhou, ano após ano, outros países como adeptos, incluindo o Brasil, que uniu-se oficialmente à causa em 1990.

 

O problema

 

Grande parte dos 510,3 milhões de m2 do planeta Terra está sendo destruída por nós, humanos, que somos inconsequentes no proveito do meio ambiente. As florestas estão cada vez mais desmatadas, os rios mais poluídos, o ar mais carregado, o céu mais acinzentado. Como consequência disso tudo, vem o aquecimento global, que por sua vez derrete as geleiras, faz com que o nível do mar aumente, ameaça biosfera e contribui para a proliferação de doenças. Muito esgoto é lançado in natura nas águas, muito lixo é jogado nas ruas e a reciclagem ainda é uma palavra conhecida por poucos.

 

Para mantermos o equilíbrio da Terra é necessário ter consciência do que deve ser feito. Se os recursos naturais, essenciais para a sobrevivência humana forem esgotados, não haverá maneira de repô-los. O pensamento global deve implantar as iniciativas locais e pessoais para que cada um comece a fazer a sua parte.

 

A Nasa vai comemorar o Dia da Terra

 

A Nasa vai comemorar o Dia da Terra na quarta-feira (22/04) transmitindo imagens em alta definição do planeta tiradas por câmeras instaladas na Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou nesta segunda-feira a agência espacial americana.

 

 

A ISS e sua tripulação permanente de três astronautas, em órbita a 354 km de altitude, dão a volta da Terra a cada 90 minutos e podem ver o sol se pôr 16 vezes por dia. Visível da Terra a olho nu, a ISS avança a 28.163 km/h.

 

As imagens em alta definição da Terra poderão ser vistas no dia 22 de abril das  07H00 às 10H00 de Brasília, 13H00 às 15H00 de Brasília e das 17H00 às 20H00 de Brasília no canal de TV da Nasa ou no site da agência espacial: http://www.nasa.gov/ntv

 

Colaboração: www.yahoo.com.br

 

 


Budô e o Ciclo da Repetitividade – Por Paulo de Carvalho Junior

20 Abril 2009

Quando começamos no Budô  tudo é festa, nos encantamos com a beleza das técnicas funcionando e com a magia disso acontecendo através de nossas mãos. Cada novo ensinamento abre as cortinas de um mundo novo de realizações e possibilidades e, então, nos sentimos fortes. Descobrimos que temos potencialidades que antes não éramos capazes de reconhecer e isso nos excita.


Com o tempo, conforme o treinamento começa a representar algo rotineiro em nossas vidas, o “brinquedo novo” vai perdendo o brilho e logo parece que estamos nos dispondo a mais um ato de automatismo, como ir à escola ou freqüentar a missa. É costumeiro, só isso. Quando isto acontece, parece que o Budô já não tem mais aquilo tudo que enxergávamos anteriormente e a tendência natural é deixarmos o empenho nos treinamentos de lado. É justamente aí que aparece o maior contraste entre o raciocínio oriental e o ocidental.

 

No ocidente, os fatores aparecem como “ondas“, as quais têm de início um grande impacto, mas logo perdem a força e o efeito parece recuar. Talvez seja por isso que tantos se iniciam na prática de alguma arte marcial e logo acabam parando, na maioria das vezes logo nas primeiras faixas. O fato é que tão logo isso aconteça aparece uma nova onda, que pode se manifestar na forma do intuito de aprender a tocar algum instrumento musical ou dançar, compromissos estes que também logo serão abandonados, a menos que a pessoa se disponha a compreender o que há do lado de lá da cortina. Que cortina? – poderia você se questionar. A esta pergunta um oriental normalmente responderia: a cortina da ilusão. Isso porque é justamente o que vai embora quando os primeiros ajustes de excitação de dispersam – a ilusão. O que está se desfazendo, na verdade, é a nossa visão premeditada da coisa; aquilo que imaginávamos que era depois de nosso primeiro contato. E o que resta então? Bem, o que resta é o verdadeiro valor da arte: o , ou caminho. E como todo caminho que vale à pena é longo, o que aparece diante de nossos olhos quando a ilusão se dissipa é uma grande obra a se realizar, porém, PASSO POR PASSO. É justamente aí que muita gente desiste e o irônico é que isto acontece a despeito do que de fato deveria estar sendo enxergado, isto é, “um caminho que de fato vale à pena provavelmente não tem um destino visível a olhos nus“.

 

É preciso enxergar com os olhos da alma… Quando vemos grandes mestres manifestando seu Aikidô, ficamos logo maravilhados com a beleza de seus movimentos. Porém, para o praticamente mais avançado a curiosidade certamente vai além: como será que este mestre come? Como se porta diante dos imprevistos? O que faz ele em suas horas vagas? Em outras palavras, a curiosidade que fica para os “iniciados” é a seguinte: o que o Aikidô trouxe de realmente valioso para a vida deste homem? Sim, porque uma arte jamais poderia se deter nos valores efêmeros da beleza plástica de movimentos bem executados. Se assim fosse, Balett poderia ser considerado uma via espiritual. Tem que haver um algo mais, uma chama que mova a intenção de praticar, MESMO DIANTE DE TREINAMENTOS EM QUE AS REPETIÇÕES SE DÊEM DE FORMA PRATICAMENTE INFINITA.

 

Quando praticamos uma técnica milhares de vezes, o fazemos para enxergar além dela. Interiorizando-a, podemos desocupar nossas mentes do movimento para então dar espaço para um outro nível de compreensão. É então que a verdade suprema das artes marciais se manifesta, provando que o trabalho todo está em sentir e não em simplesmente racionalizar o que está sendo feito. De fato, quando nos tornamos capazes de “sentir” um movimento ao invés de simplesmente executá-lo, que movimento é este já não importa mais. Repetir uma, cem ou mil vezes já não faz mais diferença, justamente porque o prazer da prática passa a se concentrar no durante, no ato de fazer em si, e não mais no que fazer aquilo possa representar.  

 

Moral da história: competência (técnica, espiritual, etc.) é algo que se desenvolve de dentro para fora – nunca ao contrário.

 

Colaboração: www.aikikai.com.br


Sobre as Dificuldades

17 Abril 2009

Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito. – Chico Xavier

 

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Direito do Consumidor – Paciente ganha na Justiça colocação de ’stent’ – PLANO BRADESCO SAÚDE

16 Abril 2009

Um Paciente com problemas cardíacos ganhou na Justiça o direito de colocar um aparelho “stent”, para desobstruir uma artéria que leva sangue ao coração. O contrato firmado com o plano Bradesco Saúde não permitiu a colocação do aparelho por considerá-lo como prótese, argumento que não foi aceito pela 13ª Vara Cível de Natal nem pela 3ª Câmara Cível, em fase de recurso.

 

Sendo conveniado e adimplente com o plano desde 2002, o paciente sofria de cardiopatia grave, foi internado no Hospital do coração para se submeter a um cateterismo, momento em que foi constada a existência de lesões obstrutivas nas artérias coronárias. A equipe médica indicou a realização de uma angioplastia com implante de dois stents farmacológicos, procedimento negado pelo plano de saúde. Recorrendo ao Judiciário, o paciente conseguiu, liminarmente, a realização da cirurgia e a colocação dos aparelhos.

 

Em contestação, o plano afirmou, basicamente, que a apólice exclui a cobertura e custeio de stents, por se tratarem de próteses. Buscando, dessa forma a improcedência da ação com a revogação da decisão deferida pela 13ª Vara Cível de Natal.

 

Desembargador Amaury Moura, relator do processo, destaca que a função do stent é manter as paredes das artérias dilatadas, não se enquadrando a definição de prótese: “Cuida-se, em realidade, de dispositivo introduzido na artéria lesada para melhorar sua função, ao contrário da prótese que substitui, artificialmente, membros ou órgãos do corpo“.

 

Os desembargadores da 3ª Câmara Cível ressaltaram, na análise do recurso, que para haver exclusão da cobertura dos stents, a limitação deve ser expressa, clara e específica, não deixando margem para nenhuma dúvida, o que não aconteceu nesse caso, na medida em que o plano incluiu o procedimento como sendo o implante de uma prótese – “Sob este aspecto, confrontando a liberdade de contratação insculpida no Código Civil (pacta sunt servanda) e o princípio da boa-fé objetiva trazido pelo CDC, percebe-se que impor de maneira indiscriminada as cláusulas contratuais feriria frontalmente a boa-fé dos contratantes”. Apelação Cível n° 2008.010024-9.

 

Colaboração: www.tjrn.jus.br


Escalada – Espaço Indoor Crux Sup

15 Abril 2009

Há muito tempo as pessoas estão voltadas para as cidades, esquecendo de observar a natureza ao seu redor. As novas tecnologias surgem em demasia, séculos após séculos, ultrapassando muitas vezes até os limites suportáveis. Tais tecnologias invadem o lar e trabalho tirando inconscientemente a privacidade e trazendo um “conforto” que pode ser prejudicial.

 

Muitas pessoas hoje em dia, porém, têm a sensibilidade de perceber o que ocorre no mundo e a partir daí tomam providências decidindo-se pelas práticas naturais, buscando o bem estar do corpo e da mente.

 

Pode-se dizer que, quando as pessoas têm folga nas atividades corriqueiras, trabalho ou estudo, normalmente a primeira coisa que vem em mente são tranqüilidade e a possibilidade de usufruir algo prazeroso e que traga distração junto a amigos e familiares, diferentemente da rotina que se está acostumado a enfrentar diariamente.

 

Fica claro que com a chegada dos finais de semana ou férias, a busca por lugares diferentes onde se possam trabalhar todos os itens de uma vida de alegria e sabedoria é eminente. Convém observar que as pessoas não vão a um lugar com o propósito de não fazer nada, para qualquer lugar que se direciona estar sempre em busca de algo que pode ter sido planejado anteriormente ou não.


A escalada surge do montanhismo e é considerado um esporte de aventura o qual muitas vezes está ligado ao turismo ecológico. Tanto a escalada indoor como a em rocha trazem benefícios interior e exterior às pessoas. Ideal para deixar braços, pernas e bumbum tonificados, a escalada ainda fortalece os ossos e as articulações. Tanto a escalada como o rapel e o trekking estimulam a concentração e a coordenação motora. A sensação de superação ao chegar ao destino com sucesso rende pontos extras à auto-estima.

 

A Crux Sup deseja mostrar novos caminhos para pessoas que buscam tranqüilidade, estudantes e profissionais, esportistas, naturalistas, religiosos, e por fim todos os que estejam dispostos a difundir e reforçar os valores ecológicos e sociais através do tal. É a união do montanhismo e meio ambiente com pessoas ativas para que através da prática do montanhismo difundam-se e reforçam-se os valores ecológicos e sociais.

 

Conheça o Espaço Indoor Crux Sup 

 

Local: Rua João Ferreira de Melo, 2978, Capim Macio, Fundos do CCAB Sul – Natal/RN

Telefones: (84) 8856-6783 e (84) 8894-3239

Horários: segunda à sexta das 9h30 às 16h30 e de 21h30 às 23h

 

Colaboração: www.impressione.wordpress.com


Empresa não pode ir à Justiça cobrar dívida pequena

14 Abril 2009

Em Guarulhos (SP), uma juíza definiu a partir de qual valor o cidadão pode recorrer ao Judiciário para receber uma dívida não paga. Para ela, se a dívida for inferior a 20% do salário mínimo, o credor nada pode fazer. Quando o credor for microempresa, o valor mínimo da dívida tem de ser um salário mínimo para que ele possa recorrer ao Judiciário.

 

A microempresa M.A.P Comércio de Pneus e Rodas não observou esse critério definido pela juíza Vera Lúcia Calviño, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Guarulhos (SP), e teve sua ação de cobrança extinta. A empresa tentava receber um cheque no valor de R$ 385,44, emitido por Leandro dos Santos Fialho. A juíza declarou o processo extinto, sem analisar o mérito (clique aqui para ler a decisão).

 

Para ela, a ação de “valor insignificante não compensa, sequer, as despesas do autor com transporte até a sede do Juizado, para registro do pedido inicial, audiências e cumprimento de atos que cabem à parte realizar”. A juíza considerou que o valor ínfimo pedido pela microempresa, se satisfeito, pouco ou nada acrescentaria ao seu patrimônio. Ela fundamentou seu entendimento na Lei 9.469/97, cujo artigo 1º permite que o advogado-geral da União e os dirigentes máximos de autarquias deixem de contestar na Justiça dívidas inferiores a R$ 1 mil.

 

Para a juíza Vera, “é inaceitável” que se permita a tramitação do processo com os ônus financeiros daí decorrentes para a sociedade. “Não se pode olvidar também o tempo despendido pelos serventuários da Justiça, juízes, advogados, oficiais de Justiça, que tem um custo muito superior do que o crédito irrisório que se pretende cobrar, e que é desviado para satisfação de créditos apequenados, verdadeiras manifestações de egoísmo da parte, em detrimento do julgamento de causas mais relevantes.

 

A juíza considerou que não há como prosseguir com a ação, pois seu custo financeiro e social é superior à dívida cobrada. “Em um Estado onde o orçamento do Poder Judiciário é reduzido, em que o pagamento da dívida externa exige pesados sacrifícios do povo, sobretudo da classe assalariada, onde a ordem é reduzir despesas a todo custo, até mesmo em detrimento de programas de cunho social, não se pode admitir que o aparelhamento judiciário seja utilizado para cobrança de valor ínfimo.”

 

Para o advogado da microempresa M.A.P. Comércio de Pneus e Rodas, Rodrigo Nunes Simões, do escritório Nilton Serson Advogados Associados, a juíza impediu o acesso do autor à Justiça. “Há um princípio constitucional que prevê que nem a lei nem o juiz podem vetar o acesso à Justiça, seja o valor considerado pequeno ou não”, afirmou. “A lei não exclui, não faz nenhuma exceção e não julga os valores.” Ele vai recorrer da decisão.

 

Colaboração: www.conjur.com.br


Aikidô Natal – Academia Central – Exame de Faixa – Abril/2009

13 Abril 2009

Sábado, 18/04/2009, 16h, na Academia Central de Aikidô de Natal, acontecerá mais um evento de troca de faixas. O evento, além de exame de faixa serve como confraternização entre os alunos dos diversos horários, seus familiares e amigos. Compareça você também. Leve um prato de doce ou salgado, sua bebida (não alcoólica) e comemore a harmonia, energia e as realizações.

 

Local: Academia Central de Aikidô de Natal – ACAN

Dia e Hora: Sábado – 18/04/2009 – 16h

Endereço: Rua Professor João Ferreira de Melo – Capim Macio – Fundos do CCAB Sul

Telefone: (84) 3217-9182

Site: www.aikidorn.com.br

 

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TJ de Goiás autoriza hospital a fazer aborto

9 Abril 2009

O juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara, autorizou o Hospital Materno-Infantil a fazer aborto em uma mulher. Ela está gerando um feto portador da Síndrome de Kantrell, anomalia que impede a vida fora do útero. O pedido foi formulado pela gestante, que juntou exames e laudos que comprovam que seu filho sofre de um fechamento de parede abdominal.

 

Reconhecendo que não existe previsão legal para o aborto nesse tipo de caso, o juiz ponderou que está em evolução o pensamento jurídico para determinadas situações, caracterizadas como aborto eugenésico, ou seja, aquele feito quando há sério ou grave perigo de vida para o feto.

 

Infelizmente, é certa a morte do produto da concepção da requerente, não havendo procedimento médico capaz de corrigir a deficiência do órgão vital. Além disso, os riscos para a saúde e a vida da gestante, bem como os problemas psicológicos só tendem a aumentar com o passar do tempo, caso não haja a interrupção da gestação”, observou o juiz.

 

Informações da Assessoria de Imprensa do TJ-GO.

 

Colaboração: www.conjur.com.br


Sobre o aprendizado – Por Rubens Caruso Jr.

8 Abril 2009

O aprendizado de cada um no Aikidô é único, o que aprenderá está vinculado a sua personalidade e empenho em aperfeiçoar-se.

 

O treinamento do Aikidô pode apenas colocar o praticante em contato direto com sua vontade interior de “evoluir”, melhorando sua relação com outras pessoas e com ele próprio. Mas, até que nível chegará depende exclusivamente dele próprio. O instrutor em si pode apenas oferecer, através de seu exemplo, as indicações sobre qual caminho tomar e as conseqüências de cada, segundo sua própria experiência. A decisão de caminhar por um ou outro caminho deve ser do próprio aluno, já que ninguém pode tomar essa decisão por ele.

 

Em minha experiência dentro do Budô pude notar que a maioria das artes marciais que possuem um embasamento não só na técnica em si, mas também no desenvolvimento espiritual, tendem curiosamente a trazer à tona durante a prática o lado ruim de cada um quase sempre disfarçado em sentimentos como ódio, vingança, inveja, entre muitos outros.

 

Surgem também sentimentos de extremismo, como receio de machucar-se ou ao parceiro, e o empenho inconseqüente à prática física bruta, estes e tantos outros sentimentos e ações levados ao extremo só prejudicam o aluno.

 

Não quero dizer com isso que somente a parte ruim emerge durante a prática, mas que é ela que fica mais evidente conforme o tempo passa, especialmente se o aluno não aprender a lidar com isso de forma a transformar estes sentimentos e ações nocivos em algo positivo. Esse é o perigo das artes marciais… acabar intensificando o lado destrutivo do aluno, tornando-o apenas um lutador e um péssimo reconciliador.

 

Acredito que seja exatamente por isso que muitos Mestres não aceitam que determinadas pessoas iniciem a prática, ou a restringem desde o início… pois percebem através de sua experiência que o aluno não possui ainda maturidade para evoluir positivamente, e que a prática naquela momento seria mais prejudicial do que sadia.

 

Uma das idéias, ou melhor, objetivos do treinamento em dupla no Aikidô é tentarmos visualizar nas atitudes do parceiro nossa cota de influência. Nós o influenciamos, assim como ele nos influencia. O propósito de estudarmos esta interação não é somente despertarmos um sentimento de empatia para com o parceiro e com isso obter uma prática física menos “rançosa” entre nós, existe muito mais oculto por detrás da prática bem direcionada.

 

Temos que tentar de todo o coração compreender, aceitar e transformar os sentimentos que surgem durante a prática.

 

Tudo no Aikidô converge para um único e simples ponto: Compreensão da realidade, ou seja, nos tornar conscientes de que fazemos parte do processo de evolução do parceiro e que ele irremediavelmente faz parte do nosso!

 

O que isso significa? Que você é uma parte ativa na evolução do outro, e ele o é da sua… Quando o parceiro não evolui, nós também não evoluímos.

 

Praticar para transformar as técnicas marciais destrutivas em técnicas de “cura” e “reconciliação” do Aikidô, deve ser o principal objetivo do praticante sério desta arte. Se não for assim, do que adianta estudarmos um sistema tão rico e completo como o Aikidô? Melhor seria se praticássemos um sistema que ensinasse pura e simplesmente defesa pessoal.

 

RUBENS CARUSO JR.4° Dan – Aikikai – Aikidô Nova Era – São Paulo

 

Colaboração: www.aikidonovaera.com.br


Conselheiro pede honorários de sucumbência para demandas trabalhistas

7 Abril 2009

O conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por Pernambuco, Ricardo do Nascimento Correia de Carvalho, encaminhou ao presidente nacional da OAB, Cezar Britto, pedido de gestões junto ao Congresso Nacional no sentido de que sejam criados honorários de sucumbência também para as demandas trabalhistas. Segundo o conselheiro, já é pacífico nas demais áreas do Direito o entendimento de que a parte vencida responde pelo ônus da sucumbência, cujos honorários são fixados mediante os critérios estabelecidos no artigo 20 do Código de Processo Civil.

 

Todavia, o mesmo não ocorre na Justiça do Trabalho, inobstante haja sempre um vencedor e um vencido, certo de que havendo condenação em pecúnia por certo que a similitude com as hipóteses dos demais ramos do Direito é patente“, afirmou o conselheiro federal.

 

Colaboração: www.oab.org.br


Adilson Gurgel (OAB/RN) e Almino Afonso (OAB/MT) são escolhidos pela OAB para o CNMP

6 Abril 2009

O advogado potiguar Adilson Gurgel de Castro, 59 anos, um dos escolhidos para representar o Conselho Federal da OAB no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), completou neste sábado 35 anos de profissão, 26 dos quais participando de atividades da OAB em diversos postos. Atual conselheiro federal da entidade, é presidente da Comissão Nacional de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB desde o início da gestão presidida por Cezar Britto.

 

Formado bacharel em Ciência Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 1973, é mestre em Direito pelo curso de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina. É diplomado pelo Clover Park High School, do Estado Washington (EUA) e detém o Michigan Certificate of  Proficiency in English,  da Universidade de Michigan.

 

Adilson Gurgel foi presidente da Seccional da OAB do Rio Grande do Norte por três vezes. Foi Conselheiro Seccional por quatro mandatos, tendo iniciado o primeiro em 1983. É membro da Primeira e da Terceira Câmara do Conselho Federal da OAB

 

Colaboração: www.oab.org.br


Primeira Turma de Aikidô de Rodrigo Sensei em Natal – Por Aleksej Nobre Marques – 10 Anos da Academia Central de Aikidô de Natal

3 Abril 2009

Comecei a treinar na primeira turma de Aikidô de Rodrigo Sensei em Natal. Tudo começou no final de julho para o início de agosto do ano de 1999, na Academia Higashi no CONACAN, Bairro de Candelária.

 

Me lembro de Marco, Cláudio, James, Marcinha, Elvira, Verinha, Fernanda Coe e Carol Coe, Nísia, o Ministro da Igreja de Elvira (não me recordo o nome dele), Leilton,  Alfredo. Alguns dias depois, chegou Igor e Serginho, este último, havia me telefonado e pedido informações sobre os treinos. Logo o Sérgio começou a treinar e nunca parou, até hoje, sendo atualmente um dos instrutores e dirigentes da ACAN. Tinha mais gente, mas não lembro agora. Foi lá que tudo começou.

 

Em outubro do mesmo ano, nos mudamos pra nossa primeira sede no Cidade Jardim em cima da Drogaria Amadeus e por lá ficamos por mais de 3 anos. Lá fizemos nosso primeiro exame de faixa com a presença de Rogério Sensei e Federico Sensei e lá eu me graduei até a chegar a 1º Kyu (faixa-marrom). Com pouco tempo que chegamos lá, começaram a treinar o Gabriel, Marcos e Cláudia, Cristina, Paloma e Patrick, Gil e Maíra, Sol, Pedras, Maroni, Miquéias, Gutemberg e Rodrigo. Ficamos lá até 2002, nesse ano mudamos para o local em que a ACAN funciona até Hoje.

 

Nesse mesmo ano a 1ª turma de faixas-prestas (Shodan) foi formada em São Paulo com Kawai Shihan na banca examinadora: Marco, James, Sérgio, Gabriel, Carol, Cláudio, Miquéias, Maroni, Alfredo e Leilton e Marcos são sagrados Shodan(s).

 

Fico feliz por ter participado de toda essa história e continuar participando. Saudades desse tempo? Tenho e acho que todos têm, mas uma saudade gostosa que sempre é atenuada com os treinos na ACAN e o convívio dos que estão treinando atualmente. Beijo no coração de todos. Domo Arigatô Gozaimas.

 

ALEKSEJ ALEKSANDRO NOBRE MARQUES – Técnico Judiciário do TJRN – 1º kyu  (Faixa-Marrom) de Aikidô da Academia Central de Aikidô de Natal


Os Três Aspectos do Judô – Por Jigoro Kano

2 Abril 2009

Quando o Judô, como nós conhecemos hoje, era ainda primitivo e comumente se referia a ele como Jujutsu, o principal propósito do treino era aprender um método pelo qual se aparava um ataque. Os praticantes assim faziam com o objetivo de colocar as habilidades que eles haviam aprendido para o uso da nação ou para defenderem-se. Mas mesmo se eles tivessem um propósito no treino, era sem muitas dificuldades, e muitos praticantes particularmente que exploravam como colocar as habilidades que eles haviam aprendido, ficaram, em vez disso, principalmente interessados no desenvolvimento da força.

 

Desde o estabelecimento da Kodokan, o Judô tem-se tornado algo que deveria ser estudado não apenas como um método de defesa pessoal, mas também como uma maneira de treinar o corpo e cultivar a mente. Naturalmente, esse treino físico e cultivo mental têm de possuir seu próprio propósito, e desde o começo eu tenho enfatizado que o corpo treinado e a mente cultivada têm de ser colocados para bons usos. Entretanto, no passado havia uma energia adquirida através desse cultivo que era relativamente negligenciada. No futuro, eu gostaria de defender todos os três aspectos igualmente.

 

É difícil ponderar a relativa importância dessas três coisas, mas tomá-las com o objetivo do completo estudo da defesa contra o ataque é base e habilidade para treinar o corpo e cultivar a mente que vem desse estudo. Com um corpo bem treinado e uma mente cultivada, você pode aplicar o seu treino a benefício da sociedade. Assim, tomando esses processos em uma ordem lógica, colocando a sua energia em uso na sociedade é o último fator a ser considerado. Entretanto, se nós olhamos para ele de uma outra direção, colocando a sua energia para o melhor uso, tem de ser o propósito final do estudo da atividade humana. Treino e cultivo do corpo e da mente são caminhos para alcançar esse propósito. E porque esse treino e cultivo naturalmente evoluem do treino da defesa contra ataque, podemos entender o treino da defesa contra ataque como um meio para um fim.

 

O verdadeiro valor de uma pessoa é determinado pelo quanto ela contribui para sociedade durante a sua vida. Isso se aplica às pessoas comuns também, mas em particular àquelas que se especializam no Judô que têm de agir de um modo consistente com os propósitos do Judô. Quando você pratica Judô, tem de tentar aperfeiçoar-se e contribuir para a sociedade através dessa prática, você tem de enfatizar a importância disso durante os seus ensinamentos aos outros.

 

Ao mesmo tempo, você tem de escolher métodos que permitam você o melhor alcance dos objetivos do Judô na sua vida diária. Por exemplo, com respeito às exigências básicas da vida tais como comida, roupa e abrigo, e também na sua interação social, você tem de seriamente considerar se está conduzindo a sua vida ao mesmo tempo em que faz a sua máxima contribuição para a sociedade. Algo que parece bom porque está à mão pode ser imprestável no futuro, enquanto alguns em alguns casos um pouco de paciência é altamente efetiva para favorecer a sua sorte no futuro. Todos esses aspectos têm de ser considerados e planejar cuidadosamente é necessário, a fim de alcançar um bom resultado global.

 

Isso não é de modo algum uma tarefa, o sucesso de alguém ou o fracasso dependem principalmente da preparação (ou carecer daquilo) nessas áreas, então isso tem de ser considerado seriamente. A base da felicidade na vida é encontrada não em perseguir o ganho material ou o prazer temporário, e a verdadeira bondade voltada para os amigos significa dar conselhos sérios quando precisam, de forma abnegada, sem receito de ofendê-los.

 

Até aqui eu realcei nessas páginas que o propósito do Judô é aperfeiçoar a si mesmo, para colaborar com a sociedade, e adaptar-se à época em que se vive. As pessoas podem razoavelmente se perguntarem como o propósito do Judô difere dos propósitos das pessoas comuns e podem indagar a necessidade de prosseguir no Judô. O propósito do Judô, claro, não difere do das pessoas comuns – nesse aspecto repousa o valor do Judô.

 

Porque o propósito do Judô é o mesmo que os das pessoas comuns, não há necessidade em hesitar em fazer um esforço para cumprir esse propósito. A razão do Judô é necessária para preencher o propósito de alguém é que a prática do Judô capacita-nos a encontrar o meio mais apropriado e a desenvolver a habilidade para assim proceder. Não há dúvida que o sucesso depende dos meios. E, além disso, para ser a melhor maneira de aprender como fazer o uso mais efetivo da sua força física e mental, pode ser dito que o Judô é “estudo dos meios”, e a sua prática é o estudo dos melhores meios para alcançar todos os tipos de sucesso.

 

Tradução: MARCOS JOSÉ DO NASCIMENTO – Servidor Público Federal, 1° Kyu de Aikidô pela Academia Central de Aikidô de Natal e Yudansha de Judô pela Academia Higashi, em Natal/RN


Semana Chico Xavier na 4ª Edição – Fortaleza/Ceará

1 Abril 2009

Exposição, teatro, palestras. A Semana Chico Xavier promete revelar o homem por trás do mito

Semana Chico Xavier é uma ação multicultural idealizada em 2006 pela ONG cearense Estação da Luz com o objetivo de colocar a cultura da Paz em movimento. Agora a iniciativa chega em sua quarta edição, trazendo a imperdível exposição “Um Homem Chamado Amor”, com documentos históricos, fotos, objetos pessoais e psicografias originais do inesquecível médium.

 

Além da mostra, duas palestras estão programadas, nesta quinta-feira (02/04/09), com os temas “Além dessa Vida”, com a médium Marlene Nobre, presidente da Associação Médico-Espírita Brasil e Internacional  e “A Vida é Permanente”, com Paulo Rossi Severino Nobre, autor do livro “A Vida Triunfa”.

 

Para fechar a Semana, duas apresentações da peça “E A Vida Continua”, no Centro de Convenções, próximo sábado e domingo (04 e 05/04/09), às 19h.

 

Um dos destaques da Semana é a exposição que já passou no Ceará pelos Shoppings, Aldeota, Benfica, North Shopping e agora, volta ao Aldeota . Ela é possibilitada graças à parceria mantida entre a Estação Luz, Centro Espírita Luiz Gonzaga (fundado pelo próprio Chico) e Arquivo Municipal Geraldo Leão, os dois últimos sediados em Pedro Leopoldo/MG, terra natal de Chico Xavier). A curadoria é da mineira Célia Diniz, amiga pessoal do próprio Chico, e ela mesma explica os objetivos: “O que temos exposto é uma parte da sua história. Cartões, cartas, livros autografados, poemas que representam o amor, o carinho e a atenção que ele sempre dedicava aos seus amigos; trazemos mensagens psicografadas, no original, representando as milhares de cartas enviadas pelas mãos abençoadas do Chico, aos que pranteiam seus filhos, seus pais, seus cônjuges. Notícias estas que alargam os limites da vida muito além da morte física, nos dando a certeza que a morte não é o fim”.

 

A exposição, organizada pela Estação da Luz, possui uma lista das mais de 400 obras psicografadas, traduzidas para vários idiomas, que venderam quase 30 milhões de exemplares pelo mundo. Vários objetos pessoais de Chico, como os lápis que ele usava para psicografar e a boina, dividem espaço com cartas e livros em primeira edição autografados pelo autor. Além disso, está sendo apresentada uma edição do programa de TV Pinga Fogo 1971, da antiga TV Tupi, com a participação ao vivo do médium, que respondeu a uma série de perguntas de jornalistas, intelectuais e expectadores assim como o longa metragem “Bezerra de Menezes, O Diário de um Espírito” cujo protagonista foi um dos mentores de Chico.

 

Desde que foi apresentada pela primeira vez, em 2006, a exposição já esteve nas principais cidades do Norte e Nordeste: Campina Grande, Aracajú, Natal, Recife, Manaus, Belém, Teresina, Salvador, dentre outras, sempre registrando um público extra considerável que vai ao Shopping para conferir a pioneira Exposição.

 

Programação

- Exposição: “Um Homem Chamado Amor”, de 21/3 a 05/04, no Shopping Aldeota

- Palestras: “Além dessa Vida”, com a médium Marlene Nobre,presidente da Associação Médico-Espírita (AME-Brasil e Internacional); ”A Vida é Permanente”,com Paulo Rossi Severino Nobre, autor do livro “A Vida Triunfa”, ambas na FIC, 19h, dia 02/04.


- Peça de teatro: “E A Vida Continua”, dias 04 e 05/04/09, no Centro de Convenções, às 19h.

 

Colaboração: www.diariodonordeste.com.br


História de Aikidô – Por Israel Félix de Lima Júnior – 10 Anos da Academia Central de Aikidô de Natal

31 Março 2009

Minha história começou numa conversa com alguns amigos no ano de 1998, destes, um tinha visto algo sobre o Aikidô e de tão impressionado que ficou começou a nos falar sobre aquela nova arte. O mesmo praticava Karatê Dô, aliás, todos naquele grupo já tinham ou estavam praticando alguma arte marcial.  A curiosidade foi tamanha entre nós naquela noite que, depois de algum tempo, começamos a procurar pelo Aikidô aqui em Natal, mas não tínhamos nenhuma informação de onde achar e as respostas eram que não havia tal coisa na cidade.

 

No ano seguinte ao passar com a namorada pelo Shopping Cidade Jardim vi um cartaz na porta da loja Esporte Master, onde trazia informações sobre aquela arte que eu buscava a quase um ano. A partir desse momento a busca foi intensa e ao achar, na parte superior de uma farmácia, convido meu amigo a me acompanhar na primeira visita. Ao chegarmos lá nos deparamos com um ambiente extremamente limpo, calmo, e harmonioso, e lá, um treino estava acontecendo. Ficamos impressionados com o quanto era técnico o Aikidô, então começamos a analisar um possível confronto entre as duas artes (Karatê e Aikidô), e observamos que eram coisas diferentes.

 

Logo me apaixono pela arte e procuro uma turma para me encaixar, tão logo me encho de felicidade fico triste, pois não havia horário na qual eu pudesse freqüentar devido minhas obrigações, mas prontamente o Sensei Rodrigo anota meu telefone e me informa que há outras pessoas na mesma situação em que me encontrava. Ele estava estudando a possibilidade de abrir uma nova turma no período da tarde. Fiquei ansioso pra que isso acontece logo.

 

Passando-se uns 15 dias, mais ou menos, recebo uma ligação do Sensei Rodrigo informando da nova turma que iria iniciar-se às 15h, e se havia interesse de minha parte. Prontamente afirmo que sim, então ele me convida para compor a turma que, no primeiro momento, seria experimental. Mais uma vez vou da glória à decepção. Eu nem sonhava que a partir daquele momento essas oscilações de sentimentos seriam constantes no “”. Estava acostumado ao Karatê onde tínhamos que ser fortes; determinados; firmes; corajosos, essas habilidades eram habituais, e a partir daquele momento iriam ser acrescentadas mais algumas, necessitando assim desenvolver a sensibilidade para conduzi-las da melhora forma, pois os conflitos eram eminentes, não com os colegas, mas comigo mesmo.

 

O tempo passa e os treinos acontecem. Mais gente vai chegando e a turma logo se mostra viável. Em pouco tempo nossa turma passa a ter os treinos mais vigorosos.  Quase todos os graduados de hoje em dia do dojô passaram pela turma da tarde, dentre eles temos, além de mim: Sensei James; Sensei Marcos; Vinicius Brasil; Aleksej Marques; Tilla Samson; Carol Coe; dentre outros.

 

O caminho vai sendo trilhado, novas pessoas chegam e outras se vão, nesse momento só tínhamos o Sensei Rodrigo como referência e isso nos fazia ficar sempre depois do treino para estudar uns com os outros, e a cada treino, a cada chá, a cada novo amigo, surgiam novos aprendizados. A busca pelo ”” é eterna e estamos a buscá-la. Muitas transformações ocorreram durante esses dez anos, mas isso também é Aikidô.

 

Disse Morihei Ueshiba, o Fundador do Aikidô:

 

Em teu treinamento, não sejas apressado, pois são necessários no mínimo dez anos para dominares o que é básico e avançares para o primeiro degrau. Nunca penses que és perfeito como mestre e que a tudo conheces; tens que continuar treinando diariamente com teus amigos e discípulos para progredirem juntos na Arte da paz.”

 

A Arte da paz pode ser resumida assim: a verdadeira vitória é a auto-vitória; que aquele dia chegue rapidamente! A  verdadeira vitória  significa uma indomável coragem; a  auto-vitória” simboliza um infatigável esforço; e “ que aquele dia chegue rapidamente” representa o glorioso momento do triunfo aqui e agora”.

 

ISRAEL FÉLIX DE LIMA JÚNIOR – Nidan (Faixa-Preta Segundo Grau) de Aikidô – Iniciou o Aikidô em fevereiro de 2000 na Academia Central de Aikidô de Natal.


OAB-MT protesta contra decisão de juiz de limitar visita de advogados

30 Março 2009

Portaria baixada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Cáceres, Alex Nunes de Figueiredo, limitando o tempo de visita dos advogados na cadeia pública do município provocou insatisfação na categoria no mato Grosso. A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Estado entrou com pedido de revogação da medida no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Figueiredo explica que a decisão foi tomada devido a falta de estrutura e superlotação da unidade prisional, segurança precária e efetivo deficiente de agentes prisionais e policiais militares. Cada advogado pode conversar 40 minutos com o cliente. Caso não haja nenhum outro defensor na fila para entrevista com presos, a conversa pode ser mais longa.

 

Como a medida não estava sendo cumprida, o juiz determinou que quem desrespeitasse a portaria seria autuado em flagrante por crime de desobediência e liberado em seguida.

 

Colaboração: www.oab.org.br